UF

GD

Universidade Federal da

Grande Dourados

Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais

Disciplina de biologia celular – prática

Prof.º Dr.º Marcos Gino Fernandes

Aluna: Michele da Rosa dos Santos

Relatório de aula prática

Tema: Células Animais

Prática: Observação de células do epitélio (mucosa) bucal

Introdução:

O Epitélio

O epitélio é um tecido celular existente nos animais, formado por uma só ou várias camadas, que limita as superfícies externas e internas do corpo.

O epitélio bucal, tal como o próprio nome indica, o tecido animal que reveste a mucosa bucal, essencialmente caracterizado por apresentar células arredondadas ou alongadas que não possuem parede celular rígida como as células vegetais.

Técnicas e meio de montagem

A observação de material microscópico exige a aplicação de diversas técnicas para uma observação pormenorizada dos componentes celulares, visto que as células são de reduzidas dimensões e não apresentam contraste entre os seus constituintes. Estas técnicas primam pelo mínimo de alteração possível das características originais do material a observar, e conservam-no por um período de tempo mais longo do que o habitual, uma vez que as células rapidamente se danificam devido á evaporação do meio de montagem, que é acompanhado de um processo progressivo de degradação e autólise.

A coloração é uma técnica que permite evidenciar determinados constituintes celulares, pois estes tendem a absorver certos corantes. Assim sendo, de acordo com os constituintes a observar, devemos utilizar o corante certo. Tal como nesta atividade experimental, utilizou-se a solução de azul de metileno, um corante básico que atua preferencialmente sobre o núcleo corando-o de azul, permitindo uma boa visualização deste organito.

Os corantes possuem técnicas de aplicação, sendo uma delas a técnica de irrigação ou capilaridade. Esta técnica consiste em aplicar uma gota de corante num dos bordos da lamela, e no lado oposto da lamela, coloca-se uma tira de papel de filtro, cujo efeito de sucção permite ao material biológico entrar em contacto com o corante, realçando as estruturas que não contrastam suficientemente de modo a tornarem-se distintas umas das outras.

Esfregaço é uma leve camada de matéria orgânica sobre uma lâmina de vidro, para exame microscópico.

A técnica do esfregaço que é utilizada para material que se encontra formado por células isoladas, como por exemplo as células da mucosa bucal. Esta consiste em espalhar uma gota do material biológico a observar sobre uma lâmina de vidro formando uma fina película para uma melhor observação ao microscópio, que mais tarde pode ser submetida a uma coloração para evidenciar alguns constituintes desse material a ser visualizado.

Objetivos:

  • Preparar lâmina “a fresco” das células da mucosa bucal com e sem coloração.

Material:

  • Palitos de madeira (Swab).

  • Lâmina e lamínula.

  • Solução salina 2%.

  • Azul de metileno.

  • Papel de filtro.

Procedimento A:

  1. Raspou-se a mucosa bucal com auxílio de um palito de madeira.

  2. Com o material colhido fez-se um esfregaço fino e transparente sobre uma lâmina seca.

  3. Deixou-se a lâmina secar movimentando-a no ar.

  4. Pingou-se uma gota de solução salina sobre o material.

  5. Cobriu-se com lamínula e observou-se ao microscópio com as objetivas de 4x, 10x, 40x.

  6. Esquematizou-se o material observado na objetiva de 40x

Procedimento B:

  1. Retirou-se a lâmina do microscópio.

  2. Substitui-se, por capilaridade, a solução salina da mesma preparação pelo corante azul de metileno.

  3. Esperou-se cinco minutos para corar bem e observou-se ao microscópio.

  4. Esquematizou-se o material observando nas objetivas de 10x, 40x, 100x, identificando as estruturas celulares reconhecidas.

Resultados:

Procedimento A: Sem corante:

Nesta objetiva e sem corante não é possível ver tantos detalhes, mas podemos ver claramente o núcleo e o citoplasma granuloso.

400x 40/0.6

Procedimento B:

O corante azul de metileno utilizado nesta atividade experimental corou o núcleo, o que vai de encontro á sua função que é precisamente evidenciar esta organela.

Contudo, o resto da célula também ficou azul, embora numa tonalidade mais clara, o que permitiu observar mais pormenorizadamente os seus constituintes e verificar as diferenças existentes entre a célula eucariótica animal e a célula eucariótica vegetal.

O citoplasma não se mistura com o meio concluímos que ele é delimitado por uma membrana, não visível ao microscópio óptico, denominada membrana plasmática, esta que por sua vez tem a função de controlar o que entra e o que sai da célula.

O envoltório presentes nas células eucariontes animais é o glicocálix, sua visualização é possível com aumento de 400x, porem sua visualização não foi evidenciada na pratica, porque são estruturas pouco perceptíveis.

Com corante:

100x 10/0.25

400x 40/0.65

A célula agora com muito mais detalhes é possível ver o seu núcleo bem no centro e pode-se perceber que eram duas células uma encima da outra,

1000x 100/1.25

Discussão:

  1. Quais estruturas foram observadas nas células coradas e não coradas?

R:O limite entre a célula e o seu meio, o núcleo, citoplasma.

  1. Qual foi a ação do corante vital utilizado nas células?

R: Corantes vitais são substâncias tintoriais utilizadas para corar tecidos vivos. No caso corar o núcleo.

  1. Foi possível observar a membrana plasmática? O que é o limite celular?

R: A membrana plasmática não é visualizada ao microscópio óptico. É o limite entre o limite celular e o limite extracelular.

  1. Que diferença foi possível observar entre o citoplasma das células da mucosa bucal e das células vegetais?

R: A célula da mucosa tem o citoplasma granuloso e as vegetais não.

  1. Descreva a forma das células da mucosa bucal.

R: As células animais apresentam formas ovais e arredondadas

  1. Qual a forma do núcleo e que posição ocupa nessas células?

R: O núcleo tem forma arredondada oval, o se situa em sua maioria na observação no centro e não mais na lateral.

  1. Por que há necessidade de se fazer o esfregaço para observação adequada dessas células?

R: É uma técnica que permite a separação de células em meio líquido.

Consiste em espalhar um fragmento de tecido ou de uma colônia sobre uma lâmina de vidro, o que provoca a dissociação de alguns elementos celulares e a sua aderência ao vidro. Forma-se assim uma fina camada de células, facilitando a observação.

Este método é usado na observação de sangue e outros líquidos orgânicos, em que se coloca uma gota do líquido sobre uma lâmina, e com a ajuda de outra lâmina ou lamela se espalha bem. Depois de seco o material pode ser corado e fixado.

Bibliografia:

  • A Membrana Plasmática - © 1999/2010 - BioMania- Todos os direitos reservados

  • Membrana plasmática- Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Membrana_plasm%C3%A1tica

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