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Por Júlio Cesar T.P. jucesar@bol.com.br jucesar@r7.com

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O som (áudio) é a propagação de uma oscilação mecânica, esta onda não se propaga no vácuo propagando-se em meios materiais com massa e elasticidade (sólidos, gasosos, líquidos). A sua frequência distingue-se pela possibilidade do ser humano conseguir ouvir essa oscilação. As frequências de áudio encontram-se no espectro de frequências entre 20 Hz e 20 Khz, a sua amplitude e energia mede-se em Decibéis. Os circuitos de áudio foram os primeiros circuitos eletrônico com uma concepção prática, a necessidade comunicar e transmitir sons com níveis mais elevados ou a distâncias superiores gera uma imensidão de circuitos, desde o simples amplificador de aúdio ao mais sofisticado circuito eletrônico de transmissão e captação de sons à distância.

A potência RMS ou valor quadrático médio ou rms (do inglês root mean square) ou valor eficaz é a potência gerada por uma corrente e tensão alternada que tem o mesmo efeito de uma corrente e tensão contínua. Existe muita confusão quando se encontram referências a equipamentos de áudio em W (Watt) com valores discrepantes. Estes valores são valores de pico, podem induzir em erro.

A potência P (pico-a-pico) - refere o nível de pico a pico - Peak-to-Peak. É a potencia entre os picos superiores e inferiores de saída. Pode ser calculado o valor RMS a partir deste valor usando a seguinte expressão Ppico-a-pico= 2 * Pico ou RMS = Pico / 1,414

A potência PMPO - refere o nível de pico de saída instantânea - Peak Momentary Performance Output. O valor é instantâneo e existem muitas formas de cálculo, sendo que cada fabricante pode dar um valor que mais lhe convém. A PMPO é uma medida realizada no máximo do máximo que um sistema sobre condições restritas pode fornecer. É importante por isso nos fatores de comparação usar algo constante a potência RMS

Um amplificador áudio é um amplificador eletrônico que amplifica sinais compreendidos entre as frequências de 20 Hertz 20.0 hertz, com um nível apropriado o sinais podem colocar em funcionamento altofalantes. A primeira fase de um amplificador de áudio é composta por etapas executam tarefas como a pré-amplificação, controle de tom, equalização, mistura e efeitos ou fontes áudio como leitores gravadores, de cd ou cassetes. A maioria dos amplificadores necessitam de entradas de baixo nível. O sinal de entrada a um amplificador pode ser de apenas alguns micro-watts a sua saída pode ser dez, cem ou milhares dos watts. Quando referimos amplificadores de áudio e as suas etapas de saída, as configurações mais comuns são: A, B, AB, D, G, e H.

Classes de amplificadores

Amplificador classe A: Usada apenas em amplificadores Hi-Fi, tanto transistorizados como com válvulas. Elevada fidelidade na reprodução, com um consumo de energia e libertação de calor muito alto, os transistores (ou válvulas) de saída conduzem de forma permanente, mesmo na ausência de sinal. Amplificador classe B: Apresenta distorção (de crossover) elevada em níveis baixos de sinal. Apenas metade dos transistores de saída conduzem de cada vez (cada semiciclo), daí a maior eficiência. Encontra-se este tipo de amplificadores em PA de alta potência e em equipamentos portáteis por causa do baixo consumo. Amplificador classe AB: Modo intermédio entre as classes anteriores (daí o nome), reunindo algumas vantagens de ambas. É a classe de amplificadores mais usada atualmente. Os transistores conduzem ligeiramente, quando na ausência de sinal. Amplificador classe D (ou PWM): Vulgarmente chamado "amplificador digital", funciona segundo a técnica de modulação por largura de pulso (PWM). Usa-se de forma cada vez mais frequente em aplicações onde se exige alto rendimento como em multimídia ou telefonia. Recentes avanços no fabrico de transístores de alta velocidade, têm trazido melhorias na qualidade de áudio destes amplificadores. Amplificador classe G e H: Funcionam segundo princípios semelhantes, sendo a H uma evolução da G (em alguns países, as definições são invertidas). Cada um tem sua própria fonte de alimentação com valores diferentes, que atuam de acordo com o nível de saída exigido. Na classe H, a tensão mais alta da fonte é modulada pelo sinal de entrada. A classe H começa a ser comum em PA, nos amps para graves. A qualidade nas frequências altas ainda não satisfaz, mas novos aperfeiçoamentos prometem melhoras. Existem ainda algumas classes exóticas, como I (reúne classe A e D num único aparelho); A/AB ou super A (polarização variável, oscila entre A e AB); as defuntas classes E e F; classe J que combina as B e D; a classe S, semelhante à classe D; e algumas topologias proprietárias de certos fabricantes, como Crown, Sunfire (Carver), Tripath (classe T)

