Conselho Regional de Técnicos em Radiologia -sp n°38

Conselho Regional de Técnicos em Radiologia -sp n°38

(Parte 1 de 4)

38º Edição - Junho 2008

Formação Profi ssional:

Uma questão em debate página 6

Formação Profi ssional:

Uma questão em debate página 6

exame de raios-x?página 4

Como defi nir uma técnica adequada para um

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Como defi nir uma técnica adequada para um CRTR Rev Ed38_2.indd 1CRTR Rev Ed38_2.indd 115/5/2008 16:30:0515/5/2008 16:30:05

As Universidades hoje oferecem uma gama enorme de cursos de Tecnologia nas mais diversas áreas. Esses cursos se inserem na chamada educação profi ssionalizante prevista, em capítulo próprio, na “Lei Darcy Ribeiro de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9.394/96 e em outras normas posteriores. A proposta é correta. Precisamos cada vez mais de mão-de-obra especializada em todos os setores, numa economia que está em constante mudança e evolução. Novas tecnologias e novos processos exigem profi ssionais com formação específi ca que muitas vezes os tradicionais cursos de bacharelado, de formação generalista, não conseguem fornecer. Aqui se insere essa nova realidade nas aplicações das Técnicas Radiológicas: Os cursos superiores de Tecnologia em Radiologia. Pelas normas educacionais, esses cursos devem oferecer, ao seu término, habilitação plena nas cinco áreas previstas no art. 1º da lei que regulamenta nossa profi ssão. Porém, o que constatamos é que, infelizmente, as universidades não estão preparadas para esse segmento da profi ssão uma vez que nem todas têm laboratórios próprios para o ensino, não garantem o necessário estágio profi ssional supervisionado, não possuem corpo docente com profi ssionais formados para dar aula. Não basta o conhecimento no campo de trabalho, mas saber passar para o aluno de forma didática o que se faz no dia-a-dia da profi ssão. Vemos professores que não conseguem sequer se classifi car em concursos públicos. Como algumas faculdades podem querer dar uma aula de qualidade para esses estudantes/futuros profi ssionais? Os profi ssionais de excelência, com a devida formação para serem bons professores preferem trabalhar na produção, onde o salário é mais compensador. Muitas faculdades admitem qualquer um que aceite ganhar baixos salários, pois o interesse desses cursos, infelizmente, não é o de formar profi ssionais qualifi cados, mas sim, o de auferir lucros. Nas minhas atividades, acompanho o estágio de alunos em cursos de Tecnologia em Radiologia e me espanto com o que vejo: alunos do último módulo sem conhecimento sobre posicionamento, anatomia e/ou patologia e muito menos de radiografi as. No ano passado foi realizado o exame nacional de desempenho dos estudantes – ENADE nos cursos superiores de Tecnologia em Radiologia. Os resultados ainda não foram divulgados. A julgar pelo que constatamos, talvez tenhamos a infeliz surpresa de um alto grau de reprovação. Se isso acontecer talvez o Ministério da Educação tome providências e passe a fi scalizar a qualidade desses cursos.

Um abraço e boa leitura. José Paixão de Novaes

Palavra do PresidenteEXPEDIENTE

Diretoria Executiva:

Presidente José Paixão de Novaes

Diretora Secretária Vânia Regina da Silva Lopes

Diretor Tesoureiro Gabriel Gonçalo Copque Daltro

Conselheiros Efetivos Antônio Facin Cássio Valendorf Xavier Monteiro Erik da Silva Lima Tereza Travagin João Lucas de França Filho Rubens Santana

Conselheiros Suplentes Arnaldo Honorato de Amorim Júlio César dos Santos Lázaro Domingos Sobrinho Lúcio José Feitosa Marcelino Silvestre dos Santos Mary Bernardes de Oliveira Nélio Tadeu Alves Jerre Carlos de Oliveira Vilmar Lopo da Silva

