O papel do farmacêutico na humanização da saúde

O papel do farmacêutico na humanização da saúde

O cenário global transformou-se; O modelo capitalista proveniente de ideais neoliberais infiltrou-se em todas as questões que perfazem a sociedade.

  • O cenário global transformou-se; O modelo capitalista proveniente de ideais neoliberais infiltrou-se em todas as questões que perfazem a sociedade.

  • Na saúde (seja privada ou pública) o fato citado linhas acima se concretizou fielmente. No mercado farmacêutico a privatização aqueceu o mercado visando apenas o lucro, esquecendo o principal: as pessoas.

  • Dentro desse contexto o conteúdo aborda uma revisão bibliográfica, interagindo o processo histórico com a atuação do farmacêutico no mesmo; Demonstrando o seu papel inicial, a sua perda de identidade, e preocupação atual, prevenção e promoção da saúde.

 

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  • O conteúdo propõe através de revisão bibliográfica, abordar o conceito de humanização aplicada ao profissional graduado em Farmácia; Contextualizando a sua interação ao método (Profissional-Humanização), os fatores interferentes, além de identificar os benefícios para a sociedade ao ser implementado o tema-base.

Sabe-se que a sociedade e o mercado de trabalho prezam por um profissional com boa formação e principalmente com capacidade de entender, analisar, refletir e agir sobre o contexto em que vive.

  • Sabe-se que a sociedade e o mercado de trabalho prezam por um profissional com boa formação e principalmente com capacidade de entender, analisar, refletir e agir sobre o contexto em que vive.

  • Boa parte da população busca acompanhamento de um profissional de saúde, procurando não apenas acompanhamento patológico físico, muitas vezes o problema possui um caráter social; Acredita-se que um profissional mais humanizado possa interferir e amenizar a situação, pois o mesmo prioriza uma melhor interação com o paciente, pondo em questão um fator primordial para adesão a um possível acompanhamento: A Confiança.

  • Tendo em vista esta prática, adota-se “O papel do farmacêutico na humanização da saúde” como tema-base da pesquisa, para que os demais acadêmicos assimilem o conceito enquanto sala de aula, para que futuramente possa-se aplicá-la enquanto profissionais. 

Hepler & Strand (1999) realizaram uma análise sobre os três períodos que consideram mais importantes da atividade farmacêutica definindo-os como:

  • Hepler & Strand (1999) realizaram uma análise sobre os três períodos que consideram mais importantes da atividade farmacêutica definindo-os como:

  • ● TRADICIONAL;

  • ● TRANSIÇÃO (PERDA DA IDENTIDADE);

  • ● DESENVOLVIMENTO DA ATENÇÃO.

O Papel tradicional foi desenvolvido pelo boticário que preparava e vendia os medicamentos, fornecendo orientações aos seus clientes sobre o uso dos mesmos. Era comum prescrevê-los.

  • O Papel tradicional foi desenvolvido pelo boticário que preparava e vendia os medicamentos, fornecendo orientações aos seus clientes sobre o uso dos mesmos. Era comum prescrevê-los.

  • (HEPLER & STRAND, 1999)

Temos sido atores e platéia de um espetáculo no qual predomina o mercado, que avassala o conjunto da sociedade e se sobrepõe a todas as outras dimensões da vida humana. Sucessos e vitórias, pessoais ou coletivos, são medidos pela impiedosa métrica do dinheiro. Importa ter e não ser. Importa parecer ter e não verdadeiramente ser.

  • Temos sido atores e platéia de um espetáculo no qual predomina o mercado, que avassala o conjunto da sociedade e se sobrepõe a todas as outras dimensões da vida humana. Sucessos e vitórias, pessoais ou coletivos, são medidos pela impiedosa métrica do dinheiro. Importa ter e não ser. Importa parecer ter e não verdadeiramente ser.

  • (ROZENFELD, 2008)

  • Conforme a indústria farmacêutica começou a se desenvolver, este papel do farmacêutico paulatinamente foi diminuindo. Começa assim o período de transição. As atividades farmacêuticas voltaram-se principalmente para a produção de medicamentos numa abordagem técnico-industrial.

  • (HEPLER & STRAND, 1999)

Com apoio.

  • Com apoio.

  • Publicação da Lei 5.991/73, que ainda está em vigor, conferiu às atividades farmacêuticas um enfoque mercantilista. Qualquer empreendedor pode ser proprietário de uma farmácia ou drogaria, desde que conte com um profissional farmacêutico que se responsabilize tecnicamente pelo estabelecimento. (CRF-SP,1996)

O autor afirma ainda que este é o marco da perda do papel social desenvolvido pela farmácia. O estabelecimento comercial farmacêutico voltou-se para o lucro e o farmacêutico começou a perder autonomia para o desempenho de suas atividades. O profissional passou a atuar como mero empregado da farmácia ou drogaria, perdeu o respeito da sociedade e refugiou-se em outras atividades, distanciando-se de seu papel de agente de saúde. Com isto, ampliaram-se os espaços para a obtenção de lucros desenfreados através da "empurroterapia"e da propaganda desmedidas.

