Manual de Administração Rural

Manual de Administração Rural

(Parte 1 de 4)

ADMINISTRAÇÃO RURALADMINISTRAÇÃO RURALADMINISTRAÇÃO RURALADMINISTRAÇÃO RURAL
FASULFASULFASULFASUL----FAGFAGFAGFAG

1 Prof. vanderley de OliveiraProf. vanderley de OliveiraProf. vanderley de OliveiraProf. vanderley de Oliveira

2 SUMÁRIO

Capítulo 1GESTÃO DA PROPRIEDADE RURAL
1.1. Especificidade do Setor Rural4
1.2. Gestão Rural1
1.3. Indicadores Técnicos21
1.4. Diagnóstico e Inventário30
Capítulo 2ENGENHARIA DO PROJETO
2.1. Custos de Produção Agropecuário42
2.2. Estudo de Caso - Custos51
ANEXO - Estudo de Caso: Fazenda Paraná6

Introdução prof. Vanderley de Oliveira - fone( 45) 3054-5805 - vanderley_olivei@uol.com.br

3 Introdução

Agronegócio Brasileiro: Uma Oportunidade de Investimentos

Moderno, eficiente e competitivo, o agronegócio brasileiro é uma atividade próspera, segura e rentável. Com um clima diversificado, chuvas regulares, energia solar abundante e quase 13% de toda a água doce disponível no planeta, o Brasil tem 388 milhões de hectares de terras agricultáveis férteis e de alta produtividade, dos quais 90 milhões ainda não foram explorados. Esses fatores fazem do país um lugar de vocação natural para a agropecuária e todos os negócios relacionados à suas cadeias produtivas. O agronegócio é hoje a principal locomotiva da economia brasileira e responde por um em cada três reais gerados no país.

Segundo o MAPA ( 2004 ), o agronegócio foi responsável por 3% do Produto Interno Bruto (PIB), 42% das exportações totais e 37% dos empregos brasileiros. Estima-se que o PIB do setor chegue a US$ 180,2 bilhões em 2004, contra US$ 165,5 bilhões alcançados no ano de 2003. Entre 1998 e 2003, a taxa de crescimento do PIB agropecuário foi de 4,67% ao ano. No ano de 2003, as vendas externas de produtos agropecuários renderam ao Brasil US$ 36 bilhões, com superávit de US$ 25,8 bilhões.

Nos últimos anos, poucos países tiveram um crescimento tão expressivo no comércio internacional do agronegócio quanto o Brasil. Os números comprovam: em 1993, as exportações do setor eram de US$ 15,94 bilhões, com um superávit de US$ 1,7 bilhões. Em dez anos, o país dobrou o faturamento com as vendas externas de produtos agropecuários e teve um crescimento superior a 100% no saldo comercial. Esses resultados levaram a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) a prever que o país será o maior produtor mundial de alimentos na próxima década.

O Brasil é um dos líderes mundiais na produção e exportação de vários produtos agropecuários. É o primeiro produtor e exportador de café, açúcar, álcool e sucos de frutas. Além disso, lidera o ranking das vendas externas de soja, carne bovina, carne de frango, tabaco, couro e calçados de couro. As projeções indicam que o país também será, em pouco tempo, o principal pólo mundial de produção de algodão e biocombustíveis, feitos a partir de cana-de-açúcar e óleos vegetais. Milho, arroz, frutas frescas, cacau, castanhas, nozes, além de suínos e pescados, são destaques no agronegócio brasileiro, que emprega atualmente 17,7 milhões de trabalhadores somente no campo.

Estratégico

Aumentar a capacidade gerencial do produtor e formar profissionais com perfil empreendedor para gerir empresas do agronegócio, atuando em um mundo de complexidade e de crescente transformação, rápidas e dinâmica, causada pelas mudanças dos conceitos políticos, econômicos, sociais e administrativos é o objetivo deste Manual de Administração Rural. O conteúdo programático, será constituído de 5 Capítulos: Gestão da Propriedade Rural; Engenharia do Projeto; Comercialização Agroindustrial; Recursos Humanos e Planejamento

