Manejo agroecologico do solo

Manejo agroecologico do solo

(Parte 1 de 3)

Irene Maria Cardoso1

Introdução

A destruição dos recursos naturais no Brasil iniciou-se com a colonização. Mesmo que haja evidências da chegada do homem na Mata Atlântica há mais de 10.0 mil anos, sua destruição iniciou com a extração do pau-brasil, seguida da implantação da monocultura da cana-de-açúcar, em latifúndio. Junto com a mata foi-se também o conhecimento indígena de como manejar os solos tropicais. Em Minas Gerais foi datado milho de 3.900 anos, sinal de atividade agrícola passada. Talvez o solo na época pré-colonial fosse avaliado pela sua capacidade de armazernar mandioca, cultura comum entre os indígenas e que era armazenada no solo (Dean, 1998). Os kaiapós manejavam os campos e cerrados criando florestas (denominadas apêtê, apêti e apêt de acordo com o tamanho da área e quantidade de árvores presentes), utilizando para isto compostos, a base de folhas, cupins e formigas (Posey, 1987).

A destruição ganhou novo impulso com a modernização da agricultura, em um modelo conhecido como “Revolução Verde”, também gestado fora dos trópicos. A proposta era acabar com a fome do mundo intensificando a agricultura, utilizando para isto produtos industrializados. Na verdade havia necessidade de dar um novo uso ao aparato tecnológico utilizado na Segunda Guerra Mundial, colocando então a base industrial da guerra para a produção de tratores, fertilizantes e pesticidas a serem utilizados na agricultura. No Brasil a Revolução Verde consolidou-se com o golpe de 1964, onde então as estruturas de crédito, de ensino, de pesquisa e de extensão foram organizadas para a implantação do pacote tecnológico que pressupunha a utilização de tratores, adubos químicos, agrotóxicos e sementes melhoradas (Ehlers, 1999). Esta “modernização” aconteceu sem a realização da reforma agrária. Então o que se “modernizou” foi o latifúndio, ou seja uma modernização conservadora.

As consequências ambientais da “Revolução Verde” são várias, como a perda da biodiversidade, a poluição das águas por fertilizantes e agrotóxicos e a erosão dos solos. Os índices de envenenamento do agricultor pela (má?) utilização dos agrotóxicos são altos. Há também a contaminação dos alimentos, atingindo o consumidor diretamente. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária, (http://w.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2004/100504_3.htm) constatou por exemplo contaminação em 37,7 % do mamão é 54,4 % do morango analisados. Elevou-se o exôdo rural, criando problemas na cidade e a figura do “bóia-fria”, com utilização de mão-de-obra temporária na agricultura. E não acabou com a fome, embora sabemos que a questão da fome é mais política do que tecnológica, pois o problema da fome não é a falta de produção de alimentos, mas a falta de renda para adquiri-los em quantidade permanente e qualidade adequada.

A agricultura e a sutentabilidade

Em todo mundo a agricultura tem historicamente contribuído para a degradação ambiental. Por exemplo, a paisagem grega tem sido sujeita a episódios de degradação e erosão dos solos, por mais de 8.0 anos (Jackson, 2002). Entretanto, na última metade do século passado, os processos dos ecossistemas, incluindo os ciclos da água, nitrogênio, carbono e fósforo, mudaram mais rapidamente do que em toda a história humana e muitas destas mudanças foram provocadas pelas atividades agrícolas. Tais alterações levam necessariamente a modificações nas funções dos ecosistemas, pois estas dependem diretamente dos ciclos biogeoquímicos (ONU, 2005). Segundo o “Global assessment of human-induced soil degradation” (GLASOD) 15 % da área total do mundo estão degradadas, sendo 13 % com degradação de leve a moderada e 2 % com degradação de severa a muito severa (w.fao.org/docrep/003/w2612e/w2612eMap12-e.pdf). Porém, tais dados são controvertidos e de acordo com Oldeman (citado em Doran e Zeiss, 2000) das terras agrícolas, incluindo pastagens permanents, áreas de reflorestamentos e florestas nativas, 40 % estão degradadas, resultado principalmente de poluição atmosférica e das águas, desertificação, erosão do solo, mudanças nas propriedades físicas, químicas e biológicas dos solo e contaminação do mesmo por produtos químicos

