Curva de calibração

Curva de calibração

Universidade Paranaense - Unipar

Biomedicina

Relatório de Aulas Práticas de Bioquímica Clínica

Curva de Calibração

Alunas:

Poleana de Almeida

Francisco Beltrão - PR

12 de Março de 2010

1.0 INTRODUÇÃO

Para medidas de absorção de luz visível e ultravioleta na pesquisa bioquímica a indústria especializada fabrica vários tipos de aparelhos, comumente chamados de espectrofotômetros.

A análise quantitativa em espectrofotometria é realizada através da medida da absorbância, a qual se relaciona linearmente com a concentração dentro de uma faixa de concentração, seguindo a lei de Lambert- beer.

O espectrofotômetro é um aparelho que faz passar um feixe de luz monocromática através de uma solução, e mede a quantidade de luz que foi absorvida por essa solução. Usando um prisma o aparelho separa a luz em feixes com diferentes comprimentos de onda. Pode-se assim fazer passar através da amostra um feixe de luz monocromática (de um único comprimento de onda, ou quase). O espectrofotômetro permite-nos saber que quantidade de luz é absorvida a cada comprimento de onda, sendo que esta relação de absorbância e comprimento da onda varia de substância pra substância.

Costuma-se chamar de dosagem colorimétrica a qualquer método no qual, por obra de reações químicas, haja a produção de um composto colorido, o qual absorve luz em determinado comprimento de onda. Se houver proporcionalidade entre a intensidade da cor e a concentração da substância, pode-se determinar a concentração da substância em amostras de concentração não conhecida com base numa curva de calibração, que relaciona absorbância e concentração.

A partir destes dados pode-se construir a curva de calibração. Ao observarmos esta curva é possível perceber, por intermédio dos resultados, a formação de uma ‘reta’ que condiz com a linearidade, passando o significado de confiança. A curva-padrão corresponde à relação gráfica entre os valores de absorbância e os de concentração. Com base na análise gráfica é possível verificar a linearidade da reação e calcular um fator de conversão de valores de absorbância em concentração.

2.0 OBJETIVO

O objetivo desta prática foi determinar a curva de calibração do Permanganato de Potássio.

3.0 MATERIAIS E MÉTODOS

Preparou-se uma solução a 20mg/dl de Permanganato de Potássio. Esta foi diluída a fim de chegar-se as seguintes concentrações: 0,5 mg/dL; 1 mg/dL; 1,5 mg/dL; 2 mg/dL e 2,5 mg/dL em tubos numerados de 1 a 5 contendo, respectivamente.. Também utilizou-se um quinto tubo nomeado como “Branco”, este tubo continha apenas solvente, sem a substância que se desejava de fato medir.

Antes de medir a absorbância foi feita a “zeragem” do aparelho, para eliminar a luz refletida, a turbidez da amostra e a absorbância causada por substâncias interferentes.

A primeira amostra a ser colocado no compartimento de amostras do aparelho foi o “branco” para que a absorbância fosse ajustada para zero na escala de leitura do aparelho.

Após, as demais amostras foram colocadas no compartimento, uma a uma, para se obter a absorbância de cada concentração conhecida, a fim de poder-se gerar a curva de absorbância do Permanganato de Potássio.

4.0 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A lei de Lamber-Beer diz que deve haver uma relação linear entre a concentração e a absorbância. Esta linearidade vale dentro de certos limites, a partir de certa concentração deixa de haver proporcionalidade entre concentração e absorbância.

Conforme o Gráfico 1, pode-se observar que entre as concentrações de 0,5 mg/L e 1 mg/L de Permanganato de Potássio houve linearidade entre a concentração e absorbância, porém nas seguintes concentrações entre 1 mg/L e 2,0 mg/L já não houve mais linearidade, o gráfico gerou uma curva, já não estando mais no limite de confiabilidade. Além disso, não se pôde medir a absorbância na concentração de 2,5 mg/L por esta estar muito concentrada.

5.0 CONCLUSÃO

Concluiu-se que entre as concentrações de 0,5 mg/L e 1 mg/L de Permanganato de Potássio houve linearidade entre a concentração e absorbância, porém, entre 1 mg/L e 2,0 mg/L já não há confiabilidade de um resultado, sendo necessário uma nova diluição da amostra.

Referências Bibliográficas

BRACHT, A; ISHII-IWAMOTO, E. L. Métodos de Laboratório em Bioquímica. São Paulo: Manole, 2003.

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