COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS DO TÉCNICO EM IMOBILIZAÇÕES ORTOPÉDICAS NA ÁREA DE SAÚDE NOS SERVIÇOS DE TRAUMATO-ORTOPEDIA:

Com a criação da Profissão de Técnico em Imobilizações Ortopédicas no país, descrita no Ministério do Trabalho e Emprego através do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações Cód. Nº 3226-05) publicado no ano de 2002 reconhecendo enfim o trabalho de um profissional atuante há mais de cinqüenta anos nos serviços de ortopedia, hoje buscamos soluções a proporcionar cada vez mais qualidade de vida aos usuários/clientes dos serviços de Traumato-Ortopedia no que tange as imobilizações ortopédicas por meio de ações conscientes, éticas e corretas dentro do campo de atuação.

Os Técnicos em Imobilizações Ortopédicas estão habilitados conforme Descrição Sumária da função/atividade a procedimentos como:

 Confeccionar e retiram aparelhos gessados, talas gessadas (goteiras, calhas) e enfaixamentos com uso de material convencional e sintético (resina de fibra de vidro). Executar imobilizações com uso de esparadrapo e talas digitais (imobilizações para dedos). Preparar e executar trações cutâneas, auxiliar o médico ortopedista na instalação de trações esqueléticas e nas manobras de redução manual com uso de anestésico local. Preparar sala para pequenos procedimentos fora do centro cirúrgico, como pequenas suturas e anestesia local para punções e infiltrações. Comunicar-se oralmente e por escrito, com os usuários e profissionais da área de saúde.

"As imobilizações especiais ou de risco, tais como as realizadas em pacientes anestesiados, as confeccionadas em pós-operatório imediato, as aplicadas em pacientes com lesões neurológicas, vasculares ou extensas da pele, as que visem correção em crianças, as que necessitem de mesa ortopédica para sua confecção, as que incluam 03 (três) ou mais articulações e as que sigam à redução ou manipulação, serão procedidas, necessariamente, com a participação direta do médico auxiliado por profissional Técnico em Imobilizações Ortopédicas capacitado a atuar sob a indicação e supervisão do médico ortopedista assistente".

Justificativa para que os curativos ortopédicos sejam também de competência do Técnico em Imobilizações Ortopédicas:

Alguns dos Conselhos Regionais de Enfermagens não tem permitido que outros (técnicos em imobilizações ortopédicas) profissionais senão da enfermagem realizem curativos em pacientes ortopédicos, no entanto a grande maioria dos enfermeiros tem se negado a proceder alguns procedimentos (curativos) quando o segmento encontra-se envolvido por aparelhos ou calhas gessadas devido a sua complexidade por ocasionar em retirada acidental de material como fios intra-ósseos, causar mobilidade do foco da fratura ou remoção de enxertos ósseos (Papineau) por falta de conhecimento quanto às técnicas empregadas.

Fundamentadas em bases legais e tecnológicas, devem estar incluídas as técnicas de curativos descritas aos procedimentos ortopédicos (ambulatoriais e cirúrgicos) ao técnico em imobilizações ortopédicas, ao qual compete apropriar-se dos procedimentos específicos e legais quanto às práticas de auxilio médico sendo extensão do trabalho médico devido sua habilidade e competência de desenvolver procedimentos dentro e fora do centro cirúrgico sob a indicação e supervisão do médico ortopedista assistente.

Obs.: É praticamente inevitável e impossível que em alguns casos (janela/gesso, talas, fios kirshenner, suturas e trações esqueléticas) o TIO necessite realizar procedimentos de assepsia e antissepsia/curativos antecedendo ou sucedendo toda e qualquer imobilização ortopédica devido a complexidade, diante de tais fatos é necessário e prudente que no perfil de competência do Técnico em Imobilizações Ortopédicas seja inserido a prática de curativos.

Se ocorrer do Técnico em Imobilizações Ortopédicas ser vedado da realização de determinados curativos em Traumato-Ortopedia, os serviços poderão sofrer uma considerável lentidão contribuindo ao caos já existente na saúde, senão vejamos: Ao se realizar abertura de janela ou remoção de talas gessadas pelo TIO para manutenção de curativos, aguardaria a enfermagem p/ sua manutenção?

E então novamente o TIO ser chamado para dar segmento ao procedimento referente ao aparelho gessado? “Se o técnico em imobilização ortopédica pode preparar pequenos procedimentos fora do centro cirúrgico como pequenas suturas, logo poderá finalizar com curativo seguido de imobilização ortopédica, pois procedimento executado por muitas mãos pode provocar uma incidência maior de infecções”.Compete também ao técnico em imobilização ortopédica a observação dos pacientes imobilizados por ele quando internados, principalmente nos pós-operatórios onde o índice de edemas e complicações são mais vulneráveis e merecem a atenção de toda uma equipe (TIOs, enfermagem e médicos) devido as imobilizações serem realizadas sob pressão de garrotes durante o ato cirúrgico.

