monografia auditoria 2010

monografia auditoria 2010

(Parte 1 de 6)

COLÉGIO ANCHIETA – SEDE

CURSO DE TÉCNICO EM CONTABILIDADE DE NÍVEL MÉDIO

BRUNO DINAMARQUES ARMENIO

TRABALHO DE AUDITORIA

CURITIBA

ABR/2009

BRUNO DINAMARQUES ARMENIO

TRABALHO DE AUDITORIA

Monografia apresentada como requisito

parcial para a conclusão do Curso de

Técnico em contabilidade de nível médio

do Colégio Anchieta – Sede

Orientador: Prof. Valdir Cardoso Cruz

CURITIBA

ABR/2009

A experiência ensina e investigações”.

confirmam que todos nós recordamos

melhor aquilo que fazemos ativamente”.

(SALOMON, 1999, p. 127).

RESUMO

O objetivo da Auditoria é o de expressar as demonstrações financeiras e assegurar que elas representem adequadamente a posição patrimonial e financeira, o resultado de suas operações e as origens e aplicações de recursos correspondentes aos períodos em exame, de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos, aplicados com uniformidade durante os períodos. O exame de auditoria deve ser efetuado de acordo com as normas usuais de auditoria, inclusive quanto às provas nos registros contábeis e aos procedimentos de auditoria julgados necessários nas circunstâncias. Dessa forma, o objetivo principal da auditoria pode ser descrito, em linhas gerais, como sendo o processo pelo qual o auditor se certifica da veracidade das demonstrações financeiras preparadas pela companhia auditada. Em seu exame, o auditor, por um lado, utiliza os critérios e procedimentos que lhe traduzem provas que assegurem a efetividade dos valores apostos nas demonstrações financeiras e, por outro lado, cerca-se dos procedimentos que lhe permitem assegurar a inexistência de valores ou fatos não constantes das demonstrações financeiras que sejam necessários para seu bom entendimento.

PALAVRAS-CHAVE: Auditoria, princípios de contabilidade, demonstrações financeiras.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 6

CAPITULO 1 - A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA INTERNA 9

1.1 Fundamentos de auditoria interna 13

1.2 Funções da auditoria interna 14

1.3 Tipos de auditoria interna 16

1.3.1 Auditoria Contábil 16

1.3.2 Auditoria Tributária 17

1.3.3 Auditoria Operacional 17

1.3.4 Auditoria de Gestão 18

1.3.5 Auditoria de Sistemas Informatizados 18

1.3.6 Auditoria de Qualidade 19

1.3.7 Auditoria Ambiental 20

1.3.8 Auditorias Especiais 20

1.4 O Auditor 21

1.4.1 Ética profissional 21

1.4.3 Distinção entre as responsabilidades do auditor e as dos dirigentes da empresa 25

1.4.4 Descoberta de fraude 25

1.4.5 Responsabilidade para com a profissão 26

1.4.6 Responsabilidade civil 26

CAPITULO II - GESTÃO FINANCEIRA NAS ORGANIZAÇÕES E A AUDITORIA INTERNA COMO CONTROLE 28

2.1 A informação contábil como instrumento de apoio na gestão patrimonial das empresas 28

2.2 – A auditoria como ferramentas de controle contábil 38

CAPITULO III - AS EMPRESAS E OS RISCOS DE FRAUDES 41

3.1 Da função do Auditor Interno em fraudes em patrimônios empresariais 41

3.2 Aspectos da revisão contábil na empresa e a função do Auditor de Interno 45

3.3 A Fraude e o Erro: Os Desafios na Profissão do Auditor Interno 48

3.3.1 Os desafios dos conhecimentos de métodos atualizados na função do auditor 48

3.3.2 As normas jurídicas 53

CAPITULO IV - OS CONTROLES INTERNOS E A AUDITORIA COMO FUNÇÃO 57

4.1 Impacto para a auditoria nas mudanças tecnológicas na forma de atuação das empresas. 57

CAPITILO V - CONSIDERAÇÕES FINAIS 60

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 62

INTRODUÇÃO

As mudanças no cenário empresarial motivada por fatores tecnológicos desencadearam também verdadeiros desafios ao auditor interno, na especialização nesta área de detecção de fraudes no patrimônio das empresas, geralmente efetivadas por empregados. As fraudes tornam-se cada vez mais comuns no cotidiano das empresas. Seus golpes minam silenciosamente a organização, às vezes durante anos, trazendo prejuízos incalculáveis e ameaçando a sua sobrevivência.