Delegado Regional de Campinas Lázaro Domingos Sobrinho

Delegado Regional de Ribeirão Preto Marcelino Silvestre dos Santos

Delegado Regional de Bauru José Rubens Grandi

Jornalista Responsável Adriana Teodoro MTB: 31237 - SP imprensa@crtrsp.org.br

Publicidade Marcelo Alves e-mail: diretoria@crtrsp.org.br Tel.: (1) 2189-5412

Fotografi as Adriana Teodoro

Impressão Ativa/M Editorial Gráfi ca Tel.: (1) 3277-5357

Projeto Gráfi co e Diagramação Moai Comunicação w.moaicomunicacao.com.br

CRTR-5ª Região - SP Conselho Regional de Técnicos em Radiologia de São Paulo R. Herculano, 169 - Sumaré - São Paulo - CEP: 01257-030 Tel.: (1) 2189-5400 - w.crtrsp.org.br - crtrsp@terra.com.br

Revista CRTR-5ª Região - SP, dos profi ssionais das técnicas radiológicas. É uma publicação do Conselho Regional dos Técnicos em Radiologia de São Paulo, distribuída gratuitamente aos profi ssionais com registro no Conselho. O CRTR-5ª Região - SP, não se responsabiliza por opiniões emitidas pelos entrevistados e por artigos assinados. Revista CRTR-5ª Região - SP, - 38ª edição - Junho 2008 - Tiragem: 23.0 exemplares - 200 cds em áudio

CRTR Rev Ed38_2.indd 2CRTR Rev Ed38_2.indd 215/5/2008 16:30:1615/5/2008 16:30:16

por Edith A. Macedo Caro (a) Leitor (a)

O conteúdo do site foi reformulado, seu visual moderno e mais dinâmico apresenta, dentre outras novidades, algumas novas facilidades e informações disponibilizadas para melhorar e agilizar o atendimento dos pedidos de registro profi ssional junto ao órgão, além de outras questões e assuntos de interesse dos profi ssionais das técnicas radiológicas.

Confi ra as novidades: Na seção documentos necessários para solicitações junto ao CRTR-5ª Região - SP, escolhendo uma das opções e utilizando o novo modelo de formulário (disponível para impressão), o(a) profi ssional poderá antecipar o preenchimento da Solicitação de Registro Profi ssional, mediante o qual irá requerer seu registro na categoria desejada, bem como optar por retirar sua Cédula de Identidade na delegacia mais próxima da sua região, assinalar e anexar os documentos apresentados para análise do que estiver requerendo, etc.

O (a) profi ssional deve, previamente, reunir todos os documentos originais e cópias simples e dar entrada na Solicitação de Registro Profi ssional, pessoalmente, na recepção do CRTR-5ª Região - SP e, desde que não haja qualquer pendência ou impedimento documental, o (a) requerente receberá um “PROTOCOLO” numerado (destacável da parte inferior do formulário de inscrição), que, se for necessário, para efeito de contratação imediata, o (a) autorizará “A TÍTULO PRECÁRIO, A INGRESSAR NA ÁREA DAS TÉCNICAS RADIOLÓGICAS”, cuja validade será de até 60 dias, que é o prazo necessário, para seu deferimento e sua convocação para retirar a Cédula de Identidade Profi ssional na categoria que foi objeto do seu pedido de registro no regional. Não serão aceitos os formulários enviados por e-mail e as solicitações feitas através do correio, devem ser precedidas de orientação por parte do regional, mediante contato com a central de informações ou consulta ao site.

O “PROTOCOLO” só será válido como Autorização Provisória para trabalhar, se nele contiver: 1. Carimbo do CRTR-5ª Região - SP; 2 - Número de identifi cação do processo, 3. data e assinatura do funcionário(a) da Recepção / Registro. Entretanto, por tratar-se de uma autorização provisória, instituída com a fi nalidade de evitar que o(a) requerente perca uma oportunidade de emprego, não signifi ca certeza de deferimento do registro, caso, no período de análise dos documentos apresentados, seja constatada qualquer falha ou irregularidade documental que contrarie a legislação e as normas vigentes.

