Linfoma de Hodgkin

Linfoma de Hodgkin

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Linfoma de Hodgkin, apresentado por Mª de Fátima, Isabela, Priscila de Castro, Cleonice, Poliana, Robert e Luizete. Faculdade Anhanguera JK. Enfermagem 4º C

Faculdade Anhanguera Educacional – JK Enfermagem 4º C

Brasília, 29 de setembro de 2010.

Linfoma de Hodgkin, apresentado por Mª de Fátima, Isabela, Priscila de Castro, Cleonice, Poliana, Robert e Luizete. Faculdade Anhanguera JK. Enfermagem 4º C

Introduçãopág. 2
Conceitopág. 3
Fisiopatologiapág. 3
Sintomaspág. 4
Fatores de riscopág. 5
Manifestações clínicaspág. 5
Diagnósticopág. 6
Classificação e estadiamentopág. 7
Tratamentopág. 9
Cuidados para este pacientepág. 1
Conclusãopág. 12

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Introdução:

Este trabalho tem como objetivo fornecer informações a respeito do

Linfoma de Hodgkin.

A abordagem do linfoma de Hodgkin evoluiu consideravelmente desde a primeira descrição, em 1832, por Thomas Hodgkin, tornando-se hoje uma das neoplasias não cutâneas com maior taxa de cura. Este trabalho apresenta uma atualização do linfoma de Hodgkin em termos de fisiopatologia, diagnóstico, classificação e tratamento.

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Linfoma de Hodgkin

• Conceito

Linfoma ou Doença de Hodgkin corresponde a uma proliferação anormal que começa no sistema linfático. É uma forma de câncer que se origina nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, um conjunto composto por órgãos, tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo.

A Doença de Hodgkin é considerada uma das formas de câncer com melhor resposta ao tratamento. A taxa total de cura é atualmente estima em 75%. Cerca de mais de 50% daqueles com estágio mais avançado, estão vivendo mais de 10 anos após o tratamento. Esta doença pode ocorrer em qualquer faixa etária, no entando, é mais comum na idade adulta jovem, dos 15 aos 40 anos, um pouco mais comum em homens que nas mulheres. A ocorrência da doença apresenta um padrão familial: parentes em primeiro grau possuem uma freqüência maior que a normal da doença, mas incidência real desse padrão é baixa. A doença de Hodgkin é observada mais amiúde nos pacientes que recebem terapia imunossupressora crônica, militares que foram expostos ao herbicida Agente Laranja e em marceneiros.

• Fisiopatologia

A doença de Hodgkin é de origem unicêntrica, já que se inicia em um único linfonodo. A doença dissemina-se por extensão contigua ao longo do sistema linfático. O Linfoma de Hodgkin surge quando um linfócito (mais freqüentemente um linfócito B) se transforma de uma célula normal em uma célula maligna, capaz de crescer descontroladamente e disseminar-se. A célula maligna começa a produzir, nos linfonodos, cópias idênticas.

Com o passar do tempo, estas células malignas podem se disseminar para tecidos adjacentes, e, se não tratadas, podem atingir outras partes do corpo. Na doença de Hodgkin, os tumores disseminam-se de um grupo de linfonodos para outros grupos de linfonodos através dos vasos linfáticos. A célula maligna da doença de Hodgkin é a célula de Reed-Sternberg, uma célula tumoral gigantesca morfologicamente única e considerada de origem linfóide

Linfoma de Hodgkin, apresentado por Mª de Fátima, Isabela, Priscila de Castro, Cleonice, Poliana, Robert e Luizete. Faculdade Anhanguera JK. Enfermagem 4º C imatura, contudo o tumor é muito heterogêneo podendo conter poucas células de Reed-Sternberg.

tipos de linfócitos: os linfócitos B, os linfócitos T e as células NK

Os órgãos e tecidos que compõem o sistema linfático incluem linfonodos, timo, baço, amígdalas, medula óssea e tecidos linfáticos no intestino. A linfa contém proteínas e células linfóides. Já os linfonodos são encontrados em todas as partes do corpo, principalmente no pescoço, virilha, axilas, pelve, abdome e tórax; produzem e armazenam linfócitos. Existem três

