TIPOS DE ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS - tga (2)

TIPOS DE ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS - tga (2)

(Parte 1 de 4)

Dedico este trabalho, primeiramente à

Deus, pois sem ele, nada seria possível e não

estaríamos aqui reunidos, desfrutando, juntos

destes conhecimentos tão importantes. E aos

nossos colegas que também estão no mesmo

barco” remando sempre em frente aos cuidados

de nossa dedicada professora Gisela.

Tipos de estruturas organizacionais. 2010. 25 f. – Faculdade Intermunicipal do Noroeste Paranaense – FACINOR, 2010.

RESUMO

Este artigo mostrará os tipos de estruturas organizacionais existentes, quais são os modelos e formas a serem trabalhados, problemas e benefícios que eles trazem, e o quanto é importante para as empresas. Vai mostrar também que uma estrutura organizacional pode ser formada por aspectos formais, informais ou ambos os aspectos na mesma estrutura. Evidenciará o objetivo principal das estruturas organizacionais, destacando a busca pela eficiência e melhoria de seus métodos, para tornar a organização capaz de superar momentos difíceis e sobressair diante ao mercado concorrente. Além de, dar ênfase a necessidade de toda organização ter um ou mais tipos de estruturas definidas.

Palavras chave: Estruturas organizacionais. Objetivo principal. Eficiência, Organização.

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO.........................................................................................

06

2

TIPOS DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAIS......................................

08

2.1

ESTRUTURA FUNCIONAL.....................................................................

08

2.2

VANTAGENS DAS ESTRUTURAS FUNCIONAIS..................................

11

2.3

AS DESVANTAGENS DAS ESTRUTURAS FUNCIONAIS.....................

11

2.4

QUANDO USAR A ESTRUTURA FUNCIONAL......................................

12

2.5

VERTICALIZAÇÃO E HORIZONTALIZAÇÃO.........................................

12

2.6

SINTOMAS QUE INDICAM A EXAUSTÃO DO MODELO FUNCIONAL

13

3

ESTRUTURAS DIVISIONAIS..................................................................

13

3.1

MODELO DE ESTRUTURA DIVISIONAL...............................................

16

3.2

MODELO DE ESTRUTURA TWO-MEN-TEAM.......................................

17

3.3

O QUE CABE ÀS DIVISÕES E À ADMINISTRAÇÃO CENTRAL...........

17

3.4

VANTAGENS E DESVANTAGENS.........................................................

18

3.5

FUNÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO CENTRAL.........................................

18

4

ESTRUTURAS MATRICIAIS..................................................................

19

4.1

MODELO DE ESTRUTURA MATRICIAL................................................

20

4.2

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA ESTRUTURA MATRICIAL........

22

4.3

QUANDO USAR A ESTRUTURA MATRICIAL........................................

23

5

CONCLUSÃO..........................................................................................

24

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO..........................................................

25

INTRODUÇÃO

No decorrer de nossas vidas, todos nós desenvolvemos mecanismos de defesa em busca da sobrevivência. Estes fazem com que as pessoas evitem entrar em contato com os conflitos internos, gerando sensação de proteção frente aos desafios impostos.

Nas organizações não é diferente, porque cada empregado traz consigo seus mecanismos naturais de defesa, em busca da segurança e com isso interferindo nas tendências das organizações.

As organizações antes da revolução industrial, eram praticamente todas comandadas pelos donos de forma direta. Não eram estipulados níveis hierárquicos entre os proprietários e funcionários. Com crescimento das indústrias, os gerenciamentos das organizações eram feitos com base nas técnicas já existentes.

Após a reconstrução européia, agora com indústrias modernas e eficientes, deixando-a muito mais competitiva. O continente asiático, liderado pelo Japão, começou a concorrer no mercado internacional com enormes vantagens competitivas graças à cultura traumática do pós-guerra. Logo a sociedade industrial americana entrou em pleno declínio. Percebeu-se então que todos estavam acomodados e não perceberam que estava surgindo um novo período econômico-social, onde as premissas tinham que ser revistas.

A organização trabalha de forma a deixar as pessoas mais produtivas quando trabalham em conjunto. As estruturas organizacionais são adequadas para as condições e épocas nas quais se encaixam. Em qualquer organização, é necessária uma série de estruturas organizacionais. Por exemplo, a organização para lidar com crises necessita que haja uma autoridade final, ou seja, um chefe. É preciso que, numa situação de perigo comum, alguém tome a decisão final e possa esperar ser obedecido. Mesmo assim, existem diferenças enormes em estrutura organizacional segundo a natureza da tarefa. As pessoas precisam conhecer e compreender a estrutura organizacional na qual vão trabalhar.

