UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO INSTITUTO DE CIÊNCIAS NATURAIS E TECNOLÓGICAS CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE CÁCERES “JANI VANINI” DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM

Docente: Giseli Almeida

Discentes: Anny Ribeiro

Leiliane Borba

Michelle Giraldelli Renata Tomazelli

INTRODUÇÃO

As patologias apresentadas a seguir, tem sido consideradas como problemas de Saúde Pública no Brasil, por ser doenças que demandam hospitalização de alto custo e leva o indivíduo a invalidez precoce, incapacitando-a para o trabalho e conseqüentemente a menor qualidade de vida.Com este trabalho buscamos melhor conhecimento sobre as patologias para que possamos prestar cuidado de melhor qualidade ao paciente, fundamentado em modelos teóricos, que contemplem aspectos clínicos e psicossociais.

DIABETES MELLITUS

Grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia e associadas a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, cérebro, coração e vasos sangüíneos.

EPIDEMIOLOGIA

O diabetes é comum e de incidência crescente,em 1995,atingia 4,0% da população adulta mundial e que, em 2025, alcançará a cifra de 5,4%.

Hoje,no Brasil estima-se 11% da população igual ou superior a 40 anos,o que representa cerca de 5 milhões e meio de portadores (população estimada IBGE 2005).

O diabetes apresenta alta morbi-mortalidade, com perda importante na qualidade de vida. É uma das principais causas de mortalidade, insuficiência renal,amputação de membros inferiores, cegueira e doença cardiovascular

  • O diabetes apresenta alta morbi-mortalidade, com perda importante na qualidade de vida. É uma das principais causas de mortalidade, insuficiência renal,amputação de membros inferiores, cegueira e doença cardiovascular

Fisiopatologia

  • A insulina é secretada pelas células das Ilhotas de Langherans;

  • A insulina é um hormônio anabólico e de armazenamento;

  • Depois das refeições a insulina aumenta e movimenta a glicose do sangue para os músculos, fígado e células;

Fisiopatologia

Dentro da célula a Insulina:

  • Transporta e metaboliza a glicose para produzir energia;

  • Estimula o armazenamento de glicose no fígado e músculo(glicogênio);

  • Sinaliza o fígado para cessar a liberação de glicose;

  • Acelera o transporte de aminoácidos para dentro das células;

Fisiopatologia

  • Outro hormônio pancreático secretado pelas células alfa das ilhotas de Langherans é liberado quando os níveis glicêmicos diminuem; GLUCAGON

  • Insulina e Glucagon: mantém nível constante de glicose no sangue e estimula a liberação de glicose pelo fígado-clivagem de glicogênio-GLICOGENÓLISE

Tipos de diabetes (classificação etiológica)

Diabetes tipo 1 : Representa 10% dos casos do total dos casos;

  • Diabetes tipo 1 : Representa 10% dos casos do total dos casos;

  • Diabetes tipo 2:compreende

cerca de 90% do total de casos;

DIABETES TIPO 1

O termo tipo 1 indica destruição da célula beta que eventualmente leva ao estágio

de deficiência absoluta de insulina, quando a administração de insulina é necessária

para prevenir cetoacidose, coma e morte.

DIABETES TIPO 1

  • A destruição das células beta é geralmente causada por processo auto-imune;

  • Desenvolvimento do diabetes tipo 1 pode ocorrer de forma rapidamente progressiva,

principalmente, em crianças e adolescentes (pico de incidência entre 10 e 14 anos), ou de

forma lentamente progressiva, geralmente em adultos

As pessoas não herdam o DM 1, mais sim possuem pré-disposição ou tendência genética;

  • As pessoas não herdam o DM 1, mais sim possuem pré-disposição ou tendência genética;

  • Resposta auto-imune, resposta anormal onde anticorpos são dirigidos contra tecidos normais como se ele fossem estranhos;

  • Estudos revelam que vírus e toxinas podem destruir as células beta;

DIABETES TIPO 1

Destruição da células Beta resulta em :

Locais aplicação de Insulina

DIABETES TIPO 2

  • O termo tipo 2 é usado para designar uma deficiência relativa de insulina;secreção de insulina comprometida;

  • Resistência a esse Hormônio e sua secreção prejudicada;

  • Resistência a Insulina refere-se a uma sensibilidade tissular diminuída a insulina;

  • Fatores genéticos

  • Não ocorre Cetoacidose Metabólica;

FATORES DE RISCO

  • História familiar de diabetes;

  • Obesidade;

  • Idade > de 45 anos;

  • Hipertensão >que 140/90 mmHg;

