Projeto rede telefonica

Projeto rede telefonica

(Parte 1 de 2)

Projeto de Rede Telefônica Prof. Manoel Henrique

Sequencia

•Definições e materiais.

–Caixas de distribuição –Blocos de terminais

–Caixas de passagem

– Tubulação • Entrada

• Primária

• Secundária

–Cabos telefônicos

•Fases do projeto

–No de pontos telefônicos –Dimensionamento de caixas de distribuição e eletrodutos

–Tubulação primária e prumada

– Entrada

Definições e materiais

•Caixa de distribuição geral

–Caixa na qual são terminados e interligados os cabos da rede externa da concessionária com os cabos internos do edifício.

–Também chamado de DG (distribuidor geral)

Definições e materiais

•Caixa de distribuição

–Caixa pertencente àtubulação primária, destinada a dar passagem aos cabos e fios telefônicos e abrigar os blocos terminais.

Definições e materiais

•Bloco de terminais

–Bloco de material isolante que permite a conexão entre fios e cabos telefônicos.

–Chamado também de BLI (bloco de ligação interna)

–Fica situado no distribuidor geral.

Definições e materiais

•Bloco de terminais

–Bloco de material isolante que permite a conexão entre fios e cabos telefônicos.

Definições e materiais

Definições e materiais

•Caixas de passagem

–Caixa destinada a limitar o comprimento da tubulação, eliminar curvas e facilitar o puxamentode cabos e fios telefônicos

Definições e materiais

•As caixas de distribuição geral, de distribuição e de passagem devem ser instaladas a uma altura de 130 a 150 cm do piso acabado, ao centro das mesmas e devidamente niveladas.

Definições e materiais •Dimensões das caixas

Definições e materiais

•As caixas de distribuição geral, de distribuição e de passagem devem ser definidas em função do número de pontos telefônicos nelas acumulados, conforme tabela.

Definições e materiais

•Tubulação de entrada

–Parte da tubulação que permite a entrada do cabo da rede externa da concessionária e que termina na caixa de distribuição geral.

Definições e materiais •Tubulação de entrada aérea

Definições e materiais •Tubulação de entrada subterrânea

Definições e materiais

•Tubulação de entrada

– Subterrânea

•O edifício possuir mais que 21 PT. •A rede da concessionária for subterrânea.

•Por motivos estéticos.

–Caixa de entrada do edifício

•Caixa subterrânea, situada em frente ao edifício, junto ao alinhamento do predial, destinada a permitir a entrada do cabo subterrâneo da rede externa da concessionária.

Definições e materiais

Definições e materiais

•Tubulação primária

–Parte da tubulação que abrange a caixa de distribuição geral, caixas de distribuição e as tubulações que as interligam.

Definições e materiais •Tubulação primária

Definições e materiais •Dimensionamento das tubulações

Definições e materiais

• Tubulação secundária

–Parte da tubulação que abrange as caixas de saída e as tubulações que as interligam às caixas de distribuição.

Definições e materiais • Tubulação secundária

Definições e materiais •Tubulação primária e secundária

Definições e materiais •Tubulação secundária via canaleta.

Definições e materiais •Tubulação secundária via canaleta.

Definições e materiais

•Ponto telefônico

–Previsão de demanda de um telefone principal ou qualquer serviço que utilize pares físicos dentro de uma construção.

Definições e materiais •Ponto telefônico

Definições e materiais

•Ponto telefônico –Identificação e simbologia

Definições e materiais

•Cabo telefônico –Identificação e simbologia

Definições e materiais •Ponto e cabo telefônico

Definições e materiais

•Cabos telefônicos

–Fio FI

•Construção:O fio écomposto por condutores de cobre estanhado recozido de 0,60mm de diâmetro nominal, isolados com PVC. Dois ou três condutores isolados são torcidos juntos.

•Aplicação:O fioFI éindicado para ligações internas de aparelhos telefônicos.

Definições e materiais

•Cabos telefônicos –Fio FI

Definições e materiais

•Cabos telefônicos

–Cabos telefônicos para rede interna (CCI)

•Cabo que interliga a caixa de distribuição aos pontos telefônicos.

