NBR 7821 NB 89 - Tanques soldados para armazenamento de petroleo e derivados

NBR 7821 NB 89 - Tanques soldados para armazenamento de petroleo e derivados

(Parte 10 de 11)

44NBR 7821/1983

Tabela 24-Altura máxima do reforço de solda em função da espessura da chapa

Espessura da chapaAltura máxima do reforço de solda (m) (m)

Até 12,51 Maior que 12,5 até 25,02 Maior que 25,03 f)em todas as juntas sobrepostas, as chapas devem ser mantidas em perfeito contato durante toda a soldagem; g)o método proposto pelo montador para manter as chapas na posição de soldagem deve ser submetido à aprovação do inspetor do comprador; h)os pontos de solda nas juntas verticais do costado e na união das chapas do costado ao fundo devem ser retirados quando for feita a soldagem manual definitiva; os pontos de solda empregados para a fixação das chapas não precisam ser removidos quando for empregado o processo por arco submerso; deverão, no entanto, estar bem limpos e livres de escórias e materiais estranhos; os pontos de solda empregados para a fixação das chapas do fundo, do teto e nas juntas circunferênciais do costado não necessitam ser removidos quando tiverem fusão completa com o metal de base e quando os cordões subseqüentes tiverem também fusão completa com os pontos de solda; os pontos de solda que não vierem a ser completamente removidos antes da soldagem devem ser feitos por soldador qualificado.

9.2.2 Soldagem do fundo a)as chapas do fundo, depois de terem sido distribuídas e ponteadas, devem ser soldadas entre si numa seqüência tal que resulte num mínimo de distorção devido à contração e permita a obtenção de uma superfície o mais possível isenta de empenos e ondulações; b)é recomendado que a seqüência de soldagem referida na alínea a, resultante da experiência do montador, seja previamente submetida à aprovação do fabricante e do comprador; c)a solda do costado ao fundo deve estar praticamente terminada antes que seja iniciada a conclusão das soldas das juntas do fundo que foram deixadas abertas a fim de compensar a contração de outras soldas previamente executadas; d)as chapas do costado podem ser alinhadas por grampos metálicos fixados às chapas do fundo, e o costado pode ser ponteado ao fundo antes que seja iniciada a soldagem contínua da borda inferior das chapas do costado com as chapas do fundo.

9.2.3 Soldagem do costado a)as chapas a serem unidas por solda de topo devem ser cuidadosamente ajustadas e mantidas em po- sição durante a operação de soldagem; o desalinhamento das juntas verticais concluídas não deve exceder o maior dos valores a seguir:

10% da espessura da chapa 2 m b)nas juntas de topo horizontais, já concluídas, a chapa superior não deve projetar-se, em qualquer ponto, além da face da chapa inferior, mais do que 20% da espessura da chapa superior, valor este limitado a 3 m; excetuam-se os casos em que a espessura da chapa superior é menor do que 8 m, quando é permitida uma projeção de até 2 m; c)o lado inverso de juntas verticais e horizontais duplamente soldadas de topo deve ser cuidadosamente limpo de modo a expor uma superfície satisfatória para fusão com o metal a ser adicionado; esta limpeza pode ser feita por esmeril, bedame, corte com eletrodo de carvão, ou por outros métodos aceitáveis pelo inspetor do comprador; no caso de soldagem por arco submerso a limpeza será conforme os requisitos estabelecidos no Código ASME, Seção IX.

9.2.4 Teto a)as chapas do teto, depois de terem sido distribuídas e ponteadas, devem ser soldadas entre si numa seqüência tal que resulte num mínimo de distorção devido à contração e permita a obtenção de uma superfície o mais possível isenta de empenos e ondulações; b)é recomendado que a seqüência de soldagem referida na alínea a, resultante da experiência do montador, seja previamente submetida à aprovação do fabricante e do comprador.

9.3 Tolerâncias dimensionais 9.3.1 Verticalidade a)a falta-de-prumo máxima permissível entre o topo e o fundo do costado não deve exceder 1/200 da altura total do tanque; b)a falta-de-prumo em uma chapa do costado não deve exceder os valores especificados como tolerâncias para as siderúrgicas, encontrados nas Tabelas 14 ou 15 da Especificação ASTM A6, ou nas Tabelas 10 ou 13 da Especificação ASTM A20, qualquer que seja a aplicável.

9.3.2 Circunferência

Raios medidos a partir de 300 m acima da solda de canto entre o fundo e o costado não devem exceder as seguintes tolerâncias:

Faixa de diâmetros (m)Tolerância radial (m)

0 a 12, exclusive± 15 12 a 45, exclusive± 20 45 a 75, exclusive± 25 Acima de 75± 35

NBR 7821/198345

9.3.3 Barriga

Barrigas horizontais ou verticais, medidas por intermédio de gabarito de 1000 m de comprimento, não devem exceder 15 m.