Quando os linfócitos predominam, com poucas células de Reed-

Sternberg e envolvimento mínimo dos linfonodos, o prognostico é muito mais favorável que quando a contagem de linfócitos está baixa e os linfonodos estão quase substituídos por células tumorais do tipo mais primitivo. Muitos pacientes com doenças de Hodgkin possuem os tipos atualmente designados de “esclerose nodular” ou de “celularidade mista”.

• Sintomas

Na maioria dos casos, os pacientes procuram o médico por causa do aparecimento de gânglios inchados no pescoço, axilas ou virilha. Esses gânglios geralmente não são dolorosos e não respondem a tratamentos com antibióticos.

“sintomas B” são mais comuns na doença avançada

Os sintomas resultam da compressão dos órgãos pelo tumor, como a tosse e o derrame pulmonar, icterícia, dor abdominal ou dor óssea. Referidos como “sintomas B”, eles incluem febre, sudorese intensa e perda de peso, os

Uma massa mediastinal é suficientemente grande para comprimir a traquéia e provocar dispnéia. Alguns pacientes sentem dor breve, porém intensa, depois de ingerir álcool, usualmente no sítio do tumor.

Os pacientes podem ter perda de apetite e peso, juntamente com náusea, vômitos, indigestão e dor na barriga. Muitas vezes uma sensação de saciedade pode estar presente como resultado de hepatomegalia, esplenomegalia ou aumento dos linfonodos abdominais. Outros sintomas podem ser: prurido, dor nos ossos, dores de cabeça, tosse constante e pressão

Linfoma de Hodgkin, apresentado por Mª de Fátima, Isabela, Priscila de Castro, Cleonice, Poliana, Robert e Luizete. Faculdade Anhanguera JK. Enfermagem 4º C anormal ou congestão na face, pescoço e parte superior do peito. Os sintomas gerais podem incluir cansaço ou dor generalizada.

Outras pessoas têm suores noturnos e febre constante. Como na maioria dos cânceres, a doença é melhor tratada quando descoberta cedo.

Uma vez que todos esses sintomas são comuns a muitas outras doenças, de pequenos a sérios distúrbios, os procedimentos de diagnóstico corretos devem ser seguidos para confirmar ou avaliar a hipótese diagnóstica de linfoma de Hodgkin.

• Fatores de risco

Pessoas expostas a herbicidas ou altas doses de radiação (por exemplo, sobreviventes da bomba atômica de Hiroshima, indivíduos que tenham sido expostos à radioterapia) têm uma chance um pouco maior de desenvolver essa doença.

Há também maior taxa de incidência entre pessoas que tenham certos distúrbios de imunodeficiência, bem como aquelas que tenham se tratado com altas doses de quimioterapia ou drogas imunossupressivas para outras doenças, tais como transplante de coração ou rim, artrite reumatóide, doença renal crônica ou lúpus eritematoso sistêmico.

Entretanto, a maioria dos pacientes não tem qualquer história destes distúrbios ou exposição à radioterapia ou quimioterapia. Pesquisadores acreditam que os linfomas envolvem uma complexa interação entre a genética do indivíduo e fatores externos.

Muitos pacientes descobrem ter falhas na sua resposta imune em grupos específicos de cromossomos, mas o significado real dessas anormalidades é ainda incerta. Outros acreditam que um ou mais vírus podem estar envolvidos, mas uma relação direta de causa e efeito entre vários microrganismos, incluindo vírus e esses distúrbios, ainda não foi comprovada.

Vários estudos indicam que os linfomas não seguem nenhum padrão hereditário aparente, não havendo ainda, nenhum dado para apoiar quaisquer.

