Artigo Completo - Estresse

Artigo Completo - Estresse

ESTRESSE DO ENFERMEIRO NO SETOR DE EMERGÊNCIA DA UNIDADE HOSPITALAR

STRESS OF NURSES IN THE SECTOR OF HOSPITAL EMERGENCY UNIT

LUANA ALINNY DE OLIVEIRA ALBUQUERQUE¹

PÂMELA CRISTHIANE MALUMBRES²

VIVIANNY SOARES BEZERRA³

GEORGY XAVIER4

RESUMO

O Estresse é bastante comum na vida dos profissionais de Enfermagem. Por esta razão, o presente trabalho, aborda este assunto, com o objetivo de Identificar as situações e causas de estresse dos Enfermeiros, juntamente com sua equipe atuantes em unidades de emergência, a fim de contribuir para diminuir o estresse vivido pelos enfermeiros e proporcionar uma assistência mais qualificada junto ao paciente em emergência. A compreensão final, deste estudo, é que o Enfermeiro convive diariamente com o estresse, e que os seus desencadeantes estão relacionados aos fatores presentes no seu setor de trabalho, o que leva a insatisfação dos profissionais e conseqüentemente ao estresse.

Palavras-Chave: Estresse; Enfermeiros; Emergência.

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1. Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA/ Campus Avançado de Iguatu

2. Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA/ Campus Avançado de Iguatu

3. Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA/ Campus Avançado de Iguatu

4. Enfermeiro. Professor do Departamento de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri - URCA/ Campus Avançado de Iguatu.

ABSTRACT

Stress is very common in the lives of nursing professionals. For this reason, this work addresses this issue, aiming to identify the amount of stress for nurses, together with his team working in emergency units in order to help reduce the stress experienced by nurses and provide more assistance qualified with the patient in an emergency. The conclusion of this study is that the nurse lives with the daily stress, and that their triggers are related to factors present in your work sector, leading to dissatisfaction of professionals and hence the stress.

Keywords: Stress; Nursing, emergencies.

INTRODUÇÃO

Cada vez mais é crescente a preocupação referente ao assunto estresse. Antes, o tema vinculava-se à abordagem de auto-ajuda. Nas publicações literárias e atualmente, verifica-se um aumento na publicação de artigos e pesquisas científicas em relação aos métodos de como lidar com o estresse e com grande preocupação na área de enfermagem.

O estresse estado produzido por uma alteração no ambiente que é percebido como desafiadora, ameaçadora ou lesiva para o equilíbrio ou balanço dinâmico de uma pessoa, e está é ou se sente incapaz de satisfazer as demandas da nova situação. A natureza do estressor é variável; um evento ou alteração que seja estressante para uma pessoa pode não ser estressante para outra, e um evento que produz estresse em um momento e local pode não gerá-lo em outro momento e local. Uma pessoa aprecia e lida com situações mutáveis. A meta desejada é a adaptação ou ajuste à alteração, de modo que a pessoa fique novamente em equilíbrio e tenha energia e capacidade para satisfazer às novas demandas. Esse é o processo de enfrentamento do estresse, um processo compensatório com componentes fisiológicos e psicológicos.

A Associação Americana de Enfermagem (ANA) estabeleceu os "Padrões da Prática de Enfermagem em Emergência" em 1983, tendo como referência padrões definidos classificando os enfermeiros de emergência em três níveis de competência. O primeiro nível requer competência mínima para o enfermeiro prestar atendimento ao paciente traumatizado; no segundo nível este profissional necessita formação específica em enfermagem de emergência e no último nível o enfermeiro deve ser especialista em área bem delimitada e atuar no âmbito pré e intra-hospitalar.

O termo tratamento de emergênciadesigna tradicionalmente o cuidado prestado a todo e qualquer paciente com necessidades urgentes e críticas. Entretanto, como muitas pessoas não têm acesso a cuidados de saúde, os serviços de emergência (SE) são progressivamente cada vez mais usados para problemas emergenciais. Por essa razão, a filosofia do tratamento de emergência se ampliou e passou a incluir o conceito de que uma emergência é o que quer que seja considerado como tal pelo paciente ou por seus familiares.