Os recentes escândalos contábeis estão sempre em evidência envolvendo companhias importantes e estabilizadas no mercado que perderam somas elevadas em fraudes devido a não confiabilidade dos relatórios contábeis que envolvem o gerenciamento e a manipulação das informações contábeis nas organizações.

Atualmente poucas literaturas jurídicas mencionam os preceitos e quesitos básicos para a profissão de auditor na análise de fraudes, assim como métodos eficazes de reconhecer quando as demonstrações contábeis podem ser errôneas apresentadas como conseqüência de desfalques ou irregularidades da empresa. Observa-se que poucos autores dispõem de métodos eficazes que possam garantir pesquisas de elementos provocadores de um comportamento fidedigno, descobrindo desejos e respeitando o código de ética do auditor de fraudes.

Em quaisquer dos segmentos, a evolução tecnológica vai mudando rapidamente a execução dos processos, gerando um variado leque de opções para que os profissionais se atualizem, crescendo os indicadores de produtividade, acirrando a competitividade e, por conseguinte, a qualidade profissional. No plano da auditoria independente, os estudiosos desenvolvem novas metodologias, pensando a compatibilidade com os novos cenários. É fundamental ao profissional, posicionar-se neste contexto, objetivando a permanência no mercado, modelos que possibilitem a prática segura de suas funções.

A fraude nas organizações ocorre em decorrência de manipulações ilícitas nos relatórios contábeis que repercutem na necessidade de auditoria interna como forma de controle interno. No que concerne às responsabilidades do auditor interno na análise de fraudes, esse profissional é de fundamental importância nas organizações. O seu papel é relevante no exame das demonstrações contábeis e na emissão de parecer sobre a propriedade das demonstrações que possam comprovar as irregularidades que representam o indício de atitudes ilícitas contra o patrimônio da empresa que requerem uma atitude profissional de profundo conhecimento de técnicas e procedimentos.

Atualmente a tecnologia se tornou ao mesmo que aliada tornou-se também um desafio ao auditor interno na elaboração de suas funções com maior precisão, já que é necessário por parte deste profissional um constante estudo e conhecimento de eficácia técnicas e procedimentos para evitar as fraudes na empresa. O auditor interno quando se trata de fraudes deve ter conhecimentos suficientes sobre os controles e técnicas específicas e renovadas para enfrentar tais desafios e riscos no âmbito de sua função.

Um dos grandes problemas referentes às empresas de grande e pequeno porte é a fraude ou os denominados ralos por onde escorrem recursos e informações que estão dentro das próprias companhias e que se multiplicaram rapidamente durante a década de 90, a partir da informatização. Atualmente, a fraude dentro das empresas é um problema de proporções sérias.

O auditor na área de contabilidade que se habilita na função de análise de fraudes deve estar consciente e imbuído de um sentido de ética profunda na realização do desempenho de suas funções profissionais diante dos desafios que se impõem nos dias atuais que exigem no exercício de sua profissão processos de reciclagem e preparação constante para os desafios relacionados à fraude, no que concerne a testes e procedimentos de revisão analítica.

Estas questões polêmicas levantadas no cerne dos serviços do auditor demonstram a relevância do tema que exige a reflexão sobre a qualificação profissional e a experiência no exercício da função.

O objetivo deste estudo é identificar a eficácia da auditoria interna no controle de fraudes patrimoniais nas organizações. Pretende-se avaliar se a auditoria interna é suficiente como método para o controle de fraudes dentro da empresa frente às complexidades dos negócios e os avanços tecnológicos, que imprimem maiores desafios e riscos à profissão do auditor de fraudes financeiras, no sentido de evitar as irregularidades nas empresas.

