Câncer de mama

Câncer de mama

Centro Universitário Celso Lisboa

Saúde Coletiva ii

Apresentado por:

Daniela Bichara

Michele Coutinho

Vanessa Azevedo

Verônica Leite

Turma: En 631

Orientador: Rodrigo Carrielo

Sumário

  1. Introdução

  2. Prevenção

  3. Mama

  4. Cânceres

  5. Diagnóstico

  6. Tratamento

  7. Intervenções Interdisciplinares

  8. Cuidados Paliativos

  9. Auto-exame

Bibliografia Recomendada

INTRODUÇÃO

O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e, sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal.

A doença é a principal causa mundial de morte por câncer da população feminina entre 39 e 58 anos de idade. No Brasil, o número de casos novos de câncer de mama esperados para 2010 será de 49.240, com um risco de 49 casos a cada 100 mil mulheres, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde já existe uma concentração maior de diagnósticos da doença. Apesar de ser menos freqüente em pacientes com idade inferior a 40 anos, a incidência do câncer de mama em mulheres jovens vem crescendo nos últimos anos. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que o diagnóstico em pacientes com idade inferior a 40 anos subiu de 3% para 17% do total de casos nos últimos anos. Dados alarmantes que inspiram cuidados e preocupam especialistas da área, já que a mulher jovem – por ter mais tempo de vida pela frente – acaba sofrendo mais com os efeitos colaterais do tratamento da doença.

Pouca gente sabe, mas os homens também desenvolvem o tumor de mama como as mulheres. Embora a incidência da doença ainda seja considerada baixa – equivalente a 1% dos cânceres malignos –, ela vem aumentando a cada ano. Entre os homens o diagnóstico tende a aparecer em estágio muito avançado em função do desconhecimento sobre a doença

O INCA chama a atenção ainda para a taxa de mortalidade do câncer de mama no Brasil, que continua alta. Apesar de ser considerado um câncer de bom prognóstico - se diagnosticado e tratado precocemente -, em estágio avançado o sucesso do tratamento é muito menor.

Enquanto nos países desenvolvidos a sobrevida média em cinco anos é de 73%, nas nações em desenvolvimento (grupo no qual se inclui o Brasil) esse número cai para 57%. A mamografia anual a partir dos 40 anos é a única forma de corrigir essa tendência. O diagnóstico precoce salva vidas.

A Mama

  • A mama é constituída por estruturas produtoras de leite (lóbulos), ductos , que são pequenos canais que ligam os lóbulos ao mamilo; gordura, tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e vasos linfáticos.

  • Vasos linfáticos transportam a linfa, um líquido que contém célula do sistema de defesa, gordura e protéinas.Ao longo dos vasos linfáticos há pequenos ógãos em forma de feijões, ou gânglios/ nódulos linfáticos ou ainda linfonodos, que armazenam linfócitos.A maioria dos vasos linfáticos da mama leva a gânglios situados nas axilas. Se as células cancerosas atingirem esses gânglios, a probabilidade que a doença se espalhe para outros órgãos é maior.

  • A maioria dos casos de Câncer de mama começa nos ductos (carcinomas ductais), alguns têm início nos lóbulos (carcinomas ductais) e os demais nos outros tecidos.

  • Se tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado Carcinoma.Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de Sarcoma.