Características das classes de amplificação mais comuns em áudio

Classe A A/B B D H Eficiência Baixa Média Alta Alta Alta

Qualidade baixas freq. Alta Alta Baixa Baixa Baixa

Qualidade altas freq. Alta Alta Alta Alta Alta

Relação

Custo-Potência Fraca Média Média Boa Boa

Relação

Peso-Potência Fraca Média Média Boa Boa

Informações iniciais para o recondicionamento de Alto-falantes, Cornetas, Drivers, Médios e Tweeters.

Alto-Falantes, quanto a seu tamanho

Para maior facilidade, as dimensões dos alto-falantes são dadas em polegada, que é uma medida internacional.

Ex: Um falante que você mediu 25,4 cm basta agora você dividir 25,4 por 2,54 e o

Caso você não saiba a medida do alto-falante, “ em polegadas ( 2,54 cm ) ”, utilize uma régua, meça em centímetros e divida por 2,54. resultado será um auto-falante de 10” ( dez polegadas ).

Alto-falantes profissionais

No caso dos alto-falantes profissionais, esses são fabricados com maior qualidade
Portanto, dada a qualidade do material, sua recuperação torna-se altamente

No que se refere a desempenho e qualidade, são vários os tipos de alto-falantes disponíveis no mercado. de modo a proporcionar um melhor desempenho em sua aplicação na sonorização de ambientes, é um mercado em constante evolução. vantajosa. Impedância

etc

Cada alto-falante tem uma impedância específica, ou seja, um valor em Ohms, e que pode ser de 3,2 OHMS, 4 OHMS , 6 OHMS , 8 OHMS, 16 OHMS, 25 OHMS,

Na falta de especificação da impedância no alto-falante, utilize um multímetro na escala de resistência e de preferência um multímetro digital. Potência

referência emP.M.P.O ( potência máxima de pico de saída ), ou em R.M.S (

No próprio alto-falante encontramos estampada a potência, que poderá vir com relação métrica quadrada ) sendo está última a potência real.

Exemplo: um alto-falante de 1000 Watts P.M.P.O. tem potência de 277 Watts em R.M.S. Caso seu alto-falante esteja especificando a potência em P.M.P.O. e você queira saber qual é a potência em R.M.S., basta dividir por 3,6 para obter a potência real.

Na prática usamos dividir o valor indicado no auto-falante por 4, sendo, assim um falante que vem indicado uma potência de 1000 Watts dividida por 4 resulta em uma potência real de 250 Watts.

Como começar a limpar e tirar as medidas de um alto-falante?

São vários os cuidados para iniciar a limpeza de um ALTO-FALANTE: a) Verifique quantas polegadas é o auto-falante.

Retire o cone velho com muito cuidado, de modo a não danificar a bobina, pois nem sempre encontramos outra com a mesma impedância e diâmetro, meça a altura do cone.

Logo em seguida meça também a bobina, é comum a bobina vir a sua especificação em milímetros.

