Sistemas de produção de bovino de leite

Sistemas de produção de bovino de leite

Introdução

  • Introdução

  • Produção a Pasto

  • Produção em Confinamento

  • Sistema Misto

  • Condições essenciais para se realizar o confinamento

  • Recursos físicos

  • Instalações

  • Localização das instalações

  • Estábulo

  • Alojamento de vacas leiteiras

  • Alimentação de vacas leiteiras

  • Considerações finais

O principal e/ou praticamente o único alimento para as vacas leiteiras é o pasto.

  • O principal e/ou praticamente o único alimento para as vacas leiteiras é o pasto.

  • Baixa produção => menos de 3.600 kg por lactação (10 kg por dia).

As vacas são alimentadas no cocho;

  • As vacas são alimentadas no cocho;

  • Os produtores alojam seus animais em

  • diferentes tipos de instalações;

  • Possuem diversos tipos de equipamentos;

  • Vacas de alta produção = > altos custos

A pasto na época de fartura de forragens suplementando com alimentos

  • A pasto na época de fartura de forragens suplementando com alimentos

  • concentrados;

  • Durante a seca alimentação no cocho com silagem, cana e uréia e concentrados de

  • acordo com a produção.

Manejo;

  • Manejo;

  • Genética;

  • Mão-de-obra;

  • Terra;

  • Equipamentos;

  • Instalações;

  • Gado especializado para leite;

  • Alta tecnologia;

  • Alimentação balanceada.

A ordenha é mecânica;

  • A ordenha é mecânica;

  • O leite é mantido refrigerado e transportado a granel;

  • A produção de leite é feita em grande escala e não existe o efeito da sazonalidade.

Terra;

  • Terra;

  • Equipamentos;

  • Maquinários;

  • Instalações.

Principais: estábulo, sala de ordenha, cercas, balança, cochos para sal e

  • Principais: estábulo, sala de ordenha, cercas, balança, cochos para sal e

  • embarcadouro.

  • Devem ser construídas de acordo com as condições da região, utilizando material

  • disponível no local.

A eficiência das instalações rurais vai depender da construção e manutenção.

  • A eficiência das instalações rurais vai depender da construção e manutenção.

  • A escolha do tipo das instalações deve levar em consideração os custos, a durabilidade e a funcionalidade.

  • Devem ser amplas, arejadas, de fácil higienização e voltadas ao maior conforto possível para o animal (proteger contra as chuvas, os ventos e temperaturas extremas)

  • O local ideal deve ser bem drenado, exposto aos raios solares, o que facilita a secagem e diminui a proliferação de organismos

  • patogênicos.

  • O estábulo não deve ser atravessado por fortes correntes de ar frio que favorecem surtos de doenças do sistema respiratório dos animais. No entanto, deve permitir um conforto térmico, evitando o predomínio das altas temperaturas.

Deve possuir os seguintes componentes:

  • Deve possuir os seguintes componentes:

  • Recepção dos animais à espera da ordenha, sem acesso à alimentação suplementar.

  • Para manuseio de 20 animais adultos, o curral de espera deve ser de aproximadamente 8,10 x 5,80 m (47 m2).

  • Piso deve ser de concreto, cimentado pedra, piçarra ou mesmo de chão batido. O declive deve ser de 2% a 4%.

Visa permitir que as vacas fiquem posicionadas num único sentido, presas a argolas de ferro.

  • Visa permitir que as vacas fiquem posicionadas num único sentido, presas a argolas de ferro.

  • Recomendado um espaço de 1,5 m por vaca e sua cria.

  • Em outros casos recomenda-se grupos de 4 animais em uma sala de 24m2 (6x4m), o que permite um bom espaço para manejo.

  • Ao final da ordenha, as vacas devem ser transferidas para a sala de alimentação.

É importante que fique em área coberta e tenha duas baias (divisões), sendo uma para animais até 60 dias e outra para animais acima dessa idade.

  • É importante que fique em área coberta e tenha duas baias (divisões), sendo uma para animais até 60 dias e outra para animais acima dessa idade.

  • Pela parte externa, a baia dos animais mais jovens deve ser provida de baldes para o fornecimento do leite, que servem, também, de bebedouro.

  • O solo deve ser cimentado, sendo o piso do bezerreiro elevado, construído com sarrafos de madeira para permitir boa drenagem e ventilação. Para proteção dos ventos fortes e chuvas, pode-se usar uma lona estendida de cima até o solo. Nos dias mais quentes, essa lona deve ser enrolada e fixada na parte superior do bezerreiro.

  • Tanto o cocho de alimentação como o bebedouro devem ficar preferencialmente do lado externo do bezerreiro, para evitar contaminação do alimento ou da água, tendo-se o cuidado de colocá-los fora do alcance das chuvas.

  • É um compartimento destinado às vacas já ordenhadas e que serão suplementadas, com alimento volumoso (capim ou leguminosa de corte) ou com mistura concentrada (protéico-energética).

  • O comprimento dos cochos deve permitir um espaço de 0,60 a 0,80 m para cada animal, podendo ser construídos com alvenaria ou com madeira. Aí os animais devem permanecer até o final da ordenha das vacas.

  • É importante que parte desse curral seja coberto com telha ou palha, para evitar água nos cochos e para que os animais se protejam do sol nas horas mais quentes do dia.