O enfermeiro presta assistência em setores considerados desgastantes, tanto pela carga de trabalho, como pelas especificidades das tarefas, e nesse panorama, encontra-se a unidade de emergência e os enfermeiros que lá trabalham.

Pode-se considerar que a maior fonte de satisfação no trabalho de enfermagem em unidade de emergência concentra-se no fato que as suas intervenções auxiliam na manutenção da vida humana. Como principais estressores, podem-se determinar os seguintes itens: número reduzido de funcionários compondo a equipe de enfermagem; falta de respaldo institucional e profissional; carga de trabalho; necessidade de realização de tarefas em tempo reduzido; indefinição do papel do profissional; descontentamento com o trabalho; falta de experiência por parte dos supervisores; falta de comunicação e compreensão por parte da supervisão de serviço; relacionamento com familiares; ambiente físico da unidade; tecnologia de equipamentos; assistência ao paciente e relacionamento com familiares.

O estresse no trabalho ocorre quando o ambiente de trabalho é percebido como uma ameaça ao indivíduo, repercutindo no plano pessoal e profissional, surgindo demandas maiores do que a sua capacidade de enfrentamento.

Os profissionais que trabalham na área de saúde apresentam acentuado risco ocupacional, considerando o estresse, por conviver constantemente com situações de sofrimento, depressão, dor, tragédia, etc. A enfermagem vive uma realidade de trabalho cansativo e desgastante gerada pela diversidade, intensidade e simultaneidade de exposição a cargas físicas, químicas, mecânicas, fisiológicas e psíquicas. Este ambiente de trabalho turbulento e conflitante colabora para o aparecimento do estresse que geralmente o profissional demora em perceber seu adoecimento. Dessa forma esse estudo irá avaliar e identificar as situações e causas estressoras que os trabalhadores de enfermagem estão expostos.

OBJETIVO

Identificar as situações e causas de estresse nos enfermeiros atuantes em unidades de emergência.

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo exploratório do tipo bibliográfico, pois de acordo com Theodorson e Theodorson (1970), esta pesquisa é um estudo preliminar em que o maior objetivo é se tornar familiar com o fenômeno que se quer investigar, de maneira que o estudo principal a seguir será planejado com grande entendimento e precisão. O estudo foi realizado através de pesquisas em livros, artigos científicos, sites confiáveis. Essa escolha se deve ao objetivo já mencionado e para conveniência da realização da pesquisa para desenvolvimento do trabalho.

A análise dos dados inicia-se a partir da literatura pertinente ao assunto estresse da equipe de enfermagem na emergência.

DISCUSSÃO DOS DADOS

Durante a pesquisa o autorBrunner & Suddarth(Tratado de enfermagem médico-cirúrgico p.78) define estresse como uma alteração no ambiente. O estresse pode ser considerado uma ameaça ao estado de equilíbrio a vários tipos de estressores cada pessoa opera em determinado nível de adaptação e encontra regularmente determinada quantidade de alteração. Essa alteração é esperada; ela contribui para o crescimento e estimula a vida. Um estressor pode comprometer esse equilíbrio e pode ser definido como uma situação ou evento interno ou externo que cria um potencial para as alterações fisiológicas, emocionais, cognitivas ou comportamentais em um indivíduo.

Os estressores existem sob muitas formas e categorias. Eles podem ser descritos como físicos, fisiológicos ou psicossociais. Os estressores físicos incluem frio, calor e agentes químicos; os estressores fisiológicos compreendem dor e fadiga. Os exemplos de estressores psicossociais são o medo de fracassar em um exame, perder um emprego e aguardar pelo resultado de um exame diagnóstico. Os estressores também podem ocorrer como transições de vida normais que exigem algum ajuste, como ir da infância para a puberdade, casar-se ou dar à luz.

Relacionar eventos de vida com a doença (a conduta teórica que define o estresse como um estímulo) tem sido um foco importante dos estudos psicossociais. Esse procedimento pode ser rastreado até Adolph Meyer, que, nos anos de 1930, observou uma ligação entre as doenças e os eventos de vida críticas nos “quadros de vida” de seus pacientes. A pesquisa subseqüente revelou que as pessoas sob estresse constante possuem uma alta incidência de doenças psicossomática.