Anatomia das mamas

Linfonodos axilares

Prevenção

Todo ano, mais de nove mil brasileiras morrem por câncer de mama. O medo de desenvolver a doença faz com que algumas mulheres recorram a procedimentos radicais e polêmicos. Um deles, a retirada profilática dos seios, é feito antes de qualquer indício de câncer, baseado nos fatores de risco. O método, no entanto, não é recomendado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Pesquisas recentes desenvolvidas nos Estados Unidos mostram que esse tipo de intervenção não evita o desenvolvimento da doença. Segundo Sérgio Melo, vice-diretor do Hospital do Câncer III, unidade do INCA especializada no tratamento de câncer de mama, “as chances de desenvolver um tumor podem até diminuir, mas o risco continua”. “A melhor estratégia é o diagnóstico precoce”,ensina. Chamado de adenomastectomia, o procedimento consiste na substituição das mamas por uma prótese de silicone, preservando os mamilos e grande parte da pele da paciente. Na mastectomia, forma usual de tratamento, todos os tecidos são retirados, o que aumenta a margem de segurança. “No entanto, mesmo nesse caso há chances de recidiva”, observa Sergio Melo. Outro método radical utilizado para combater o câncer de mama é a retirada dos ovários, que deve ser adotado com critério e, em casos específicos, como nos de mulheres jovens que não respondem às técnicas mais utilizadas. “Os ovários são responsáveis pela produção do estrogênio, hormônio responsável pelos caracteres sexuais femininos, que alimenta as células cancerosas. A retirada dos órgãos interrompe o processo de nutrição”, explica o médico. "Contudo, o procedimento serve para tratar, jamais para prevenir o câncer", ressalta. "Em relação à prevenção, a hormonioterapia é uma das terapêuticas mais modernas", destaca o mastologista. É indicada especificamente para mulheres com altas chances de desenvolver câncer de mama ou que já tiveram a doença em um dos seios. Diferentemente da quimioterapia, que age diretamente nas células cancerosas, a hormonioterapia ataca, além do estrogênio, a progesterona, outro tipo de hormônio que alimenta essas células. O procedimento também combate a aromatose – enzima que transforma a gordura em estrogênio. “O exame clínico das mamas seguido de acompanhamento médico, ainda é a melhor maneira de se defender da doença”, diz Sérgio Melo. O diagnóstico precoce eleva em 90% as chances de cura. Mulheres com 40 anos ou mais devem realizar o exame clínico das mamas peridiocamente. Entre 50 e 69 anos, toda mulher deve fazer uma mamografia a cada dois anos, no máximo. Aquelas que tiveram ou têm casos de câncer de mama na família (mãe, irmã, filha etc., diagnosticados antes dos 50 anos), ou que tiveram câncer de ovário ou câncer em uma das mamas, em qualquer idade, devem realizar o exame clínico e mamografia, a partir dos 35 anos de idade, anualmente.

Câncer

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

Câncer de Mama

É uma doença causada pela multiplicação anormal das células da mama, que forma um tumor maligno ou benigno.

Formação de Tumores

Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA,

sendo esse evento denominado mutação genética.

As células cujo material genético foi modificado,

sofrem uma perda de função e multiplicam-se

de maneira descontrolada, mais rapidamente

do que as células normais do tecido à sua volta,

invadindo-o. Geralmente, têm capacidade para

formar novos vasos sanguíneos que as nutrirão

e manterão as atividades de crescimento

descontrolado. O acúmulo dessas células

forma os tumores malignos.

Fatores de Risco

  • Idade acima de 50 anos

  • História própria ou familiar de câncer de mama, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama.

  • Exposição hormonal (leva a maior multiplicação de células mamárias o que predispõe a um maior número de mutações) – situações em que a mulher se expõe um maior tempo ao estrógeno, seja através de ciclos menstruais fisiológicos ou através de hormônios sintéticos: primeira menstruação antes de 12 anos, última menstruação com mais de 50 anos, ausência de gravidez ou primeira gravidez depois dos 30 anos. O uso de anticoncepcionais por menos de 10 anos não mostrou aumento do risco e o uso de reposição hormonal pós-menopausa apesar de ter demonstrado certo aumento do risco, porém a reposição tem mais benefícios.

  • Genética: somente 8% de todos os Ca de mama são considerados hereditários. A metade desses são devidos à mutações em dois genes – BRCA1 e BRCA2. Ocorrem mais em mulheres antes da menopausa. O aconselhamento genético é ainda controverso, podendo gerar muita ansiedade na mulher, sendo que não tem um valor prognóstico certo.

  • Biópsia prévia com hiperplasia atípica: essa alteração apesar de ser benigna, tem uma maior tendência para evoluir para Ca de mama

  • Não ter filhos

  • Exposição significativa a raios-X

  • Classe socioeconômica alta

  • Dieta rica em gorduras

  • Uso prolongado de anticoncepcional oral (ainda é discutível)

  • A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.

Tipos de Cânceres de Mama

Adenocarcinoma: É um tipo geral de câncer que aparece em qualquer tecido glandular do organismo. Na mama são os mais comuns. Há dois tipos principais de adenocarcinomas de mama - carcinomas ductal e carcinomas lobulares. Também há vários subtipos de adenocarcinoma alguns dos quais tem implicações importantes para prognose e tratamento. Carcinoma ductal in situ (CDIS): É chamado também por carcinoma intraductal. É o tipo mais comum de câncer de mama não-invasivo. Há células cancerosas dentro dos ductos. Não há invasão dos tecidos contíguos. A cura é possível em cerca de quase 100% de mulheres diagnosticadas nesta fase precoce.