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• Manifestações Clínicas

A doença de Hodgkin geralmente começa como um aumento indolor de um ou mais linfonodos em um lado do pescoço. Os linfonodos individuais são indolores e firmes, mas não endurecidos. Os sítios mais comuns para a linfadenopatia são os linfonodos cervicais, supraclaviculares e mediastinais.

Todos os órgãos são vulneráveis à invasão pela doença de Hodgkn. Uma anemia branda é o achado hematológico mais comum. A contagem de leucócitos pode estar elevada ou diminuída. Os pacientes com doença de Hodgkin apresentam imunidade celular comprometida, conforme evidenciado por uma reação ausente ou diminuída aos testes de sensibilidade cutânea.

• Diagnóstico

O histórico oferece fortes evidências para o diagnóstico. No exame físico completo percebe-se gânglio, fígado e/ou baço aumentados. Amostras de sangue devem ser recolhidas para determinar as contagens celulares e como os rins, o fígado e outros órgâos estão funcionando.

O diagnóstico é confirmado após a biópsia do local suspeito. A biópsia é um procedimento cirúrgico relativamente simples, no qual a área é anestesiada e um pequeno corte é feito para remoção e inspeção da amostra de tecido. Pode ser necessária uma cirurgia mais ampla, caso o tumor seja muito profundo. Uma vez retirado o material, este é devidamente preparado e analisado.

Diferente de outros tipos de linfomas, a Doença de Hodgkin caracteriza-se pela presença de um tipo característico de célula, conhecida como célula de Reed-Sternberg (nomeada pelos cientistas que a descobriram). A interpretação histológica ou patológica feita no microscópio evidencia alguns tipos diferentes de Doença de Hodgkin (esclerose do nódulo, celularidade mista, predominância linfocitária ou depleção linfocitária).

Utilizam-se vários tipos de exames para diagnosticar Doença de Hodgkin. Estes procedimentos permitem determinar seu tipo específico,

Linfoma de Hodgkin, apresentado por Mª de Fátima, Isabela, Priscila de Castro, Cleonice, Poliana, Robert e Luizete. Faculdade Anhanguera JK. Enfermagem 4º C e esclarecer outras informações úteis para decidir sobre a forma mais adequada de tratamento.

A biópsia é considerada obrigatória para o diagnóstico de Doença de Hodgkin. Depois do diagnóstico de linfoma de Hodgkin, exames adicionais são feitos para descobrir se as células cancerosas se espalharam dentro do sistema linfático ou a outras partes do corpo.

Durante o procedimento, remove-se uma pequena amostra de tecido para análise, em geral um gânglio linfático aumentado. Há vários tipos de biópsia: Biópsia excisional ou incisional - o médico, através de uma incisão na pele, remove um gânglio inteiro (excisional), ou uma pequena parte (incisional); Biópsia de medula óssea - retira-se um pequeno fragmento da medula óssea através de agulha. Esse procedimento não fornece diagnóstico da Doença de Hodgkin, mas é fundamental para determinar a extensão da disseminação da doença; Também são necessários exames de imagem para determinar a localização das tumorações no corpo. Radiografias são empregadas para detectar tumores no tórax; usando-se Tomografia Computadorizada, são obtidas imagens detalhadas do corpo sob diversos ângulos. Já a Ressonância Magnética utiliza ondas magnéticas e de rádio para produzir imagens de partes moles e órgãos; e na Cintigrafia com Gálio, uma substância radioativa, ao ser injetado no corpo do paciente é atraída para locais acometidos pela doença. Além disso, são utilizados outros tipos de exames que ajudam a determinar características específicas das células tumorais nos tecidos biopsiados. Estes testes incluem: Estudos de citogenética para determinar alterações cromossômicas nas células; Imunohistoquímica, na qual anticorpos são usados para distinguir entre vários tipos de células cancerosas; Estudos de genética molecular, que são testes de DNA e RNA altamente sensíveis para determinar traços genéticos específicos das células cancerosas.

