Teste vdrl

Teste vdrl

RELATORIO DE AULA PRÁTICA – IMUNOLOGIA CLÍNICA

Acadêmicos: Poleana de Almeida –

Tema: Determinação de anticorpos (reaginas) no soro, plasma ou líquido céfalo raquidiano (LCR) por floculação, para diagnóstico da sífilis.

Data: 21/10/2010

Introdução

A sífilis é uma doença infecciosa humana produzida por uma espiroqueta, o Treponema pallidum. Ela é primeiramente uma doença transmitida sexualmente. Outras possíveis viam de transmissão é a transfusão de sangue infectado, hoje praticamente eliminada através de triagem sorológica de rotina, e a perinatal (sífilis congênita) transmitida in útero, pelos treponemas procedentes da mãe infectada para o feto em desenvolvimento.

Clinicamente, após u um período de incubação que varia de 10 a 90 dias, pois é inversamente relacionado com a quantidade do inoculado, ocorre, em 85% dos pacientes, o surgimento de um cancro, que é uma lesão solitária e indolor, caracterizando a sífilis primaria.

Aproximadamente 4 a 10 semanas após o aparecimento do cancro, surgem freqüentemente sintomas como perda de peso, cefaléia, anorexia, mialgia, artralgia, mal-estar, febre baixa, linfodenopatia generalizada e exantema (presente Treponema pallidum in útero em75 a 100% dos casos), o que caracteriza a sífilis secundária. Podem ocorrer também neste estágio manifestações de comprometimento do sistema nervoso central. Após as manifestações primárias ou secundárias, ocorre o período conhecido como sífilis latente, caracterizado por testes sorológicos positivos e ausência de achados clínicos. Pode ter duração de 1 a 2 anos. Sem tratamento, cerca de um terço dos pacientes apresenta sífilis terciária, que pode manifestar-se como goma (15%), sífilis cardiovascular (10%) ou neurossífilis (8 a 10%).

Os testes sorológicos para sífilis são classificados como não- treponêmicos, usados mais comumente para a triagem, como o VDRL e o, e treponêmicos, usados como testes confirmatórios para os soros reativos nos testes de triagem, como o, (Veneral Disease Research Laboratory) e o RPR (Rapid Plasma Reagin) e treponêmicos, usados como testes confirmatórios para os soros reativos nos testes de triagem, como o TPHA (Treponema pallidum Hemagglutination) o FTA-Abs (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption)e ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay).

Finalidade do Teste

O VDRL da é um teste de floculação, não-treponêmico, para diagnóstico da sífilis, através da pesquisa de anticorpos (reaginas) no soro, plasma ou líquido cefalorraquidiano (LCR), com a grande vantagem sobre o VDRL clássico por consistir em uma suspensão estabilizada e pronta para uso.

Principio do Método

Quando a suspensão antigênica do VDRL é misturada com o soro, plasma ou líquido cefalorraquidiano (LCR) que contenham anticorpos (reaginas), as partículas de antígeno floculam e o resultado da reação é observado ao microscópio. A ausência de floculação indica resultado negativo.

Materiais necessários

Tubos de ensaio para diluição e titulação

Pipetas sorológicas

Estante para tubos e rack de ponteiras

Recipiente para descarte de material

Placa escavada

Salina a 0,9%

Amostra

Soro ou plasma não inativados e líquido cefalorraquidiano (LCR), livre de hemólise, lipemia e contaminação. Em caso de necessidade, as amostras podem ser conservadas no máximo por 4 a 6 semanas a -20 C.

PROCEDIMENTO

TESTE QUALITATIVO

Objetivo: para triagem e eliminação das amostras não reagentes.

1. Pipetar 50 l das amostras e soros controles nas cavidades da placa escavada.

2. Pipetar 20 l da suspensão antigênica homogeneizada nas mesmas cavidades das amostras. Não é necessário misturar esses dois componentes.

3. Agitar a placa durante 4 minutos a 180rpm.

4. Imediatamente após os 4 minutos, observar ao microscópio.

OBS: Para evitar o efeito de pró-zona sugerimos que o teste qualitativo seja realizado com soro, plasma ou líquido céfalo- raquidiano (LCR) puro e diluído.

RESULTADOS DAS LEITURAS

Reação Negativa: AUSÊNCIA de agregados. Aspecto homogêneo.

Reação Fracamente Positiva: PRESENÇA de pequenos agregados dispersos.

Reação Positiva: PRESENÇA de médios e grandes agregados.

TESTE SEMI-QUANTITATIVO

1. Fazer diluição da amostra em solução salina a 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 e mais se necessário.

2. Pipetar 50 l de cada diluição em cada cavidade da placa escavada.

3. Pipetar 20 l da suspensão antigênica homogeneizada em cada diluição. Não é necessário misturar.

4. Agitar a placa durante 4 minutos a 180rpm.

5. Imediatamente após os 4 minutos, observar ao microscópio.

TÍTULO DA AMOSTRA

Será o da última diluição onde, ainda, se visualiza a presença de agregados.

INTERPRETAÇÃO

Podem ocorrer reações falso-positivas com o VDRL em condições como: imunizações, infecções, gravidez, malária, doenças auto-imune (lúpus eritematoso sistêmico etc.), doenças malignas etc. Se o VDRL for positivo deve-se realizar um teste confirmatório, específico para treponema.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

1. Conservar os reagentes entre 2-8 C. Não congelar.

2. A suspensão antigênica do VDRL contém timerosal a 0,1% como conservante, o qual é tóxico, quando ingerido.

3. Não utilizar reagentes fora do prazo de validade.

4. Seguir as boas práticas laboratoriais (BPLs) na conservação, manuseio e descarte dos materiais.

Bibliografia

  • Bula do Kit determinação de anticorpos (reaginas) no soro, plasma ou líquido cefalorraquidiano (LCR) por floculação, para diagnóstico da sífilis.

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