Não serão aceitos os formulários enviados por e-mail e as solicitações feitas através do correio, devem ser precedidas de orientação por parte do Regional, mediante contato com a Central de Informações ou consulta ao site.

O(a) profi ssional poderá se utilizar desse mesmo formulário para requerer Inscrição Secundária ou Transferência, atendendo aos demais requisitos necessários;

Solicitações, tais como: Certidão de

Tesouraria, Certidão para Trabalhar / Acordo, Revisão de Indeferimento, Reintegração Profi ssional, Renovação de Provisória, Troca de Habilitação, Pedido de Baixa ou Suspensão de Registro poderão ser requeridas mediante formulário / requerimento (disponível para impressão), que, após ter sido preenchido e assinado, poderá ser entregue na recepção do órgão ou encaminhado pelo correio (mediante prévia orientação).

VALIDAÇÃO DE DOCUMENTOS ESCOLARES Na edição anterior foi informado que “Os alunos egressos de Escola de Ensino Médio ou de Curso Técnico de Radiologia, em processo de cassação por irregularidades ou sindicância, deverão procurar a Delegacia de Ensino da Região e solicitar a validação da sua documentação (Diploma / GDAE e Histórico Escolar). Esclarecemos, entretanto, que, caso a Declaração da Comissão de Verifi cação de Vida Escolar não for conclusiva, ou seja, se nela constar somente que o(a) aluno (a) deve aguardar Parecer daquela Comissão, tal documento, não servirá para dar entrada no pedido de registro provisório junto ao Conselho, exceto se o(a) aluno(a) já estiver de posse dos seus documentos (Certifi cado de Conclusão, Histórico Escolar, Comprovação de Estágio e outros), anteriormente expedidos pela escola. O(a) profi ssional que já tem registro provisório junto ao CRTR-5ª Região - SP e está na dependência da apresentação do diploma registrado para requerer sua Cédula de Identidade Profi ssional-CIP defi nitiva, deverá proceder da mesma maneira, ou seja, apresentar uma Declaração da Diretoria de Ensino (com data atual), justifi cando que a sua documentação encontra-se sob análise da Comissão de Verifi cação de Vida Escolar e requerer junto ao Regional a renovação da sua CIP provisória por mais 12 meses. Somente com a expedição do respectivo diploma validado pela Diretoria de Ensino + GDAE será expedida a Cédula de Identidade de Técnico em Radiologia defi nitiva.

IMPORTANTE - O PRAZO PARA REGULARIZAÇÃO DOS FRANQUEADOS DO EXTINTO PRAP TERMINARÁ EM DEZEMBRO/2009 Nas edições da Revista CRTR/SP nº 34 e 35, o Regional divulgou amplamente as condições para que os franqueados do extinto PRAP possam fazer o Curso de Técnico em Radiologia em menor duração, mediante o aproveitamento de competências adquiridas no trabalho. Leia o teor da Portaria CRTR/SP nº 007/2005, no site w.crtrsp.org.br. O (a) profi ssional que ainda não iniciou o curso de Técnico em Radiologia deverá fazêlo o quanto antes ou estará sujeito ao cancelamento do seu registro provisório, de forma automática, conforme determina a Resolução CONTER nº 008/2004, de 2 de outubro de 2004, Art. 1º, - “o prazo de 05 (cinco) anos, contados a partir de 1º de janeiro de 2005, expirará em 31 de dezembro de 2009”.

Faça contato com a Ouvidoria do CRTR/ SP (questões ou dúvidas não resolvidas adequadamente nos prazos estabelecidos, reclamações sobre a qualidade dos serviços prestados pelo órgão, elogios ou sugestões): site: w.crtrsp.org.br, e-mail: ouvidoria@crtrsp.org.br Tel.: (1) 2189-5413.

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Como defi nir uma técnica adequada para um exame de raios-x?

