UF

GD

Universidade Federal da

Grande Dourados

Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais

Disciplina de biologia celular – prática

Prof.º Dr.º Marcos Gino Fernandes

Aluna: Michele da Rosa dos Santos

Relatório de aula prática

Tema: Células Vegetais

Prática – Estudo de células da folha da Anacharis sp. (Elódea sp.)

Introdução:

A ciclose é o movimento do citoplasma das células vivas. Sua função é facilitar a troca de substâncias intracelularmente ou entre a célula e o meio externo.

São movimentos que não acarretam alterações da forma celular e que podem arrastar determinadas estruturas e inclusões, como as organelas.

A ciclose depende de interações constantes entre actina e miosina, proteínas formadoras dos microfilamentos. A actina se associa à miosina e, com a hidrólise do ATP, é gerado um movimento interno.

A plasmólise é a retração do volume das células por perda de água. Este fenômeno se dá quando a célula é colocada em meio hipertônico, ou seja, quando o meio exterior é mais concentrado que o citoplasma e a célula perde água por osmose.

Este fenômeno só ocorre em condições experimentais, uma vez que, na natureza os organismos não só se adaptaram às condições do seu meio ambiente, mas também pelo facto da membrana celular ser uma membrana seletiva, no que respeita à troca de ions. Com excepção da condição de alagamento das vias aéreas, como num afogamento, em que a troca de líquidos do meio extra para o

Deplasmólise é o fenômeno inverso da plasmólise, isto é, quando a célula plasmolisada é colocada em um meio hipotônico, retornando ao seu volume original

A elódea ou elódea-comum (Elodea canadensis) é uma planta aquática perene muito utilizada em aquariofilia.

São plantas espontâneas na América do Norte mas têm sido introduzidas em outros locais do mundo onde tem invadido os cursos de água, com alguns custos ambientais.

Preferem habitats aquáticos com fundos lamacentos, calcáreos e ricos em nutrientes, mas adaptam-se facilmente a uma grande diversidade de ambientes. Mesmo sem raíz, as partes desenraizadas mantêm-se vivas por longo tempo, podendo-se reproduzir assexuadamente

Objetivos:

  • Conhecer a morfologia dessa célula eucariótica vegetal.

  • Observar a organização das células na formação do tecido foliar.

  • Observar parede celular, citoplasma e cloroplasto (organelas fotossintetizantes).

  • Observar o movimento de ciclose da célula.

  • Observar a profundidade de foco (células em três dimensões).

  • Observar os fenômenos da plasmólise e desplasmólise em célula vegetal.

  • Verificar a existência da membrana plasmática.

Material:

  • Microscópio de luz.

  • Folhas de Elódea.

  • Lâmina e lamínula.

  • Água destilada.

  • Solução salina 2,0%.

  • Placa de Petri.

  • Papel absorvente.

  • Conta-gotas ou pipeta.

  • Pinça.

Procedimento A:

  1. Colocou-se uma folha nova de Elódea sobre uma lâmina contendo uma gota de água.

  2. Iniciou-se a colocação da lamínula em posição de 45° com relação à lâmina, evitando a formação de bolhas de ar.

  3. Casou-se haja excesso de líquido, retirar com papel absorvente, para manter a lamínula fixa.

  4. Observou-se em aumentos crescentes, utilizando as objetivas de 40x, 10x, 40x, 100x.

  5. Esquematizaram-se as observações nas três últimas objetivas, identificando as estruturas celulares observadas.

Procedimento B:

  1. Em uma nova lâmina, colocou-se outro folíolo de Elódea.

  2. Em seguida, colocou-se uma gota de solução salina 2,0% sobre o folíolo.

  3. Após um minuto observou-se ao microscópio o que acontece com as células e desenhar utilizado as objetivas de 10x, 40x, 100x.

  4. Logo após, acrescentou-se água destilada por capilaridade no preparo.

  5. Observar e desenhar com a objetiva de 40x o que aconteceu com as células.

Resultados:

Procedimento A:

No procedimento “A” foi realizado com uma folha nova de Elódea.

Na objetiva de 100x:

Pode-se observar a grande quantidade de cloroplastos que tem por causa da função fotossintética; tem-se uma leve visão da movimentação dos cloroplastos.

Na objetiva de 400x:

Pode-se ver com melhores detalhes da nervura principal que contem muita liquilina e celulose; os cloroplastos estão bem mais agitados; as células são + ou – uniformes em forma, tamanhos e espessura.

100x

10/0.25

400x

40/0.65

Na objetiva de 1000x:

Os cloroplastos se comportam com muita energia e é possível per com muita clareza sua movimentação em redor da membrana celular como se fosse uma rodovia; também melhores detalhes da parede celular.

1000x

10/1.25

Procedimento B:

No procedimento foi utilizada outra folha de Elódea só que desta vez foi acrescentado solução salina 2,0%.

Na objetiva de 100x:

Já se pode ver a existência membrana plasmática, pois ela se retrai por causa daplasmólise; este fenômeno se dá quando a célula é colocada em meio hipertônico, ou seja, quando o meio exterior é mais concentrado que o citoplasma e a célula perdem água por osmose.

Na objetiva de 400x:

Continua ocorrendo plasmólise, mas podemos ver mais detalhadamente esse processo.

100x

10/0.25

400x

40/0.65

Na objetiva de 400x:

Aqui foi acrescentada a lamina água destilada por meio de capilaridade; assim podendo o correr desplasmose que é o fenômeno inverso da plasmólise, quando a célula plasmolisada é colocada em um meio hipotônico, retornando ao seu volume original.