  • Localizado no curral, o brete é uma instalação para contenção dos animais no manejo sanitário, permitindo a saída para a área externa ao curral ou para o embarcadouro.

  • O brete deve ser localizado na parte interna do curral, em local coberto. Na Fig. 2, apresenta-se um tipo de brete de fácil construção e bastante eficiente, para pequenas propriedades leiteiras.

É uma instalação de grande utilidade numa propriedade leiteira, pois permite o embarque e o desembarque de animais, com segurança. (Fig. 3).

  • É uma instalação de grande utilidade numa propriedade leiteira, pois permite o embarque e o desembarque de animais, com segurança. (Fig. 3).

  • Deve ficar localizado no final do brete.

  • Constitui um compartimento isolado do restante do curral, construído em alvenaria e permitindo o acesso pela sala de ordenha e pela área externa ao curral..

Construída em alvenaria, é uma instalação de recepção do leite e onde deverão ficar os materiais de ordenha (balança, baldes, crivos, toalhas, tambores etc.), assim como o armário de medicamentos, resfriador etc.

  • Construída em alvenaria, é uma instalação de recepção do leite e onde deverão ficar os materiais de ordenha (balança, baldes, crivos, toalhas, tambores etc.), assim como o armário de medicamentos, resfriador etc.

  • Para cobrir o estábulo, podem ser utilizados telha canal, madeira (cavaco), fibrocimento, zinco ou palha.

Cercas convencionais

  • Cercas convencionais

  • Cercas elétricas (Alto investimento, pouco utilizadas)

É um equipamento indispensável em qualquer propriedade com exploração pecuária.

  • É um equipamento indispensável em qualquer propriedade com exploração pecuária.

  • Deve ser localizada, preferencialmente, na saída do brete, permitindo o acesso dos animais ao embarcadouro ou a sua volta ao curral. Na Fig. 4, mostra-se uma balança mecânica utilizada na região.

Devem ser construídos de material durável, pois o efeito corrosivo do sal mineral danifica essa instalação, principalmente se forem utilizados pregos para a fixação das peças.

  • Devem ser construídos de material durável, pois o efeito corrosivo do sal mineral danifica essa instalação, principalmente se forem utilizados pregos para a fixação das peças.

  • Os cochos podem ser fixos ou removíveis, dependendo da estrutura da propriedade. É importante evitar perdas por vento ou chuva

a) Em piquetes

  • a) Em piquetes

    • apropriado para as regiões mais secas;
    • piquetes com grama ou capim rasteiro;
    • Declividade: escoamento das águas pluviais;
    • 4 m²/vaca de área sombreada;
    • 50 m² para movimentação

b) Confinadas com área de repouso coletivo "loose housing".

  • b) Confinadas com área de repouso coletivo "loose housing".

    • os animais repousam sobre cama macia e seca;
    • área sombreada 4 a 5,75 m²/vaca;
    • área para movimentação 5 a 9,3 m²/vaca.

c) Confinadas com área de repouso individual "free stall"

  • c) Confinadas com área de repouso individual "free stall"

    • os animais permanecem lado a lado;
    • permaneça com o úbere e as pernas alojadas internamente ao cubículo, enquanto as dejeções são lançadas no corredor de limpeza
    • ou serviço;
    • A divisão das baias em tubos galvanizados ou madeira

O piso das baias pode ser de terra batida,

    • O piso das baias pode ser de terra batida,
    • areia ou concreto;
    • a cama deve ser de material seco e macio com uma espessura de 10 cm (palha, capim seco, areia, maravalha ou mesmo material
    • emborrachado;
    • A disposição de pneus velhos para retenção
    • do material utilizado.

É o período compreendido entre a secagem e o próximo parto. Em rebanhos bem manejados, sua duração é de 60 dias. É fundamental para que haja transferência de nutrientes para desenvolvimento do feto, que é acentuado nos últimos 60 - 90 dias que precedem o parto, a glândula mamária regenere os tecidos secretores de leite e acumule grandes quantidades de anticorpos, proporcionando maior qualidade e produção de colostro, essencial para a sobrevivência da cria recém-nascida.

  • É o período compreendido entre a secagem e o próximo parto. Em rebanhos bem manejados, sua duração é de 60 dias. É fundamental para que haja transferência de nutrientes para desenvolvimento do feto, que é acentuado nos últimos 60 - 90 dias que precedem o parto, a glândula mamária regenere os tecidos secretores de leite e acumule grandes quantidades de anticorpos, proporcionando maior qualidade e produção de colostro, essencial para a sobrevivência da cria recém-nascida.

  • O suprimento de proteína, energia, minerais e vitaminas é muito importante, mas deve-se evitar que a vaca ganhe muito peso nesta fase, para reduzir a incidência de problemas no parto e durante a fase inicial da lactação. Isso se deve, principalmente, à redução na ingestão de alimentos pós-parto, o que normalmente se observa com vacas que parem gordas.

  • Nas duas semanas que antecedem ao parto deve-se iniciar o fornecimento de pequenas quantidades do concentrado formulado para as vacas em lactação, para que se adaptem à dieta que receberão após o parto. As quantidades a serem fornecidas variam de 0,5 a 1% do peso vivo do animal, dependendo da sua condição corporal.

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