RöentgenTubo de raios-xUso indiscriminado dos raios-x

TN. Fernando Noel Alves

Técnico em Radiologia formado pelo Colégio São Camilo - 1998

Graduado no curso de Tecnologia em Radiologia pelo Centro Universitário de Santo André – UNIA - 2006

Especializado em docência do Ensino Superior e Tecnológico pela Faculdade Carlos Drumond de Andrade - 2008

Fiscal do Conselho Regional de Técnicos em Radiologia – 5ª Região - SP

Professor do curso de graduação em Tecnologia em Radiologia da Universidade de Guarulhos (UNG) e do Centro Universitário de Santo André (UNIA)

Sabemos que foi Wilhelm Conrad Röentgen (1845-1923) quem descobriu e batizou os raios-x, além de fazer a primeira radiografi a da história. Depois de um tempo com a descoberta dos raios-x, Röentgen descobriu que o uso sem proteção causava vermelhidão da pele, ulcerações e empolamento. Em casos mais graves de exposição, poderia causar sérias lesões cancerígenas, morte das células e leucemia, nada mais que o uso indiscriminado das radiações.

A descoberta tinha uma grande importância para a medicina, então para o uso das radiações foi necessário calcular as doses utilizadas, padronizando e preconizando a saúde dos examinados. A realização de um exame de raios-x parece ser uma coisa simples, basta apertar um botão e pronto, teria um exame perfeito. Mas na verdade não é bem assim, o profi ssional das técnicas radiológicas desenvolvem coordenadas para efetuar o calculo utilizado através de parâmetros que tem grande infl uencia na composição da imagem. Será que todos os parâmetros dependem apenas da tecnologia dos novos equipamentos? Não, o cálculo é feito através de um conjunto de conhecimentos sobre física, anatomia, fi siologia e patologia humana. Com o uso dos conhecimentos da física fi ca simples de entender e defi nir os fatores que infl uenciam diretamente a formação da imagem diagnóstica. Por defi nição, temos os seguintes parâmetros;

MA – (Foco) Ponto focal, tamanho ou densidade da estrutura radiografada. Está diretamente relacionado à anatomia, fi siologia e patologia da estrutura ou região de interesse.

KV – Kilovoltagem aplicada, responsável pelo enegrecimento da película de raios-x. É o poder de penetração e qualidade do feixe de radiação.

MAS – Relação entre o ponto focal e o tempo de exposição, responsável pelo contraste (tons de cinza) da película de raios-x.

S – Tempo de exposição, responsável pelo tempo ou quantidade de irradiação.

Chegamos a estes parâmetros logo após da descoberta dos raios-x, quando houve a necessidade de redução da dose de irradiação. O físico Alemão chamado “Marrom” defi niu o uso do ponto focal (MA), criou a constante miliamperimétrica para cada estrutura e utilizou os fatores absorvedores.

elétrons alta tensão ampola de vidro filamento/catodo raios Xanodo de tungstênio tudo de cobre

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O MA no início era baseado pelo tamanho da estrutura radiografada (ponto focal), usava-se foco fi no para estruturas pequenas (Ex: dedo) e foco grosso para estruturas maiores. (Ex: tórax).Determinou-se então que quanto menor a estrutura radiografada menor o MA e vice-versa. Hoje com o avanço da tecnologia, os equipamentos selecionam vários tipos de foco (50, 100, 200, 300, 500), e o foco passou a ser determinado através da densidade a ser radiografada. Essas densidades são defi nidas numa escala de tons entre o branco e o preto podendo ser classifi cadas como ar (preto), partes moles (cinza) e ossos (branco). Então a regra mudou, quanto menor a densidade maior o foco e vice-versa, defi nimos que o Foco 100 é usado para a densidade óssea, o Foco 200 para a densidade de partes moles e o Foco 300 para a densidade de ar. O KV é dado através do uso de uma formula: KV = espessura x 2 + Cap + Fa, onde: Espessura – medida da estrutura radiografada com o uso do espessômetro. Cap – constante do aparelho, medida com o uso do osciloscópio, podendo variar de 20 a 30. Fa – fator absorvedor, conforme tabela:

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