25- Tolerância geométrica de forma

25- Tolerância geométrica de forma

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25 AULA

Apesar do alto nível de desenvolvimento tecnológico, ainda Ø impossível obter superfícies perfeitamente exatas. Por isso, sempre se mantØm um limite de tolerância nas mediçıes. Mesmo assim, Ø comum aparecerem peças com superfícies fora dos limites de tolerância, devido a vÆrias falhas no processo de usinagem, nos instrumentos ou nos procedimentos de mediçªo. Nesse caso, a peça apresenta erros de forma.

Conceito de erro de forma

Um erro de forma corresponde à diferença entre a superfície real da peça e a forma geomØtrica teórica.

A forma de um elemento serÆ correta quando cada um dos seus pontos for igual ou inferior ao valor da tolerância dada.

A diferença de forma deve ser medida perpendicularmente à forma geomØ- trica teórica, tomando-se cuidado para que a peça esteja apoiada corretamente no dispositivo de inspeçªo, para nªo se obter um falso valor.

Causas

Os erros de forma sªo ocasionados por vibraçıes, imperfeiçıes na geometria da mÆquina, defeito nos mancais e nas Ærvores etc.

Tais erros podem ser detectados e medidos com instrumentos convencionais e de verificaçªo, tais como rØguas, micrômetros, comparadores ou aparelhos específicos para quantificar esses desvios.

Conceitos bÆsicos

Definiçıes, conforme NBR 6405/1988. ·Superfície real: superfície que separa o corpo do ambiente.

·Superfície geomØtrica: superfície ideal prescrita nos desenhos e isenta de erros. Exemplos: superfícies plana, cilíndrica, esfØrica.

·Superfície efetiva: superfície levantada pelo instrumento de mediçªo. É a superfície real, deformada pelo instrumento.

Tolerância geomØtrica de forma

Um problema

Elemento pode ser um ponto, uma reta ou um plano

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AULACom instrumentos, nªo Ø possível o exame de toda uma superfície de uma só vez. Por isso, examina-se um corte dessa superfície de cada vez. Assim, definimos:

·Perfil real: corte da superfície real.

·Perfil geomØtrico: corte da superfície geomØtrica.

·Perfil efetivo: corte da superfície efetiva.

As diferenças entre o perfil efetivo e o perfil geomØtrico sªo os erros apresentados pela superfície em exame e sªo genericamente classificados em dois grupos:

·Erros macrogeomØtricos: detectÆveis por instrumentos convencionais. Exemplos: ondulaçıes acentuadas, conicidade, ovalizaçªo etc.

·Erros microgeomØtricos: detectÆveis somente por rugosímetros, perfiloscópios etc. Sªo tambØm definidos como rugosidade.

Notações e simbologia dos erros macrogeométricos

AULATolerância de forma (para elemento isolado) Retilineidade

Símbolo:

É a condiçªo pela qual cada linha deve estar limitada dentro do valor de tolerância especificada.

Se o valor da tolerância (t) for precedido pelo símbolo Æ, o campo de tolerância serÆ limitado por um cilindro t , conforme figura.

Especificaçªo do desenhoInterpretaçªo

O eixo do cilindro de 20 m de diâmetro deverÆ estar compreendido em uma zona cilíndrica de 0,3 m de diâmetro.

Se a tolerância de retilineidade Ø aplicada nas duas direçıes de um mesmo plano, o campo de tolerância daquela superfície Ø de 0,5 m na direçªo da figura da esquerda, e de 0,1 m na direçªo da figura anterior.

Uma parte qualquer da geratriz do cilindro com comprimento igual a 100 m deve ficar entre duas retas paralelas, distantes 0,1 m.

25 AULARetilineidade - mØtodo de mediçªo

Planeza Símbolo:

É a condiçªo pela qual toda superfície deve estar limitada pela zona de tolerância t , compreendida entre dois planos paralelos, distantes de t .

Tolerância dimensional e planeza - Quando, no desenho do produto, nªo se especifica a tolerância de planeza, admite-se que ela possa variar, desde que nªo ultrapasse a tolerância dimensional.

Especificaçªo do desenhoInterpretaçªo

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Observa-se, pela œltima figura, que a tolerância de planeza Ø independente da tolerância dimensional especificada pelos limites de medida.

Conclui-se que a zona de tolerância de forma (planeza) poderÆ variar de qualquer maneira, dentro dos limites dimensionais. Mesmo assim, satisfarÆ às especificaçıes da tolerância.

A tolerância de planeza tem uma importante aplicaçªo na construçªo de mÆquinas-ferramenta, principalmente guias de assento de carros, cabeçote etc.

Geralmente, os erros de planicidade ocorrem devido aos fatores:

·Variaçªo de dureza da peça ao longo do plano de usinagem. ·Desgaste prematuro do fio de corte.

·DeficiŒncia de fixaçªo da peça, provocando movimentos indesejÆveis durante a usinagem.

·MÆ escolha dos pontos de locaçªo e fixaçªo da peça, ocasionando deformaçªo.

·Folga nas guias da mÆquina.

·Tensıes internas decorrentes da usinagem, deformando a superfície.

As tolerâncias admissíveis de planeza mais aceitas sªo:

·Torneamento:0,01 a 0,03 m ·Fresamento:0,02 a 0,05 m

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