1 Professora adjunta. Departamento de Solos. Universidade Federal de Viçosa. Viçosa. Minas Gerais. CEP: 36570 0. e-mail: Irene@ufv.br. Fone: (031)38991045. Ph.D. em Ciências Ambientais. Universidade de Wageningen, Países Baixos.

e orgânicos. A taxa de crescimento da produção global de grãos caiu de 3 % na década de 70 para 1.3 % no período de 1983 a 1993. Uma das razões chaves do declínio foi o manejo inadequado dos solos e das águas. As perdas das terras agrícolas é hoje uma das maiores preocupações mundiais e permite afirmar que a produção agrícola mundial não é sustentável, pois os recursos naturais são a base para a sustentabilidade da produção de alimentos (Steer, 1998; Arshad e Martin, 2002).

Para sustentar a agricultura para gerações futuras, a produção de comida, fibra e energia devem ser menos dependentes de recursos não renováveis (baseados no petróleo) e mais dependente dos recursos renováveis, cuja base é a energia solar (Doran , 2002; Dalgaard et al., 2001). A sustentabilidade do manejo das terras tem sido discutida dentro da ciência do solo e na agronomia e é um tema controvertido. Um guia foi proposto pela FAO (Bouma, 2002), listando quatro critérios para o manejo sustentável das terras: a produção deve ser mantida; os riscos não devem aumentar; a qualidadade do solo e da água devem ser mantidas; e os sistemas de produção devem ser economicamente viáveis e socialmente aceitáveis.

necessários

Para praticar a agricultura sustentável e o manejo saudável dos solos é necessário e urgente melhorar o conhecimento a respeito do sistema do solo, entendendo melhor as ligações entre suas propriedades, processos e funções, para proteger não somente o solo, mas também a água, a atmosfera e a biota. Uma das possibilidades de uso sustentável dos solos é através do manejo das propriedades biofísicas do solo (Doran et al., 2002). Entretanto, traduzir um sistema complexo, como os processos que ocorrem no solo, em recomendações práticas não é uma tarefa muito simples (Stepniewski et al, 2002). Embora o conhecimento dos solos seja necessário, não é suficiente, pois políticas sustentáveis e comprometimento de toda a sociedade e não só dos agricultores que manejam as terras, também são Os solos

Os solos dos trópicos, quente e úmido, necessitam de coberturas constantes para os protegerem das chuvas pesadas e do sol intenso. Como consequência de sua gênese tropical, são em geral solos profundos, friáveis, susceptíveis a erosão, com baixa disponibilidade de nutrientes por kilo de solo, com altos níveis de alumínio trocável e grande capacidade de fixação de fósforo, ou seja, são solos muito intemperizados. Em virtude da baixa disponibilidade de nutrientes, dependem da atividade biológica para ciclar os nutrientes, por exemplo, disponibilizando o fósforo e fixando o nitrogênio. Para isto são necessárias entradas constantes de material orgânico no solo. Além de alimentos para os microrganismos a matéria orgânica pode complexar o alumínio e contribuir para a estruturação dos solos, melhorando a infiltração e retenção de água.

objetivo de produção de biomassa

O aporte constante de material é também necessário devido as altas taxas de mineralização da matéria orgânica, fruto das condições climáticas, com altas temperaturas e umidade. Porém se o potencial de “destruição” da matéria orgânica é alto, alto também é o potencial de produção de biomassa, desde que o espaço acima do solo seja melhor explorado, utilizando melhor a energia do sol para a produção desta biomassa. A matéria orgânica pode ser então produzida in loco, utilizando plantas com o

Os solos profundos, fruto do intemperismo, podem ser melhor explorados no espaço e no tempo, utilizando plantas com sistemas radiculares diferentes, capazes de atingir profundidades distintas. Alem disto as plantas possuem capacidades distintas de associarem aos microrganismos e de liberarem substâncias químicas, criando rizosferas diferentes.