Retire agora a centragem, meça o seu diâmetro e também a sua altura. Na maioria dos alto-falantes importados, as bobinas e os cones são diferentes. Por isso às vezes torna-se necessário reutilizar esses componentes, desde que não estejam danificados. b) Observe com atenção se o cone é liso ou frisado. c) Verifique se o protetor é de papel, alumínio ou de fibra, se for necessária à troca, substitua pelo mesmo tipo para manter a originalidade.

Obs: Muitos fabricantes como Pioneer, Aiwa, Sony, JVC e outros, usam alto-falantes com cones de polietileno, obrigando-nos a mantê-los, uma vez que são encontrados no mercado de reposição.

Caso seja realmente necessária a troca do cone desse tipo de alto-falante, mantenha o original à mão como referência quando da aquisição de um novo.

Caso isso ocorra, utilize uma fita crepe ou adesiva para efetuar a limpeza.

É importante que as características destes se assemelham ao máximo às do original, com isso pode se cobrar mais pelo serviço. d) O imã é um componente muito importante, portanto verifique com atenção se o mesmo não está deslocado, quebrado ou mesmo trincado. e) Verifique atentamente se a bobina não está solta, quebrada ou desfiada dentro do sulco. f) Observe se a sujeira ou ferrugem não tomou conta do sulco.

Se necessário, desloque o imã e retire os resíduos, conforme explicaremos posteriormente. Antes da limpeza dos resíduos que ficaram na carcaça do auto-falante é necessário se colocar um pedaço de fita crepe fechando a parte central do imã do auto-falante. g) Na limpeza da carcaça, utilize Thinner para amolecer a cola e um formão para retirar os resíduos. h) No caso de carcaça enferrujada, lixe e pinte, pois em certos tipos de altofalantes, é interessante, do ponto de vista econômico, o aproveitamento para conservar a originalidade. i) Observe bem os terminais de ligação. Caso estejam quebrados, estes deverão ser consertados cuidadosamente, arrebitando-os antes de colar o cone ou qualquer outro material.

Muita atenção na hora da montagem desses terminais para que não fiquem em curto com a carcaça. Coloque-os antes de arrebitar a bucha de isolação.

Tipos de Alto-Falantes

A profundidade dos alto-falantes são bastantes variadas portanto, na hora da compra dos materiais, é aconselhável que se leve à carcaça a ser recuperada pois o cone tem três medidas de profundidade: alta, média e baixa ( reta ).

A centragem ou aranha; também pode ser alta, média e baixa ( reta ). Às vezes é necessário se colocar dois cones colados juntos, porque o autofalante é muito pesado, quer dizer, muito potente.

A figura abaixo mostra em detalhes as partes de um auto-falantes em vista

O mesmo pode ocorrer com a centragem que, em certos casos convém colar duas centragens juntas, evitando assim que o auto-falante pule demais. explodida.

Alto-Falante com borda ou suspensão de esponja ou fibra

Geralmente utilizados na instalação de som automotivo porque com esse tipo de

ALTO-FALANTE, podemos obter sons mais graves.

Nesse caso não é aconselhável a troca do cone de borda por um cone comum de papel, porque poderá haver alteração tanto na potência como na qualidade do som.

Passos para o recondicionamento de um auto-falante

1) Colocar a bobina no sulco do auto-falante e marcar a profundidade, lembrando que a melhor altura da bobina deve ser aquela em que a altura do enrolamento da bobina fique rente em cima com o tarugo central do imã do falante. 2) Em seguida cortar o furo da centragem exatamente na medida da bobina, cortando em seguida o furo do cone que é do mesmo tamanho do diâmetro da bobina. 3) Logo coloque a bobina, centragem e o cone, verificando se todos esses componentes estão na medida da carcaça.

Se todos os componentes colocados na carcaça do auto-falante estiverem bem ajustados poderemos prosseguir com a reparação, agora verifique bem pois, se o material colocado não ficar ajustado adequadamente ocasionara algum problema mais para frente.

