sistema respiratório anatomia

sistema respiratório anatomia

(Parte 1 de 2)

Universidade Paulista - UNIP

Índice

Índice .....................................................................................Pág. 1

O sistema respiratório ...........................................................Pág. 2

Nariz ......................................................................................Pág. 2

Cavidade Nasal .....................................................................Pág. 3

Seios Paranasais ...................................................................Pág. 4

Faringe ...................................................................................Pág. 4

Laringe ...................................................................................Pág. 5

Cartilagens da laringe ............................................................Pág. 6

Ligamentos e membranas da laringe ...................................Pág. 6

Articulações da laringe ...........................................................Pág. 7

Músculos da laringe ................................................................Pág. 7

Inervação da laringe ...............................................................Pág. 8

Cavidade da laringe ................................................................Pág. 8

Traquéia ..................................................................................Pág. 8

Brônquios ................................................................................Pág. 9

Pulmões .................................................................................Pág. 10

Pleuras e mediastino .............................................................Pág. 11

Conclusão e bibliografia ........................................................Pág. 13

Sistema Respiratório

O sistema respiratório está constituído por um conjunto de órgãos responsáveis por nutrir o organismo por alimentos no estado gasoso.

A respiração é representada pela troca de oxigênio e dióxido de carbono entre as células do corpo e o ar atmosférico. A função respiratória inclui: ventilação (inspiração e expiração); difusão de oxigênio dos alvéolos pulmonares para o sangue e dióxido de carbono das células para fora do corpo.

O sistema respiratório se divide em uma parte condutora e uma parte respiratória. A parte condutora é responsável por filtrar, aquecer, umedecer e transportar o ar, constituindo-se do nariz, cavidade nasal, seios paranasais, faringe, laringe, traquéia e brônquios. Na parte respiratória o dióxido de carbono do sangue é trocado pelo oxigênio do ar, fenômeno especificamente realizado pelos alvéolos pulmonares ao nível da membrana alveolar (Fig.1).

Os órgãos do sistema respiratório também se relacionam com outras funções como a olfação, fonação e, na faringe, passagem de alimentos e fluídos.

Fig.1 http://www.colegiosagrado.com.br/lereaprender/wp-content/uploads/2010/05/Respiratorio.jpg

Nariz

Do latim nasus, do grego rhinos, o nariz constitui uma passagem de ar funcionando como uma estrutura que filtra, aquece e umidifica o ar, relacionando-se também com a olfação.

O nariz se constitui de um órgão piramidal, proeminente na porção mediana da face se constituindo de um ápice, um dorso e uma raiz. O ápice representa o ângulo livre do nariz. O dorso constitui a margem anterior nasal. A raiz, parte superior do dorso, está fixa à fronte sustentada pelos ossos nasais.

O nariz está perfurado por orifícios elípticos denominados narinas, separados pelo septo nasal que os limita medialmente e tem as asas do nariz como limites laterais.

A parte superior do nariz se fixa nos ossos nasal, frontal e maxilas, já a parte inferior apresenta uma estrutura de cartilagem hialina incluindo o septo nasal e as cartilagens laterais que se relacionam com as cartilagens alares maiores que se dispõem abaixo delas.

O nariz pode assumir diferentes formas dependendo-se do biótipo e do grupo racial à que pertence o indivíduo, podendo ser do tipo proeminente, achatado, retilíneo, convexo, côncavo e contínuo.

Cavidade Nasal

A cavidade nasal estende-se anteriormente das narinas até posteriormente à coana, esta, o orifício de limite entre a cavidade nasal e a porção nasal da faringe

(Fig. 2).

Dividida pelo septo nasal, cada lado possui um teto, um assoalho, duas paredes (medial e lateral), orifício de entrada anterior (narina) e orifício de saída posterior (coana). O teto formado pelas cartilagens nasais e pelos ossos nasal, frontal, etmóide, esfenóide e vômer. O assoalho se constitui do processo palatino da maxila e lâmina horizontal do osso palatino. A parede medial é o septo nasal que compreende a cartilagem septal, a lâmina perpendicular do etmóide e o vômer, sendo, portanto, uma estrutura osteocartilagínea revestida por mucosa. A parede lateral é formada pelos ossos nasal, lacrimal, etmóide palatino, esfenóide, maxilar e concha nasal inferior que se salienta no interior da cavidade nasal juntamente com as conchas superior e média, sendo estas duas pertencentas ao osso etmóide.

Fig. 2

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Cada concha nasal limita espaços denominados meatos. No meato superior encontram-se os orifícios (óstios) de comunicação com os seios maxilar, frontal e etmoidal anterior. No meato inferior encontra-se a abertura do ducto nasolacrimal.