Ao se notar algum tipo de anormalidade funcional ou estética do paciente e do segmento imobilizado pelo aparelho gessado em questão, o técnico em imobilizações ortopédicas irá se comunicar com o médico ortopedista responsável pelo ato cirúrgico relatando o caso ou a um plantonista, o qual irá prescrever e indicar que ações devem ser realizadas no sentido de minimizar o quadro instalado, visando na melhoria das condições de saúde do paciente bem como a integridade da equipe profissional.

A maioria dos pacientes do serviço de ortopedia que são indicados para tratamentos cirúrgicos em fraturas dos membros superiores, são providos de materiais de síntese como: Fios de Steinmann e Fios de Kirschiner envolvidos por talas ou aparelhos gessados circulares, áxilo-palmar ou antebraquiopalmar que necessitam da intervenção do técnico em imobilização ortopédica na realização e manutenção dos curativos realizados através de janelas ou após remoção de talas/gesso. Durante a manutenção do curativo, há cuidados a serem observados para que fios não sejam removidos acidentalmente, uma quantidade suficiente de compressa de gaze protege a região onde está o fio percutâneo para evitar o atrito do gesso com o fio. Esta técnica é desenvolvida pelo profissional do gesso sempre sob indicação e supervisão do médico ortopedista assistente.

Há pacientes nos serviços de Traumato-Ortopedia que são tratados por aparelhos ainda mais complexos como os fixadores externos seguidos em alguns casos por uso de aparelhos gessados e Ilizarovs que requerem maior tempo de uso devido ao tratamento das fraturas previstas ao tipo da patologia como as osteomielites e pseudoartroses, a manutenção deste paciente bem como dos curativos nele realizado, ocorre dentro das salas de imobilizações sem que haja riscos de contaminação, pois que os cuidados a este paciente são redobrados e dentro dos padrões da medicina ortopédica, onde a assepsia é realizada com toda proteção necessária. Tais procedimentos são ministrados mediante a prescrição e supervisão do médico ortopedista assistente e dentro dos padrões preconizados e baseados na legalidade da educação profissional de nível técnico.

Lei federal 9.394 de 20 de dezembro de 1996

Lei que rege a educação profissional do País, amparo legal.

 

 

Código de Ética dos profissionais Técnicosem Imobilizações Ortopédicas .

Capitulo I – DO OBJETIVO Art. 1º - O presente Código de Ética Profissional, tem por objetivo orientar e demonstrar como devem atuar profissionalmente os Técnicos em Imobilização Ortopédicas.Capitulo II – DOS PRICÍPIOS FUNDAMENTAISArt. 2º - O Técnico de Imobilizações Ortopédicas atua juntamente a outros profissionais da área de saúde na promoção, proteção, recuperação da saúde e reabilitação de pessoas, prestando o devido respeito aos preceitos éticos e legais.Art. 3º - O Técnico em Imobilizações Ortopédicas exerce sua função com justiça, honestidade, competência, responsabilidade e habilidade.Art. 4º - O  Técnico em Imobilizações Ortopédicas respeita a vida, a dignidade e os direitos humanos, sem discriminação de raça, cor, credo religioso, classe social ou opção político-partidária.Art. 5º - O Técnico em Imobilizações Ortopédicas exerce sua profissão com autonomia,respeitando o que estabelece este Código, bem como os preceitos legais.DOS DIREITOS Art. 6º - Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência legal.Art. 7º - Ser informado quanto ao diagnóstico do usuário do seus serviços.Art. 8º - Recorrer à ASTEGE quando impedido de cumprir o presente Código.Art. 9º - Participar de movimentos que reivindiquem melhores condições de assistência, de trabalho e remuneração.Art. 10º - Receber salários ou honorários pelo seu trabalho que deverá corresponder, no mínimo ao fixado por legislação específica.Art. 11º - Associar-se e exercer cargos em entidades de classe, bem como participar de suas atividades.Art. 12º - Atualizar seus conhecimentos científicos e técnicos.Art. 13º - Apoiar a qualquer entidade, em qualquer parte do Território Nacional, que real e efetivamente trabalha no sentido de obter conquistas em favor dos Técnicos em Imobilizações Ortopédicas.