9.3.4 Medições

As medições acima referidas devem ser feitas antes do teste hidrostático.

Nota:O propósito das tolerâncias definidas no item 9.3 é garantir um tanque com uma aparência aceitável e possibilitar o funcionamento correto dos tetos flutuantes; estas tolerâncias poderão ser ultrapassadas desde que o comprador e o fabricante estejam de acordo.

9.4 Inspeção, teste e reparos

9.4.1 Inspeção de solda a)soldas de topo: a inspeção de qualidade das juntas horizontais do costado, quando exigida a penetração total, e das juntas verticais do costado, deve ser feita pelo método radiográfico, como indicado no Capítulo 10 desta Norma; para juntas horizontais do costado onde não seja exigida a penetração total, a inspeção poderá ser feita pelo método de seccionamento como indicado no Capítulo 1 desta Norma; sempre que a inspeção visual indicar soldas não satisfatórias entre as chapas do costado, a aceitação ou rejeição do trabalho deve ser baseada na análise das áreas duvidosas por um dos métodos acima citados; b)soldas em ângulo: a inspeção das soldas em ângulo será visual; sempre que este exame indicar soldas não satisfatórias, a aceitação ou rejeição do trabalho deve ser baseada no corte de tais áreas por meio de talhadeiras com ponta arredondada; c)custos: todos os custos de radiografias e de reparos devem correr por conta do montador; caso o inspetor, a serviço do comprador, exija radiografias em quantidades superiores às especificadas no Capítulo 10 desta Norma, ou mais de um corte em cada 30 m de solda de ângulo, sem que sejam revelados quaisquer defeitos, estes custos adicionais correrão por conta do comprador.

9.4.2 Teste do fundo do tanque

Após a soldagem das chapas do fundo do tanque, este deve ser testado pela aplicação de vácuo às juntas usando espuma de sabão, óleo de linhaça ou outro material adequado para indicação de vazamentos, conforme especificado no item 9.4.9 desta Norma.

9.4.3 Teste do costado

Após a conclusão de todas as soldas do costado e antes de se conectar qualquer tubulação, o tanque deve ser testado por um dos seguintes métodos:

a)teste hidrostático do costado: este teste se destina à verificação de vazamentos, pelo enchimento completo do tanque com água; a temperatura mínima da água deverá ser compatível com o material utilizado para as chapas do costado como especificado na Tabela 1, do item 5.1.1; para tanques de teto fixo, a altura da coluna de água deve ultrapassar de 50 m o topo da cantoneira de reforço da borda superior do costado; para tanques sem teto ou de teto flutuante a altura da coluna de água não deve ultrapassar o topo da cantoneira de reforço da borda superior do costado, ou a parte inferior de qualquer ladrão que limite a altura de enchimento; o enchimento do tanque deve ser feito de forma controlada como descrito a seguir, para evitar que possa ocorrer uma ruptura na fundação do tanque; quando especificado pelo comprador, para o primeiro tanque testado em um determinado local recomenda-se fazer medições e registros dos recalques da fundação, utilizando-se de meios adequados; os serviços de medição e registro dos recalques de fundação, correrão por conta do comprador ou do empreiteiro da fundação; dependendo dos resultados que forem obtidos nesse primeiro teste, esses cuidados poderão ser relaxados, ou, pelo contrário, feitos com maior rigor para os demais tanques no mesmo local; para as medições de nível devem ser marcados, no mínimo, quatro pontos ao longo da circunferência para os tanques com diâmetros até 25 m, e 8 pontos para os tanques com diâmetros maiores; quando as condições do solo forem boas e os recalques esperados forem pequenos, o tanque poderá ser enchido até a metade, o mais rapidamente possível, dependendo do seu volume e das possibilidades de bombeamento e de suprimento de água; em seguida, antes de se prosseguir no enchimento, deverão ser medidos os pontos de referência de nível para se verificar se houve algum recalque exagerado ou desigual; em caso negativo, o tanque poderá ser enchido até 3/4 do volume, quando então deverão ser feitas novas medições de nível; desde que os recalques continuem por igual e dentro dos limites esperados, o tanque poderá ser enchido até o final, e novamente deverão ser medidos os níveis; a carga completa de água deverá ser mantida por 48 horas, no mínimo; caso os níveis mantenham-se sensivelmente constantes, o tanque poderá ser esvaziado; desde que o comportamento da base desse primeiro tanque seja satisfatório, para os demais tanques no mesmo local poderão ser dispensadas as medições de nível com 1/2 e 3/4 do enchimento; em terrenos fracos, onde puderem ser esperados recalques da ordem de 30 cm, ou quando for possível a ocorrência de deslizamentos, a velocidade de enchimento do tanque deverá ser bem menor; o início do enchimento deverá ser feito a não mais do que 0,6 m por dia, até o nível da água atingir cerca de 3,0 m, quando deverá ser interrompido o enchimento, e anotadas diariamente as medições nos pontos de referência de nível, para acompanhar a variação dos recalques com o tempo; quando o acréscimo diário dos recalques começar a diminuir, pode-se prosseguir o enchimento do tanque, acrescentando-se cada dia uma quantidade menor de água, desde que as medições de nível mostrarem que os recalques