Definições e materiais

•Cabos telefônicos •Cabo CCI

Definições e materiais

•Cabos telefônicos •Cabo CCI

Definições e materiais

•Cabos telefônicos

–Cabos telefônicos para rede interna (CI)

•Cabo que interliga a caixa de distribuição geral às caixas de distribuição. Devem ser com condutores de cobre estanhado, de 0,5 m de diâmetro.

Definições e materiais

•Cabos telefônicos •Cabo CI

Definições e materiais •Cabos telefônicos -Cabo CI

Definições e materiais •Cabos telefônicos -Cabo CI

Definições e materiais •Cabos telefônicos -Cabo CI

Definições e materiais

•Cabos telefônicos

–Fio FE

•Construção:O fio écomposto por condutores de bronze com 1,0 ou 1,60mm de diâmetro nominal. Dois condutores recebem uma capa de polietileno ou PVC na cor preta, formando uma figura "8“, resistente àradiação ultra violeta.

•Aplicação:Estes fios são indicados para derivação a partir das caixas de distribuição atéa entrada do assinante.

•Instalação:Indicados para instalação aérea auto sustentada.

Definições e materiais

•Cabos telefônicos –Fio FE

Definições e materiais

•Cabos telefônicos

–Cabos Telefônicos CCE-APL

•devem ser utilizados em instalações aéreas ou subterrâneas para interligar edificações. São constituídos de condutores de cobre de 0,5 m de diâmetro, isolados em polietileno e protegido por uma capa APL.

Definições e materiais •Cabos telefônicos CCE-APL

Definições e materiais •Cabos telefônicos CCE-APL

Definições e materiais •Cabos telefônicos CCE-APL

Definições e materiais

•Cabo telefônico CTP-APL

–Devem ser instalados aéreos ou subterrâneos, interligando edificações construídas dentro de um mesmo terreno. Éconstituído de condutores de cobre isolados com polietileno e polipropileno e protegido por uma capa APL.

Definições e materiais •Cabo telefônico CTP-APL

Definições e materiais •Cabo telefônico CTP-APL

O projeto

•O projeto em si éconstituído dos seguintes documentos necessários àsua aprovação:

–a -Memorial descritivo do projeto. –b -Plantas da tubulação secundária.

–c -Esquemático das tubulações primárias e de entrada.

–d -Desenhos de detalhes.

–e -Planta de localização do edifício.

Fases do projeto

•Determinação da localização de cada ponto telefônico (levantamento da quantidade de pontos telefônicos).

•Determinação da localização do distribuidor geral telefônico.

•Encaminhamento (trajetos) de tubulação e fios/cabos dentro da edificação.

•Dimensionamento da entrada.

Quantidade e localização dos pontos telefônicos

•Determinação da quantidade de pares telefônicos

–Os critérios para a previsão de pontos telefônicos são fixados em função do tipo da edificação e do uso a que se destina.

Quantidade e localização dos pontos telefônicos

•Determinação da quantidade de pontos

Quantidade e localização dos pontos telefônicos

•Localização das tomadas telefônicas.

–Normalmente um ponto em cada quarto e outro na sala.

–A localização deve ser avaliada de acordo com o lay-outdo local.

–Em escritórios os pontos devem ser distribuídos igualmente ao longo do perímetro.

–A localização dos pontos no piso dependerá do lay-outdos móveis.

Quantidade e localização dos pontos telefônicos

Quantidade e localização dos pontos telefônicos

•Nas dependências das edificações residenciais, a localização das caixas de saída deve ser feita de acordo com os seguintes critérios:

•a(s) caixa(s) de saída deve(m) ser localizada(s) na(s) parede(s) e a 30cm do piso acabado.

– Escritório

•a caixa de saída deve ser localizada na parede próxima onde seráposicionada a mesa e a 30cm do piso acabado.

– Copa

•a caixa de saída deve ser localizada na parede próxima àcozinha, a 150cm do piso acabado.

– Quarto(s)

•a(s) caixa(s) de saída deve(m) ser localizada(s) na parede onde provavelmente será posicionada a cabeceira da cama, ao lado desta e a 30cm do piso acabado e outra em frente àcama.