AS RESPONSABILIDADES E ATRIBUIÇÕESArt. 14º - Assegurar a todo usuário de seus serviços, um atendimento seguro e livre de qualquer imperícia, negligência ou imprudência.Art. 15º - Ter em mente sua competência técnica e legal, somente aceitando encargos e atribuições que seja capaz de realizar sem causar qualquer risco aos usuários de seus serviços.Art. 16º - Responsabilizar-se por erros técnicos cometidos no exercício da profissão.Art. 17º - Observar o que está estabelecido na Classificação Brasileira de Ocupações de acordo com o código 3226-05.DOS DEVERES Art. 18º - No desempenho de suas atividades profissionais, cumprir  e fazer cumprir as os preceitos profissionais da área de Imobilizações Ortopédicas.Art. 19º - Prestar atendimento preservando a integridade dos Direitos Humanos sem distinção  ou preconceito de qualquer natureza.Art. 20º - Respeitar a intimidade, a privacidade, a opinião, as emoções, sentimentos e o pudor do usuário de seus serviços profissionais.Art. 21º -  Demonstrar respeito e consideração no tratamento aos colegas de profissão, bem como a outros profissionais da área de saúde e todos os profissionais de outras áreas que frequentemente ou não, façam parte de sua rotina de trabalho.Art. 22º - Não ser solidário ou conivente com erros ou infrações das normas éticas.Art. 23º - Dedicar-se a atualização de seus conhecimentos técnicos e científicos.Art. 24º - Colocar-se à disposição da população, bem como seus serviços profissionais, em casos de catástrofes e/ou emergências.Art. 25º - Manter o mais absoluto sigilo, quanto às informações ou fatos que, em razão de seu exercício profissional, venha a ter conhecimento, salvo nos casos previstos por Lei.Art. 26º - Facilitar a fiscalização do Exercício Profissional.DAS VEDAÇÕESArt. 27º - Ao executar suas funções técnicas, é vedado ao Técnico de Imobilizações Ortopédicas:I – Prescrever imobilizações e/ou indicar tratamentos.II – Administrar medicamentos ou realizar curativos.III – Ser conivente ou cúmplice de pessoas que exerçam ilegalmente atividades cabíveis ao Técnico de Imobilizações Ortopédicas.IV – Executar serviços que cabem a outro profissional.V – Assinar procedimentos que não executou ou permitir que outros assinem o que executou.VI – Ser conivente ou provocar maus tratos.VII – Usar qualquer forma de pretexto  com a finalidade de iludir o paciente.VIII – Angariar direta ou indiretamente, serviços de qualquer natureza, com prejuízo moral ou desprestígio para a classe.IX – Contestar conduta médica.X – Denegrir a imagem de colegas ou outros profissionais ou de instituição que prestou ou presta serviços.XI –  Abusar de poder conferido pelo cargo, inferiorizar pessoas ou dificultar a execução de trabalho de outros Técnicos de Imobilizações Ortopédicas.XII – Exercer a profissão quando impedido, ou facilitar, por qualquer meio o seu exercício aos não habilitados ou impedidos.XIII - Executar qualquer procedimento sem conhecimento ou autorização do médico ortopedista, do paciente ou responsável pelo mesmo.DAS INFRAÇOES E PENALIDADESArt. 28º - Considera-se infração podendo responder civil ou criminalmente a realização de atos profissionais que causem danos por imperícia, imprudência, negligência ou omissão que será apurada por órgão competente.Art. 29º - A gravidade da infração será caracterizada de acordo com a apuração dos fatos, danos, conseqüência e antecedentes do profissional.DAS DISPOSIÇÕES GERAISArt. 30º - Este código poderá sofrer alterações a partir da criação regulamentação da profissão dos  Técnicos  em Imobilizações Ortopédicas e/ou por conveniência.Parágrafo único – As alterações acima citadas tem como dever ser precedidas de discussão com a categoria.Art. 31– Os casos omissos e as dúvidas serão resolvidos pelo Conselho Nacional de Ética Profissional da ASTEGE - Associação dos Profissionais Técnicos em Imobilizações Ortopédicas.Art. 32– O presente Código entra em vigor após aprovação em Assembléia Geral Extraordinária.

Técnicos e Auxiliares em Enfermagem

"Eles representam a grande maioria do quadro de colaboradores do Serviço de Enfermagem são profissionais de nível médio que executam e checam os cuidados de enfermagem de pouca ou média complexidade".