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TC (tomografia computadorizada): Um procedimento que faz uma série de imagens detalhadas de áreas no interior do corpo, tomadas de ângulos diferentes. PET scan (tomografia por emissão de pósitrons): Uma pequena quantidade de glicose radioativa é injetada em uma veia. O PET scanner gira em torno do corpo e faz um “retrato” de onde a glicose está sendo utilizada. As células malignas aparecem mais brilhantes na imagem, porque são mais ativas e utilizam mais glicose do que células normais.

• Classificação e Estadiamento da Doença de Hodgkin

Ao diagnosticar a Doença de Hodgkin, ela é classificada e seu estágio é avaliado (é realizada uma pesquisa para saber se a doença se disseminou a partir do seu local de origem e em que intensidade). Esta informação é fundamental para estimar o prognóstico do paciente e selecionar o melhor tratamento. 1. Classificação:

Atualmente, para classificação da Doença de Hodgkin é mais utilizado o sistema de desenvolviemento pela Organização Mundial de Saúde em conjunto com um painel de especialistas norte americanos e europeus, denominado REAL (Revesed European American Lymphoma Classification). Sob este sistema estas doenças são divididas de acordo com um número de características que, junto a outras informações, permitem ao médico estimar o prognóstico do paciente.

2. Estadiamento: Após reunir todas as informações disponíveis nos testes diagnósticos, procede-se o estadiamento da doença, ou seja, determinar o quanto se desseminou. Existem quatro estágios, correspondendo ao estágio I à doença mais limitada, e o estágio IV, à mais avançada. Também é

Linfoma de Hodgkin, apresentado por Mª de Fátima, Isabela, Priscila de Castro, Cleonice, Poliana, Robert e Luizete. Faculdade Anhanguera JK. Enfermagem 4º C agregada uma subdvisão destes estágios aos pacientes com certos sintomas, relacionados à doença, chamados sintomas B, tais como febre, sudorese noturna, perda de peso significativa. a) Estágio I: A doença encontra na área de um linfonodo ou em somente um órgão ou área fora dos linfonodos. b) Estágio I: A doença encontra em 2 ou mais áreas de linfonodos no mesmo lado diafragma, ou em uma área, ou órgão fora dos linfonodos em linfonodos em volta da mesma, no mesmo lado do diafragma. c) Estágio I: A doença espalhou-se para ambos os lados do diafragma.

O linfoma pode também ter se espalhado para uma área ou órgão próximo a áreas de linfonodos e/ou baço. d) Estagio IV: A doença alastrou-se para órgãos ou órgãos fora do sistema linfático, acima e abaixo do diafragma e medula óssea. e) Cada um desses estágios pode ser acompanhado por uma das seguintes letras: (A) significa ausência de sintomas específicos. (B) indica a presença de um sintoma específico, incluindo febre inexplicada acima de 38°C, sudorese noturna e perda de peso superior a 10% do peso normal. (E) é usado quando a doença envolve áreas fora dos linfonodos (extranodal). Uma outra letra pode ser adicionada ao (E) para definir exatamente o órgão ou local que esta envolvido. Essas letras incluem: (N) nodos ou linfonodos, (B) baço, (F) fígado etc. f) Recaída: Esse termo significa que a doença voltou após ter sido tratada. Ela pode voltar na área anterior ou em local diferente, pode ser precoce (quando ocorre antes de 1 ano), ou tardia (após 1 ano).

• Tratamento

A escolha do tratamento e o prognóstico dependem do estágio da doença, da idade do paciente e suas condições gerais.

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O tratamento para Doença de Hodgkin começa logo após o diagnóstico e consiste de quimioterapia, radioterapia ou uma combinação dos 2 métodos. Quimioterapia: A quimioterapia é um termo genérico usado para designar a combinação de medicamentos cuja ação é bloquear o crescimento de células que se dividem rapidamente. Há vários esquemas que podem ser efetivos no combate a essa doença. Esses esquemas são feitos de várias misturas de remédios e geralmente incluem algumas drogas por via oral, bem como algumas que são administradas de forma intravenosa (pela veia).

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