Prova UNIFESP 2006 (sem comentários)

Prova UNIFESP 2006 (sem comentários)

(Parte 4 de 6)

a) tumor funcionante do ovário. b) carcinoma invasor do colo uterino. c) pólipo endometrial. d) carcinoma invasor do endométrio. e) endométrio atrófico.

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58) Qual é a melhor conduta para paciente com sangramento intermitente desde que iniciou o uso de contraceptivo oral combinado de baixa dose há 17 dias? a) Manter o contraceptivo, pois, em geral, esse sintoma é passageiro. b) Administrar estrogênios e progestogênios para atingir a dose normal do contraceptivo. c) Mudar para método não-hormonal e colher material para exame de Papanicolaou. d) Suspender o método, usar condom até o final do ciclo e então usar contraceptivo de maior dose. e) Afastar gravidez ectópica e então prescrever antiinflamatório não-hormonal.

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59) A mulher na pós-menopausa, sem terapia hormonal, apresenta quais modificações do ambiente vaginal? a) Aumento da população de lactobacilos. b) Aumento das células ricas em glicogênio em toda a parede vaginal e colo. c) Proliferação da camada basal no colo do útero. d) Colonização da vagina por cocos gram-positivos, difteróides e enterobactérias.

e) Aumento dos fluidos vaginais.

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60) Paciente com câncer de ovário com comprometimento uterino é submetida a cirurgia radical com extirpação total do tumor. No pós-operatório deve-se indicar a) hormonioterapia. b) radioterapia. c) quimioterapia adjuvante. d) controle clínico, já que a cirurgia é o tratamento eletivo. e) quimioterapia neoadjuvante.

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61) O leiomioma uterino é a) pobre em receptores de progesterona. b) tumor policlonal. c) mais freqüente na raça branca. d) tumor monoclonal. e) geralmente único.

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62) Paciente de 30 anos chega à emergência com sangramento genital volumoso há 2 dias. Nega atraso menstrual e fez ligadura tubária. Refere um episódio de perda de consciência momentânea, sem queda ao solo, após o café-da-manhã. Ao exame físico, constatam-se mucosas hipocoradas e desidratadas, temperatura axilar de 36,8º C, hipotensão, com pulso filiforme. Ao exame especular, o conteúdo era hemático, em grande quantidade, com vagina e colo uterino normais. Ao toque bimanual, útero e anexos sem alterações. O exame ultrasonográfico não revelou anormalidades uterinas nem ovarianas. A hipótese diagnóstica mais provável e conduta, após reposição volêmica, é:

a) leiomioma uterino / terapia progestacional. b) endometriose / laparoscopia com salpingectomia. c) abortamento / tamponamento vaginal. d) gravidez ectópica / ocitocina. e) sangramento uterino disfuncional / terapia estrogênica em altas doses.

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63) Paciente de 45 anos submete-se a laparoscopia na qual se evidenciou endometriose estádio clínico I. realizada a exérese de todos os implantes. A complementação clínica do tratamento local deve ser realizada com:

a) análogos do GnRH. b) progesterona de depósito. c) inibidores de aromatase. d) anticoncepcional oral. e) não há necessidade de complementação do tratamento local.

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64) O ultra-som de mamas deve ser indicado em mulheres com a) mamas densas com finalidade de rastreamento. b) nódulos mamográficos não palpáveis. c) microcalcificações agrupadas.

d) dor mamária cíclica. e) cistos mamários.

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65) O mecanismo pelo qual os corticóides agem na indução da maturidade pulmonar fetal é:

a) nas células do tipo 1, aumentando a produção de lecitina e esfingomielina. b) pela diminuição da síntese de lecitina nas células tipo 2 do pulmão fetal. c) pela regulação bioquímica da produção de lecitina nas células tipo 2 do pulmão fetal. d) por bloqueio enzimático da lecitina. e) acelerando a transformação de lecitina em esfingomielina.

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6) Primigesta de 16 anos, 39 semanas de gestação, altura uterina de 36 cm, em trabalho de parto, com 6 cm de dilatação do colo uterino. Foi submetida a analgesia de parto com instalação de peridural contínua. Ao exame obstétrico, após 1 hora de duração do período expulsivo, constatou-se ângulo subpúbico normal, bolsa rota, apresentação cefálica 3 cm abaixo da espinha ciática, com presença de bossa serossangüínea de ++/++++, parietal anterior pouco acessível ao toque, com sutura sagital próxima ao púbis e fontanela occipital situada à direita. O diagnóstico e melhor conduta são:

a) distócia de rotação em variedade ODT com assinclitismo posterior, a ser corrigida com fórcipe de Kjelland. b) desproporção céfalo-pélvica no plano do estreito superior com assinclitismo anterior, a ser resolvida com cesárea. c) distócia de estreito inferior em variedade ODT com assinclitismo de Litzmann, a ser corrigida com fórcipe de Kjelland. d) distócia de rotação em ODT com assinclitismo de Näegele, a ser resolvida com cesárea. e) distócia hipotônica primária com assinclitismo posterior a ser corrigida com ocitocina.