Trabalham em hospitais, clínicas, serviços sociais, ou ainda em domicílios. São assalariados, com carteira assinada, ou trabalham por conta própria, prestando serviços temporários em clínicas ou em residências. Organizam-se em equipe, atuando com supervisão permanente de enfermeiro ou outro membro de equipe de saúde, de nível superior. Trabalham em ambientes fechados e com revezamentos de turnos, ou confinados em embarcação, no caso do auxiliar de saúde (navegação marítima). É comum trabalharem sob pressão, levando à situação de estresse. Em algumas atividades, podem ser expostos à contaminação biológica, material tóxico e à radiação.

Áreas de Atividades: - Efetuar procedimentos de admissão;- Prestar assistência ao paciente;- Administrar medicação prescrita;- Auxiliar equipe técnica em procedimentos específicos;- Realizar instrumentação cirúrgica;- Promover saúde mental;- Organizar ambiente de trabalho;- Dar continuidade aos plantões;- Trabalhar com biossegurança e segurança

Competências Pessoais:- Trabalhar com ética;- Respeitar paciente;- Zelar pelo conforto de paciente;- Preservar integridade física de paciente;- Ouvir atentamente (saber ouvir);- Observar condições gerais de paciente;- Demonstrar compreensão;- Manter ambiente terapêutico;- Levar paciente à auto-suficiência;- Manipular equipamentos;- Apoiar psicologicamente o paciente;- Calcular dosagem de medicamentos;- Participar em campanhas de saúde pública;- Incentivar continuidade de tratamento.

► Técnico de Enfermagem:

Profissional pertencente à área da saúde, integrante da equipe de enfermagem sob supervisão do enfermeiro, com exercício regulamentado pela lei do exercício profissional, com capacitação para desenvolver ações de promoção, recuperação da saúde, prevenção de doenças e reabilitação à sociedade, quer no âmbito individual quanto no coletivo.Atuante como agente de transformação da realidade em que se insere através dos processos de trabalho em enfermagem, tendo como bases a fundamentação técnico-científica específica, a visão ético-política e educativa que contribuam para a qualidade assistencial.Competência Geral: São competências gerais do técnico de enfermagem as determinadas na legislação vigente.Competência Específica: São competências específicas do Técnico de Enfermagem, respeitando as determinações da Lei do Exercício Profissional, do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, da Resolução CEB nº 4/99, das normas institucionais e da supervisão do enfermeiro: Compreender o processo saúde/doença com determinação social, reconhecendo no mercado de trabalho a estrutura organizacional formal e informal, a cultura e política institucional, as funções e responsabilidades de cada membro da saúde, enquanto prestadores de serviço ao cliente interno e externo;  Prestar assistência de enfermagem integral ao cliente em todos os níveis de atendimento a saúde tendo como bases a fundamentação técnico-científica específica em Enfermagem  Participar como agente de transformação nos diferentes processos de trabalho da enfermagem;  Realizar atividades de cunho administrativo relacionado a recursos materiais, ambientais e humanos, conhecendo a dimensão intelectual e a operacional deste processo;  Desenvolver competências e habilidades necessárias para a assistência de enfermagem especializada ao paciente/cliente dentro de seu âmbito de atuação.

► Auxiliar de Enfermagem:

Profissional pertencente à área da saúde, integrante da equipe de enfermagem sob supervisão do enfermeiro, com exercício regulamentado pela lei do exercício profissional, com capacitação para desenvolver ações de promoção, recuperação da saúde, prevenção de doenças e reabilitação à sociedade, quer no âmbito individual quanto no coletivo.Competência Geral: São competências gerais do Auxiliar de Enfermagem as determinadas na legislação vigente.Competência Específica: São competências específicas do Auxiliar de Enfermagem, respeitando as determinações da Lei do Exercício Profissional, do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, da Resolução CEB nº 4/99, das normas institucionais e da supervisão do enfermeiro: Compreender o processo saúde/doença com determinação social, reconhecendo no mercado de trabalho a estrutura organizacional formal e informal, a cultura e política institucional, as funções e responsabilidades de cada membro da saúde, enquanto prestadores de serviço ao cliente interno e externo;  Prestar assistência de enfermagem integral ao cliente em todos os níveis de atendimento a saúde tendo como bases a fundamentação técnico-científica específica em enfermagem, respeitando normas de segurança no trabalho e ambientais;  Participar como agente de transformação nos diferentes processos de trabalho da enfermagem;  Desenvolver competências e habilidades necessárias para a assistência de enfermagem especializada ao paciente/cliente dentro de seu âmbito de atuação.

Fonte adaptado: www.hcanc.org.br                           www.mtecbo.gov.br

RESOLUÇÃO CONTER N.º 02, DE 10 DE MAIO DE 2005

EMENTA: Institui e normatiza as atribuições dos Profissionais Técnicos e Tecnólogo em Radiologia, com habilitação em Radiodiagnóstico nos setores de diagnóstico por imagem, revoga as Resoluções CONTER Nº 05, de 25 de abril de 2001 e Nº 11, de 25 de outubro de 2004.