“ No meio de toda dificuldade existe sempre uma oportunidade “ Alberto Einstein

CAPÍTULO 1Gestão da Propriedade Rural
TERRADOENÇAS

4 PRAGAS CLIMA

Natureza do SETOR RURALNatureza do SETOR RURALNatureza do SETOR RURALNatureza do SETOR RURAL
DISPERSÃODISPERSÃODISPERSÃODISPERSÃO
MERCADOMERCADO MERCADO MERCADO COMMODITIESCOMMODITIESCOMMODITIESCOMMODITIES
PREÇOSPREÇOS PREÇOS PREÇOS CUSTOSCUSTOSCUSTOSCUSTOS
COMERCIALIZAÇÃOCOMERCIALIZAÇÃO COMERCIALIZAÇÃO COMERCIALIZAÇÃO POLÍTICA

E specificidade do Setor Agropecuário

5 Capítulo 1: Gestão da Propriedade Rural

1. Especificidades do setor agropecuário

Objetivos específicos

• Obter uma visão macroeconômica do setor rural, sua inserção no sistema global com as principais características da agropecuária;

• Promover a integração e troca de experiências entre os participantes;

• Saber usar a Especificidade do setor agropecuário na análise de projetos, programas e estudos do agronegócio;

• Estudar os papeis de instituições públicas e privadas e as conseqüências sociais/políticas/ econômica de suas ações sobre o setor agropecuário.

• Exposição dialogada sobre as atribuições de cada instituição.

Introdução

Nas últimas décadas do século X o mundo enfrentou uma grande mudança. A sociedade que vinha se caracterizando pela produção em massa passa a conviver com a sociedade do conhecimento. O alto desenvolvimento das tecnologias, das comunicações, da industrialização possibilitou o movimento de globalização atingindo todos os segmentos da sociedade, em especial o agronegócios. Logo, no novo cenário internacional, é preciso aumentar a eficiência, tanto na área tecnológica quanto na gestão das atividades agropecuárias e obter uma visão macroeconômica do setor, sua inserção no sistema global com as principais características da agropecuária.

Diante desta realidade será apresentados nesta unidade as principais características do setor rural e num segundo momento, aplicar os conceitos em análises de projetos, programas e estudos do agronegócios.

6 1. CARACTERÍSTICA DO SETOR RURAL

1.1A PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA É REALIZADA EM CONDIÇÕES DE

A produção agropecuária é realizada em condições de incertezas e riscos, pois é afetada por fatores que nem sempre são controláveis pelo produtor, tais como:

• Adversidades do clima (geada, estiagem, granizo )

• Mercado interno e externo

• Mudanças na legislação

• Alterações na política econômica

1.2. A RENDA DO PRODUTOR É VARIÁVEL E INCERTA

A produtividade e os preços dos produtos agropecuários são instáveis, tornando a renda do setor altamente variável e incerta. A produtividade, independentemente da tecnologia utilizada, depende dos fatores climáticos e os preços dependem do mercado interno e externo, afetando o planejamento financeiro da propriedade rural.

1.3. EXIGÊNCIA DE INFRA-ESTRUTURA ESPECÍFICA

Cada sistema de produção exige uma infra-estrutura específica, dificultando ao produtor substituir as atividades existentes e em andamento, até mesmo ampliar ou modernizar tecnologicamente seus empreendimentos. Logo, a infra-estrutura existente é um dos principais fatores que inibem a mudança das atividades.

1.4. MAIOR PODER DE BARGANHA DOS SETORES INDUSTRIAL E COMERCIAL Poucas são as empresas que produzem e comercializam máquinas, implementos, agrotóxicos, fertilizantes, rações e medicamentos. Elas atuam em sistema, por vezes, de oligopólio, o que lhes permite aumentar o seu poder de barganha e estabelecer o preço “básico “no mercado.

Também são poucas as empresas que compram a produção agropecuária (frigoríficos, indústrias de óleo, de farinha). Elas atuam, eventualmente, em oligopsônio, o que favorece a determinação de preços “teto “no mercado.

Esse mecanismo, conhecido como “dupla pressão “sobre o setor agropecuário, acaba influenciando significativamente os resultados econômicos do setor, reduzindo com isso a renda líquida das atividades rurais.

atenção : O associativismo, cooperativismo e sindicalismo são instrumentos importantes para minimizar essas desvantagens dos produtores frente às indústrias e os comerciantes no mercado.