  • Nível de triglicérides >250 mg/dL;

  • História de Diabetes Gestacional;

SINAIS E SINTOMAS

DIAGNÓSTICO

  • Níveis de Glicose plasmática em Jejum de

126 mg/dL ou mais ou superiores a

200 mg/dL em mais de uma ocasião; são

DIAGNÓSTICO DE DIABETES;

Exames laboratoriais para o diagnóstico de diabetes e de regulação glicêmica alterada

  • Glicemia de jejum: nível de glicose sangüínea após um jejum de 8 a 12 horas;

  • Teste oral de tolerância à glicose (TTG-75g): O paciente recebe uma carga de75 g de glicose, em jejum, e a glicemia é medida antes e 120 minutos após a ingestão;

  • Glicemia casual: tomada sem padronização do tempo desde a última refeição.

Plano terapêutico

ATRIBUIÇÕES

Enfermeiro

  • Desenvolver atividades educativas, por meio de ações individuais e/ou coletivas, de promoção de saúde com todas as pessoas da comunidade; desenvolver atividades educativas individuais ou em grupo com os pacientes diabéticos.

  • Programar, junto à equipe, estratégias para a educação do paciente.

  • Acrescentar, na consulta de enfermagem, o exame dos membros inferiores para identificação do pé em risco. Realizar, também, cuidados específicos nos pés acometidos e nos pés em risco.

DIABETES GESTACIONAL

DIABETES GESTACIONAL

O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na gravidez. Pode persistir ou desaparecer depois do parto.

A causa exata do diabetes gestacional é desconhecida.

Uma das complicações é a macrossomia .

Hormônios

No período da gravidez, a placenta (órgão responsável pela nutrição do feto) produz algumas substâncias (hormônios) em grande quantidade. Embora imprescindíveis para o desenvolvimento do bebê, os hormônios criam resistência (dificuldade) à ação da insulina no organismo materno. Todas as mulheres grávidas têm algum grau de resistência insulínica, mas as mulheres com diabetes gestacional apresentam uma resistência mais exagerada.O diabetes gestacional costuma aparecer por volta da vigésima quarta semana de gravidez, exatamente quando a placenta começa a produzir grandes quantidades de hormônios. Por isso o rastreamento para o diabetes gestacional ocorre nesse período.

FATORES DE RISCO

São parecidos com aqueles do diabetes tipo 2:

  • Idade acima de 25 anos;

  • Obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual;

  • Deposição central excessiva de gordura corporal (gordura em excesso no tronco);

  • História familiar de diabetes em parentes de 1o grau;

  • Baixa altura (1,50cm);

  • Crescimento fetal excessivo, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual;

  • Antecedentes obstétricos de morte fetal ou neonatal, de macrossomia (peso excessivo do bebê) ou de diabetes gestacional.

EXAMES E TRATAMENTOS

  • Controle da urina e do sangue através de testes específicos;

  • Controle sistemático de peso, acompanhamento pré-natal intensificado,

  • Alimentação correta ;

  • Exercícios físicos regulares;

  • Monitoração da glicose.

  • Aplicação de insulina conforme prescrição medica;

  • Cuidados com a hipoglicemia

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

  • Capacitar sua equipe de auxiliares na execução das atividades;

  • Realizar as consultas de Enfermagem;

  • Identificar os fatores de risco e de adesão, possíveis intercorrências no tratamento e encaminhar ao médico quando necessário.

  • Desenvolver atividades educativas para aumentar o nível de conhecimento dos pacientes e comunidade;

  • Procurar contribuir para a adesão do paciente ao tratamento;

  • Solicitar os exames determinados pelo protocolo do Ministério da saúde. Quando não existirem intercorrências, repete-se a medicação, realiza-se a avaliação do "Pé Diabético", o controle da glicemia capilar a cada consulta, além de avaliar os exames solicitados.

Segundo MS HAS é:

  • Hipertensão Arterial é definida como pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e uma pressão arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg, em indivíduos que não estão fazendo uso de medicação anti-hipertensiva.

PRIMÁRIA SECUNDÁRIA

95% sem causa 5% ↔ patologia

EPIDEMIOLOGIA

  • No Brasil são cerca de 17 milhões de portadores de HAS, 35% da população de 40 anos e mais. E esse número é crescente; seu aparecimento está cada vez mais precoce e estima-se que cerca de 4% das crianças e adolescentes também sejam portadoras. A carga de doenças representada pela morbimortalidade devida à doença é muito alta e por tudo isso a HAS é um problema grave de saúde pública no Brasil e no mundo.

