19 Suspensao traseira

19 Suspensao traseira

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19. SUSPENSÃO TRASEIRA

INFORMAÇÕES DE SERVIÇO19-1 DIAGNÓSTICO DE DEFEITOS19-1 DESCRIÇÃO DOS SISTEMAS19-2

AMORTECEDORES 19-7 GARFO TRASEIRO19-1

ARTICULAÇÕES DA SUSPENSÃO PRÓ-LINK 19-1

INFORMAÇÕES DE SERVIÇO • Use somente parafusos e porcas originais HONDA nos pontos de fixação e articulação da suspensão e amortecedores. c

Suspensão muito macia (baixa) • Mola(s) fraca(s)

• Vazamento de óleo no amortecedor

• Vazamento de ar ou gás

• Regulagem incorreta do amortecedor

Suspensão dura • Componentes da suspensão montados incorretamente

• Regulagem incorreta do amortecedor

• Articulações do garfo traseiro empenadas

• Haste do amortecedor empenada

• Rolamento(s) de articulação do garfo traseiro danificado(s)

• Articulações da suspensão defeituosas

• Rolamentos das articulações da suspensão danificados

Os amortecedores traseiros contêm gás nitrogênio sob alta pressão. Não exponha os amortecedores a chamas ou calor excessivo. Antes de sucatear amortecedores usados, proceda à drenagem do nitrogênio do amortecedor (página 19-9).

Os sistemas de suspensão traseira com braço oscilante proporcionam conforto e boas características de tração e controle da motocicleta. A utilização da articulação dianteira do braço oscilante como ponto de apoio e de fixação do eixo traseiro na extremidade posterior do braço permite que a roda responda rapidamente às variações da superfície da pista.

Atualmente, quase todas as motocicletas adotam esta configuração básica de suspensão traseira. Em alguns tipos de ciclomotores, o motor integrado à transmissão desempenha a função do braço oscilante.

A configuração básica da suspensão traseira com braço oscilante pode ser dividida em algumas categorias, dependendo do número de amortecedores utilizados e do tipo de braço oscilante.

Tipo Convencional com Dois Amortecedores/Molas No tipo convencional, dois conjuntos de amortecedores/molas, apoiados na extremidade do braço oscilante, sustentam a parte posterior do chassi, conforme mostrado na ilustração.

Atualmente, esse tipo de suspensão é encontrado principalmente em motocicletas de baixa cilindrada, devido à simplicidade de instalação, ao número reduzido de componentes necessários e à economia básica do sistema. Até 1981, esse tipo de suspensão também era usado na maioria das motocicletas de maior cilindrada.

Ajustando-se corretamente os ângulos de fixação dos amortecedores em relação ao braço oscilante, pode-se obter uma suspensão de ação progressiva.

Suspensão de Ação Progressiva PRO-LINK O sistema de suspensão Pro-Link da Honda foi projetado para proporcionar maior conforto e melhor controle sobre a motocicleta. Sua ação progressiva fornece a proporção ideal de compressão e amortecimento para diversas condições de rodagem. A ação inicial é mais suave para respostas brandas a pequenas saliências e ondulações. Caso as superfícies se tornem mais acidentadas, a ação mais rígida proporciona o controle necessário para evitar que a roda traseira não perca o contato com o solo.

O braço oscilante e o amortecedor da suspensão traseira Pro- Link são conectados ao braço oscilante por uma articulação. O curso do amortecedor em relação ao movimento da roda traseira pode ser alterado de forma relativamente livre durante o estágio da configuração, de acordo com a combinação do braço e da haste de conexão de amortecimento selecionados.

Como a distância do curso do eixo aumenta, a velocidade do pistão do amortecedor e a força de amortecimento aumentam progressivamente. Assim, essa suspensão é caracteristicamente macia em seu curso inicial, para que pequenas irregularidades da pista sejam absorvidas adequadamente, e proporciona progressivamente uma maior resistência para evitar que a roda não perca o contato com o solo na compressão total, quando um obstáculo maior é encontrado.

Essa disposição proporciona à suspensão um curso maior em relação à compressão do amortecedor, proporcionando assim maior controle para que a suspensão apresente um melhor desempenho. Ela também possibilita que o peso do conjunto do amortecedor/mola seja centralizado de forma mais compacta, próximo ao centro do chassi.

A suspensão Delta Pro-Link é um sistema ainda mais avançado que reduz significantemente o centro de gravidade da motocicleta e reduz o peso do conjunto.

Suspensão Pro-Arm A suspensão Pro-Arm apresenta um braço oscilante do tipo cantilever, exclusivo da Honda, com uma configuração diferente dos sistemas convencionais. Sua alta rigidez e durabilidade são obtidas através do uso de um tubo de seção quadrada e um eixo de articulação do braço oscilante com maior diâmetro. A fixação da roda traseira através de um “pino central” permite remover e instalar a roda com facilidade e o design do suporte excêntrico do rolamento facilita o ajuste da corrente, além de tornar o alinhamento da roda bastante simples. Outras vantagens incluem peso mínimo suspenso, maior espaço para a passagem do escapamento, perfil mais afilado da motocicleta, acesso mais fácil para ajustes do amortecedor e facilidade na manutenção e limpeza.

