Biosseguranca

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Procedimento Operacional Padrão – Biossegurança a serviço da vida. w.biotecnica.ind.br 1

Procedimento Operacional Padrão – Biossegurança a serviço da vida. w.biotecnica.ind.br 2

Índice

Introdução 1 Definições 1 Treinamentos / Informações 2

Vigilância médica e de saúde 2

Normas de vigilância sanitária de funcionários que têm contato com microorganismos da classe de risco 2 2

EPIs de uso obrigatório 2 Cuidados gerais durante procedimentos em laboratórios 3

Nível de biossegurança 2 – NB2 3

Recebimento / Transporte 4

Transporte seguro de amostras e materiais infecciosos 4 Documentação e embalagem 4 Recebimento de material potencialmente infectante 4

Higienização de superfícies e equipamentos 5

Procedimentos usuais de desinfecção 6

Álcool a 70% (etanol ou isopropílico) 6 Hipoclorito de sódio 1% 7

Processo de esterilização: Autoclavação 7 Descarte 7

Condutas em derramamentos e acidentes laboratoriais com material potencialmente infectante 7

Acidentes ocupacionais 8

Vias de infecções 8 Procedimento pós exposição a materiais biológicos 8 Avaliação do risco de exposição em caso de acidentes 9

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1 Introdução

Materiais biológicos manuseados em laboratórios são, quase sempre, fontes de contaminações. As Boas Práticas em Laboratório, seguindo as regras da Biossegurança devem ser adotadas para minimizar a ocorrência de eventuais acidentes, contaminações ambientais e do corpo técnico operacional.

De acordo com os critérios de patogenicidade os microrganismos podem ser classificados com base no seu potencial patogênico, para o homem e para os animais, a saber:

Classe de risco 2- (risco individual moderado e risco limitado para a comunidade) – patógeno capaz de causar doença ao homem ou aos animais, mas que não consiste em sério risco a quem manipula, à comunidade, aos seres vivos e ao meio ambiente quando manipulado em condições de contenção. Classe de risco 3- (elevado risco individual e risco limitado para a comunidade) - patógeno que geralmente causa doenças graves ao homem ou aos animais e pode representar sério risco a quem o manipula. Os laboratórios, de um modo geral, podem ser classificados no nível 2 de biossegurança, mas trabalhamos com materiais biológicos que podem conter microrganismos classificados nos níveis 3, e por esta razão necessitamos de procedimentos adequados para o trabalho no laboratório.

As exposições laboratoriais podem causar contaminações, mas a existência de medidas eficazes de tratamento e prevenção limita os riscos.

2 Definições Aerossóis: Gotas de líquido dispersas no ar.

Amostras biológicas para diagnóstico: são materiais de origem humana ou animal para análise (como excrementos, secreções, sangue e derivados, tecidos e líquidos orgânicos) com fins diagnóstico.

Anti-séptico: Agente químico ou físico utilizado para desinfecção de tecido vivo, capaz de destruir ou inibir o crescimento de micro-organismos na área aplicada.

Descontaminação: Destruição ou remoção (total ou parcial) de microorganismos dos artigos e superfícies.

Desinfecção: Destruição ou inibição do crescimento de microorganismos patógenos não esporulados ou em estado vegetativo, de superfícies.

EPIs: Equipamento de proteção individual. Esterilização: Processo de destruição de todos os microorganismos, incluindo os esporos. Limpeza: Processo de remoção de sujidade.

Sanitização: Processo destinado à redução da maioria das bactérias patogênicas presentes.

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Substâncias infectantes: são apresentações que contêm microrganismos viáveis (tais como bactérias, vírus, riquetsias, parasitas, fungos ou microrganismos recombinante, híbrido ou mutante) sabidamente capazes de provocar doença ao homem ou animais.

3 Treinamentos/Informações

Funcionários e pessoas que têm acesso a área laboratorial estão sujeitos à exposição ocasional e acidental a microorganismos que pertencem a grupos de risco mais elevados, portanto, se faz necessária a adoção de planos e normas de segurança, na prevenção de acidentes e minimização de exposições.

