Antropologia Cultural

Antropologia Cultural

Tema:

As conseqüências da escravidão no Brasil para a situação atual que vivemos.

Título:

Escravidão dentro do contexto brasileiro.

Objetivo:

O objeto desse estudo é mostrar as conseqüências da escravidão para sociedade nos dias atuais, suas formas e conceitos.

Justificativa:

Foram 300 anos de escravidão em nosso país, que deixou um legado racial, conseqüências de uma cultura colonizadora européia racista, no qual culminou com as divergências de classes sociais existentes na história brasileira.

Introdução:

Temos em nosso Brasil a mistura de várias raças que formam a identidade de nosso povo, historicamente sabemos que os negros foram marginalizados pela sociedade da época e isso refletiu negativamente para a realidade que temos hoje. O Estado tem consciência que tem uma grande dívida para com a raça negra. Fato que observamos a evidente luta do governo em colocar o sistema de cotas para os negros nas faculdades públicas. Será que essa e outras ações do Estado vão resolver a questão da consciência racista excludente que ainda existe em nossos dias?

Desenvolvimento:

Fazemos parte de uma sociedade de pré-conceitos que foram estabelecidos ao longo de nossa história. Um destes conceitos, erroneamente concebido coexiste nos dias de hoje que é a discriminação racial, principalmente com os negros. É preciso considerar que este povo foi arrebatado de sua pátria, na maioria das vezes pertencia a grupos diferentes, de diferentes etnias, origens, línguas regionais/ nacionais e foram obrigados a conviver todos juntos e a se entender num país estranho, sendo vistos como seres inferiores pelos brancos.

Com a declaração do fim da escravidão no dia 13 de Maio de 1888, os negros no Brasil passaram a viver novos dramas, agora sem trabalho, moradia, vivendo à margem da sociedade, que passava a buscar na imigração, principalmente de italianos, um embranquecimento da Nação, criando, dessa forma, mais um tipo de exclusão.

Temos ciência das atrocidades que foram praticadas nas senzalas de nosso país, por outro lado o Estado procura “pagar a dívida” e reparar o erro buscando condições para diminuir o dano de 300 anos de escravidão no Brasil. Conscientemente, no período do regime escravagista, institui-se que brancos são superiores que os negros desde que Portugal aportou em nossas terras, trazendo toda uma cultura européia e já escravagista (só que não apenas escravizavam negros na Europa). Podemos observar que o Brasil, legalmente e institucionalmente, pode caminhar rumo a uma nação mais igualitária e justa; começa a trilhar caminhos que buscam minimizar as injustiças culturais e sociais que negros (e índios) sofreram durante anos.

Afinal, o que implica, de fato, a população brasileira assumir uma posição racial, enquanto posição política e não biológica? Por que a população negra, não pode lutar pelo reconhecimento de sua história e identidade, depois de séculos de negação? Esperamos que a importância da questão racial , assim como a questão de assumirmos uma identidade negra, pois se o branco pode se denominar “branco”, porque o negro não pode assumir-se como “negro”? Do que realmente a população brasileira tem medo? O que está em jogo, reconhecer-se racista ou se colocar em condições de igualdade com a outra metade da população que faz parte do país? Estas são algumas indagações, para as quais podemos encontrar respostas óbvias e simples e para outras refletirmos qual o nosso papel diante do outro, do “diferente”.

Considerações Finais:

Diante desse quadro, nossa esperança é que teremos a oportunidade de proporcionar as novas gerações um “retrato” mais nítido de todas as culturas que compõem o país e suas contribuições, e ter uma nova postura em relação à discriminação racial, social e étnica, procurando assim diminuir as diferenças que ainda existem. Ainda estamos longe de sermos um país sem pré-conceitos o que existe hoje são conceitos já formados que devem ser corrigidos com o tempo, para que no futuro possamos dizer que realmente nosso país, o povo foi e é alforriado.

Referências Biblioweb:

Escravidão no Brasil – Wikipédia, a enciclopédia livre (12 de julho 2010): <HTTP://pt.wikipedia.orge/w/index.php?title=Escravid%C3%A3o_no_Brasil&printable=yes>

Rezende, Priscila. / Antropologia Cultural. / Priscila Rezende. – Curitiba : IESDE Brasil S.A., 2008 pg 13,14,15,16 e 17

Mattje, Emerson Tyrone. Expressões Contemporâneas de Trabalho Escravo: sua repressão penal no Brasil. 01/11/2005, resumo disponível em: <http://capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html?idtese=200510142005019023P4> acesso em 18/07/2010.

Russo, Alessandra de Moraes Vieira. Os Direitos Humanos e a Escravidão no Brasil. 01/03/2006, resumo disponível em: <http://capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html?idtese=20061142007011005P9> acesso em: 18/07/2010.

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