A estrutura organizacional é aplicada de acordo com o objetivo e estratégia da empresa, procurando alcançar as situações almejadas pela mesma. A estrutura de uma organização reflete diretamente na maneira como a autoridade e como as atividades são distribuídas e como é feita a comunicação, sem perder o foco dos objetivos da organização a serem atingidos. A estrutura organizacional é de grande importância para empresas de pequeno, médio, e principalmente, grande porte, pois fazer uma distribuição de cargos para uma quantidade excessiva de funcionários é necessário ter critérios de avaliação para comandar certo departamento e certa função.

A estrutura organizacional tanto pode ser de aspecto formal, sendo uma estrutura que é planejada, é oficial, o fluxo de autoridade é descendente, ela é mais estável, é sujeita ao controle da direção e pode crescer a um tamanho imenso, dependendo da organização. Ou pode ser de aspecto informal, onde são identificadas com a interação social estabelecidas entre as pessoas, desse modo, progride espontaneamente no momento que as pessoas se reúnem. Traduz as relações que habitualmente não surgem no organograma. São comportamentos pessoais e sociais que não são documentados e reconhecidos oficialmente entre os membros organizacionais, aparecendo inevitavelmente em decorrência das necessidades pessoais e grupais dos empregados.

2. TIPOS DE ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS

2.1 ESTRUTURA FUNCIONAL

São estruturas divididas por departamentos pelos critérios funcionais no primeiro nível. Segundo Fayol as funções principais do primeiro nível são: produção, comercialização, finanças e administração.

Cada empresa adapta seu modelo de estrutura funcional de acordo com a sua característica ou necessidade, por exemplo, se uma empresa quer dar ênfase à tecnologia e à produção poderá seguir o seguinte modelo de estrutura:

PRESIDÊNCIA

DIRETORIA FINANCEIRA

DIRETORIA DA ADMINISTRAÇÃO

DIRETORIA INDUSTRIAL

DIRETORIA DE ENGENHARIA

DIRETORIA COMERCIAL

E assim sucessivamente conforme decisão por parte da organização.

Segundo James A. F. Stoner e R. Edward Freeman,Administração, 5ª edição,...” A estrutura funcional reúne num departamento todas as pessoas envolvidas em uma atividade ou em várias atividades relacionadas. Por exemplo numa organização dividida por por função pode ter departamentos separados de fabricação, marketing e vendas. Um gerente de vendas nessa organização seria responsável peãs venda de todos os produtos fabricados pela empresa...”

As estruturas funcionais são agrupadas na mesma unidade, pessoas que realizam atividades dentro de uma mesma área técnica ou de conhecimento, como por exemplo a área financeira, a área de produção, a área comercial, a área de recursos humanos, entre outras. A necessidade de especialização por áreas técnicas e a existência de pouca variedade de produtos constituem as principais razões para a criação deste tipo de estrutura. Trata-se do desenho que agrupa pessoas com base em suas habilidades e conhecimento ou na utilização de recursos similares, para aumentar a efetividade da organização no alcance de seu principal objetivo, fornecer aos clientes produtos de qualidade a preços razoáveis. As diferentes funções surgem em resposta ao aumento de complexidade das tarefas e à medida em que as funções aumentam e se especializam, as habilidades melhoram e as competências surgem, dando vantagem competitiva à organização.

A estrutura funcional é a primeira a se desenvolver porque fornece às pessoas a oportunidade de aprenderem umas com as outras. Reunidas em um mesmo grupo funcional, elas podem aprender as melhores técnicas para realização de suas tarefas; as mais habilidosas podem treinar os novos empregados e serem promovidas a supervisores ou gerentes. Assim vão aumentando as habilidades e o conhecimento da organização.