O CONSELHO NACIONAL DE TÉCNICOS EM RADIOLOGIA no uso de suas atribuições legais e regimentais, que lhe são conferidas pela Lei no 7.394, de 29 de outubro de 1985, e pelo Decreto n.º 92.790, de 17 de junho de 1986 e o Regimento Interno do CONTER,

RESOLVE:

Art. 1º - Instituir e normatizar as atribuições do Técnico e Tecnólogo em Radiologia com habilitação em Radiodiagnóstico, nos setores de diagnóstico por imagem.

Art. 2º - Compreende-se como setores de diagnóstico por imagem, nas diversas áreas do conhecimento, as especialidades de:a) radiologia convencional;b) mamografia;c) hemodinâmica;d) tomografia computadorizada;e) densitometria óssea;f) ressonância magnética nuclear;g) ultra-sonografia.

Art. 3º - Os procedimentos na área de radiologia veterinária e odontológica ficam também definidos como radiodiagnóstico.

Art. 4º - Compete ao Técnico e Tecnólogo em Radiologia no setor de diagnóstico por imagem realizar procedimentos para geração de imagens, através de operação dos equipamentos específicos definidos nos artigos 2º e 3º da presente Resolução.

Art. 5º - Os procedimentos de obtenção de imagem nas unidades de enfermaria, unidades de terapia intensiva, centro cirúrgico e ainda nas unidades externas ao departamento de diagnóstico por imagem obtidas por meio de equipamentos radiológicos ficam definidos como de radiologia convencional.

Art. 6º - Todos os exames que necessitam de contraste iodados ou outros produtos farmacológicos para sua realização, incluindo procedimentos médicos, deverão ser executados em conjunto com o médico, respeitando as atribuições profissionais de cada um.

Parágrafo único - Não é de competência do Técnico ou Tecnólogo em Radiologia a administração de produtos radiofármacos.

Art. 7º - Devem o Tecnólogo e o Técnico em Radiologia pautar suas atividades profissionais observando rigorosa e permanentemente as normas legais de proteção radiológica, bem como o Código de Ética Profissional.

Art. 8º - Revogam-se as disposições em contrário, em especial as Resoluções CONTER Nº 05, de 25 de abril de 2001 e Nº 11, de 25 de outubro de 2004.

Art. 9º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 12 de maio de 2005.

TR. VALDELICE TEODORODiretora Presidente

TR. JOSÉ CARLOS ARAÚJO DE MELODiretor Secretário

Técnico em Imobilizações Ortopédicas - TIOCBO (Classificação Brasileira de Ocupações) 3226-05:Ocupação Técnico em Imobilizações Ortopédicas.CIUO 88 (Clasificacion Internacional Uniforme de Ocupaciones)3229 - Profesionales de nivel medio de la medicina moderna y la salud (excepto el personal de enfermería y partería), no clasificados bajo otros epígrafeshttp://200.220.44.60/pdf/template_3226.pdfÓrgão de Representação Profissional:Associação Brasileira dos Técnicos em Imobilizações Ortopédicas - ASTEGORequisitos necessários para o exercício da profissão de que trata o artigo 2º desta lei:Ser portador de certificado de conclusão de ensino médio ou equivalente.Possuir formação profissional específica, certificada por diploma de curso Técnico em Imobilizações Ortopédicas reconhecido por órgão público competente, com duração mínima de dois anos.Piso Salarial:2 (dois) salários mínimos + 20% de adicional de insalubridadeJustificação do adicional de insalubridade:O exercício da atividade do TIO é realizado em ambiente hospitalar, sujeito às doenças infecto-contagiosas, trabalho insalubre, fazendo jus à 20% da remuneração devido aos agentes físicos e biológicos permanentes.Jornada de trabalho:I. Plantões de 6 horasII. Plantões de 8 horasIII. Plantões de 12 horas x 36 horasIV. Plantões de 24 horas semanaisFolgas mensais:I. 4 folgasII. 5 folgasIII. 2 folgasIV. 12 folgasDia Do Técnico em Imobilizações Ortopédicas:22 de Maio (dia de Santa Rita).Lei 1925/2000 Artigo 5º. de autoria do poder executivo municipal que, criou o plano de cargos e salários do Técnico em Imobilizações Ortopédicas - TIOAylton Fernandes dos ReisPresidente da Associação Brasileira dos Técnicos em Imobilizações Ortopédicas

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