Para melhor exploração no tempo do espaço, tanto abaixo quanto acima do solo, é preciso utilizar sistemas diversificados, imitando a natureza, que é diversa. Espécies diferentes desempenham papéis diferentes. Algumas são mais resistentes à seca. Outras ao excesso de umidade. Já outras fixam nitrogênio da atmosfera. Algumas toleram sombra, outras necessitam de mais luz e algumas repelem insetos (Jackson, 2002). Algumas toleram maior acidez do solo, outras possuem mecanismos mais eficientes de liberar o fósforo fixado. Os solos tropicais podem ser considerados uma grande reserva de fósforo do mundo. Por exemplo, em média um hectare de solo brasileiro (considerando 20 cm de profundidade) possui 1.800 kg de P2O5, em sua maioria fixado (Resende, 1997). Sabe-se, entretanto que algumas plantas, como o guandu (cajan cajanus) podem disponibilizar o fósforo fixado, utilizando para isto mecanismos especiais como a liberação de certos ácidos orgânicos (Ae et al., 1990). Cardoso et al. (2003a) encontrou, na profundidade de 60 cm, maior número de esporos de micorrizas em sistemas agroflorestais (SAFs) com café da Zona da Mata mineira, do que em sistemas de café em monocultivo, indicando maior atividade de micorrizas em maiores profundidades nos SAFs. As micorrizas possivelmente disponibilizaram a estas profundidades maior quantidade de P para as plantas (Cardoso et al., 2003b).

Como então utilizar o potencial dos trópicos a favor da sustentabilidade? O caminho é a agroecologia. Agroecologia

O uso contemporâneo do termo agreocologia iniciou-se em 1970, mas abordagem agrícola agroecológica é antiga e incorpora cuidados com o ambiente, assim como os problemas sociais. Ou seja, a agroecologia incorpora uma visão ecológica com uma perspectiva social. Nos agroecossistemas, assim como nos ecossistemas naturais, ocorrem os processos ecológicos como ciclos de nutrientes, interações predador/presa, competição, comensalismo e sucessões ecológicas, porém nos agroecossistemas o grau de resiliência e estabilidade não são determinados só por fatores ambientais e bióticos, mas também por fatores sócio-econômicos como posse da terra, queda dos preços, mercado etc. Nos agroecossistemas ocorrem portanto interações complexas entre processos sociais e biológicos (Altieri, 2002).

A agroecologia é uma ciência multidiciplinar, que sofreu e sofre influências de várias ciências, como as ciências agrícolas (agronomia), ecologia, antropologia e sociologia. As ciências agrícolas contribuem, por exemplo, com suas práticas e técnicas de cultivos; da ecologia, três áreas são críticas no desenvolvimento das análises agroecológicas, quais sejam o ciclo de nutrientes, a interação pragas/plantas e as sucessões ecológicas. Na ciclagem de nutrientes algumas relações são fundamentais, como relação entre diversidade e estratégia interespecífica de uso de nutrientes, relação plantas-microrganismos e importância da biomassa como reserva de nutrientes. Isto faz com que a biodiversidade seja fundamental para o desenvolvimento dos sistemas agroecológicos. A antropologia contribui com o entendimento dos sistemas tradicionais agrícolas e a sociologia com o estudo de desenvolvimento rural. A sociologia contribuiu sobremaneira para a compreensão e crítica dos problemas relacionados à revolução verde (Altieri, 2002).

A agroecologia sofreu também influências dos movimentos ambientalistas, com suas críticas aos problemas ambientais decorrentes das práticas agrícolas. As organizações não governamentais sócioambientalistas e os movimentos sociais também contribuem muito com a agroecologia, descobrindo, redescobrindo e experimentando junto com os agricultores práticas agrícolas mais sustentáveis (Altieri, 2002; Ehlers, 1999). Contribuem também no desenvolvimento e aplicação de metodologias participativas e no resgate e valorização do conhecimento do agricultor. Na agroecologia o conhecimento popular deve estar entrelaçado com o conhecimento científico (Ribeiro e Barbosa, 2005). Portanto, embora sendo uma ciência, é uma ciência que questiona valores da ciência contemporânea, cujo saber é entronizado como um saber máximo e absoluto. Assim, embora alguns não concordem (por exemplo, Caporal e Costabeber, 2005), a agroecologia ao incorporar contribuições dos movimentos sociais e ambientalistas pode também ser considerada um estilo de vida e assim o é para muitos agricultores que tem praticado a agroecologia. Isto valoriza e torna a agroecologia diferente das demais ciências. Segundo Amauri Silva (2005 – agricultor agroecológico de Espera Feliz, MG) para ser agroecológico tem que ter mais tempo. Não basta só trabalhar, tem que arranjar tempo para andar na propriedade, para escutar as plantas e os bichos e para sentir a natureza, deixando a natureza guiar um pouco também. Para o cientista a agroecologia apresenta um conjunto de princípios, conceitos e metodologias para o estudo e manejo dos agroecossistemas, considerados unidade fundamental de estudo, nos quais os ciclos minerais, as transformações energéticas e as relações sócio-econômicas são vistas e analisadas em seu conjunto (Altieri, 2002).