3.1 Vigilância médica e de saúde

São objetivos da vigilância médica e de saúde do pessoal que trabalha em áreas de risco por exposição a agentes biológicos: prevenir o aparecimento de doenças profissionais em indivíduos saudáveis, através de exames regulares; programar, orientar e verificar a realização de imunizações ativas ou passivas para prevenção e minimização de risco de infecção, quando houver ; providenciar o diagnóstico precoce dos casos de infecção ocupacional;

avaliar a eficácia de equipamentos e de medidas de proteção e prevenção.

3.2 Normas de vigilância sanitária de funcionários que têm contato com microrganismos da classe de risco 2

É obrigatória a realização de exames de saúde clínico e laboratorial préadmissionais. É recomendada a coleta de amostra sorológica para análise comparativa imediatamente após a exposição. É necessário manter registro de casos de doenças e faltas.

O funcionário e/ou seu médico têm a responsabilidade de informar a empresa sobre todas as faltas decorrentes por doenças. Mulheres em idade fértil precisam ser informadas sobre os riscos de exposição profissional a microrganismos patógenos. Informar o responsável pelo laboratório, imediatamente quando estiver gestante e/ou amamentando, para tomada de medidas preventivas contra possíveis infecções por exposição desnecessária (que coloquem em risco a saúde da mãe e da criança). Medidas preventivas a serem tomadas para a proteção do feto variam de acordo com os patógenos aos quais a gestante está exposta.

4 EPIs de uso obrigatório

Nas áreas restritas é obrigatório o uso de: Máscaras e óculos: na realização de procedimentos em que haja possibilidade de respingos de sangue ou outros fluidos corpóreos, nas mucosas da boca, nariz e olhos. Luvas, aventais de manga longa;

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5 Cuidados gerais durante procedimentos em laboratórios

Ter a máxima atenção durante a realização dos procedimentos. É proibida a pipetagem com a boca.

Nestas áreas é proibido comer, beber, fumar, guardar alimentos ou aplicar produtos cosméticos. É proibido levar quaisquer materiais a boca e língua.

Manter as áreas de trabalho limpa, organizada e livre de materiais que não são usados durante a atividade em execução. As superfícies de trabalho precisam ser desinfetadas após qualquer derramamento de material potencialmente perigoso, bem como ao final do expediente. É obrigatório lavar as mãos antes e após cada manuseio de material químico e biológico, bem como antes de saírem do laboratório e áreas de produção. Todos os processos técnicos devem ser realizados de forma a reduzir ao mínimo o perigo de formação de aerossóis ou de gotículas. Quando houver técnicas de maiores riscos de formação destes, conduzir o procedimento em capela. Durante o trabalho no laboratório, a equipe usará aventais próprios, de uso restrito nestas áreas. As roupas contaminadas precisam ser desinfetadas com técnica adequada. A indumentária para proteção dentro do laboratório não pode ser guardada no mesmo armário com objetos e vestuário pessoais. Os óculos de segurança e os protetores de face (visores), assim como outros dispositivos de proteção, devem ser usados sempre que forem indicados para a proteção de olhos e face contra os salpicos ou contra o impacto de objetos. Nas áreas de serviço onde há risco de exposição a agentes infectantes e químicos, somente será permitida a entrada de pessoas devidamente alertadas sobre os eventuais perigos e que preencham determinadas condições (vacinações, por ex.). Durante o trabalho, as portas destas áreas permanecerão fechadas. O acesso de crianças e animais é proibido. Manter programa de controle de artrópodes e roedores.

Luvas adequadas ao trabalho serão usadas em todas as atividades que possam resultar em contato direto com material biológico e químico. Depois de usadas, as luvas serão removidas em condições assépticas e descartadas em lixo para plásticos classe 1. Em seguida, lavar as mãos. Todo lixo classe 1 segue para autoclavação para posterior descarte.

Todo e qualquer derramamento de material, acidente, exposição efetiva ou possível a materiais infecciosos precisam ser levados imediatamente ao conhecimento do responsável pelo laboratório. As áreas de trabalho e armazenamento precisam ser adequadas para acesso a materiais de modo a evitar o congestionamento de mobiliário, equipamentos e objetos. É proibida a colocação de vasos de plantas ornamentais nestes ambientes.

Todo e qualquer agente desinfetante e anti-séptico utilizado precisa ser registrado na ANVISA e conferido quanto à data de validade.

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