  • O autor afirma ainda que este é o marco da perda do papel social desenvolvido pela farmácia. O estabelecimento comercial farmacêutico voltou-se para o lucro e o farmacêutico começou a perder autonomia para o desempenho de suas atividades. O profissional passou a atuar como mero empregado da farmácia ou drogaria, perdeu o respeito da sociedade e refugiou-se em outras atividades, distanciando-se de seu papel de agente de saúde. Com isto, ampliaram-se os espaços para a obtenção de lucros desenfreados através da "empurroterapia"e da propaganda desmedidas.

O Farmacêutico em meio a uma grave crise de identidade profissional iniciou sua reação fazendo nascer nos anos 60 a prática da farmácia clínica. Passou a se conscientizar do seu papel para a saúde pública. A prática farmacêutica orienta-se para a atenção ao paciente e o medicamento passa a ser visto como um meio ou instrumento para se alcançar um resultado, seja este paliativo, curativo ou preventivo. Ou seja, a finalidade do trabalho deixa de focalizar o medicamento enquanto produto farmacêutico e passa a ser direcionada ao paciente, com a preocupação de que os riscos inerentes à utilização deste produto sejam minimizados. (VIEIRA, 2005)

  • O Farmacêutico em meio a uma grave crise de identidade profissional iniciou sua reação fazendo nascer nos anos 60 a prática da farmácia clínica. Passou a se conscientizar do seu papel para a saúde pública. A prática farmacêutica orienta-se para a atenção ao paciente e o medicamento passa a ser visto como um meio ou instrumento para se alcançar um resultado, seja este paliativo, curativo ou preventivo. Ou seja, a finalidade do trabalho deixa de focalizar o medicamento enquanto produto farmacêutico e passa a ser direcionada ao paciente, com a preocupação de que os riscos inerentes à utilização deste produto sejam minimizados. (VIEIRA, 2005)

James & Rovers (2003) identificaram quatro categorias de iniciativas que podem ser implantadas pelos farmacêuticos para a melhoria do estado de saúde da comunidade:

  • James & Rovers (2003) identificaram quatro categorias de iniciativas que podem ser implantadas pelos farmacêuticos para a melhoria do estado de saúde da comunidade:

  • • Acompanhamento e educação do e para o paciente;

  • • Avaliação dos seus fatores de risco;

  • • Prevenção da saúde;

  • • Promoção da saúde e vigilância das doenças.

Ainda segundo os autores, a promoção da saúde pode ser feita através de três domínios que dão suporte aos serviços oferecidos à população:

  • Ainda segundo os autores, a promoção da saúde pode ser feita através de três domínios que dão suporte aos serviços oferecidos à população:

  • • Disposição de serviços de prevenção clínica;

  • • Vigilância e publicações em saúde pública e

  • • Promoção do uso racional de medicamentos pela sociedade.

Trata-se de uma pesquisa com caráter bibliográfico, com levantamento sob literatura científica existente nas bases de dados: Scielo, Portal CFF, Portal OMS, Portal ANVISA, Scribd.

  • Trata-se de uma pesquisa com caráter bibliográfico, com levantamento sob literatura científica existente nas bases de dados: Scielo, Portal CFF, Portal OMS, Portal ANVISA, Scribd.

  • Com os seguintes descritores:

  • SAÚDE, HUMANIZAÇÃO, FARMÁCIA.

A Partir do trabalho realizado conclui-se que o profissional farmacêutico possui um contexto histórico que demonstra que sua atuação e desempenho dependem de questões que aferem a sociedade como um todo: economia, política, social; Afetando assim sua função como agente de saúde. O seu papel humanizado pode ser aplicado, porém ainda que de maneira ineficaz para um processo de saúde coletiva desejada.

  • A Partir do trabalho realizado conclui-se que o profissional farmacêutico possui um contexto histórico que demonstra que sua atuação e desempenho dependem de questões que aferem a sociedade como um todo: economia, política, social; Afetando assim sua função como agente de saúde. O seu papel humanizado pode ser aplicado, porém ainda que de maneira ineficaz para um processo de saúde coletiva desejada.

 James JA, Rovers JP. Wellness and health promotion. In: Rovers JP, et al. A practical guide to pharmaceutical care. Washington: American Pharmaceutical Association; 2003. p.183-200. 

  •  James JA, Rovers JP. Wellness and health promotion. In: Rovers JP, et al. A practical guide to pharmaceutical care. Washington: American Pharmaceutical Association; 2003. p.183-200. 

  • Lei Federal nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973. Dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, e dá outras providências. In: Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. Legislação para o farmacêutico. São Paulo: CRF-SP; 1996. P.22-33.    

Rosenfeld S. Farmacêutico: profissional de saúde e cidadão. Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, Brasil; 2008.

  • Rosenfeld S. Farmacêutico: profissional de saúde e cidadão. Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, Brasil; 2008.

  • Hepler CD, Strand LM. Oportunidades y responsabilidades en la Atención Farmacéutica. Pharmaceutical Care España 1999; 1, p.35-47.

  • Vieira S F. Posssiblidades do farmacêutico para a promoção da saúde. Brasília DF; 2005.

  • “Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele... Guardei a minha no bolso. E fui.”

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  • Pálpebras de Neblina – Caio Fernando Abreu.

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