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Materiais de laboratorio

Conteúdo

Páginas

Alambique 1 Anemômetro 2 Autoclave 3 Picnometria 5 Balão de destilação6 Balão de fundo chato6 Balão de fundo redondo6 Bico de Bunsen7 Bureta (instrumento) 8 Béquer 9 Cadinho 10 Calorímetro 10 Campânula 1 Colorímetro 1 Condensador (química) 12 Condensador Allihn 13 Contador Geiger14 Ebulioscópio 15 Espectrofotômetro 15 Funil 16 Funil de separação ou decantação16 Juntas de vidro esmerilhado17 Lamela 18 Lâmina (microscopia) 19 Material de laboratório21 Microrreator 23 Moinho coloidal23 Mufla 23 Osciloscópio 24 Pinça de madeira33 Pisseta 3 Placa de Petri33 Placa de titulação34 Placa de toque35

Pompete 36 Proveta 36 Pão duro (farmácia)38 Reator químico38 Soxhlet 43 Tela de amianto44 Termômetro 4 Tubo de ensaio46 Vidraria 46

Referências

Fontes e Editores da Página48 Fontes, Licenças e Editores da Imagem50

Licenças das páginas Licença 51

Alambique 1 Alambique

Alambique usado para destilação

O alambique (do árabe الأنبيق, transl. al-inbiq, por sua vez do grego ambix, ambikon, possivelmente derivado do semítico)[1] é um equipamento usado na destilação de várias bebidas espirituosas, incluindo a aguardente vínica, o bagaço e a cachaça. Baseado no processo de destilação simples, foi usado em tempos remotos na alquimia [carece de fontes?].

O alambique é formado por uma caldeira conectada, por um tubo, a uma serpentina de resfriamento, ao fundo da qual se recolhe o destilado[2] .

Embora o alambique tradicional seja feito de cobre, também existem em vidro, como por exemplo o alambique de Femel, utilizado em laboratório químico [carece de fontes?].

Na alquimia

O alambique é dos utensílios (enseres) mais importantes quer nos trabalhos espagíricos ou alquímicos.

Sem este aparelho não há espíritos, que são tão importantes na alquimia. Em certos casos é usado um alambique de cobre, mas quando se trata da destilação de espíritos ácidos o alambique deve ser de vidro resistente ao calor, como o Pirex.

Na destilação de bebidas espirituosas

Desde a idade média, o alambique é utilizado na destilação de bebidas espirituosas a partir do mosto fermentado (bagaço ou aguardente bagaceira), do vinho (aguardentes vínicas), de cereais fermentados (uísque, vodca, saqué, a genebra). Com a descoberta do novo mundo e o início da produção de açúcar de cana, começou a ser produzida, já no século XVI, no Brasil (cachaça) e em Cuba (rum) e posteriormente um pouco por todo o Novo Mundo. Paralelamente também desde tempos remotos se procede à destilação a partir das diversas cidras (fermentação de frutos) sendo bastante populares entre as senhoras pelo seu sabor adocicado e aroma perfumado.

Na química

O alambique de vidro laboratorial é presença obrigatória num laboratório de química. Tem por funções a separação de líquidos com diferentes graus de ebulição. É ainda utilizado na preparação de perfumes, separando os aromas dos líquidos utilizados na sua recolha.

[1]Forbes, Robert James (1970) A Short History of the Art of Distillation: from the beginnings up to the death of Cellier Blumenthal. Leyden: E.

J. Brill ISBN 9004006176, ISBN-13 9789004006171; p. 23 [2]Rolla, Luigi. Chimica e mineralogia. Per le Scuole superiori. 29 ed. Dante Alighieri (ed.), 1987.

Anemômetro 2 Anemômetro

Anemômetro de Robinson

Anemômetro (do grego anemus = vento) é um instrumento utilizado para medir a velocidade do vento.

Anemômetro de Robinson

O modelo mais preciso é o tipo rotor horizontal de conchas (Anemômetro de Robinson). Um rotor com 3 conchas hemisféricas aciona um mecanismo onde é instalado um sensor eletrônico. A vantagem deste sistema é que ele independe da direção do vento, e por conseguinte de um dispositivo de alinhamento.

Anemômetro sônico

O anemômetro sônico , através de ondas sonoras, realiza medidas a alta frequência (várias medições por segundo) das três componentes da velocidade do vento (duas horizontais e uma vertical).

Autoclave 3 Autoclave

Autoclave de paredes simples.

Autoclave Automatica Vertical.

Autoclave é um aparelho utilizado para esterilizar artigos através do calor húmido sob pressão, inventado pelo auxiliar de Louis Pasteur e inventor Charles Chamberland.