Certifique-se pela altura do cone, se estiver acima da borda do auto-falante, você terá que substituir ou o cone ou a centragem e se estiver abaixo vale também a mesma dica.

Atenção Ainda não use cola alguma, só estamos testando o material que esta sendo preparado.

Colocação da bobina e gabarito de centralização

Coloque a bobina no imã circular central do auto-falante, afunde até que a altura do enrolamento da bobina fique pareado no tarugo central do imã.

Em seguida coloque um ou mais gabarito de centralização em quantidade suficiente até que esta fique bem fixada e centralizada .

Se for necessária maior firmeza na fixação, utilize mais um gabarito, até que se certifique que a bobina está bem fixada, para que essa não desloque quando for colocado o cone e a centragem.

Observe que a bobina possui um gap ou abertura em toda a sua extensão que é proposital para que o técnico reparador possa ver a altura do enrolamento da bobina que deve estar rente à parte de cima do tarugo do imã.

Logo, quando você confeccionar seus próprios gabaritos devera também manter esta abertura para que possa ver a altura do enrolamento da bobina. Veja na figura logo mais.

Importante

Observe cuidadosamente a profundidade da bobina quando estiver fixando a mesma, É preferível deixar algumas espiras para cima do tarugo central para que esta não bata no fundo do auto-falante, quando o usuário aumentar demais o volume de seu equipamento.

O próximo passo agora é partir para a preparação da centragem e sua colocação. Como é efetuado o corte da centragem e sua fixação é mostrado a seguir. Fique atento quanto ao tempo de cada passo respeitando o tempo mínimo de 10 minutos para cada colagem.

Agora nosso próximo passo é colocar a bobina sobre a centragem e marcá-la com a caneta retro-projetor, veja logo a seguir.

Em seguida com uma tesoura de ponta fina, corte a centragem exatamente em cima de onde você riscou, faça um corte o mais redondo possível para ajustar melhor ba bobina.

Se a bobina ainda não entrar na centragem você deve, pegar a tesoura e raspar em forma circular por dentro da centragem fazendo assim uma bainha e alargando a centragem.

E se caso a bobina estiver entrando um pouco folgada na centragem, não haverá maiores problemas, desde que a folga não seja assim tão grande. Caso contrario você terá que colar com cola araudite um papel em volta da bobina aumentando o seu diâmetro.

Corte e colocação da centragem

Coloque a bobina exatamente no centro da centragem e em seguida marque com a caneta retro-projetor circundando a bobina, marcando assim o local de corte na centragem. Retire a bobina e, com uma tesoura de ponta fina, corte a centragem exatamente em cima de onde você riscou.

Após a colocação da bobina, aplique a cola BRASCOPLAST na centragem e na carcaça do auto-falante.

Ainda não cole, aguarde pelo menos cinco minutos para, então, colar a centragem, porque esta cola é chamada de cola de contato e deve ser passada em ambas as partes e aguardar alguns minutos para uma boa adesão.

Colar agora a centragem apertando bem com os dedos ou com uma madeirinha para aderir melhor.

Não é necessário reforçar de cola a centragem porque a cola de contato ira aderir ainda mais com o tempo e emborrachar quase endurecendo já sendo o suficiente.

Com o aumento da temperatura durante o funcionamento do auto-falante, o calor pouco interfere com a cola, sem contar que, com o movimento de vai e vem do auto-falante, desloca-se ar que retira a temperatura de cima do auto-falante como um todo.

Alguns fabricantes dotam os seus auto-falantes com um duto, que vão de fora a fora e por dentro do imã formando assim um duto de ventilação resfriando o imã e todo o auto-falante.

Existe auto-falantes com o dobro da altura de seus imãs, motivo pelo qual, o fabricante já esta prevendo que o usuário ira colocar muita potência e com isso o auto-falante ira pular bel mais do que o normal.

Já outros fabricantes colocam dois imãs em seus auto-falantes, fazendo com isso um reforço nas linhas de forças que provem do imã, conseguindo um rendimento maior.

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