Carcinoma Ductal Invasivo (CDI): Origina-se nos ductos por onde circula o leite. Rompe a parede do ducto e infiltra o tecido gorduroso da mama, podendo espalhar-se para outras partes do organismo através do sistema linfático e circulação sangüínea. CDI constituem aproximadamente 80% dos cânceres de mama. Carcinoma Lobular Invasivo (CLI): Têm origem nas glândulas produtoras de leite e podem metastatizar. Constituem cerca de 10% a 15% dos cânceres de mama.

Câncer de mama inflamatório: Este tipo raro de câncer mama invasivo constitui aproximadamente 1% de todos os cânceres de mama. Câncer de mama inflamatório faz a pele de a mama parecer vermelha e quente. A pele tem a aparência de casca laranja. Tal aparência deve-se ao bloqueio que as células cancerosas produzem nos canais linfáticos. In situ: Tal termo define aquele carcinoma que está confinado a área que o produziu. Em mama, caracteriza que está confinado aos ductos ( CDIS ) ou aos lóbulos ( CLIS ). Não atingiu os tecidos gordurosos adjacentes. Carcinoma Lobular In Situ (CLIS): Às vezes é classificado como um tipo de câncer de mama não-invasivo. Começa nas glândulas produtoras de leite, mas não invade as paredes dos lóbulos. Acredita-se que o CLIS não se torna um câncer invasivo, mas as mulheres portadoras do mesmo têm maior risco de desenvolver um câncer de mama invasivo na mesma mama ou na mama oposta. Carcinoma Medular: Apresenta limites precisos entre tecido tumoral e normal. Também tem algumas outras características especiais como: grande tamanho celular e presença de células imunológicas nas margens do tumor. Constituem cerca de 5% dos cânceres de mama. Seu prognóstico é melhor do que os outros tipos invasivos. Carcinoma Mucinoso: É raro e invasivo. Formado por células produtoras de muco. O prognóstico é mais favorável. Também é chamado de carcinoma colóide. A doença de Paget do mamilo: Tem origem nos ductos e espalha-se pela pele do mamilo e aréola. É um tipo raro de câncer de mama (menos de 1% de todos os casos). A pele do mamilo e aréola aparece freqüentemente com aspecto de crosta que se descama, vermelha, com áreas de sangramento e exsudação. Ocorre sensação de queimação e coceira. A doença de Paget pode ser associada com um carcinoma in situ ou com carcinoma infiltrativo de mama. Ausência de nódulo e biópsia com resultado de Carcinoma Ductal In Situ (CDIS) sem áreas infiltrativas o prognóstico é excelente. Tumor Phyllodes: É um raro tipo derivado do tecido conjuntivo ou estroma da mama. Phyllodes são tumores normalmente benignos, mas em raras ocasiões podem ser malignos (com potencial de metastatizar). Os benignos são tratados pela remoção da massa e uma pequena margem de tecido mamário normal. Malignos são tratados com remoção do tumor e ampla margem do tecido normal adjacente ou através de uma mastectomia. Estes cânceres não respondem a terapia hormonal e a quimioterapia ou radioterapia. Já foram chamados de cistosarcoma filodes.Carcinoma Tubular: Compreendem aproximadamente 2% de todos os cânceres de mama. É um tipo especial de carcinoma de mama infiltrativo. Eles têm um prognóstico melhor que os ductais infiltrativos ou os carcinomas lobulares.