Existem vários modelos de autoclaves, mas podemos dividi-los em duas classes principais:

•Autoclave de paredes simples •Autoclave de paredes duplas

Autoclave de paredes simples

Este tipo de autoclave pode existir em variadíssimos tamanhos, sendo geralmente formado por um cilindro metálico resistente, vertical ou horizontal e com uma tampa que permite fechar hermeticamente o autoclave. Essa tampa apresenta parafusos de orelhas e uma anilha de amianto que impedem a existência de fugas de pressão.

Os autoclaves de paredes simples têm geralmente um manómetro, uma torneira para descarga e uma válvula de segurança.

No interior do autoclave na parte inferior coloca-se água e logo acima um cesto ou tabuleiro com o material a esterilizar, e aquece-se a parte inferior externa do autoclave com chama ou resistências elétricas.

Os autoclaves não necessitam de termómetro para indicar a que temperatura se encontra o vapor de água no seu interior visto que existe uma relação directa entre a pressão do vapor de água saturado e a temperatura desse mesmo vapor .

Para que a esterilização seja bem feita, é necessário ter em atenção que no início do aquecimento existe ar no interior do autoclave além do vapor de água, sendo por isso necessário abrir a válvula para deixar sair o ar (não é recomendado colocar a mangueira dentro da água para verificar a formação de bolas, pois esta ação pode causar interferência no funcionamento do equipamento, pois pode gerar uma pressão no interior da autoclave). Quando termina o tempo calculado para uma correcta esterilização, deve-se retirar a chama e deixar arrefecer lentamente, só abrindo a torneira de descarga e

Autoclave 4 lentamente, após o manómetro indicar zero. Deve-se ter o máximo de cuidado ao abrir devido à pressão interna, abrindo-se a válvula de escape de pressão somente pelo lado contrário da tampa autoclave. A temperatura do processo a vapor varia conforme os materiais a serem esterilizados situando-se entre 121º e 134 °C. A pressão para esterilização situa-se entre 1,2 kgf/cm² (121 °C) e 2,2 kgf/cm² (134 °C).

Um ciclo completo de esterilização constitui-se basicamente de três etapas: Aquecimento, Esterilização e Secagem, podendo após a realização das três etapas completas, dizer que a esterilização foi completa.

Autoclave de paredes duplas

Este tipo de autoclave possui duas câmaras sendo uma interna e outra externa. O espaço entre a câmara interna de pressão e a externa é utilizado para manutenção e controle da temperatura durante o processo. Também conhecido como autoclave horizontal, o modelo possui bomba de vácuo para a retirada do ar antes da entrada do vapor e para secagem dos materiais no final do processo. A retirada do ar e entrada do vapor é feita em pulsos de forma a uniformizar a temperatura e ação do vapor esterilizante em toda a câmara de processo (interna).

Neste modelo, o vapor é gerado em caldeira separada, abastecida de água destilada ou purificada com filtros de osmose reversa. Normalmente, devido à maior complexidade do processo e da tubulação hidráulica, este autoclave possui sistema automatizado por um controle computadorizado (CLP) que controla as válvulas automáticas durante todo o ciclo. As etapas do ciclo são gravadas digitalmente e impressas , garantindo a segurança e certificando a operação. Cada país possui um conjunto de normas exigindo estas certificações de qualidade no processo de esterilização para hospitais, laboratórios ou indústrias. Modelos chamados "de barreira", possuem 2 portas;~,pool que impedem contaminação da área limpa, com entrada do material contaminado por uma porta e saída do material estéril por outra, só abrindo uma porta de cada vez. Vários sistemas de segurança estão incorporados, impedindo a abertura das portas quando ainda há pressão na câmara ou a temperatura de contacto do material ainda não é segura. Válvulas mecânicas de alívio e controlo electrónico rigoroso da pressão evitam acidentes com a câmara de esterilização.

Alguns modelos permitem esterilização mista de vapor com agentes químicos para processar materiais sensíveis ao calor. O processo é feito então a temperaturas entre 45 e 70 °C. Os agentes químicos podem ser os gases Formaldeído ou Óxido de Etileno. Existe ainda outro moderno processo químico através de peróxido de hidrogénio, que é injectado vaporizado numa câmara de alto vácuo e sob a forma de plasma (gerado por campo eléctrico ou magnético), efectuando assim o processo de esterilização. Este sistema permite esterilizar uma vasta gama de produtos e aparelhos a baixa temperatura (~35 °C) de maneira rápida, segura e sem humidade. Usa alto-vácuo de modo a permitir a geração do plasma e consequentemente a eficiente penetração do esterilizante em todos os materiais.

Autoclave gravitacional

Neste tipo de autoclaves, o vapor é injetado – o que força a saída do ar. Porém, a fase de secagem é limitada, pois não possui capacidade para remover completamente o vapor. Pode apresentar umidade ao final do processo devido a dificuldade de remoção do ar.

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