Do ponto de vista funcional a cavidade nasal se divide em três partes: o vestíbulo, a parte respiratória e a parte olfatória.

No vestíbulo o ar é filtrado pelos pêlos, denominados vibriças, que marcam o início da cavidade nasal propriamente dita.

A parte respiratória estará revestida por epitélio pseudo-estratificado ciliado, do tipo cilíndrico contendo células caliciformes. Possui também glândulas mucosas e serosas produtoras de secreção que auxiliam a filtração do ar inspirado. Nesta parte ainda, a mucosa nasal aquece e umidifica o ar auxiliando o papel da olfação.

A parte olfatória limita-se ao terço superior do septo nasal e a área correspondente a parede lateral da cavidade nasal. Os filetes nervosos olfatórios atravessam a lâmina crivosa do osso etmóide fazendo sinapses com os bulbos olfatórios após atravessarem as meninges.

A irrigação é feita pelas artérias esfenopalatina e palatina maior, ramos da maxilar; pelas artérias lateral do nariz, labial superior e palatina, ramos da artéria facial; e, pelas artérias etmoidais anterior e posterior, ramos da olfatória.

A drenagem é feita pelas veias que seguem as artérias direcionando-se para o plexo venoso e daí para as veias facial, esfenopalatina e oftálmica e o seio cavernoso.

Seios paranasais

Os seios paranasais se constituem de cavidades pneumáticas comunicantes com a cavidade nasal localizadas nos seguintes ossos: esfenoidal, maxilar, frontal e etmoidal.

Em cada seio as paredes ósseas são revestidas por uma camada da mucoendósteo contínuo com a mucosa respiratória. A drenagem a partir dos seios em direção à cavidade nasal é realizada por ação ciliar dada pelo epitélio ciliado que os reveste.

Os seios esfenoidais comunicam-se com o recesso esfenoidal que se localiza superior e posteriormente à concha nasal superior.

O seio maxilar de cada lado se comunica com o meato médio correspondente, onde também se abrem o seio frontal e células etmoidais anteriores.

Faringe

A faringe é um órgão tubular, predominantemente muscular comum ao sistema respiratório e ao sistema digestório participando da passagem do ar, líquidos e alimentos sólidos. Divide-se anatomicamente em três porções: porção nasal, porção bucal e porção laríngea. (figura)

A porção nasal da faringe (nasofaringe) se comunica com a cavidade nasal por intermédio das coanas e inferiormente com a porção bucal. Na parede lateral desta porção encontra-se o ostiofaringe da tuba auditiva, que estabelece a comunicação entre a faringe e a cavidade da orelha média, estando envolto pela elevação mucosa denominada torotubário. No teto dessa porção, encontra-se a tonsila faríngea (adenóide) formada de tecido linfóide.

A porção bucal da faringe situa-se abaixo da porção nasal e estende-se do palato mole até a borda superior da epiglote. Comunica-se anteriormente com a cavidade bucal através do ístmo das fauces, este, limitado superiormente pelo palato mole, lateralmente pelos arcos palatoglossos e inferiormente pela raiz da língua.

A porção laríngea da faringe (laringofaringe) se continua com a bufocaringe, situando-se atrás da laringe, e estende-se da borda superior de apiglote à borda inferior da cartilagem cricóide onde se continua com o esôfago.

As artérias faríngea ascendente e tireóidea inferior (ramos da artéria carótida externa) são os principais vasoso que nutrem a faringe.

A drenagem venosa se faz pelos plexos venosos submucoso e retrofaríngeo que terminam no plexo pterigóideo e na veia jugular interna.

A drenagem linfática é realizada por vasos linfáticos que se direcionam para os linfonodos cervicais profundos e retrofaríngeos.

Laringe

A laringe é um órgão do sistema respiratório responsável pela conexão entre faringe e a traquéia. Saliente, na face anterior do pescoço, possui no homem adulto aproximadamente 5 cm de comprimento, sendo um pouco menor na mulher.

A laringe está constituída por um esqueleto cartilagíneo, membranas, ligamentos, articulações, músculos, nervos, cavidade e vasos.

As funções da laringe poderão se dividir em três principais assim descritas: (1) manutenção da abertura para a via de passagem do ar, (2) atua como válvula durante a deglutição para obliteração da via respiratória, (3) exerce papel na fonação e vocalização.

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Cartilagens da laringe

As cartilagens da laringe se dividem em dois grupos assim definidos:

A) Cartilagens ímpares: tireóide, tricóide e epiglótica.

B) Cartilagens pares: aritenóides, corniculadas e cuneiformes.

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