Sinais e Sintomas

- Nódulo ou massa mamária: é a principal queixa em mamária que leva as mulheres ao médico. Entretanto, 90% são causadas por alterações benignas. Massas de consistência de borracha e macias estão geralmente relacionadas com fibroadenomas em mulheres entre 20 e 30 anos e cistos em mulheres entre 30 e 40 anos, ambas as alterações benignas. Nódulos malignos são geralmente solitários, discretos, duros, sem aumento de sensibilidade local, em uma única mama, podendo em alguns casos estar aderido à pele ou parede muscular localizada debaixo da mama.- Dor mamária: também chamada de mastalgia, é raramente associada com Ca de mama e está geralmente relacionada com alterações benignas pré-menopausa ou em mulheres na pós-menopausa recebendo reposição estrogênica. A dor nesses casos está presente juntamente com um inchaço mamário.- Eritema (vermelhidão da mama), edema (inchaço da mama), retração da pele ou do mamilo estão comumente associados com Ca de mama.- Secreção do mamilo: é considerada suspeita principalmente quando acompanhada de uma massa, vem de um único ducto, é espontânea e sanguinolenta. Na suspeita, faz-se mamografia e ductograma. Secreção verde ou preta e que vem de mais de um ducto habitualmente é normal. Em caso de secreção láctea bilateral deve-se procurar a causa da produção de prolactina.

Diagnóstico

Auto-exameAs mulheres assintomáticas e sem história familiar, maiores de 20 anos devem ser orientadas para realizarem o auto-exame das mamas mensalmente. Aquelas entre 20 e 30 anos além de fazê-lo, devem ir ao ginecologista de 3 em 3 anos para um exame médico. Mulheres acima de 40 anos devem continuar fazendo o auto-exame mensalmente, ir ao médico e realizar uma mamografia anualmente. Caso haja fatores de risco, essa rotina deve ser modificada.É importante lembrar que qualquer massa mamária percebida durante a gravidez deve ser investigada devido ao fato de 2% dos Ca de mama ocorrer na gravidez.

Mamografia

A mamografia de rastreamento é o exame apropriado para as mulheres assintomáticas e tem sua maior importância na faixa etária de 40 a 75 anos. A mamografia diagnóstica é realizada naquelas mulheres com sinais e/ou sintomas presentes. A importância desse primeiro exame (rastreamento) reside no fato de ter o Ca de mama uma mortalidade muito menor quando descoberto precocemente. É importante lembrar que existe a possibilidade de resultados falso-positivos na mamografia, especialmente em mulheres novas. Além disso, 10% a 15% de todos os Ca de mama não são detectados na mamografia. Uma massa palpável que não é vista na mamografia deve ser estudada com outros exames (ultrassonografia e biópsia com agulha fina).

Ultrassonografia

O ultrassom ajuda na diferenciação entre uma massa sólida e uma massa cística (que contém líquido) quando uma massa palpável não é vista na mamografia. É também muito útil em mulheres novas com tecido mamário denso. Não deve ser utilizada como método de rastreamento.

BiópsiaA biópsia é a retirada do tecido (parcial ou total) que forma o nódulo ou massa que se está estudando com a ajuda da mamografia ou ultrassonografia. Assim, o tecido poderá ser estudado microscopicamente através de lâminas preparadas no laboratório. Existem basicamente três tipos de biópsia que varia de acordo com a quantidade e a qualidade do tecido a ser estudado. Assim, pode-se fazer uma biópsia por aspiração com uma agulha fina, com uma agulha mais grossa ou uma pequena cirurgia para retirar toda a massa ou nódulo para que possa ser estudado como um todo. Por isso, o fato de se fazer uma biópsia não significa Ca de mama!

Tratamentos

O câncer de mama deve ser abordado por uma equipe multidisplinar visando o tratamento integral da paciente. As modalidades terapêuticas disponíveis atualmente são a cirúrgica e a radioterápica para o tratamento loco-regional e a hormonioterapia e a quimioterapia para o tratamento sistêmico.

  • Cirurgia

A indicação de diferentes tipos de cirurgia depende do estadiamento clínico e do tipo histológico, podendo ser conservadora ressecção de um segmento da mama (engloba a

setorectomia, a tumorectomia alargada e a quadrantectomia), com retirada dos gânglios axilares ou linfonodo sentinela, ou não-conservadora (mastectomia).

São modalidades de mastectomia:

- Mastectomia simples ou total (retirada da mama com pele e complexo aréolo papilar);

- Mastectomia com preservação de um ou dois músculos peitorais acompanhada de linfadenectomia axilar (radical modificada);

-Mastectomia com retirada do(s) músculo(s) peitoral (is) acompanhada de linfadenectomia axilar (radical);

- Mastectomia com reconstrução imediata;

- Mastectomia poupadora de pele.