46NBR 7821/1983 estão diminuindo a cada novo aumento de carga; quando o enchimento do tanque estiver próximo do final, a admissão de água deverá ser feita pela manhã, depois de uma primeira verificação dos níveis, para que se possa ter o dia inteiro para acompanhar os recalques, e também a possibilidade de esvaziar o tanque caso haja um acréscimo anormal nos recalques; em solos fracos, esse teste pode se prolongar por bastante tempo, e nesse caso o montador do tanque deverá ser avisado no pedido de compra dos tanques para as devidas providências no seu cronograma de teste e entrega dos tanques; os dados de natureza e espessura das diversas camadas do subsolo, obtidos em sondagens, poderão fornecer alguma indicação para a altura inicial de enchimento e as pausas necessárias; quando necessário deverão ser previstos meios para o rápido esvaziamento do tanque, sem que sejam afetados a base do tanque e os terrenos vizinhos10) e 1) .

b)outros métodos: embora seja preferível que o teste do costado seja feito como especificado na alínea anterior, permite-se, nos casos em que não haja disponibilidade adequada de água, que o teste seja feito por um dos métodos a seguir indicados:

-pintando-se todas as juntas, pelo lado interno, com um óleo de grande penetração e examinando-se cuidadosamente, a parte externa do costado em busca de vazamentos;

-aplicando-se vácuo em qualquer lado das juntas ou pressão de ar internamente conforme estabelecido para o teste do teto no item 9.4.4 desta Norma examinando-se cuidadosamente a ocorrência de vazamento em qualquer junta;

-qualquer combinação dos métodos estipulados nas duas subalíneas acima.

9.4.4 Teste do teto

Após a montagem, o teto do tanque que deve ser testado aplicando-se pressão interna de ar, ou vácuo externo, às juntas, usando espuma de sabão, óleo de linhaça ou outro material adequado para a detecção de vazamentos, a força resultante da pressão interna não deve ultrapassar o peso das chapas do teto.

9.4.5 Reparos a)todos os defeitos encontrados nas soldas devem ser mostrados ao inspetor do comprador e deve obter-se sua permissão antes de iniciar-se o reparo; todos os reparos feitos devem ser submetidos à aprovação deste inspetor; b)os vazamentos pequenos e porosidades nas juntas do fundo do tanque podem ser reparados aplicando-se um cordão de solda adicional sobre a área defeituosa; outros defeitos ou trincas nas juntas do fundo do tanque devem ser reparados como indicado na alínea f) deste item; c)todos os defeitos, trincas ou vazamentos nas juntas do costado ou nas que ligam o costado ao fundo do tanque devem ser reparados de acordo com a alínea f) deste item; d)pequenos vazamentos nas juntas do teto podem ser corrigidos por calafetagem mecânica, mas na ocorrência de considerável porosidade nas juntas, ou de trincas, deve ser feito o reparo por meio de solda adicional sobre as regiões afetadas; a calafetagem mecânica não será permitida em qualquer outro reparo; e)os reparos dos defeitos revelados pelo teste hidrostático devem ser feitos com o nível d’água, no mínimo a 300 m abaixo do ponto a ser reparado, ou com o tanque vazio, se o reparo estiver no fundo do tanque ou próximo ao fundo do tanque; nenhuma solda deve ser feita em qualquer tanque a menos que todas as linhas que se ligam a ele tenham sido desligadas e fechadas com flange cego; nenhum reparo deve ser iniciado num tanque que contenha ou que tenha contido petróleo ou derivados até que ele tenha sido esvaziado, limpo e desgaseificado de maneira garantida; nenhum reparo deve ser feito pelo montador em um tanque que tenha contido petróleo ou derivados, exceto quando aprovado por escrito pelo comprador e em presença de um inspetor por ele credenciado; f)os defeitos nas soldas serão reparados removendo-se a zona defeituosa, mecanicamente ou por fusão, de um ou de ambos os lados das juntas, se necessário, e soldando-se novamente; basta que seja removido o material estritamente necessário para a correção dos defeitos; todos os reparos de solda depois de completados deverão ser examinados pelo mesmo processo usado na detecção do defeito.

9.4.6 Limpeza

Após a montagem, o montador deve remover todos os detritos conseqüentes, deixando o local tão limpo como encontrado, e transportando a sucata para o local indicado pelo comprador.