– Cozinha

•a caixa de saída deve ser localizada na parede, a 150cm do piso acabado, não devendo ser posicionada nos locais onde provavelmente serão instalados o fogão, a geladeira, o forno, a pia ou armários.

Quantidade e localização dos pontos telefônicos

•O projeto de rede secundária em edifícios residenciais consiste em prever fios FI -60 R para interligação de cada apartamento àcaixa de distribuição.

•A quantidade de fios FI 60-R para alimentação de cada apartamento deve ser igual ao número de pontos telefônicos previstos para aquele apartamento.

•Os cabos CCI -2P previstos para um apartamento devem interligar as caixas de saída desse apartamento de forma seqüencial e devem estar ligados nas tomadas em todas as caixas. Cada um dos pares de fios do cabo CCI -2P deve ter uma identificação (numeração ou contagem) específica.

•Toda caixa que atende até5 pontos telefônicos é considerada parte da rede secundária.

Quantidade e localização dos pontos telefônicos

Quantidade e localização dos pontos telefônicos

Quantidade e localização dos pontos telefônicos

•O projeto da rede secundária em escritórios e área comercial / industrial consiste em prever um cabo CCI -2 pares para cada caixa de saída, independentemente da quantidade de pontos necessários para atender a área.

•A previsão da quantidade de pontos deve ser utilizada para dimensionar os cabos da rede primária.

•Com o objetivo de organizar estes cabos dentro da caixa de distribuição, eles devem ser terminados também em blocos internos.

Quantidade e localização dos pontos telefônicos

Fases do projeto

•Determinação da localização de cada ponto telefônico (levantamento da quantidade de pontos telefônicos).

•Determinação da localização do distribuidor geral telefônico.

•Encaminhamento (trajetos) de tubulação e fios/cabos dentro da edificação.

•Dimensionamento da entrada.

Determinação do DG

•Localização do DG

–A caixa, obrigatoriamente, deveráestar localizada no andar térreo.

–A caixa não deve ser localizada dentro de salões de festas ou em outras áreas que possam acarretar dificuldades de acesso à mesma.

–Em prédios de grande porte, pode existir uma sala destinada ao DG e a parte de telecomunicações.

Determinação do DG • Exemplo...

Determinação do DG

•As salas do DG devem ser localizadas:

–No andar térreo.

–Em subsolos que não estejam sujeitos a inundações, umidade e sejam bem ventilados.

–Em construção específica, situada no mesmo terreno de uma edificação constituída de vários blocos, tais como indústrias, campus universitário, fábricas etc.

–Em locais de uso comum da edificação.

–Sempre que possível, imediatamente abaixo do poço de elevação (figura 6).

Determinação do DG

Determinação do DG Determinação do DG

Determinação do DG

•Localização das caixas de distribuição

–Serácolocada em determinados andares para atendimento estratégico em outros andares vizinhos.

–Como regra geral, cada caixa deve atender a um andar abaixo e um acima daquele em que estiver localizada, salvo as últimas caixas das prumadas, que poderão atender atédois andares para cima.

Determinação do DG

Determinação do DG

Determinação do DG

•Localização das caixas de distribuição

–Para indicar como as caixas serão distribuídas ao longo do prédio, utiliza-se a prumada..

–Serve como esquema de como serão distribuídos os condutores e caixas de distribuição ao longo da vertical de um prédio.

Fases do projeto

•Determinação da localização de cada ponto telefônico (levantamento da quantidade de pontos telefônicos).

•Determinação da localização do distribuidor geral telefônico.

•Encaminhamento (trajetos) de tubulação e fios/cabos dentro da edificação (prumada).

•Dimensionamento da entrada.

Trajeto das tubulações

• Prumada

–Pode ter basicamente dois tipos de configuração:

Trajeto das tubulações • Prumada direcionada

Trajeto das tubulações • Prumada semi direcionada

Trajeto das tubulações

• Distribuição primária

–Toda caixa que tenha mais de seis pontos telefônicos sendo atendidos diretamente por ela, faz parte da rede primária e nela deve ser distribuído um cabo telefônico.