As organizações são inicialmente organizadas por função para facilitar o gerenciamento do aumento de especialização e divisão do trabalho, mas a medida em que elas continuam a crescer e se diferenciar, os problemas de controle vão surgindo. Com o aumento das habilidades da organização para produzir melhores produtos e serviços, os clientes também aumentam suas demandas que por sua vez pressionam ainda mais a capacidade de produzir mais e mais rapidamente. Os custos crescem e a pressão para se manter na liderança dos concorrentes causa ainda mais exigência por produtos de mais qualidade. Os tipos de clientes atraídos pela empresa podem mudar com o aumento da oferta de produtos e serviços, e pode ser difícil identificar e atender as necessidades de novos clientes numa estrutura funcional.

O desafio para as organizações é de como controlar o aumento de complexidade das atividades à medida que elas crescem e se diferenciam.

Quando as funções se desenvolvem e criam suas hierarquias próprias, elas se distanciam umas das outras, ocasionando problemas de comunicação.

O crescimento e aumento da quantidade e complexidade de funções, produtos e serviços requer informações para medir as contribuições dos grupos funcionais; sem elas a organização pode não estar fazendo o melhor uso de seus recursos. Pode também requerer o estabelecimento em regiões geográficas diversas, e com mais de uma localização, é preciso um sistema de informação para balancear a necessidade entre centralização e descentralização de autoridade. Se a alta gerência gastar muito tempo para solucionar problemas de coordenação do dia-a-dia, os problemas estratégicos de longo prazo ficam sem tratamento.

O redesenho da estrutura permitindo maior integração entre funções pode auxiliar os gerentes a resolver problemas de controle associados à estrutura funcional. O termo reengenharia tem sido usado para se referir ao processo de redesenhar como as tarefas são agrupadas em papéis e funções, visando aumentar a efetividade da organização. A reengenharia envolve repensar e redesenhar radicalmente os processos de negócios para se ter melhorias dramáticas em medidas de desempenho (custo, qualidade, serviço e velocidade). O foco de atenção está nos processos de negócio, que envolvem atividades entre funções. A habilidade dos grupos para trabalharem através das funções é o fator principal para garantir o fornecimento de produtos e serviços com qualidade e custo baixo.

...”Organizar o trabalho de acordo com as saídas e não de acordo com as tarefas, ter as pessoas que vão usar as saídas do processo desempenhando o processo, descentralizar a tomada de decisão para onde ela será feita, são orientações para se fazer a reengenharia. Melhorar a integração entre funções pode resolver problemas de controle e aumentar a efetividade da organização. Quando os problemas não são resolvidos apenas com a reengenharia da estrutura funcional, uma estrutura mais complexa é necessária.” (disponível em : http://www.batebyte.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1454)

“As estruturas funcionais foram criadas com  uma visão voltada para a sua realidade interna, ou seja para si própria. Esse tipo de pensamento dominou e ainda domina a maioria das empresas que conhecemos. Nesse estágio as funções são todas divididas por etapas, onde são fragmentados processos de trabalho. Trata-se de um trabalho individual e voltado a tarefas.Esse tipo de estruturação tem sido padrão nas empresas. O agrupamento funcional dos grupos de trabalho, porém tem sido questionado a partir de iniciativas competitivas como: qualidade total, redução do tempo de ciclo e aplicação da tecnologia da informação, que tem conduzido a organização funcional a mudanças fundamentais.

 ...”A organização funcional é aquela claramente dividida em áreas de conhecimento ou departamentos, e que define uma hierarquia clara nessas áreas. É aquela empresa que possui um departamento de engenharia, um de produção, um financeiro, um de informática e qualquer outro que você já tenha visto; cada um destes departamentos possui um gerente (que chamamos de gerente funcional); todos que trabalham no departamento de informática é um profissional de informática; além disso, todo mundo em uma organização funcional possui somente um chefe que possui um chefe, e assim subimos na hierarquia até o presidente.” l (disponível em: http://www.athenaconsulting.com.br/artigo-O-Estilo-da-sua-empresa.html)

...”A Estrutura Funcional poderá possuir diferentes gestores individuais que se

responsabilizarão por funções distintas, como as vendas, a produção, etc. Deste modo vai ocorrer um planejamento numa perspectiva de médio prazo. Este tipo de estrutura permitirá uma expansão de estratégia, produtos-mercados e aumentar o nível de integração vertical interno....”

disponível em: http://prof.santana-e-silva.pt/EGI_estrategia_mk/trabalhos_dos_alunos/estrategia/Word/10-Estruturas%20Organizacionais.pdf)

Qualquer que seja o modelo de estrutura escolhido, terá suas vantagens e desvantagens que demonstraremos a seguir:

2.2 VANTAGENS DAS ESTRUTURAS FUNCIONAIS

A sua grande vantagem é, além da especialização técnica, o fato de permitir uma eficiente utilização dos recursos em cada área técnica. Outra vantagem dessa estrutura é que pessoas agrupadas por suas habilidades comuns podem supervisionar umas as outras. Trabalhando juntas por um longo período, elas também desenvolvem normas e valores, que as tornam membros mais efetivos de uma equipe comprometida com as atividades da empresa e que irá ocorrer a concentração de recursos onde vão resultar um elevado grau de especialização e de controle das atividades. Esta especialização permite um avanço na aprendizagem e na redução de custos operacionais com o passar do tempo. A promoção na carreira tende a ser mais fácil pois existe a possibilidade de desenvolvimento de competências profissionais em tarefas mais específicas.

Segundo Stoner James A. F. e Freeman R. Edward, pag 231, Administração 5ª edição, “ Outra grande vantagem de uma estrutura funcional é que ela torna mais fácil a supervisão, já que cada administrador só precisa ser um expert numa grande gama de capacidades. Além disso, uma estrutura funcional torna mais fácil mobilizar capacidades especializadas e utilizá-las onde são mais necessárias”

A organização funcional tenta tirar vantagem do conhecimento dos funcionários, agrupando todos aqueles que possuem o mesmo perfil e mesma formação técnica juntos em unidades altamente especializadas e produtivas. O plano de carreira neste tipo de organização é claro e como esses funcionários só possuem um chefe não há conflitos de autoridade. Isso faz da organização funcional uma excelente executora de operações, ou seja, trabalho contínuo, repetitivo e produtivo.

Segundo Stoner e Freeman, pag 234, Administração, 5ª edição(....”Numa estrutura funcional, as competências especializadas podem se tornar cada vez mais sofisticadas – mas a produção coordenada de bens pode ser difícil de se alcançar....”

2.3 AS DESVANTAGENS DAS ESTRUTURAS FUNCIONAIS

A coordenação das diversas funções é feita no topo, e tende a atrasar as decisões que envolvem coordenação entre funções a ponto de prejudicar a empresa.

A estrutura funcional não facilita a visão sistêmica da empresa, isto é, cada administrador de sua função não esta preparado para assumir a função principal, pois é totalmente focado a sua função, para que este quadro mude são necessárias medidas de inclusão à função principal como: treinamentos especializados, rodízios de funções, assessoria ao principal executivo, etc,.

Na estrutura funcional não é possível comparar o desempenho de uma função com a outra, por serem de naturezas distintas. Desta maneira a estrutura funcional dificulta o controle, a não ser por comparações de outros períodos e com descontos para as peculiaridades.

No caso de empresas pequenas estas desvantagens não costumam ser um problema grave, pelo fato de que cada responsável de cada função estarem mais próximos uns dos outros e até mesmo com o principal executivo.

...”As desvantagens são bastante conhecidas por aqueles que trabalham neste ambiente: o modelo é muito rígido e muito fragmentado, ou seja, cada departamento é quase uma empresa independente dentro de uma empresa maior. Há pouca comunicação interdepartamental: esta tende a ser burocratizada e difícil, e não é incomum existirem feudos e rivalidades entre as áreas da empresa...” (disponível em: http://www.athenaconsulting.com.br/artigo-O-Estilo-da-sua-empresa.html)

2.4 QUANDO USAR A ESTRUTURA FUNCIONAL

Geralmente ao iniciar, uma empresa simples adota o modelo de estrutura funcional, e a medida que vai diversificando seus produtos ou serviços ela irá analisar os sinais que indicam a mudança para outro tipo de estrutura, sinais como: a empresa deixa de ser pequena, o grau da diversidade e alguns sintomas de exaustão do modelo de estrutura funcional.

2.5 VERTICALIZAÇÃO E HORIZONTALIZAÇÃO

Verticalização ou integração vertical, é quando a empresa começa a atuar em mais um estágio produtivo, exemplo, ela deixa de comprar para produzir, isto é, a substituição de transações de mercado por transações internas.

Horizontalização ou integração horizontal, neste caso a empresa usa seus recursos para produzir outros produtos/serviços que não é o seu principal, por exemplo, a empresa usa seu parque de máquinas para produzir produtos que não são insumos dos existentes e nem usar os existentes como insumos.

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