Karl Marx

Podemos analisar que os pensamentos de Karl Marx, de acordo com sua ideologia ele defendia a idéia de que a classe trabalhadora deveria unir-se com o propósito de derrubar os capitalistas e aniquilar de vez a característica abusiva deste sistema que, segundo ele, era o maior responsável pelas crises que se viam cada vez mais intensificada pelas grandes diferenças sociais também participou ativamente de organizações clandestinas com operários exilados, foi o criador da obra o Capital, livro publicado em 1867, que tem como tema principal a economia. Seu livro mostra estudos sobre o acúmulo de capital, identificando que o excedente originado pelos trabalhadores acaba sempre nas mãos dos capitalistas, classe que fica cada vez mais rica à custa do empobrecimento do proletariado. E por fim foi notável personagem histórico faleceu em Londres, Inglaterra, em 14 de março de 1883, deixando muitos seguidores de seus ideais. Lênin foi um deles, e, na União Soviética, utilizou as idéias marxistas para sustentar o comunismo, que, sob sua liderança, foi renomeado para marxismo-leninismo. Contudo, alguns marxistas discordavam de certos caminhos escolhidos pelo líder russo.

Em relação à classe social o que Karl Marx formulou foi que os recursos ambientais de uma pessoa, e seu conseqüente acesso em nível de oportunidades econômicas, dependem muito dos salários iniciais ou da classe social de seus pais. Em outras palavras, da posição de classe herdada dos pais através da qualidade do meio social e econômico-institucional em que vive os primeiros anos de sua vida. Os pais lutam para melhorar. O meio ambiente de seus filhos, confiando assim em proporcionar-lhes os meios para que ascendam socialmente. Este esforço para aumentar a categoria do meio ambiente pode ocorrer no próprio lugar, havendo melhoras no bairro (investimentos em serviços locais), ou emigrando para outra vizinhança que proporcione ambiente diário com as características desejadas. Ambas as coisas requerem que os pais sacrifiquem o consumo imediato em prol da inversão no futuro da família. A família, pois, tem enorme interesse no meio local, já que representa os sacrifícios passados e as esperanças de um futuro para a família. O domínio (conjunto dos meios ambientes da vida diária) utilizado por certo grupo de famílias da classe operária, por exemplo, representa uma fonte escassa de mobilidade social e o seu desfrute é protegido intensamente frente a outros grupos que poderiam debilitar ou "poluir" os recursos básicos contidos no território. Essa contradição entre as classes guardaria uma contradição ainda maior no capitalismo a produção das mercadorias é coletiva, ou seja, é realizada por grande maioria da população, no entanto a propriação da riqueza gerada pela produção dessas mercadorias é privada, isso é pequena parcela da população com o lucro. Segundo Marx, a desigualdade das rendas é inerente ao regime de trabalho assalariado. No capitalismo trata-se a força de trabalho humana - duração de vida, esforço, crença e ânsia - como mera mercadoria que há de ser comprada por um patrão, a certo preço ou salário. Marx constata que os salários não só devem cobrir o sustento básico para a manutenção do corpo, mas também algumas necessidades determinadas socialmente, que mantenham o trabalhador relativamente contente e aumentem o crescimento econômico. Ademais, os salários incluem os custos de substituição dos "trabalhadores desgastados por outros novos" e o custo de criar e educar as crianças; isto é, assegurar o desenvolvimento da força de trabalho através da educação e da aprendizagem. Como os diferentes tipos de trabalho requerem diferentes níveis de educação e qualificação, assim também os salários devem ser distintos entre as distintas categorias dos trabalhadores. Portanto, e como primeiro resultado, a desigualdade dos salários é necessária para produzir a variedade de força de trabalho necessária para os distintos níveis de uma multidão de atividades econômicas diferentes. Em segundo lugar, o sistema capitalista assegura a desigualdade de acesso à hierarquia qualificada dentro da classe operária, repartindo os custos da reprodução social através do mecanismo