NP 6110 - Apostila de Tempos e Metodos

NP 6110 - Apostila de Tempos e Metodos

(Parte 1 de 8)

Departamento de Engenharia de Produção

Professor J. Roberto Tálamo

NP 6110 Análise de Processos Tempos, Métodos e Movimentos

Prof. Roberto Tálamo

Departamento de Engenharia de Produção

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Professor J. Roberto Tálamo

Tempos e Métodos3
1. Tempos Cronometrados3
1.1 Determinação do número de cronometragens4
1.2 Determinação do Tempo Médio ou Tempo Cronometrado (TM ou TC)5
1.3 Avaliação da velocidade do operador – O fator de ritmo (FR)6
1.4 Determinação do Tempo Normal - TN6
1.5 Determinação do Fator de Tolerância (FT)6
1.6 Determinação do Tempo Padrão - TP7
1.7 Tempos Acíclicos8
1.8 Validade de uma cronometragem8
2. Determinação do Tempo Padrão para uma peça e para um lote13
2.1 Determinação do Tempo Padrão Total de uma peça13
2.2 Determinação do Tempo Padrão de um lote de peças14
3. Tempos Sintéticos15
3.1 Alcançar16
3.2 Movimentar17
3.3 Girar18
3.4 Pegar18
3.5 Posicionar19
3.6 Soltar um objeto19
3.7 Desmontar um objeto19
3.8 Tempo dos Olhos19
4. Balanceamento de Linhas de Montagem2
5. Diagrama Homem-Máquina28
6. Análise do Processo Produtivo3
Anexo 1: Tabela da Distribuição Normal Reduzida para área central37
Anexo 2: Tabela da Distribuição Normal Reduzida para área residual38

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Tempos e Métodos

1. Tempos Cronometrados.

1.1 Finalidade O estudo de Tempos tem uma importância muito grande dentro de uma indústria, como por exemplo:

• Estabelecer padrões de programas de produção, • Auxiliar a determinação de custos padrões de modo preciso,

• Estimar o custo de novos produtos,

• Programar a mão de obra necessária para um determinado patamar de produção, etc.

1.2 Métodos e Instrumentos Existem alguns métodos de ampla utilização dentro da indústria. Um dos mais utilizados é a cronometragem das atividades de produção. Em nosso Estudo de Tempos e Métodos de Medida do Trabalho, iniciaremos com o estudo da cronometragem.

Os Instrumentos tradicionalmente utilizados nos estudos de cronometragem são: • Cronômetro,

• Filmadora ou máquina fotográfica digital,

• Folha de apontamentos.

Atualmente, os instrumentos necessários aos estudos de cronometragem são bastante fáceis de serem obtidos e de custo bastante acessível.

1.3 Etapas a serem seguidas

• Discutir claramente com os envolvidos o tipo de trabalho a ser executado, buscando a colaboração de todos,

• Definir o método de trabalho e planejar os elementos da operação a ser cronometrada,

• Treinar o operador para que ele possa desenvolver a atividade dentro do ritmo e método esperados,

• Anotar todos os dados adicionais observados,

• Fotografar o posto de trabalho e a peça a ser produzida e analisada,

• Executar uma cronometragem preliminar (em geral 5 observações) para obter os dados necessários à determinação do número necessário de cronometragens (n),

• Realizar as n cronometragens definidas e determinar o tempo médio das operações - TM,

• Avaliar o fator de ritmo do operador e determinar o Tempo Normal – TN,

• Determinar as tolerâncias de fadiga e de necessidades pessoais,

• Avaliar graficamente a validade dos dados obtidos,

• Determinar o Tempo Padrão – TP, objeto do estudo.

1.4 Divisão da operação em elementos Os elementos são as partes que forma uma operação completa. Por exemplo: Um operador pega um blank, posiciona dentro da prensa, estampa a peça, retira o retalho e posiciona a peça dentro de uma caixa. Os elementos dessa operação poderiam ser: 1. Pegar o blank, 2. Colocar o blank na prensa,

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3. Acionar a prensa, 4. Retirar o retalho e jogar na caixa de sucata, 5. Retirar a peça, 6. Acondiciona a peça na caixa de transporte.

É sempre conveniente que os elementos se restrinjam a uma operação elementar. 1.1 Determinação do número de cronometragens

A determinação do número adequado de cronometragens é feita através do conceito da distribuição normal (Distribuição de Gauss) com o uso do conceito de intervalo de confiança de uma média.

A expressão utilizada é:

Sendo: z: Coeficiente da distribuição normal reduzida para uma dada probabilidade, obtido na tabela de distribuição Normal (Anexo 1), R: Amplitude da amostra, ou seja, a diferença entre o maior e o menor valor observado,

ER: Erro relativo praticado na análise, vairando entre 5% e 10%. É um dado pré determinado, d2: Constante estatística tabelada (Anexo 2), : Média dos valores observados na amostra de tempos.

Exemplo resolvido: Uma operação foi inicialmente cronometrada em 7 vezes, obtendo-se um tempo médio de 1 minuto e 34 segundos e uma amplitude de 20 segundos. Determinar o número de cronometragens para um intervalo de confiança de 95%, com um erro relativo de 5%.

Solução:

xdE

Rz n

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1.2 Determinação do Tempo Médio ou Tempo Cronometrado (TM ou TC)

O Tempo Médio ou Tempo Cronometrado é determinado a partir do cálculo da média dos tempos observados numa tarefa. Vejamos o exemplo abaixo:

Exemplo 1. Uma operação de montagem em análise foi dividida em elementos e estes foram cronometrados, conforme os dados do quadro abaixo. Cada cronometragem foi feita em momentos diferentes e de forma independente uma da outra. Determinar o Tempo Médio – TM.

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