  • Radioterapia

É utilizada com o objetivo de destruir as células remanescentes após a cirurgia ou para reduzir o tamanho do tumor antes da cirurgia. Após cirurgias conservadoras deve ser aplicada em toda a mama da paciente, independente do tipo histológico, idade, uso de quimioterapia ou hormonioterapia ou mesmo com as margens cirúrgicas livres de comprometimento neoplásico.

O reforço da dose no leito tumoral (boost) está indicado nas pacientes com carcinoma ductal infiltrante, principalmente naquelas com idade inferior a 50 anos. Os casos de carcinoma ductal in situ, quando tratados por meio dacirurgia conservadora, devem ser submetidos à radioterapia adjuvante em toda a mama. A presença de um dos fatores listados a seguir é suficiente para a indicação de radioterapia após a mastectomia, conforme consensuado no encontro de St. Gallen, Suíça:

- tumores com diâmetro igual ou maior que cinco centímetros (somar com o tamanho do fragmento de biópsia prévia);

- pele comprometida pelo tumor;

- dissecção inadequada da axila;

- margem comprometida (menor do que 1 cm.);

- quatro ou mais linfonodos comprometidos;

- não houve consenso quanto à indicação de realizar radioterapia quando há de um a três linfonodos comprometidos.

  • Quimioterapia e hormonioterapia

A terapia adjuvante sistêmica segue-se ao tratamento cirúrgico instituído. As mulheres com indicação de mastectomia como tratamento primário, podem ser submetidas à quimioterapia neoadjuvante, seguida de tratamento cirúrgico conservador, complementado por radioterapia. Para aquelas que apresentarem receptores hormonais positivos, a hormonioterapia, também é recomendada.

Intervenções interdisciplinares

As ações interdisciplinares na atenção ao câncer de mama devem ser iniciadas a partir do diagnóstico, e devem fazer parte da atuação conjunta entre todos os profissionais de saúde, junto aos pacientes e familiares.

Que intercedam efetivamente na qualidade de vida desta população após o tratamento, favorecendo de forma prioritária o seu retorno às atividades físicas, sociais e profissionais.

A equipe interdisciplinar deverá ser composta por: médico, enfermeiro, psicólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, assistente social e nutricionista.

Cuidados Paliativos

Segundo a definição da Organização Mundial de Saúde, “Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, ativa e integral a pacientes cuja doença não responde mais ao tratamento curativo, sendo o principal objetivo a garantia da melhor qualidade de vida, tanto para o paciente quanto para seus familiares, através do controle da dor e demais sintomas, em suas dimensões psicossociais e espirituais”. Os Cuidados Paliativos visam garantir melhor qualidade de vida, controle da dor e demais sintomas, além de facilitar a desospitalização. Deve ainda contribuir para reduzir a realização de exames complementares quando os resultados não mudam a terapia, evitar o uso de terapias ineficazes e potencialmente danosas aos pacientes, enfatizar o tratamento domiciliar em detrimento do tratamento hospitalar, preparar os cuidadores para a realização, em ambientedomiciliar,de cuidados antes restritos às instituições e estruturar o acesso à distribuição e à dispensação de insumos e medicamentos necessários à manutenção do paciente no seu domicílio. A prática clínica de cuidados paliativos segue princípios éticos baseados no respeito à autonomia do paciente, requer habilidade de comunicação e uma abordagem interdisciplinar.

A habilidade de comunicação tem um importante papel, uma vez que a informação e explicação adequadas usualmente diminuem a ansiedade dos pacientes e familiares, estabelecendo-se um sentimento de confiança e segurança na equipe.

Auto-exame

Examine seus seios todos os meses:

No 5º dia após o início da sua menstruação

No 1º dia do mês, se você não menstruar ou tiver menstruação irregular.

Na frente do espelho, com as mãos nos quadris, examine suas mamas. Pressione as mãos contra os quadris. Observe novamente.

Na frente do espelho, com os braços levantados, observe suas mamas. Force os cotovelos para fora. Observe novamente.

No banho, com os seios ensaboados, toque suas mamas com as pontas dos dedos e a mão espalmada.

Utilize estes movimentos

Bibliografia:

NOTÍCIAS NASPEC - Publicada: 02/03/2010 por TRIBUNA DA BAHIA

http://www.inca.gov.br – Câncer de mama

http://boasaude.uol.com.br - Diagnostico

http://www.ebah.com.br/ca-de-mama - Controle do câncer de mama

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