Design e Funcionamento dos Amortecedores O conforto da motocicleta e a tração adequada da roda traseira são obtidas através da combinação do conjunto do amortecedor/mola, e de certa forma, pela manutenção adequada da pressão dos pneus. O amortecedor absorve um pouco da força de compressão da suspensão e controla os efeitos de extensão da mola. Pode-se dizer que, na compressão, existe uma resistência de amortecimento relativamente pequena, pois a maior parte desta resistência (“choque”) é absorvida pela mola.

Os amortecedores hidráulicos podem ser instalados na motocicleta em duas posições: com o reservatório virado para baixo ou para cima (invertido). A instalação do amortecedor de forma invertida (com a haste para baixo e o reservatório para cima) reduz o peso suspenso.

VIBRAÇÃO (Somente mola)

VIBRAÇÃO (Mola e amortecedor)

Além dos amortecedores com reservatório convencionais e invertidos, existem duas configurações básicas de amortecedores, cada qual designada pelo método utilizado para criar a ação de amortecimento; o amortecedor de fricção e o hidráulico.

O amortecedor de fricção apresenta uma configuração relativamente simples e é utilizado somente em modelos mais leves e econômicos. Esse amortecedor usa somente a fricção de um pistão não-metálico contra a parede interna do cilindro, que é revestida de graxa, para reagir ao efeito natural de retorno das molas.

A maioria das motocicletas de baixa cilindrada e ciclomotores são equipados com amortecedores de ação simples, que controlam somente o retorno da mola. A resistência de compressão da mola é utilizada para absorver as irregularidades das pistas.

Os amortecedores de dupla ação são os mais eficientes, pois a força de amortecimento é fornecida tanto no curso de compressão como no de retorno.

Alguns amortecedores apresentam gás nitrogênio em suas carcaças ou dentro de reservatórios a fim de evitar a formação de espuma no óleo.

Nos amortecedores tipo emulsão, o nitrogênio se encontra na carcaça do amortecedor. Alguns amortecedores desse tipo apresentam um separador na câmara de gás para evitar que este se misture com o óleo.

Os amortecedores do tipo Decarbon mantém o gás nitrogênio separado do óleo através de um pistão livre flutuante que age como um diafragma. Dessa forma, o óleo pode passar através dos orifícios da válvula de amortecimento sem que haja interferência com o gás.

Os amortecedores equipados com reservatório externo de gás são uma variação mais simples dos amortecedores do tipo Decarbon. Eles permitem que a temperatura do óleo seja constante e, conseqüentemente, que o amortecimento seja mais eficiente devido ao aumento na capacidade de óleo; a carcaça do amortecedor pode ser totalmente abastecida com óleo, já que a câmara de gás se encontra em outro lugar. Um diafragma de borracha é utilizado dentro do reservatório para separar o nitrogênio do óleo.

Molas dos Amortecedores Traseiros Diversos tipos de molas são utilizadas em motocicletas e ciclomotores. Entre elas, encontram-se as molas de passo constante, passo progressivo, passo longo e passo estreito e, ainda, molas cônicas. Cada uma delas apresenta características diferentes de compressão.

O peso suspenso é ligeiramente reduzido nos amortecedores quando as espirais de passo maior da mola são posicionadas na direção do braço oscilante.

Uma maneira de se obter uma ação progressiva do amortecedor é usar duas ou mais molas com características diferentes. Esse método é conhecido como disposição de molas combinadas.

Uma outra variação para se obter uma ação progressiva da mola, é adicionar um reservatório de ar ao conjunto do amortecedor. Nesses tipos, a pressão do ar é aplicada numa quantidade específica para compensar cargas maiores, em vez de se ajustar a pré-carga da mola.

O amortecedor direito da GL1500s é, na verdade, somente uma “mola a ar”. Ele não apresenta propriedades de amortecimento, exceto por uma fricção muito pequena do vedador. Esse amortecedor é abastecido apenas com uma pequena quantidade de óleo para lubrificar sua haste e vedador.

Tipos de Ajustadores da Pré-carga das Molas O ajustador altera o comprimento da mola e sua pré-carga inicial. Existem vários tipos de ajustadores: o preestabelecido, o mecânico e os tipos mecânico e hidráulico com controle separado. Todos eles ajustam o comprimento da mola.

O ajustador preestabelecido inclui os tipos came e com porca de trava dupla roscada de ajuste infinito.

Tipo Came O ajustador do tipo came apresenta um anel dotado de ressaltos que se encaixam na carcaça do amortecedor. Como cada ressalto está posicionado contra um batente ou par de batentes embutidos na carcaça do amortecedor, a pré-carga da mola pode ser ajustada de 3 a 5 posições preestabelecidas, para se adequar melhor aos requisitos de carga da motocicleta.

Ajustador Tipo Porca e Contraporca A pré-carga da mola é ajustada movendo-se a porca do ajustador para comprimir ou distender a mola. Uma vez que a pré-carga desejada é estabelecida, a contraporca é apertada contra a porca de ajuste para evitar que esta saia da posição. Comprimentos mínimo e máximo da mola (pré-carga da mola) são recomendados para cada modelo de motocicleta, e estes devem ser obedecidos. Caso contrário, a mola pode ficar totalmente comprimida ou ficar solta com os movimentos da suspensão.

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