Relatório Microbiologia

Relatório Microbiologia

(Parte 1 de 2)

SANTO ANDRÉ 2010

BRUNA SBRUNHERA RIBAS CÁSSIO BEZERRA SANTOS IGOR DE ALMEIDA LEMOS KLEBER DA SILVA MENDES DE ALVARENGA THAÍS BIANCHI GAMA (A3 NOTURNO)

SANTO ANDRÉ 2010

Relatório apresentado para compor a nota da disciplina Base Experimental das Ciências Naturais, sob orientação do Prof. Dr. Jean Jacques Bonvent.

3 SUMÁRIO

1.0 INTRODUÇÃO04
2.0 OBJETIVOS06
3.0 PARTE EXPERIMENTAL06
3.1 Parte A – Preparação do meio de cultura de microorganismos07
3.2 Parte B – Preparação das placas de Petri07
3.3 Parte C08
3.4 Teste08
4.0 RESULTADOS09
5.0 DISCUSSÃO1
6.0 CONCLUSÕES13

4 1.0 INTRODUÇÃO

A vida humana está intimamente relacionada com os microrganismos, abundantes no solo, no mar, no ar, em todos os ambientes naturais. Invisíveis a olho nu, esses seres oferecem fartas evidências de sua existência -- muitas vezes de forma desfavorável, quando deterioram objetos valorizados pelo homem e provocam doenças, ou benéfica, quando fermentam álcool para a fabricação de vinho e cerveja, levedam o pão e produzem os derivados do leite. De incalculável valor na natureza, os microrganismos também decompõem restos vegetais e animais para transformá-los em gases e elementos minerais recicláveis por outros organismos.

Microbiologia é a ciência que estuda os microrganismos, seres vivos de tamanho microscópico que pertencem a classes e reinos diversos e entre os quais estão os protozoários, as algas microscópicas, os vírus, as bactérias e os fungos. Pela dificuldade em classificá-los como plantas ou animais, os microrganismos são às vezes agrupados separadamente como protistas, seres de vida primitiva.

As células microbianas se distinguem das células humanas e de plantas, que são incapazes de viver sozinhas na natureza e que somente existem fazendo parte de um organismo multicelular. Em geral, os microorganismos são capazes de realizar suas atividades vitais de crescimento, geração de energia e reprodução independente de outras células.

A microbiologia proporciona algumas ferramentas de investigação para estudar a natureza e os processos vitais. Isso se deve ao fato das células microbianas terem muitas propriedades bioquímicas em comum a outras células pluricelulares. Elas facilmente crescem em cultivo em laboratórios, e, portanto, são mais acessíveis ao serem manipuladas em estudos bioquímicos e genéticos, fazendo dessas células importantes modelos para o conhecimento das funções celulares de organismos complexos.

Além disso, a microbiologia alcança diversas áreas como medicina, agricultura e indústria. Muitas doenças do homem, dos animais e de plantas são causadas por microorganismos, daí a importância de estudá-los. Em alguns processos industriais também desempenham uma função de destaque, como a produção de antibióticos.

Os microorganismos também desempenham papel fundamental na origem da vida. Na ausência de microorganismos as formas de vida mais complexas nunca poderiam ter surgido e nem poderiam se manter na atualidade; exemplificando, o mesmo oxigênio que respiramos é resultado da atividade microbiana. O homem, as plantas e os animais estão intimamente ligados as atividades microbianas desde a reciclagem de nutrientes essenciais até a degradação da matéria orgânica. Nenhuma outra forma de vida tem uma importância parecida com a dos microorganismos na manutenção da vida sobre a Terra. Os microorganismos existiram na Terra durante milhões de anos antes que aparecessem as plantas e os animais e suas características fisiológicas fazem dos mesmos os maiores “químicos” da Terra.

No experimento que será apresentado nesse trabalho foi utilizada uma técnica criada por Robert Koch há 130 anos. Koch pode ser considerado o pai da microbiologia e foi o primeiro a cultivar bactérias em meios sólidos.

2.0 OBJETIVOS

Ø Verificar a presença de microorganismos em objetos/ambientes em meios de cultura com ou sem antibiótico. Para tal o processo deverá ser realizado em ambiente estéril utilizando manobras assépticas;

Ø Analisar e discutir dados provenientes do resultado do experimento; Ø Realizar experimento obedecendo normas de saúde e segurança; Ø Incentivar a curiosidade científica.

3.0 PARTE EXPERIMENTAL

Neste experimento foram utilizados os seguintes materiais: 1 Balança semi analítica; 2 Espátulas de pesagem; 1 Proveta de 100mL; 1 Garrafa de vidro com tampa autoclavável; Reagentes de preparação do meio de cultura; Colônia de microorganismos; Autoclave; 1 Tubo Falcon de 50mL; 2 Placas de Petri; 1 Caneta de retroprojetor; 2 Cotonetes; Fita crepe; Filme de PVC; Fita de autoclave; Água estéril; Ampicilina ( antibiótico) 50 mL Papel Alúminio; Bico de Bunsen;

3.1 Parte A – Preparação do meio de cultura de microorganismos

A.1 Foi calculada a quantidade de cada reagente necessária para preparar 20mL de meio de cultura por placa de Petri chegando-se ao resultado de 1g de LB Broth e 0,6g de Ágar , LB + Ágar = 1,6g e a quantidade de glicose utilizada para os 40mL totais resultando 0,8g.