salarial e permitindo que cada "grupo de trabalhadores" produza sua substituição. Em terceiro lugar, a desigualdade de acesso à educação e à qualificação permite que grupos de assalariados exagerem as diferenças de salários inerentes à hierarquia qualificada, ao monopolizar parcialmente e restringir a oferta de trabalhos a certos níveis da hierarquia de trabalho. A desigualdade de salários e de oportunidades dentro da classe de assalariados fundamenta-se no regime de trabalho assalariado. Por isso, Marx afirmou: "pedir uma retribuição igual ou uma retribuição eqüitativa sobre a base do sistema do salário é o mesmo que pedir liberdade sobre a base de um sistema fundado na escravatura: O que poderíamos reputar justo ou eqüitativo, não vem ao caso. Em troca dos salários o capitalista recebe força de trabalho viva, a força criativa pela qual o trabalhador não só produz o que consome, mas também produz um excedente que acumula para o capitalista. Na realidade, o próprio capital (as matérias-primas, os instrumentos e a maquinaria de produção) é o produto do excedente do trabalho no passado. Com o tempo, à medida que o capital vai-se acumulando, Marx sustenta que as desigualdades entre as classes aumentam. Reconhece que os lucros dos operários aumentam em certos momentos como, por exemplo, em períodos de rápido desenvolvimento econômico, e que a pobreza tende a diminuir-nos mesmos períodos, mas sustenta que em longo prazo o acúmulo de capital permite uma participação cada vez maior nos lucros nacionais por parte dos donos dos meios de produção. A situação material do operário pode melhorar, mas a custo de sua relativa posição social. Assim, pois, em termos de igualdade de classe, os interesses do capital e os interesses do trabalho no desenvolvimento econômico são diametralmente opostos. Sendo assim Karl Marx desenvolveu uma teoria econômica e política para o fetiche, central em sua obra, que é aplicada, por exemplo, à crítica dos meios de comunicação de massa, da mercadoria e do capital. Para a escola marxista, o fetiche é um elemento fundamental da manutenção do modo de produção capitalista. Consiste numa ilusão que naturaliza um ambiente social específico, revelando sua aparência de igualdade e ocultando sua essência de desigualdade. O fetiche da mercadoria, postulado por Marx, opõe-se à idéia de "valor de uso", uma vez que este se refere estritamente à utilidade do produto. O fetiche relaciona-se à fantasia (simbolismo) que paira sobre o objeto, projetando nele uma relação social definida, estabelecida entre os homens. Para simplificar a ideologia de Karl Marx tudo pode ser traduzido em uma frase de fácil entendimento da sociedade: O lucro é um roupo para os favorecidos, o que ele quis dizer foi que quanto mais um trabalhador se empenha, mais o patrão ganha, e menos o empregado ganha. Para ficar mais claro, por exemplo, se um empregado produz dez pares de tênis por mês, ele ganha um salário mínimo, e se o patrão, pegar no pé dele para ele ser mais rápido ele conseguirá fazer quinze pares de tênis por mês, ele vai ganhar o mesmo salário mínimo. Dessa forma o patrão lucrou, pois consegui cinco pares a mais. Esse lucro deveria ser compartilhando com o empregado. Caso contrário, não existe motivação nenhuma. Marx pregava a idéia de lucro participativo, ou comissão!

Assim, pois, o essencial do raciocínio marxista é que a desigualdade não é um "mal temporal" nem a pobreza um "paradoxo surpreendente" nas sociedades de capitalismo avançado; em vez disso, a desigualdade e a pobreza são vitais para o funcionamento normal das economias capitalistas. Com isso o que ele fez foi diferenciar o processo de educação e de sua influencia na sociedade, ou seja, a educação deve estar aliada a produção.

Referencias:

Battini, Okçana

Cultura e sociedade: pedagogia/ Okçana Battini, Adriana de Fátima Ferreira. –São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.

http://www.culturabrasil.pro.br/marx.htm.

http://www.slideshare.net/bassoli/karl-marx-453207.

http://www.marxists.org/portugues/marx/1847/04/luta-class-luta-polit.htm.

http://www.brasilescola.com/sociologia/conceitos-marxismo.htm.

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