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DINAMIZAÇÃO : também conhecido por potencialização. Série de diluições acompanhadas de fortes agitações (sucussões).

SUCUSSÃO: agitação vigorosa da solução para que as moléculas do insumo ativo se choquem fortemente com as moléculas do insumo inerte.

INSUMO ATIVO: tintura-mãe ou droga utilizada como ponto de partida para a preparação dos medicamentos ou preparação derivada que será ponto de partida para dinamizações seguintes.

INSUMO INERTE: veículo ou excipiente homeopático.

PATOGENESIA: conjunto de sintomas e sinais que um organismo sadio apresenta ao experimentar determinada substância medicinal.

SIMILLIMUM: medicamento único que abrange a totalidade dos sintomas do doente. É o medicamento cuja patogenesia melhor coincide com os sintomas do doente.

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MATÉRIA-MÉDICA: manuais que apresentam as ações terapêuticas das diferentes drogas medicinais.

CH: dinamização centesimal hahnemanniana.

ISOTERÁPICOS: produto ativo é de origem endógena ou exógena. São ainda classificados em auto-isoterápicos quando é obtido do próprio paciente e só a ele destinado e Heteroisoterápicos, quando é obtido é externo ao paciente.

NOSÓDIOS: medicamentos homeopáticos preparados a partir de produtos patológicos provenientes de animais e vegetais.

SARCÓDIOS: medicamentos homeopáticos preparados a partir de produtos fisiológicos dos seres vivos em geral.

TAUTOTERÁPICOS: medicamentos preparados com o mesmo agente que provocou o distúrbio orgânico. Ex: tratar intoxicação por chumbo com doses potencializadas dele.

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Criou-se diversas formas de prescrição do medicamento homeopático, sendo que cada uma originou uma escola homeopática. Motivos que originaram a diversidade de escolas homeopáticas:

complexidade da doença observada; imprecisão dos sintomas; desconhecimento dos princípios homeopáticos; processo de industrialização do medicamento homeopático; inexistência de patogenesias completas capazes de cobrir todos os sintomas observados no doente. PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com

Principais Escolas Homeopáticas:

1- UNICISMO;

2- PLURALISMO;

3- COMPLEXISMO; 4- ORGANICISMO.

1- Unicismo:

v Clínico prescreve um único medicamento; v Segue os princípios de Hahnemann; v Base na totalidade dos sintomas do doente – Simillimum.

Exemplo de receita Unicista: Sepia 12 CH Pingar 10 gotas diariamente na boca, 2 x ao dia.

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• Dentro do Unicismo existe uma variante – KENTISMO. • Linha de trabalho estabelecida por James Tyler Kent (1849-1916).

• Experimentava o uso de doses únicas em altíssimas potências (diluições), geralmente acima de 1.0 FC (milésima potência preparada por aparelho de Fluxo Contínuo).

Foto de Kent

Exemplo de receita Kentiana:

Phosphorus 10.0 FC líquida

Tomar todo o conteúdo do frasco de uma só vez, em jejum.

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2- Pluralismo:

v Também conhecido por Alternismo; v Clínico prescreve 2 ou + medicamentos para serem administrados em horários diferentes, alternadamente; v Defendem a complementação – um medicamento complementando a ação do outro; v Objetivo é atingir toda a sintomatologia do doente;

Exemplo de receita Pluralista:

Barium carbonicum 6 CH, 20mL, 1 frasco Phytolacca decandra 6 CH, 20mL, 1 frasco

Pingar 5 gotas de cada medicamento, diretamente na boca, de 2 em 2 horas, alternando-os a cada tomada.

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3- Complexismo:

v Clínico prescreve 2 ou mais medicamentos para serem administrados simultaneamente ao paciente; v Complexismo industrial – formas pré-elaboradas. v Objetiva tratar enfermidades específicas: gripe, sinusite, cistite, abcessos. v Escola que alopatizou a homeopatia; v Os complexos industrializados recebem nome fantasia; v Devem ser registrados no Ministério da Saúde – Ex: Complexo Homeopático Dr. Almeida Prado.

Exemplo de receita complexista: Hydrastis canadensis 6CH, 20 mL, 1 frasco Hepar sulfur 6CH, 20 mL, 1 frasco Kalium bichromicum 6CH, 20 mL, 1 frasco

Pingar 5 gotas de cada um dos medicamentos, diretamente na boca, de 2 em 2 horas.

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4- Organicismo:

v O medicamento visa órgãos doentes e não o indivíduo como um todo; v Conduta alopática; v Fragmenta o ser humano em órgãos e sistemas; v O clínico fixa apenas problemas locais, não levando e consideração sintomas emocionais e mentais, relacionados ao problema.

Exemplo de receita organicista:

Urtica urens 6CH, 20 mL, 1 frasco Posologia: 5 gotas de hora em hora.

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Hahnemann (1921) enfatizava a cura suave e efetiva do doente, o que se tornou viável a partir do momento que passou a utilizar as substâncias dinamizadas.

A preocupação como o modo de curar fica evidenciada em uma de suas obras mais importantes: O ORGANON DA ARTE DE CURAR:

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