Os indicadores do estresse e a resposta ao estresse incluem medidas subjetivas e objetivas. As medições laboratoriais dos indicadores do estresse ajudaram na compreensão desse processo complexo. As análises de sangue e urina podem ser empregadas para demonstrar as alterações nos níveis hormonais e de produtos de clivagem hormonal. Os níveis sanguíneos de catecolaminas, glicocorticóides, ACTH e eosinófilos são medidores confiáveis do estresse. Além de usarem os exames laboratoriais, os pesquisadores desenvolveram questionários para identificar e avaliar os estressores, estresse e estratégias de enfretamento. Alguns desses questionários são referenciados no trabalho de Rice (1999), que é uma complicação das informações obtidas a partir de pesquisa sobre o estresse, enfretamento e saúde. Miller e Smith (1993) forneceram uma auditoria do estresse e um instrumento de medição do perfil do estresse que está disponível na literatura leiga popular.

A enfermeira de emergência recebeu educação especializada e treinamento, tendo assim experiência e perícia para avaliar e identificar problemas de saúde dos pacientes em situações de crise. O processo educativo na enfermagem é abrangente e complexo. A enfermagem enquanto profissão deve incorporar-se a sociedade como agente de transformação, contribuindo, na construção da cidadania e na redução dos índices de exclusão social, através do atendimento humanizado, proporcionando bem estar ao paciente.

Além disso, a enfermeira de emergência estabelece prioridades, monitora e avalia continuamente pacientes agudamente doentes e lesados, dá apoio e atendimento aos familiares, supervisiona o pessoal de saúde associado e instrui pacientes e familiares num ambiente de cuidados com limitação temporal e muita pressão.

Nas unidades de emergência é exigido do enfermeiro, aumento da carga de trabalho e maior especificidade nas suas ações na prestação de suas tarefas, além disso, ainda existe a dupla jornada de trabalho, onde os profissionais são obrigados a trabalhar em mais de uma instituição para o aumento da renda familiar, sendo que o trabalho em turnos é a característica principal da enfermagem, uma vez que a assistência é prestada 24 horas, obrigando o enfermeiro a trabalhar a noite, nos fins de semana e feriados, limitando assim, sua vida social.

O enfermeiro que atua nessa unidade necessita ter conhecimento científico, prático e técnico, afim de que possa tomar decisões rápidas e concretas, transmitindo segurança a toda equipe e principalmente diminuindo os riscos que ameaçam a vida do paciente.

Frente às características específicas da unidade de emergência, o trabalho em equipe se torna crucial. O enfermeiro deve ser uma pessoa tranqüila, ágil, de raciocínio rápido, de forma a se adaptar, de imediato, a cada situação que se apresente à sua frente. Este profissional deve estar preparado para o enfrentamento de intercorrências emergentes necessitando para isso conhecimento científico e competência clínica (experiência).

Em relação às atividades de ensino exercidas pelo enfermeiro, ressaltamos que este profissional na sua prática diária orienta a equipe de enfermagem na realização da pré-consulta e promove treinamento em serviço sobre os protocolos de atendimento e novos procedimentos, educação continuada e permanente inerente às atividades de enfermagem em emergências.

No Hospital, existe um setor específico para o desenvolvimento de programas de educação continuada, no qual atua um enfermeiro responsável em implementar programas, cujos propósitos consistem em sanar dificuldades evidenciadas na prática da enfermagem e promover o aprendizado de novos conhecimentos sobre os avanços ocorridos na área da saúde.

Esta realidade vivenciada pelos enfermeiros vem ao encontro da literatura quando analisa a função administrativa do enfermeiro no contexto hospitalar e aborda que este profissional tem se limitado a solucionar problemas de outros profissionais e a atender as expectativas da instituição hospitalar, relegando a plano secundário a concretização dos objetivos do seu próprio serviço.

A enfermagem de emergência exige muita dedicação, devido à diversidade de condições e de situações que acarretam desafios singulares. Esses desafios incluem questões legais, riscos de saúde e segurança ocupacionais para o pessoal do SE e o desafio de proporcionar cuidados holísticos no contexto de um ambiente movido pela tecnologia e de ritmo acelerado, no qual os profissionais se defrontam diariamente com doenças graves e mortes.