400x

40/0.65

Discussão:

  1. O que é. como ocorre e qual a função da ciclose?

R: A ciclose é o movimento do citoplasma das células vivas. Sua função é facilitar a troca de substâncias intracelularmente ou entre a célula e o meio externo.

São movimentos que não acarretam alterações da forma celular e que podem arrastar determinadas estruturas e inclusões, como as organelas.

A ciclose depende de interações constantes entre actina e miosina, proteínas formadoras dos microfilamentos. A actina se associa à miosina e, com a hidrólise do ATP, é gerado um movimento interno.

  1. Qual a posição dos cloroplastos da folha da Elódea durante a ciclose?

R: Bom, estão espalhados pela célula, mas, se concentra próximo do citoesqueleto, pois os cloroplastos "buscam" áreas onde há maior incidência de luz, captando dessa forma maior quantidade de raios luminosos.

  1. Como os cloroplastos reagem com a intensidade da luminosa?

R: Como os cloroplastos têm atividades fotossintéticas e "buscam" áreas onde há maior incidência de luz, quanto maior a quantidade de luz mais ele se mechem no interior da célula na parte mais externa

  1. Como pode ser analisada ao microscópio a profundidade de foco?

R: As principais vantagens do Microscópio Eletrônico de Varredura em relação a um microscópio ótico são a resolução e a profundidade de foco, pois o microscópio eletrônico de varredura apresenta uma resolução de cerca de 0, 003μm, enquanto o ótico de 0,1μm. No MEV é possível que se realizem ampliações de até 300000 vezes (Goldstein, 1992). Segundo Goldstein (1992), a profundidade de foco é cerca de 300 vezes maior em um microscópio eletrônico de varredura do que em um microscópio ótico; isso permite que se tenha uma melhor visualização dos elementos a serem analisados. A existência de no mínimo dois tipos de detectores de elétrons (secundários e retroespalhados) permite uma análise tanto topográfica quanto de contraste devido a diferenças de composição química existente na amostra.

  1. Por que nas células da Elódea observamos diversos cloroplastos e nas células da cebola não?

R: Por que a elódea é uma planta superior e necessita fazer fotossíntese e a cebola não. O tecido fotossintético mais ativo em plantas superiores é o mesófilo das folhas. Células do Mesofilo têm muitos cloroplastos que contem os pigmentos verdes especializados na absorção de luz, as clorofilas. Na fotossíntese, a planta usa a energia solar para oxidar a água, enquanto libera oxigênio, e reduzir o gás carbônico em combinações orgânicas, principalmente açúcares.

  1. Descreva o que ocorreu com as células quando colocadas em diferentes soluções.

R: O que ocorre é em retração ao volume das células por perda de água e pode ocorrer plasmólise, desplasmólise dependendo da solução hipertônica ou hipotônica.

  1. Em qual solução ocorreu à plasmólise? Explique o termo.

R: Fala-se de solução hipertônica (ou hipertónica) quando a concentração de soluto de uma solução "x" é maior que a concentração "y" de outra solução, separada da solução "x" por uma membrana semipermeável.

A plasmólise é a retração do volume das células por perda de água. Este fenômeno se dá quando a célula é colocada em meio hipertônico, ou seja, quando o meio exterior é mais concentrado que o citoplasma e a célula perde água por osmose.

Este fenômeno só ocorre em condições experimentais, uma vez que, na natureza os organismos não só se adaptaram às condições do seu meio ambiente, mas também pelo facto da membrana celular ser uma membrana seletiva, no que respeita à troca de ions. Com excepção da condição de alagamento das vias aéreas, como num afogamento, em que a troca de líquidos do meio extra para o intracelular e vice-versa pode ocorrer.A plasmólise também pode ser chamada de "Crenação".

  1. Em que momento ocorreu desplasmólise? Explique o termo.

R: Deplasmólise é o fenômeno inverso da plasmólise, isto é, quando a célula plasmolisada é colocada em um meio hipotônico, retornando ao seu volume original.

  1. Qual das soluções é isotônica? Por quê? O que é solução hiper e hipotônica?

R: Nenhuma. Solução isotônica ocorre mesma concentração de soluto em ambos os meios.

Diz-se que o meio é hipotónico quando a quantidade de soluto dentro de uma célula é maior que a do meio. Oposto de Meio Hipertónico. se uma célula vegetal é mergulhada em uma solução hipotônica, a água migra para o seu interior rapidamente, em função do suco vacular ser hipertônico em relação ao meio.

solução hipertônica (ou hipertónica) quando a concentração de soluto de uma solução "x" é maior que a concentração "y" de uma outra solução, separada da solução "x" por uma membrana semipermeáve

  1. Por que a célula vegeta não se rompe em meio hipotônico?

R: A célula vegetal é feita de liquilina, celulose, actina e tubulina; por isso não se rompe com tanta facilidade

  1. Por que nesse experimento é possível demonstrar a existência da membrana plasmática, mesmo sem conseguirmos vê-la?

R: Em solução hipertônica a membrana plasmática se contrai e diminui de tamanho e então podemos vela através dos cloroplastos que ficam perto dela.

Bibliografia:

  • Fonte: www.ciaqri.usp.brFotossíntese

  • A Membrana Plasmática - © 1999/2010 - BioMania- Todos os direitos reservados

  • Membrana plasmática- Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Membrana_plasm%C3%A1tica"

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Meio_hipot%C3%B3nico”.

  • Meio hipertónico - Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Meio_hipert%C3%B3nico"

  • Osmose - Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Osmose"

Comentários