Os atributos associados ao conceito de sustentabilidade que permitem identificar e analisar, de forma sistêmica, os impactos das inovações agroecológicas (Ferrari e Almeida, 2005; Altieri, 2002), são: produtividade é a capacidade de o agroecossistema prover o nível adequado de bens, serviços e retorno econômico às famílias em um determinado período; estabilidade/resiliência refere-se à capacidade do sistema de absorver efeitos de perturbações graves, retornando ao estado de equilíbrio; flexibilidade é a capacidade do sistema de se adaptar a mudanças (econômicas, tecnológicas, biofísicas etc.) em longo prazo; eqüidade é a capacidade de o sistema gerir, de forma justa e equilibrada, suas relações sociais (internas e externas) e com o meio físico e; autonomia é a capacidade do sistema regular e controlar suas relações com agentes externos.

O solo é um componente da biosfera terrestre crítico para alcançar a sustentabilidade, pois o mesmo funciona não só para a produção de alimentos, fibras e energia, mas também atua na manutenção da qualidade ambiental (por exemplo, água e ar) na escala local, regional e global (Zalidis et al., 2002) e por isto na agroecologia procura-se manejar os solos de forma a garantir o balanço entre produtividade e qualidade ambiental.

O manejo agroecológico do solo

O Quadro 1 apresenta alguns princípios agroecológicos, alguns componentes básicos estratégicos para o manejo sustentável dos agroecossistemas e propostas de alguns indicadores para a perfomance das culturas e a saúde do solo e do ambiente. Ao final do quadro encontram-se algumas células vazias, cabe ao leitor preenchê-las. Ou seja, outros princípios, outros componentes e outros indicadores podem existir, ficando a cargo do leitor identificá-los, ou mesmo corrigir alguns apresentados no quadro.

Diante do Quadro 1, fica claro que os sistemas em monocultivo não combinam com a agroecologia, sejam sistemas orgânicos ou químicos. Ao contrário, os plantios diversificados, como por exemplo, agrofloresta, têm despertado muito interesse. Estes sistemas são mais sustentáveis e mais conservadores de recursos. Isto devido aos altos níveis de biodiversidade funcional associada. A diversidade funcional é a diversidade que potencializa as funções do sistema, incluindo as funções do solo como armazenamento e fornecimento de água, transformação e ciclagem de nutrientes, decomposição dos resíduos de origem animal e vegetal, seqüestro e desintoxicação de resíduos tóxicos, promoção da saúde dos cultivos devido a supressão dos organismos patogênicos (Doran and Zeiss, 2000). A diversidade pode ser planejada no espaço (desenhos de sistemas) e no tempo (rotação, manejo da sucessão e etc.). Mas também existe a diversidade associada, ou seja, aquela diversidade que não foi planejada, mas que aparece em decorrência da diversidade planejada e que presta muitos serviços ambientais, devido as funções exercidas nos sistemas.

Por exemplo, um sistema agroflorestal, as árvores criam sombra, o que permite crescer plantas que gostam de sombra. A função direta das árvores é criar sombra. Porém, junto com as árvores existem pequenas vespas que buscam o nectar das flores das árvores. Estas vespas alimentam-se de insetos que normalmente atacam os cultivos. As vespas são parte da biodiversidade associada. Assim as árvores criam sombra (função direta) e atraem vespas, biodiversidade associada (Altieri e Nicholls, 2002).