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67) Conceitualmente a infecção puerperal é definida como sendo o aparecimento de febre entre o 2º e o 10º dia após o parto, excluídas as primeiras 24 horas. No entanto, existem situações em que ela se instala ainda nas primeiras 24 horas de puerpério. Qual grupo é o responsável por essa infecção? a) Estafilococs do Grupo B. b) Estafilococs do Grupo A. c) Anaeróbios Gram negativos. d) Estreptococos do Grupo D. e) Estreptococos do Grupo B.

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68) Primigesta, em trabalho de parto há 8 horas, admitida na maternidade com contrações regulares (3/10 min/40 seg) e 4 cm de dilatação cervical. Realizou-se a amniotomia com 6 cm de dilatação, com líquido amniótico claro. Foi encaminhada à sala de parto com dilatação completa e pólo cefálico no plano +1 de De Lee. Após trinta minutos, apresenta contrações regulares (5/10 min/60 seg) e freqüência cardíaca fetal de 140 bpm, sem desacelerações. Ao toque vaginal percebe-se pólo cefálico no plano +2 de De Lee, formação de pequena bossa e variedade de posição occípito anterior esquerda. Que conduta deve ser tomada? a) Realizar cesariana de imediato.

b) Aguardar a evolução do período expulsivo. c) Aplicar o fórcipe de Simpson para a extração do pólo cefálico. d) Aplicar o fórcipe de Kjelland e, em seguida, o de Simpson. e) Realizar anestesia local com bloqueio de pudendo bilateral.

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69) Gestante de 26 semanas, HGIP, com teste Coombs 1/32 antikell. O correto no acompanhamento pré-natal é:

a) interrupção imediata da gestação, com exsangüíneo pós parto. b) se Coombs aumentar, antecipação do parto por cesárea. c) transfusão intra-uterina imediata, até a viabilidade (32 semanas). d) administração da imunoglobulina anti-D na 28ª semana e no pós-parto, e acompanhamento da anemia fetal com Doppler. e) ultra-som e Coombs indireto semanal e eventual espectofotometria.

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70) Puérpera, pós-parto de cesárea por apresentação pélvica, 24 horas após o parto apresenta temperatura axilar de 38º C. O exame clínico é normal, a ferida operatória tem bom aspecto e a loquiação é fisiológica. A conduta, nesse caso é:

a) solicitar hemograma completo e ultra-som abdominal. b) introduzir antibioticoterapia oral. c) acompanhamento clínico. d) introduzir antibioticoterapia endovenosa. e) realizar ultra-sonografia transvaginal.

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71) Ao praticar curetagem uterina por aborto incompleto de 1 semanas de gravidez, o obstetra percebe que a vela dilatadora de Hegar nº 8 penetrou cerca de 12 cm do orifício cervical, com sensação de resistência vencida. Paciente em bom estado geral e com sangramento vaginal discreto. A conduta correta será:

a) fazer diagnóstico de certeza da perfuração uterina com o histerômetro e depois indicar laparotomia. b) interromper o procedimento, utilizar substâncias ocitócicas e realizar observação clínica da paciente. c) realizar histeroscopia para diagnóstico de certeza sobre possível perfuração uterina. d) indicar laparotomia e realizar histerectomia subtotal. e) realizar curetagem uterina com muito cuidado e, após, realizar ultra-sonografia para visualizar restos.

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72) No controle do tratamento da eclâmpsia com sulfato de magnésio, o medicamento pode ser administrado quando a paciente apresentar as seguintes condições:

a) reflexo pupilar presente, freqüência cardíaca de 80 a 100 bat/min e diurese de 20 mL/hora. b) reflexo pupilar presente, freqüência cardíaca de 70 bat/min e freqüência respiratória de 10 mov/min. c) reflexo patelar ausente, freqüência respiratória de 12 movimentos/min, diurese de 30 mL/hora.

d) reflexo patelar presente, freqüência respiratória de 18 movimentos/min, diurese de 25 mL/hora. e) reflexo ulnar presente, freqüência cardíaca de 80 a 100 bat/min e diurese de 15 mL/hora.

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73) Qual dos critérios é o mais fidedigno para predizer o sucesso do tratamento medicamentoso com metotrexate na gravidez ectópica íntegra? a) líquido livre na cavidade peritoneal. b) diâmetro da massa anexial. c) beta-hCG quantitativo. d) aspecto da imagem a ultra-sonografia. e) Doppler colorido.