1.5. O PRODUTO AGROPECUÁRIO NÃO POSSUI DISTINÇÃO DE MARCA

Os produtos agropecuários (commodities) geralmente não conseguem obter distinção de marca, pois a produção é dispersa e homogênea.

1.6. VARIAÇÃO DOS PREÇOS DOS PRODUTOS AGROPECUÁRIOS Os preços dos produtos agropecuários tendem a ser menores na época da safra e maiores na época da entressafra. Isto se explica pela grande oferta de produtos na safra, quando o produtor geralmente necessita de recursos financeiros para liquidar suas dívidas de custeio das lavouras, bem como para a manutenção familiar. E também pelo aumento da demanda pelos produtos, por indústrias processadoras, na época da entressafra quando precisam garantir seus estoques.

1.7. O PROCESSO PRODUTIVO NÃO PODE SER PARALISADO

A produção agropecuária não pode ser interrompida durante o ciclo produtivo, sem causar prejuízo econômico à produção final.

1.8. OPÇÕES DE PRODUÇÃO E DE CULTIVO SÃO REGIONALIZADAS

As opções de produção e de cultivo tendem a concentrar-se em determinadas regiões.

Isto ocorre em função principalmente do clima, da infra-estrutura regional existente e das condições de mercado na região.

1.9. OS PRODUTOS AGROPECUÁRIOS SÃO PERECÍVEIS Todos os produtos agropecuários são perecíveis e produzidos na forma bruta, exigindo uma comercialização rápida após estarem “prontos “. Mesmo os animais, se não forem comercializados logo após atingirem o peso ideal de abate, irão consumir mais, acumulando risco e prejuízos ao produtor.

8 1.10.COMPLEXIDADE DO PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO

AGROPECUÁRIA Os serviços para condução das atividade agropecuárias são normalmente realizados ao ar livre e são também bastante dispersos pela área da propriedade. Além disso, cada atividade possui uma determinada época de produção, geralmente imposta pelo comportamento do clima e pelas características biológicas da planta ou dos animais. Isto torna a administração das propriedades agropecuárias mais complexas e difícil de ser planejada, pois está sempre sujeita às condições climáticas, que são mutáveis. Na produção de grãos, por exemplo, o uso de máquinas para o preparo do solo, tratos culturais e colheita depende das condições do clima e solo para a sua movimentação.

2. Desafios da agropecuária

2.1Internacionalização da agropecuária;
2.2Reestruturação das empresas agropecuária;
2.3Diversificação do produtor rural;
2.4Forte ênfase no consumidor;
2.5Novas tecnologias e biotecnologia;
2.6Capitalização da agropecuária;
2.7Planejamento estratégico .

Resumo

Obter uma visão macroeconômica do setor, sua inserção no sistema global, com as principais características da agropecuária, permite aplicar os conceitos em análises de projetos, programas e estudos do agronegócio.

9 Atividades

Atividade 1Discutir com a sua equipe elaborar uma síntese das discussões sobre os
c)Que cenário pode ser estabelecido para o agronegócio brasileiro em 2025?

Seguintes Questionamentos: a) Quais são os principais entraves / problemas /pontos fracos / ameaças do agronegócio brasileiro ? b) Quais são as oportunidades / pontos fortes / potencialidades do agronegócio brasileiro d) Como pode ser desenvolvido os modelos ou sistemas de gestão das empresas do agronegócio brasil ? e) Qual será o perfil do profissional que atua nas empresas que está relacionadas ao agronegócio ?

Atividade 2Pesquisar e apresentar um trabalho sobre as principais instituições

agropecuária brasileiras, inseridas no Agronegócio. O trabalho deve apresentar a instituição, sua missão, a estrutura organizacional e atuação.

Instituições:

1. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA; 2. Ministério de Desenvolvimento Agrário – MDA; 3. Setor Bancário: Banco do Brasil e BNDES; 4. Secretária da Agricultura e do Abastecimento do Paraná – SEAB 5. Associativismo: Sindicalismo Rural Brasileiro e Cooperativismo: Sindicalismo Rural Brasileiro: CNA; FAEP Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais: CONTAG; FETAEP Cooperativismo: OCB; OCEPAR 6. Educação e Formação Profissional na Agricultura: SENAR; SENARPR; SEBRAE 7. Bolsas de Mercadorias: BM & F; CBOT