Desta forma, enfoca-se a dimensão das informações contábeis e da auditoria interna como métodos voltados para a prevenção e detecção de fraudes. A metodologia se delimitou ao estudo relacionado à área de atuação do profissional da contabilidade em auditoria interna de fraudes nas empresas. A pesquisa exploratória e de natureza bibliográfica apresenta uma abordagem dialética contribuiu para a compreensão das questões geradoras de polêmica, de cunho ideológico e ético.

A relevância da temática se centra na no questionamento dos valores éticos fundamentais e observância das normas de auditoria no que concerne à realização de procedimentos em circunstâncias que imputam responsabilidade por fraudes e irregularidades similares, benefícios irregulares por espécies.

CAPITULO 1 - A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA INTERNA

A auditoria interna foi criada e desenvolvida em conseqüência do reconhecimento dos administradores em geral quando aos benefícios de um bom controle interno diante da crescente complexidade dos sistemas operacionais das grandes empresas. A auditoria interna seria, portanto, uma forma de controle sobre todos os outros controles internos de uma empresa.

Segundo ARAUJO (2001, p. 13) A auditoria é, simplesmente, a comparação imparcial entre o fato concreto e o desejado, com o intuito de expressar uma opinião ou de emitir comentários, materializados em relatórios de auditoria.

As companhias de estrada de ferro foram as primeiras organizações a empregar auditores internos, com a denominação de “auditores viajantes”. Sua função principal era visitar os postos de venda de passagens nas estações e determinar se todos os bilhetes foram devidamente controlados e contabilizados.

Como veremos mais adiante, a atividade de auditoria interna desenvolveu-se consideravelmente a partir desse objetivo inicial.

A expansão do negócio, o crescimento das operações realizadas, o aumento do fluxo de recursos, o aumento de funcionários, a abertura de filiais e o aumento do faturamento, fizeram a administração da empresa, dar maior ênfase aos controles internos, normas e procedimentos, visando melhorar o controle da organização.

Entretanto, os controles precisavam ter um acompanhamento que o dono do negócio não poderia pessoalmente executar. Assim, o administrador viu-se obrigado a ter na estrutura organização um segmento dotado de profissionais com as mesmas qualificações do auditor independente e que executasse todas as atribuições deste e ainda outras que a organização demandasse no acompanhamento do negócio, surgindo então, a Auditoria Interna.

A Auditoria Interna é a tarefa designada a avaliar de forma independente, dentro de uma organização, as operações contábeis, financeiras e de outros tipos, no sentido de prestar serviço à administração. Uma das suas principais atribuições é a de medir e avaliar a eficiência e eficácia dos controles internos existentes na organização.

Com o passar dos tempos, novas concepções de gestão tem modificado o conceito tradicional de Auditoria Interna. Com isso, sua função hoje não se resume só em procurar impropriedades e apontar culpados. Está mais focada na estratégia da gestão dos negócios, opinando com alternativas factíveis para o atendimento e a satisfação do cliente.

Em contrapartida a Auditoria Independente objetiva através de parecer, emitir opinião sobre as demonstrações contábeis, verificando se as mesmas refletem adequadamente a posição patrimonial e financeira, o resultado das operações e as origens e aplicações da entidade analisada, assim como verificar se as demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com os princípios contábeis e se esses princípios foram aplicados com uniformidade em relação ao exercício anterior.

O parecer da Auditoria Independente, é imprescindível ao atendimento de obrigações legais, estatutárias, atendimento aos acionistas, proprietários, fornecedores, investidores e em situações que tenham que demonstrar sua estabilidade financeira.

Em 1941 apareceu o primeiro tratado formal quanto ás funções da auditoria interna e também naquele ano formou-se uma organização nacional, nos Estados Unidos - O Instituto de Auditores Internos. Somente em 1956 aquele Instituto emitiu a declaração que veio definir a extensão das funções e responsabilidades da auditoria interna, segundo um modelo adequado ao desenvolvimento técnico-administrativo atual.