A.2 Os reagentes foram transferidos cada um para um béquer utilizando-se duas espátulas. Na balança semi-analítica foram pesados cada um dos reagentes separadamente. Zerando antes a balança com o peso do béquer, para posteriormente adicionar os reagentes e pesá-los.

A.3 Os reagentes, depois de pesados, foram passados para um béquer , onde foi adicionada uma pequena quantidade de água destilada com uma pisseta.

A.4 A solução contendo água e reagente foi agitada com um bastão de vidro até dissolver totalmente.

A.5 A solução foi passada para uma proveta de 100mL A.6 Foi completado com água, com o uso da pisseta, até chegar ao volume de 40mL.

A.7 O meio liquido foi transferido para a garrafa de virdo. A.8 Um pedaço de fita crepe foi colado na garrafa e nela foi escrito o nome da equipe e a data com uma caneta retroprojetora.

A.9 A garrafa foi fechada a meia tampa para evitar pressurização e a sua extremidade superior foi coberta com papel aluminio, em seguida a garrafa foi submetida à autoclave por 20 minutos.

3.2 Parte B – Preparação das placas de Petri

B.1 Enquanto aguardou-se a autoclavagem, na parte inferior de uma das placas foi anotado “Com antibiótico” e na outra “Sem antibiótico” com uma caneta retroprojetora.

B.2 Em ambas as placas foram anotados o nome do grupo e a data com uma caneta retroprojetora. B.3 As duas placas foram divididas em quatro quadrantes da seguinte forma:

No quadrante I foi escrito controle 2; No quadrante I foi escrito controle 1; No quadrante I foi escrito teste 1; No quadrante IV foi escrito teste 2;

3.3 Parte C

C.1 Após o meio de cultura passar pelo processo de esterilização e estar frio, a chama do bico de Bunsen foi acesa com o auxílio de um auxiliar de laboratório.

Observação: A partir desse momento toda a manipulação foi feita dentro da zona de segurança do bico de Bunsen. (O mais perto possível da chama sem que haja riscos de superaquecimento ou queimaduras)

C.2 Foram vertidos 20mL de meio em uma das placas de Petri e a mesma foi deixada semi-aberta até solidificar.

C.3 Em um tubo Falcon foram vertidos os 20mL restantes de meio e também o antibiótico ampicilina. Este conteúdo foi depositado na segunda placa de Petri e foi deixada semi-aberta até solidificar.

3.4 Teste

No quadrante controle 1: Não foi passado nada. No quadrante controle 2: Esfregou-se um cotonete em uma superfície onde era conhecido o fato de haver microorganismos do tipo Escherichia Coli e em seguida esses microorganismos foram depositados no quadrante com o cotonete.

No quadrante controle 3: Não foi passado nada; No quadrante controle 4: : Esfregou-se um cotonete em uma superfície onde era conhecido o fato de haver microorganismos do tipo Escherichia Coli e em seguida esses microorganismos foram depositados no quadrante com o cotonete.

No quadrante Teste 1: Esfregou-se um cotonete na superfície superior da boca de um voluntário e em seguida essa amostra foi depositada no quadrante por meio do cotenete.

No quadrante Teste 2: Esfregou-se um cotonete na superfície da maçaneta da porta do laboratório L601 e em seguida essa amostra foi depositada no quadrante por meio do cotenete.

O mesmo “tratamento” foi utilizado em Teste 1 e Teste 2 nas placas com e sem antibiótico.

As placas de Petri foram fechadas, envolvidas em filme PVC e depositadas de cabeça para baixo em uma estufa a 37ºC por 3 noites inteiras.

Após a incubação das placas na estufa foi verificado se houve ou não crescimento de microorganismos.

4.0 RESULTADOS

Após 3 noites de repouso do meio de cultura, integrantes do grupo foram observar, em laboratório, os resultados obtidos da experiência.

Na placa de Petri de número 1 (Vide Figura 1), na qual não estava presente o antibiótico, observou-se o seguinte:

• No quadrante Controle 1 (C3): Não houve alteração, ou seja, não houve crescimento de microorganismos;

• No quadrante Controle 2 (C2): Houve a formação de aglomerado de pontos ou bolhas, ou seja, formação de colônias da bactéria Escherichia coli, que fora adicionada;

• No quadrante do Teste 1(T1): Houve a formação de 3 pequenas pontos arredondados, ou seja, a formação de colônias de bactérias;

• No quadrante do Teste 2 (T2): Não houve alteração, ou seja, não houve crescimento de microorganismos.

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