Por conta desse ritmo acelerado de trabalho é exigido da enfermagem um grande esforço físico, e para o profissional não está sujeito a qualquer tipo de adoecimento é preciso um planejamento que assegure a equipe o repouso necessário, ambiente de trabalho seguro, insalubre, adequado para as realizações da prática de enfermagem e com um programa alimentar adequado para a reposição da energia gasta durante a jornada de trabalho.

Outra categoria de estressores na área refere-se ao relacionamento interpessoal no trabalho. A grande maioria das ocupações envolve interações entre pessoas, seja entre colegas de mesmo nível hierárquico, superiores e subordinados, seja entre empregados e clientes. Quando essas interações resultam em conflitos tem-se uma outra fonte de estresse.

“Por outro lado, esses estressores podem tornar-se fatores positivos para a atuação do enfermeiro em emergência, pois fazem sua atividade essencial à manutenção da vida dos pacientes que recorrem ao serviço, ainda que possam desencadear manifestações de estresse em seus sistemas orgânicos e comportamentais”. (CALIL; PARANHOS, 2007, p.124).

O estresse que não é avaliado e nem trabalhado, quando diagnosticado, é um dos fatores de desmotivação e dificuldades de relacionamento interpessoal, que geram, conseqüentemente, baixa produtividade, lentidão e bloqueio no fluxo de informações.

A qualidade das relações interpessoais é um aspecto de grande importância no ambiente de trabalho. A existência de boas relações entre os membros do grupo de trabalho é um fator vital da saúde individual e organizacional. Segundo Shimizu e Ciampone (2004), o trabalho em equipe envolve esforços de todos os profissionais em busca do alcance de um único objetivo: prestar assistência de qualidade, sobretudo, como salvar a vida dos indivíduos internados, além de respeitar a hierarquia, a divisão de funções entre os elementos da equipe e ter disposição para contribuir e compartilhar os conhecimentos adquiridos com os colegas, tendo uma parceria verdadeira.

No ambiente de trabalho deve prevalecer a consideração, o respeito e as relações devem ser pautadas pela compreensão, tolerância e espírito de auto-ajuda, evitando-se os favoritismos e a rigidez extrema, dessa forma, tais relações podem ser muito gratificantes e contribuir, significativamente, para um bom ambiente de trabalho.

A interferência na vida pessoal do profissional, também é um fator estressante devido aos conflitos existentes entre o trabalho e a casa, desenvolvimento na carreira, tomada de decisões nos rumos da vida e experiências anteriores. Além disso, pode o ajudar, o fato de que se verificou que o perfil do enfermeiro de emergência é na maioria do sexo feminino, jovem, com menos de 40 anos de idade, exercendo atividades assistenciais e com mais de dez anos de formação. Acrescidos aos fatores já existentes na unidade de emergência, devem-se também considerar os fatores de início de atuação profissional.

Ainda podemos acrescentar a esses estressores a condição do sistema de saúde no Brasil, onde muitas vezes a unidade de emergência da instituição pública representa a porta de entrada ao sistema. Nesse setor, as queixas são de demora no atendimento, falta de leito para internação, e conseqüentemente, demora na resolução dos problemas. A constituição garante a todo cidadão brasileiro, gratuitamente, direito à assistência de saúde, porém o número de internações é restrito por conta da escassez de financiamento público. Essas situações acarretam o estresse aos profissionais pela impotência diante de tais fatos, pois a demanda é grande e a tomada de decisões não é inerente à função do enfermeiro do Setor de Emergência, inclusive para solicitar os meios mais adequados para a realização de seu trabalho.

O ambiente hospitalar é caracterizado por um tipo de trabalho com forte carga emocional, onde vida e morte se misturam para compor um cenário desgastante, e não raro, frustrante. Os próprios profissionais referem condições inadequadas de trabalho, baixos salários, déficit tanto nos recursos materiais como humanos e desvalorização do profissional, tais situações exigem o desenvolvimento de estratégias contra a ansiedade gerada pelo próprio trabalho, lançando tentativas para se proteger da sobrecarga emocional e afetiva face o contato com a dor e o sofrimento desse profissional.