O objetivo geral da auditoria interna consiste em prestar assistência a todos os membros da administração no cumprimento eficiente de suas responsabilidades, proporcionando-lhes análises objetivas, avaliações, recomendações e comentários pertinentes às atividades examinadas. A consecução desse objetivo de prestação de serviço à administração deve envolver atividade tais como:

- Revisar e avaliar os controles contábeis, financeiros e operacionais quanto a sua solidez, adequabilidade e aplicabilidade;

- Certificar-se quanto à extensão com que as políticas, planos e procedimentos estabelecidos são cumpridos;

- Certificar-se quanto ao grau com que os ativos da organização são controlados e salvaguardados contra perdas de qualquer espécie;

- Certificar-se quanto a fidedignidade dos dados contábeis e de outras informações geradas dentro da organização;

- Avaliar a qualidade do desempenho funcional na execução das responsabilidades atribuídas.

Verifica-se, assim, que a auditoria é muito importante ao mercado de capitais e a todos os usuários das demonstrações contábeis auditadas para suportar determinadas transações e decisões, pela confiança que gera à todo processo, quanto a qualidade das informações prestadas.

Com a evolução da auditoria, a mesma deixou de servir apenas para comprovar a exatidão dos registros contábeis de uma entidade. Hoje, a auditoria representa uma crítica muito mais profunda e sistemática de todos os fatos e registros, contábeis ou não, que fazem parte do dia-a-dia de uma instituição, a fim de fornecer a seus usuários uma visão imparcial, baseada em princípios legais que facilitem a tomada de decisões.

“Auditoria é a técnica contábil do sistemático exame dos registros, visando apresentar conclusões, críticas e opiniões sobre as situações patrimoniais e aquelas dos resultados, quer formadas, quer em processo de formação”. SÁ (1999, p. 22).

Grande parte dos administradores vê a auditoria, de um ponto de vista generalista, como um instrumento de proteção da empresa, que tem por finalidade a prevenção e detecção de atos fraudulentos evitando, assim, que a empresa venha a adquirir custos fiscais por causa dessas fraudes.

“A técnica contábil que – através de procedimentos específicos que lhes são peculiares, aplicados no exame de registros e documentos, inspeções, e na obtenção de informações e confirmações, relacionados com o controle do patrimônio de uma entidade – objetiva obter elementos de convicção que permitam julgar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios de Contabilidade geralmente aceitos e se as demonstrações contábeis deles decorrentes refletem adequadamente a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo examinados e as demais situações nelas demonstradas”. FRANCO e MARRA (1982, p. 20).

“Auditoria Interna constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais do órgão ou entidade”. Para ATTIE (1998, p. 24),

O controle interno faz parte das atividades rotineiras da organização. A auditoria interna até pode fazer parte das atividades rotineiras da organização. Contudo, geralmente é centralizada num órgão à parte e atua de forma sistêmica e autônoma.

“A Auditoria Interna se constitui em uma atividade de extrema responsabilidade, que exige dos auditores conhecimentos multidisciplinares, principalmente conhecimentos Contábeis e Jurídicos, necessários para a realização dos trabalhos de auditoria e elaboração dos Relatórios e Decisões de Auditoria”. CRUZ, (1997, p. 35).

De acordo com o CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE – CFC, através de sua Resolução 780/95:

“A auditoria interna constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e eficiência dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais da Entidade”

“Uma atividade de avaliação independente, que atuando em pareceria com administradores e especialistas, deverá avaliar a eficiência a eficiência dos sistemas de controle de toda a entidade, agindo proativamente, zelando pela observância às políticas traçadas e provocando melhorias, fornecendo subsídios aos proprietários da missão da entidade”. MIRANDA, (1999, p. 32).

Atualmente, a auditoria apresenta-se extremamente evoluída prestando-se, por exemplo, através da análise dos registros patrimoniais de uma empresa, a detectar falhas de gestão, dinamizando setores administrativos e produtivos e, conseqüentemente, gerando maior satisfação entre seus clientes.

1.1 Fundamentos de auditoria interna

Saber sobre riscos, desvios e relação causal do processo decisório é preocupação atual de gestores comprometidos com os resultados. Por intermédio da pessoa do auditor interno, segundo TEIXEIRA (1989), a administração pode examinar e acompanhar todos os registros e operações da Organização como um todo, ou Departamento/Setor em particular, de forma continuada.

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