A agroecologia também parece mais adequada a estrutura da agricultura familiar, pois há necessidade de domínio das etapas do processo produtivo e administrativo. Na agroecologia há necessidade de conhecer melhor os ciclos da natureza, saber quando plantar e colher, qual o melhor consórcio a ser utilizado e etc. (Gomes, 2005). A agricultura familiar já se mostrou mais eficaz e efetiva na produção de alimentos e na geração de empregos do que a empresa agrícola, por isto para a agreocologia é fundamental a realização da reforma agrária, o que significa mais propriedades manejadas pela agricultura familiar (Pádua, 2003).

Na agroecologia busca-se a utilização nula ou muito baixa de insumos externos à propriedade, sejam eles orgânicos ou inorgânicos, para não gerar dependência dos agricultores. Não é apenas substituição de insumos. Por isto para a agroecologia os organismos genéticamente modificados (transgênicos) podem constituir um risco, pois entre outros problemas os transgêncios criam dependência das sementes, estas passam a não ser de livre acesso. Na agroecologia a preferência é por sementes livres e pela liberdade no manejo da biodiversidade.

A agroecologia não busca nichos de mercado, a preocupação é com a produção de alimentos de qualidade para todos e não apenas para aqueles que podem pagar mais caros por eles. Portanto, a preocupação é com a democratização do uso de alimentos saudáveis por toda a população e com a segurança e soberania alimentar (Gomes, 2005). Para isto a diversificação da produção é também importante, pois uma sociedade não consome um só produto.

Quadro 1. Princípios agroecológicos e componentes básicos estratégicos para o manejo sustentável dos agroecossistemas e propostas de alguns indicadores para a perfomance das culturas e a saúde do solo e do ambiente.

Princípios agroecológicos para o manejo sustentável dos agroecossistemas Componentes básicos Indicadores

• Diversificacação das espécies vegetal e animal no tempo e no espaço.

• Conservação e regeneração dos recursos genéticos e aumento geral da agrobiodiversidade.

• Ciclagem de nutrientes e da matéria orgânica: otimização, disponibilidade e balanços dos fluxos de nutrientes.

• Uso de rotações, sistemas consorciados (como sistemas agroflorestais); cultivos intercalares com leguminosas e integração animal. • Direção/mudanças no nível da matéria orgânica com o tempo (visual pela cor ou por analises químicas); nível específico de MO de acordo com o clima, solo e vegetação.

• Armazenamento de água.

• Promoção das condições edáficas ótimas para o crecimento das plantas, com especial atenção para a promoção da atividade biológica do solo.

• Suplementação regular de material orgânico, mediante a incorporação contínua de adubos orgânicos, compostos e resíduos vegetais, por exemplo material de poda.

• Conteúdo de material orgânico, infiltração de água; condições físicas do solo/compactação; níveis de nitrato na água e no solo.

• Minimização das perdas de solos e água mantendo a cobertura do solo, controlando a erosão e manejando o microclima.

• Cobertura vegetal como medida efetiva de conservação dos solos e da água, através da utilização de plantio direto, utilização de cobertura morta, uso de plantas de cobertura do solo e etc.

• Visual: vossorocas; sulcos; poeiras etc; propriedades do solo na superfície (profundidade do horizonte A, escorrimento superficial de água, porcentagem de cobertura do solo); condições físicas do solo/compactação;

• níveis de nitrato e outros resíduos poluentes na água e no solo; quantidade e toxicidade dos agrotóxicos utilizados.

• Minimização das perdas por insetos, patógenos e vegetação espontânea mediante medidas preventivas e estímulos da fauna benéfica, antagonista, alelopática e etc.

• Exploração das sinergias que emergen de interações planta-planta, plantas-animais e animais-animais.

• Regulação de pragas estimulando os agentes de controle biológico, alcançada mediante a manipulação da biodiversidade e da introdução e conservação dos inimigos naturais.

• Características das culturas (visual, cor, níveis de nutrientes, vigor da planta, danos e etc.).

• Melhor utilização dos recursos, diminuindo a dependência da energia fóssil e petroquímicos; maior dependência dos recursos renováveis e da biodiversidade.

• Rotação de culturas, consórcios, uso de leguminosas, estercos etc.

• Entradas e saídas e taxas de custos, energia e recursos renováveis/não renováveis; lixiviação; acidificação do solo; características das culturas; níveis de nitrato na água e no solo.

5 Adaptado de Altieri e Nicholls (2002) e Doran e Zeiss (2000). As células vazias podem ser preenchidas pelo leitor.

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