Acumulação de Custos

Acumulação de Custos

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1 INTRODUÇÃO

O sistema de acumulação de custos tem por objetivo a identificação, a coleta, o processamento e o armazenamento e a produção das informações para a gestão de custos.

O tipo de sistema de acumulação de custo a ser implantado pela empresa é completamente dependente do serviço ou produto que por ela é produzido.

O sistema de acumulação de custos representa o aspecto do registro ou de escrituração das informações relativas à gestão de custos.

2 SISTEMAS DE ACUMULAÇÃO DE CUSTOS

Existem muitos Sistemas de Acumulação de Custos. Entretanto, apenas cinco são os mais empregados. Quando a entidade produz e vende os produtos por encomenda, a Contabilidade de Custos emprega o Sistema de Acumulação de Custos por Ordem de Produção. Uma vez que os produtos são específicos e perfeitamente identificados, a preocupação do Sistema é acumular os custos por produto.

Quando a entidade fabrica os produtos de modo contínuo, em série ou em massa, a preocupação da Contabilidade de Custos é determinar e controlar os custos pelos departamentos, pelos setores, pelas fases produtivas e em seguida dividir os custos pela quantidade produzida no processo, durante certo período. Encontramos uma das maiores diferenças entre os dois Sistemas de Acumulação de Custos: enquanto um sistema deseja custear os produtos, o outro deseja custear o procedimento de fabricação de determinado período.

Para as finalidades de controle das operações e dos próprios custos, a Contabilidade de Custos ainda procura identificar os custos por departamento, por setor, por centro, por unidade, enfim por componente operacional. Os custos serão identificados direta ou indiretamente aos departamentos ou aos centros de responsabilidade. A Contabilidade de Custos assume a tarefa de ajudar o encarregado do Centro de Responsabilidade a cumprir sua responsabilidade contábil, produzindo relatórios onde vai incluir os custos diretos e indiretos, os custos controláveis e não controláveis pertinentes ao Centro. A essa ajuda, chamamos de Sistema de Custos pela Responsabilidade.

Aparece ainda em destaque, entre os Sistemas de Custos, o Sistema de Custos Previsionais. Esse sistema tem duas finalidades principais: o planejamento das operações e o controle dessas operações. A administração faz a previsão de suas operações para determinado período ou para a execução de determinada atividade, incluindo os custos e as despesas que terá de realizar. Quando as operações forem dotadas de características que permitam a adoção de custos padronizados, a Contabilidade de Custos implantará gradativamente esse sistema. Quando as operações ou uma atividade não recorrente qualquer não fornecerem essas características, a Contabilidade de Custos empregará o Sistema de Custos Estimados.

Os Sistemas de Acumulação de Custos podem trabalhar com um dos três critérios de custeio: o critério de custo por absorção, o critério do custo direto (ou variável) e o critério do custo ABC (Custeamento Baseado em Atividade). Esses critérios têm um ponto em comum: eles se preocupam com a administração dos custos indiretos. E ao mesmo tempo, apresentam uma diferença fundamental: cada um deles fornece informações gerenciais exclusivas, ou seja, a Contabilidade de Custos pretende com o emprego de cada um deles produzir diferentes informações que vão atender a necessidades distintas.

O critério do custo por absorção é aquele que inclui todos os custos indiretos de fabricação de um certo período nos custos de suas diferentes atividades industriais. A finalidade principal do critério é ter o custo total de cada objeto de custeio. Esse custo total se destina, entre outros fins, a compor informação significativa no auxilio à decisão de estabelecer os preços de venda dos produtos ou dos serviços.

O critério do custo direto (ou variável) é aquele que só inclui no custo das operações, dos produtos, serviços e atividades os custos diretos e variáveis. Para que um custo (ou uma despesa) detenha as condições necessárias para compor o custo de um produto, é necessário que esse custo seja facilmente identificado com o produto, isto é, seja direto (onde não necessite rateio) e que seja variável diante da variabilidade de um indicador que represente o produto, a operação, o processo, o componente ou a atividade. A finalidade principal do critério é a determinação da contribuição marginal total ou unitária de cada objeto de custeio.

O critério do custo ABC trata de administrar os custos indiretos de fabricação, num primeiro momento. É uma forma mais sofisticada de apropriar os custos indiretos. Sua idéia básica é mostrar que as operações industriais podem ser subdivididas em atividades, essas atividades é que consomem os recursos disponíveis que são definidos pelos custos e despesas gerais. Desse modo os custos indiretos chegariam a seus portadores com mais exatidão.

A Contabilidade de Custos é a parte integrante da Contabilidade. É muito difícil dissociarmos uma da outra. A Contabilidade de Custos é um instrumento disponível poderoso porque utiliza, em seu desenvolvimento os princípios, os critérios e os procedimentos fundamentais da ciência contábil. Algumas vezes, quando a Contabilidade de Custos consegue resolver problemas ou produzir informações utilizando-se de procedimentos como, por exemplo, as técnicas estatísticas e matemáticas, pode parecer que tenha cortado os laços naturais com a Contabilidade.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Entre as etapas para a elaboração de um sistema de custos, cabe ao administrador conhecer o processo de produção, para que, com base nesse conhecimento, possa estudar o melhor método de custeio a ser aplicado.

Se o administrador adotar para a sua empresa um sistema de custo do qual não é o apropriado á ela, poderá ter um preço muito baixo ou terá um preço muito alto no valor do produto. Por isso é necessário avaliar com muita atenção na hora de adotar um sistema de custo, para que não ocorra erro.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CREPALDI, Silvio Aparecido. Curso Básico de Contabilidade de Custos. São Paulo: Atlas, 2005.

LEONE, George S. G. Curso de Contabilidade de Custos. São Paulo: Atlas, 1997.

MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

LEONE, George S. G.: Curso de Contabilidade de Custo, 2ª ed. São Paulo: Atlas 2000.

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