Os trabalhadores da saúde estressados têm diminuído a capacidade de produção, executam atividades com menor precisão, faltam ao trabalho, adoecem freqüentemente, trabalham tensos e cansados, são ansiosos e depressivos, com atenção dispersa, desmotivados e se sentem com baixa realização pessoal.

Os sintomas vão desde ligeiros incômodos à morte, desde as dores de cabeça aos ataques cardíacos, da ingestão ao colapso da fadiga da alta pressão arterial e o colapso dos órgãos, das dermatites as úlceras hemorrágicas.

Pesquisa sobre saúde mental entre ocupações de alto estresse, realizada pelo National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH), revela que entre as 130 ocupações estudadas a enfermagem ocupava o 27º lugar, considerando-se problemas de saúde mental relacionados à ocupação.

“A enfermagem foi classificada pela Health Education Authority, como a quarta profissão mais estressante, no setor público. São poucas as pesquisas que procuram investigar os problemas associados ao exercício da profissão do enfermeiro no Brasil. A história da enfermagem revela que desde sua implementação no Brasil ela é uma categoria marginalizada e assim, o enfermeiro vem tentando afirmar-se profissionalmente sem contar com apoio e compreensão de outros profissionais”. (STACCIARINI; TRÓCCOLI, 2001, p.2)

Sendo o trabalho do enfermeiro estressante, tem-se como ponto inicial o reconhecimento dessa realidade. Diante de todos estressores apontados, cabe ao profissional procurar auto-reconhecer o que é estressante em sua atuação e como ele reage em tais situações.

Reconhecendo seus limites e suas reações, o enfermeiro pode e deve conseguir lidar com os problemas deparados, com menor repercussão para o físico e mental. Deve-se incentivar a procura por soluções para tais problemas e também incentivar a obtenção de estratégias de enfretamento para a própria sobrevivência ao processo de estresse.

O estresse é o tempero da vida, como comentou Selye (1959 apud CALIL; PARANHOS, 2007, p.125). Entretanto, cada pessoa tem de saber lidar com os desencadeantes e fatores estressores, afinal, não existe uma vida sem fonte de estresse e nem se pode viver com os nervos “à flor da pele”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estresse pode se originar de fontes internas e externas. As internas, estão relacionadas a forma como nós interpretamos o que está ao nosso redor e aos nossos pensamentos; Já, as externas, são representadas pelas coisas que acometem a nossa vida ou pelas pessoas que lidamos.

Portanto, pudemos identificar, através deste trabalho, que os fatores desencadeantes do estresse nos profissionais de enfermagem, são ocasionados em meio ao próprio ambiente de trabalho, devido a vários fatores, que muitas vezes poderiam e deveriam ser evitados, como por exemplo, a sobrecarga de alguns profissionais, pela escassez de outros, talvez por motivos de benefícios próprios das instituições, que preferem economizar, contratando menos profissionais.

Outros motivos, como a indefinição do papel do profissional dentro da instituição, que pode gerar a insatisfação do profissional por não estar atuando em áreas que está preparado a atuar, levando a sintomas do estresse e até mesmo prejudicando o paciente quanto ao seu atendimento. Em meio a esta situação, fica clara, a importância deste profissional estar preparado a atuar com tranqüilidade diante de quaisquer situações que lhes surjam, independente da gravidade ou não da situação.

Além disso, é necessário, um gestor consciente, de que para o bom funcionamento da instituição, não são apenas a economia e os cortes, mas também a boa qualidade de vida de seus profissionais para a boa execução de suas tarefas e assistência ao cliente.

Desta forma, ficou claro que o enfermeiro convive diariamente com fatores estressantes, que os acometem no seu percurso diário de trabalho, e que estes fatores influenciam de forma significativa a sua atuação junto aos clientes, além de interferirem na vida pessoal dos profissionais, gerando sentimento de insatisfação com o trabalho. Diante destes resultados, podemos constatar, que em muitas situações, e na maioria das vezes, o trabalho gera condições que podem estar contribuindo para o estresse dos enfermeiros.

REFERÊNCIAS

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