9.4.7 Inspeção a)o inspetor do comprador deve ter livre acesso a qualquer hora e qualquer lugar onde se estejam realizando trabalhos relacionados com a montagem do tanque; o montador deve fornecer, sem ônus, condições de trabalho razoáveis ao inspetor para que este possa se assegurar que o trabalho está sendo executado de acordo com esta Norma;Recomenda-se muito para que no teste hidrostático não seja empregada água salgada, salobra ou qualquer outra água agressiva. Nos casos em que não for possível seguir essa recomendação, o interior do tanque deve ser cuidadosamente lavado e esgotado depois do teste para evitar a ação corrosiva.Chama-se atenção para a possibilidade de contaminação do tanque com produtos de petróleo, que poderá resultar em incêndio, quando é utilizada a própria tubulação ligada ao tanque para o enchimento do mesmo com água.

NBR 7821/198347 b)qualquer material ou mão-de-obra estará sujeito às exigências de substituição do item 7.2-c); c)os materiais danificados por execução defeituosa de trabalhos ou por outra causa qualquer, devem ser rejeitados; o fabricante ou montador, conforme o caso, será notificado por escrito e deverá repor imediatamente o material e/ou providenciar a mãode-obra necessária para a correção do defeito.

9.4.8 Aceitação

A aceitação do tanque só poderá ser feita após verificação de que todas as exigências desta Norma foram satisfeitas.

9.4.9 Testes a vácuo a)o teste a vácuo pode ser convenientemente executado com uma caixa metálica de teste (largura: 150 m, comprimento: 750 m) com uma tampa de vidro; o fundo aberto deve ser selado contra a superfície do tanque com uma junta de espuma de borracha; a caixa deve ter conexões, válvulas e manômetros adequados; b)para fazer-se o teste recobre-se com solução de espuma de sabão ou com óleo de linhaça um trecho de aproximadamente 750 m de cordão de solda; a caixa de teste deve ser colocada sobre a solda e o vácuo deve ser então aplicado à caixa; a presença de porosidade na solda é indicada pelo borbulhamento ou espuma produzida pelo ar succionado através do cordão de solda; c)o vácuo pode ser produzido na caixa por qualquer método adequado; d)o manômetro deve indicar, pelo menos, um vácuo de 100 m Hg (0,14 kgf/cm2).

10 Método radiográfico de inspeção das juntas do costado

10.1 Aplicação

A inspeção radiográfica por Raios X ou Raios Gama restringe-se aos casos de juntas do costado que devem ter soldas de penetração total e fusão completa, particularmente às juntas verticais do costado, as quais estão sujeitas aos maiores esforços devidos ao peso e à pressão do conteúdo do tanque. Não será requerido o exame radiográfico das soldas das chapas do teto, ou do fundo, da solda ligando o teto à cantoneira de reforço da borda superior do tanque, da solda entre esta e o costado, da solda entre o costado e o fundo, bem como das soldas das conexões. O método radiográfico também não é recomendado para outras juntas em que não sejam especificadas penetração e fusão completas.

10.2 Preparação para exame

Na preparação de juntas soldadas de topo para exame radiográfico, os respingos da solda ou outras irregularidades da superfície, de ambos os lados da junta e das chapas devem ser removidos por um processo mecânico adequado. A remoção deve ser tal que as irregularidades remanescentes não prejudiquem a interpretação da radiografia resultante. Também a superfície da solda deve concordar suavemente com a superfície da chapa. A superfície acabada do reforço de solda deve estar rente com as chapas ou ter uma curvatura uniforme com altura de acordo com as indicadas na Tabela 24 (ver item 9.2.1-e) desta Norma).

10.3 Quantidade e localização das radiografias a)as radiografias devem ser tiradas do seguinte modo:

-juntas verticais: para cada soldador ou operador de máquina automática de soldagem deve ser tirada uma radiografia dos primeiros três metros de solda das juntas verticais de cada tipo e espessura; em prosseguimento, independentemente do número de soldadores ou operadores em trabalho, uma radiografia adicional deve ser tirada em cada 30 metros ou fração de junta vertical do mesmo tipo e espessura; no mínimo 25% dos pontos selecionados devem estar nas interseções de juntas verticais com juntas horizontais, com um mínimo de duas interseções deste tipo por tanque;

-juntas horizontais: deve ser tirada uma radiografia nos primeiros três metros de solda horizontal do mesmo tipo e espessura (baseado na espessura da chapa mais fina da junta), independentemente do número de soldadores ou operadores em trabalho; em continuação, deve-se tirar uma radiografia para cada 60 metros adicionais, ou fração, de juntas horizontais do mesmo tipo e espessura;

-para efeito do especificado neste item, as chapas são consideradas como tendo a mesma espessura quando a diferença das espessuras nominais for inferior a 0,75 m;

(Parte 10 de 11)

Comentários