Normas do trabalho: Elaborado de acordo com as normas da ABNT, digitado em A4, fonte Times New Roman ou Arial, tamanho 12 para texto e paginação tamanho menor 10 para citações diretas com mais de 3 linhas, espaçamento 1,5 cm; margem superior e esquerda: 3 cm, inferior e direita: 2 cm . Apresentação mínimo de 10 (dez) laudas. Elementos do trabalho: Capa; Pré-textuais (= Folha de Rosto; Sumário e Listas); Textuais (= Introdução; Desenvolvimento e Conclusão ); Pós-textuais (= Glossário; Referências; Bibliografias; Apêndices e Anexos ). Obs: Na Introdução: Contextualização, problematização e objetivo do trabalho, resumo da metodologia e estrutura do trabalho. No Desenvolvimento: Análise e Discussão de Dados: Análise do Assunto, principais aspectos, com argumentação teórica e Analítica. Conclusão: Sua opinião sobre o tema. “Fechamento do trabalho”.

10 Sites importantes do Agronegócios

MINISTÉRIO DA AGRICULTURAw.agricultura.gov.br
Operações:Agronegócio = oportunidades;
Comercialização = sumário;

AGRICULTURA ARMAZENAGEM Conab = indicadores agropecuários

BIOTECNOLOGIAw.biotecnologia.org.br
BIOTECNOLOGIAw.cib.org.br
CLIMAw.climatempo.com.br
CLIMAw.impe.gov.br
CLIMAw.inmet.gov.br
CLIMA

w.weather.com

DEFENSIVOSw.andef.org.br
DEFENSIVOSw.inpev.org.br
PLANTIO DIRETOw.cooplantio.com.br
ARMAZENSw.argebras.com.br
BERNARDO

w.bernardoquimica.com.br

CENTREINARw.centreinar.org.br
CENTREINARw.dea.ufv.br/centreinar
CLASPARw.pr.gov.br/claspar
CONSULGRANw.consulgran-granos.com
ÉRICO WEBER

w.armazenagem.com.br

GRÃOS BRASILw.graosbrasil@wnet.com.br
GUIAw.guiadearmazenagem.com.br
PÓS COLHEITAw.pos-colheita.com.br
SEGURANÇA

w.mte.gov.br

UNIOESTEw.unioeste.br/agais
BLOMBERGw.blomberg
BMFw.bmf.com.br
BMMw.bbmnet.com.br
Bmrsw.bmrs.com.br
BUENOS AIRESw.bolcereales.com.br
CHICAGO

w.cbot.com

KANSASw.kcbt.com
LONDRINAw.bcml.com.br
NEW YORKw.nybot.com
ROSARIO

NEW YORK COTTON EXCHANGE w.nyce.com w.bcr.com.br

GRATISw.gratis.com.br
BANCO CENTRALw.bcb.gov.br
BANCO CENTRAL DO BRASIL

INSTITUIÇÕES MERCADOS w.bcb.gov.br

BANCO DO BRASILw.b.com.br
CEPEA / ESALQ

w.cepea.esalq.usp.br (=preços)

CNAw.cna.org.br
CONAB

w.conab.gov.br

EMATER

CONFEDERAÇÃO AGRIC. PEC. w.cna.org.br w.emater.df.gov.br

EMBRAPAw.embrapa.br
Epagri

w.epagri.rtc-sc.br

FAEPw.faep.com.br
FAOw.fao.org
FGVw.fgv.br (=índices)
FUNDAÇ ARAUCÁRIAw.fundaçãoaraucaria.org.br
GOVERNO PR

w.pr.gov.br / seab

IBGEw.ibge.gov.br
INCEPA

w.incepa.com.br

IRGAw.irga.rs.gov.br
MAPAw.agricultura.gov.br
SEBRAEw.sebraesp.com.br
SENARw.senarpr.org.br
USDAw.usda.gov

INST. BRAS. MEIO AMBIENTE w.ibama.com.br MINISTERIO DESENV. AGRÁRIO. w.mda.gov.br ORGANIZ. COOPERATIVAS BRASIL w.ocb.org.br ORGANIZ. COOPERATIVAS PARAN w.ocepar.org.br USDA / produções w.faz.usda.gov USDA / publicações w.usda/.gov/ness/pubs.htm