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74) Qual vitamina deve ser administrada profilaticamente durante a gravidez com o intuito de se evitar o surgimento de mielodisplasias (meningocele e mielomeningocele)? a) Vitamina E. b) Sulfato ferroso. c) Vitamina A. d) Vitamina D. e) Ácido fólico.

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75) Mulher de 23 anos, 32ª semana gestacional, está em uso de nitrofurantoína profilática, desde a 20ª semana devido a quadros recorrentes de cistite. Esse antibiótico deve ser descontinuado a partir da 36ª semana de gestação, para evitar, no recém-nascido:

a) hemólise. b) alteração óssea. c) hepatotoxicidade d) síndrome cinzenta. e) descoloração dos dentes.

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76) Lactente apresenta quadro de obstrução intestinal caracterizado por grande distensão abdominal, parada precoce de eliminação de gases e fezes e vômitos tardios. No raio X simples de abdome observam-se muitas alças de delgado dilatadas e com nível hidro-aéreo. Esse paciente encontra-se em:

a) alcalose metabólica hipercalêmica e hipernatrêmica. b) alcalose metabólica hipocalêmica e hiponatrêmica. c) acidose metabólica hiponatrêmica e hipocalêmica. d) acidose metabólica hipernatrêmica e hipercalêmica. e) ausência de desequilíbrio hidro-eletrolítico e metabólico.

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7) Recém-nascido de termo, peso e tamanho adequado para a idade gestacional, apresenta imperfuração anal. A conduta mais adequada é:

a) fazer radiografia na posição de Wangensteen & Rice após 24 horas de vida. b) fazer uma proctoplastia imediata para evitar distensão abdominal. c) passar sonda nasogástrica imediatamente para evitar vômitos. d) solicitar uma ressonância nuclear magnética para estudo anatômico do defeito. e) indicar laparotomia de urgência para realização de colostomia.

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78) Criança de 12 anos, com ferimento cortante de mão, com perda de substância na ponta do 2º dedo, com exposição óssea. A melhor conduta é:

a) zetaplastia após limpeza com PVPI. b) limpeza local mais retalho de avanço V-Y. c) câmara hiperbárica e cicatrização por 2ª intenção. d) limpeza com soro e enxerto composto. e) retalho a distância devido a escasso tecido local.

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79) Paciente do sexo masculino, 24 anos, procura o pronto-socorro com quadro de dor torácica à direita, ventilatório dependente, com início súbito, acompanhada de dispnéia temporária. Exame físico mostra murmúrio vesicular diminuído à direita e timpanismo à percussão.

Indique o diagnóstico mais provável, o exame complementar mais apropriado e seu achado mais relevante.

a) Pneumonia/tomografia computadorizada de tórax/opacidade local. b) Atelectasia pulmonar/radiografia de tórax/opacidade local. c) Pneumotórax espontâneo secundário/ultra-sonografia de tórax/hiperecóica. d) Pneumotórax espontâneo primário/radiografia de tórax/hipertransparência. e) Derrame pleural/tomografia computadorizada de tórax/opacidade local.

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80) Classificação do estado físico (ASA) de um paciente com hipertensão arterial controlada sem outras alterações.

a) ASA 1. b) ASA 2.

c) ASA 3. d) ASA 4. e) ASA 5.

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81) Diminuição súbita no valor do CO2 expirado na capnografia de um paciente submetido a ventilação mecânica faz supor o diagnóstico de:

a) intubação do esôfago. b) hipoventilação. c) hipertermia maligna. d) embolia gordurosa. e) esgotamento de cal soldada.

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82) Na recuperação pós-anestésica, segundo a escala de Aldrette-Kroulik, qual é a pontuação de um paciente que desperta quando chamado, com movimentação, respiração e pressão arterial normais, e necessita máscara de O2 para manter PaO2 = 95%.

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83) Vítima de atropelamento por caminhão chega ao pronto-socorro em choque, descorada, taquicárdica, torporosa. Raio X de pelve revela fratura complexa de bacia. A conduta prioritária inicial nesse paciente é:

a) expansão volêmica agressiva. b) exploração cirúrgica imediata para hemostasia do retro peritôneo. c) intubação orotraqueal e ventilação mecânica. d) reconstrução do anel pélvico. e) arteriografia e embolização seletiva de ramos da artéria ilíaca interna.

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84) A síndrome compartimental abdominal (SCA) típica determina:

a) queda da pressão das vias aéreas nos pacientes ventilados mecanicamente. b) aumento da pressão intracraniana.

c) aumento do fluxo sangüíneo renal. d) aumento do volume pulmonar total. e) manutenção do débito cardíaco.

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85) Paciente com 8 anos de idade, sexo masculino, vítima de queda da própria altura e trauma nasal em superfície romba. Ao exame físico apresenta edema na região nasal com equimose periorbital bilateral e epistaxe. Diante do exposto, pode-se afirmar que:

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