Rubéola na gestação

Rubéola na gestação

RUBÉOLA

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

É de 12 a 23 dias, durando em média 15 a 17 dias.

SINTOMAS NA MULHER

FORMA DE CONTÁGIO

A rubéola é transmitida, principalmente, por contato direto com indivíduos infectados, através de secreções ou pelo ar.

A rubéola congênita é transmitida, por via transplacentária, da mãe para o feto.

O indivíduo infectado pode transmitir a doença cerca de 5 dias antes até 5 a 7 dias após o aparecimento do exantema.

MULHER INFECTADA

As mães infectadas pela rubéola podem amamentar normalmente, não sendo necessário o isolamento mãe e filho, porém devem ser afastados dos demais. Entretanto, a exposição ao vírus da rubéola antes dos 15 meses de idade, através da passagem do vírus vivo pelo leite materno,pode prejudicar a resposta de defesa contra a infecção. A vacina antes dos 15 meses só é recomendada em situações especiais.

  • A rubéola congênita= Ocorre apenas quando as mulheres apresentam a infecção ativa durante a gestação.

A síndrome completa da rubéola= É a infecção do feto pelo vírus da rubéola, causando um conjunto de malformações, em especial quando ocorre no primeiro trimestre da gravidez.

RISCOS NA GRAVIDEZ

  • Com menos de 12 semanas de gravidez, por volta de 80% dos fetos são afetados.

  • Entre 12 e 16 semanas, se supõe que 50% dos expostos serão afetados.

  • A anormalidades congênitas e retardo de crescimento são raras após 16 semanas de gestação.

OBS. PARA AS MULHERES

De 20 a 30% das mulheres que podem engravidar são suscetíveis à doença e devem ser vacinadas até 90 dias antes da concepção, devendo evitar a gravidez no prazo mínimo de três meses após terem recebido a vacina.

DIAGNOSTICO

Pode-se diagnosticar a través do exame físico mas é importante a confirmação do diagnóstico por exame laboratorial.

Hemaglutinação: que é capaz de informar se a pessoa é ou não imune ao vírus da rubéola.

TESTE DE ELISA :

  • teste imunoenzimático que permite a detecção de anticorpos específicos no soro.

  • No diagnóstico pré-natal, detecta-se ainda IgM (antivírus da rubéola) no cordão umbilical.

PREVENÇÃO

Atenção especial deve ser dada à prevenção através da vacinação pelo menos 3 meses antes da gestação.

  • TOMARA A VACINA ROTINA

  • EVITAR O CONTATO COM PESSOAS INFECTADAS

  • Obs: principalmente as grávidas

VACINA DE ROTINA

No Brasil, é recomendada a vacinação de rotina a partir dos 12 meses de vida, preferencialmente, aos 15 meses. A vacina deve ser, também, aplicada em mulheres no período do puerpério e pós aborto.

VACINA DE BLOQUEIO

Não é garantido que a vacina aplicada aos comunicantes, após a exposição ao doente, proteja contra a infecção. No entanto, nas localidades onde a vacina já foi implantada, recomenda-se aproveitar a oportunidade para vacinar os contatos suscetíveis, principalmente, as mulheres em idade fértil.

GESTANTES

A gestante quando expostas a um doente, devem ser avaliadas sorologicamente o mais precocemente possível, para posterior acompanhamento e orientação. As gestantes suscetíveis devem ser afastadas do contato com os casos e comunicantes, durante o período de transmissibilidade e incubação da doença.

PROBLEMAS CONGÊNITOS

inclui defeitos:

  • Cardíacos

  • Surdez

  • Catarata

  • Retardo de crescimento

  • Encefalite

  • Microcefalia

  • Sinais de meningomielocele

  • Alterações nos pulmões, fígado e ossos

  • Diminuição das plaquetas (trombocitopenia).

ISOLAMENTO

Crianças e adultos com rubéola devem ser afastados da escola, creche ou local de trabalho, durante o período de transmissibilidade. Crianças com rubéola congênita devem ser consideradas potencialmente infectantes, do nascimento até um ano de idade, devendo os pais serem alertados quanto ao risco de transmissão.

INCIDÊNCIA

A doença tem distribuição universal e a incidência de casos aumenta no final do inverno e no início da primavera.

TRATAMENTO

Não existe tratamento específico para a rubéola, apenas medidas de suporte e combate dos sintomas como, analgésicos do tipo paracetamol ou acetaminofeno. (combate a febre ) 4/4 horas.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

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