AGROLINKw.agrolink.com.br

BM&F w.bmf.com.br

CHICAGO

CEPEA/USP w.cepea.esalq.usp.br w.cbot.com

CMAw.cma.com.br

Operações: w.cma.com.br/agricola/commodity.asp

CONABw.agricultura.gov.br
FAEP

w.faep.com.br

IBGEw.ibge.gov.br
SAFRAS E MERCADOS

w.safras.com.br

RURALw.ruralbusines.com.br

EXPORTAÇÃO w.aprendendoaexportar.gov.br

EXPORTAÇÃO w.portaldoexportador.gov.br valor on line w.valoronline.com.br w.msn.com.br/financas/graficos w.fgvdados.fgv.br

ESTADÃOw.agestado.com.br
GAZETAw.gazetamercantil.com.br
CARNEw.beefpoint.com.br
CORTEw.boletimpecuário.com.br
LEITEw.milkpoint.com.br
SUINOSw.suino.com.br
SUÍNOSw.suinos.com.br
AGRINOVAw.agrinova.com.br
USP

w.pa.esalq.usp.br

FASULw.fasul.edu.br / caaf
FAGw.fag.edu.br

Fonte: Vanderley de Oliveira., 2009

1 1. Gestão Rural

1. 2GESTÃO RURAL

1.1. O QUE É GESTÃO RURAL ? É a maneira mais eficiente de utilizar os recursos da Empresa Rural, conforme os objetivos de seu proprietário. 1.2. OBJETIVOS

• Administrar com maior competência a mão-de-obra, a terra, as máquinas, os equipamentos e o dinheiro da propriedade;

• Ajustar as tecnologias aos objetivos do produtor e de sua família;

• Aumentar a renda do produtor na propriedade;

• Diminuir os riscos de produção e de mercado;

• Garantir um bom padrão de vida ao produtor e a sua família;

• Manutenção do valor do patrimônio;

• Transformar a propriedade em uma Empresa Rural

1.3. O QUE SE PODE GERENCIAR E RECURSOS NECESSÁRIOS

• Área de produção: Recursos produtivos;

• Área de finanças: Recursos financeiros;

• Área de comercialização e marketing: Recursos mercadológicos;

• Área de recursos humanos: Recursos humanos. 1.4. TAREFAS DO ADMINISTRADOR RURAL

• tomar decisão sobre o quê ? produzir, baseando-se nas condições de mercado e dos recursos naturais de seu estabelecimento rural;

• decidir sobre o quanto ? produzir, levando em consideração fundamentalmente a quantidade de terra de que dispõe, e ainda o capital e a mão-de-obra que pode empregar;

• estabelecer o modo como ? vai produzir, a tecnologia que vai empregar ou seja, se vai mecanizar ou não a lavoura, o tipo de adubo a ser aplicado, a forma de combater as pragas e doenças, etc;

• controlar a ação desenvolvida, verificando se as práticas agrícolas recomendadas estão aplicadas corretamente e no devido tempo;

• avaliar os resultados obtidos na safra medindo os lucros ou prejuízos e analisando quais as razões que fizeram com que o resultado alcançado fosse diferente daquele previsto no início de seu trabalho.

1.5. ADMINISTRAÇÃO RURAL A Administração Rural é, portanto, o conjunto de atividade que facilita aos produtores rurais a tomada de decisões ao nível de sua unidade de produção, a empresa agrícola, com o fim de obter o melhor resultado econômico, mantendo a produtividade da terra.

13 1.6. EMPRESA RURAL

Empresa Rural é a unidade de produção em que são exercidas atividades que dizem respeito a culturas agrícolas, criações de gados, e ou culturas florestais, com a finalidade de renda.

Qualquer tipo de Empresa Rural, seja familiar ou patronal, é integrada por um conjunto de recursos, denominados fatores da produção. São três os fatores da produção: 1. a Terra; 2. o Capital; 3. o Trabalho O fator de produção mais importante para a agropecuária é a terra, pois na terra se aplicam os capitais e se trabalha para obter a produção. Se a terra estiver fora dos padrões técnicos e econômicos, dificilmente se produzirão colheitas abundantes e lucrativas, por mais capital e trabalho de que disponha o agricultor. Desse modo, uma das preocupações fundamentais que deve ter o empresário rural é conservar a capacidade produtiva da terra, evitando seu desgaste pelo mau uso e pela erosão.

(Parte 1 de 4)

Comentários