–Os pontos telefônicos previstos para um pavimento podem estar distribuídos, dentro do pavimento, entre diversas caixas de distribuição. Estas caixas de distribuição são ligadas àcaixa principal da prumada. Estas ramificações que partem da caixa principal da prumada são partes integrantes da rede primária do prédio.

Trajeto das tubulações •Ramificações da caixa principal direcionada

Trajeto das tubulações •Ramificações da caixa principal semidirecionada

Prumada

Trajeto das tubulações

•Quantidade Ideal de Pares em Cada Caixa de Distribuição

Após dfiniro tipo de configuração que a rede terá, o próximo passo do desenvolvimento do projeto da rede primária éa definição da quantidade de pares terminados em cada caixa de distribuição.

De posse da quantidade de pontos que cada caixa de distribuição deve atender e/ou que estánela acumulada (dado obtido no projeto de tubulação), obtém-se a quantidade de pares que devem alimentar aquela caixa e também a quantidade de pares que devem ser nela distribuídos. Para isto basta dividir estes dois valores (pontos acumulados na caixa e pontos atendidos pela caixa) por 0,8. Em projeto deve ser indicado através de contagem A B C D onde:

ABCD A -Quantidade de pontos atendidos pela caixa;

B -Quantidade de pares previstos a serem distribuídos na caixa; C -Quantidade de pontos acumulados na caixa; D -Quantidade de pares para alimentar a caixa.

Trajeto das tubulações

–Caixa A distribuirápara 9 pontos. –Caixa B éuma caixa de passagem.

–Caixa C distribuirápara 8 pontos.

Trajeto das tubulações

•Caixa A a -Quantidade de pares a serem distribuídos na caixa:

b -Quantidade de pares para alimentar a caixa:

Trajeto das tubulações

• Exemplo... •Caixa A

Trajeto das tubulações

• Exemplo... •Caixa B (como écaixa de passagem)

•a -Quantidade de pares a serem distribuídos na caixa:

b -Quantidade de pares para alimentar a caixa:

Trajeto das tubulações

• Exemplo... •Caixa A B

Trajeto das tubulações

• Exemplo... •Caixa C (como a distribuição édirecionada)

•a -Quantidade de pares a serem distribuídos na caixa:

b -Quantidade de pares para alimentar a caixa:

Trajeto das tubulações

• Exemplo... •Caixa A B C

Trajeto das tubulações

•Definição da capacidade dos cabos

–Como os cabos são fabricados com as quantidades de pares padronizadas.

–O cabo interno deve ter capacidade igual ou imediatamente superior ao valor determinado como quantidade ideal de pares para alimentar a caixa

Trajeto das tubulações

• Exemplo •Definição da capacidade dos cabos

Trajeto das tubulações

•Trecho 1

Cabo a ser distribuído: Valor calculado = 12 pares Cabo a ser utilizado = 20 pares

Trecho 2 = Trecho 3 = Trecho 4 Cabo alimentador: Valor calculado = 12 pares Cabo a ser utilizado = 20 pares

•Trecho 5 Cabo a ser distribuído:

Valor calculado = 10 pares Cabo a ser utilizado = 10 pares

Trecho 6 Cabo alimentador: Valor calculado = 10 pares Cabo a ser utilizado = 10 pares

Trajeto das tubulações •Cabo a ser utilizado....

Trajeto das tubulações

•Trecho 1

Cabo a ser distribuído: CI-50-20 Valor calculado = 12 pares Cabo a ser utilizado = 20 pares

Trecho 2 = Trecho 3 = Trecho 4 Cabo alimentador:CI-50-20 Valor calculado = 12 pares Cabo a ser utilizado = 20 pares

•Trecho 5

Cabo a ser distribuído:CI-50-10 Valor calculado = 10 pares Cabo a ser utilizado = 10 pares

Trecho 6 Cabo alimentador: CI-50-10 Valor calculado = 10 pares Cabo a ser utilizado = 10 pares

Trajeto das tubulações

•E se nesse exemplo a prumada fosse semidistribuída...

Trajeto das tubulações

•Em cada andar serão distribuídos 20 pontos telefônicos, dimensionar os cabos necessários e os tamanhos das caixas da rede primária.

(Parte 1 de 2)

Comentários