Contextualização

  • Envelhecimento da população;

  • Adoção de estilos de vida pouco saudáveis;

  • Sedentarismo;

  • Obesidade;

  • Crescente urbanização;

Principais Sintomas

  • sensação de mal-estar

  • ansiedade e agitação

  • cefaléia severa

  • tontura inquietação

  • dor no peito

  • tosse e falta de ar

Diagnóstico

TRATAMENTO

ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIAS DO ENFEMEIRO

  • Capacitar os auxiliares de enfermagem e os agentes comunitários e supervisionar, de forma permanente, suas atividades;

2) Realizar consulta de enfermagem, abordando fatores de risco, tratamento não-medicamentoso,

adesão e possíveis intercorrências ao tratamento, encaminhando o indivíduo ao médico, quando

necessário;

ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIAS DO ENFEMEIRO

3) Desenvolver atividades educativas de promoção de saúde com todas as pessoas da comunidade; desenvolver atividades educativas individuais ou em grupo com os pacientes hipertensos;

4) Estabelecer, junto à equipe, estratégias que possam favorecer a adesão (grupos de hipertensos e diabéticos);

ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIAS DO ENFEMEIRO

5) Solicitar, durante a consulta de enfermagem, os exames mínimos estabelecidos nos consensos e definidos como possíveis e necessários pelo médico da equipe;

6) Repetir a medicação de indivíduos controlados e sem intercorrências;

ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIAS DO ENFEMEIRO

7) Encaminhar para consultas mensais, com o médico da equipe, os indivíduos não-aderentes, de difícil controle e portadores de lesões em órgãos-alvo (cérebro, coração, rins, olhos, vasos, pé diabético, etc.) ou com co-morbidades;

8) Encaminhar para consultas trimestrais, com o médicoda equipe, os indivíduos que mesmo apresentando controle dos níveis tensionais, sejam portadores de lesões em órgãos-alvo ou co-morbidades;

ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIAS DO ENFEMEIRO

9) Encaminhar para consultas semestrais, com o médico da equipe, os indivíduos controlados e sem sinais de lesões em órgãos-alvo e sem co-morbidades;

HIPERDIA

  • Diante o aumento significativo do número de Hipertensos e diabéticos no Brasil o Ministério da Saúde percebeu a necessidade de direcionar a atenção aos portadores destas patologias;

  • Então o MS criou o Hiperdia.

HIPERDIA

  • Pela Portaria nº 371/GM Em 04 de março de 2002, por um Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus.

HIPERDIA

  • Apresentação

    • O Sistema HiperDia tem por finalidades permitir o monitoramento dos pacientes captados no Plano Nacional de Reorganização da Atenção à Hipertensão e ao Diabetes Mellitus, e gerar informação para aquisição, dispensação e distribuição de medicamentos de forma regular e sistemática a todos os pacientes cadastrados.

Propósito do programa

Gerar informações:

- Gerentes locais;

- Gestores municipais e estaduais;

- Próprio Ministério da Saúde.

Objetivos

Fornecer acompanhamento aos pacientes cadastrados;

Garantir o recebimento das medicações prescritas;

Definir o perfil epidemiológico da população;

Atuação do enfermeiro da Unidade Básica de Saúde no Programa Hiperdia

- Manter o sistema atualizado;

- Capacitar os Agentes Comunitários de Saúde para realizar a busca destes pacientes;

- Desenvolver atividades em grupo;

- Sempre atuar na prevenção de complicações cardiovasculares; e

Atuação do enfermeiro da Unidade Básica de Saúde no Programa Hiperdia

- Manutenção dos níveis pressóricos e glicêmicos normais.

- Após lançarem os dados no sistema, o enfermeiro deverá fazer uma análise mensal, se os cuidados estão sendo realizados com sucesso.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Hipertensão arterial sistêmica para o Sistema Único de Saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Diabetes Mellitus / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde,Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2006.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

NETINA, S. M. Prática de enfermagem. 7ª ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

SMELTAZAER, S. C., B. G., Brunner & Suddarth. Tratado de Enfermagem Médico Cirurgica. 10ª Ed. Rio de Janeiro. Interamericana, 2005. Volume 3.

Referências Bibliográficas

  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.Diabetes Mellitus /. – Brasília : 2006.

  • Brunner & Suddart, tratado de enfermagem médico-cirurgica.-Rio de Janeiro:Guanabara Koogan,2009.

  • NETINA, S. M. Prática de enfermagem. 7ª ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

  • SMELTAZAER, S. C., B. G., Brunner & Suddarth. Tratado de Enfermagem Médico Cirurgica. 10ª Ed. Rio de Janeiro. Interamericana, 2005. Volume 3.

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