NBR 15219-2005 - Plano de emergência contra incêndio-Requisitos

NBR 15219-2005 - Plano de emergência contra incêndio-Requisitos

(Parte 3 de 5)

4.2.3.3 Apoio externo

O Corpo de Bombeiros e/ou outros órgãos locais devem ser acionados imediatamente, preferencialmente por um brigadista, e informados do seguinte:

― nome do solicitante e o número do telefone utilizado;

― endereço completo, pontos de referência e/ou acessos;

― características da emergência, local ou pavimento e eventuais vítimas e seus estados.

O Corpo de Bombeiros e/ou outros órgãos, quando da sua chegada ao local, devem ser recepcionados preferencialmente por um brigadista, que deve fornecer as informações necessárias para otimizar sua entrada e seus procedimentos operacionais.

4.2.3.4 Primeiros-socorros

Prestar os primeiros-socorros às possíveis vítimas, mantendo ou estabilizando suas funções vitais (por exemplo: SBV - suporte básico da vida, RCP - ressucitação cardiopulmonar etc.), até que se obtenha o socorro especializado.

4.2.3.5 Eliminar riscos (corte de fontes de energia e fechamento de tubulações)

Eliminar os riscos por meio do corte das fontes de energia (por exemplo: elétrica etc.) e do fechamento das válvulas das tubulações (por exemplo: GLP, oxi-acetileno, gases, produtos perigosos etc.), quando possível e necessário, da área sinistrada atingida ou geral.

Proceder ao abandono da área parcial ou total, quando necessário, conforme comunicação preestabelecida, conduzindo a população fixa e flutuante para o ponto de encontro, ali permanecendo até a definição final da emergência. O plano deve contemplar ações de abandono para portadores de deficiência física permanente ou temporária, bem como as pessoas que necessitem de auxílio (por exemplo: idosos, gestantes etc.).

4.2.3.7 Isolamento da área

Isolar fisicamente a área sinistrada, de modo a garantir os trabalhos de emergência e evitar que pessoas não autorizadas adentrem ao local.

4.2.3.8 Confinamento do incêndio Confinar o incêndio de modo a evitar a sua propagação e conseqüências.

4.2.3.9 Combate ao incêndio Proceder ao combate, quando possível, até a extinção do incêndio, restabelecendo a normalidade.

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4.2.3.10 Investigação

Levantar as possíveis causas do alerta e os demais procedimentos adotados. Emitir relatório conforme ABNT NBR 14023, com o objetivo de propor medidas preventivas e corretivas para evitar a sua repetição.

4.3 Manutenção do plano de emergência contra incêndio

Devem ser realizadas reuniões com o coordenador geral da Brigada de Incêndio, os chefes da Brigada de Incêndio, um representante dos bombeiros profissionais civis e um representante do grupo de apoio, com registro em ata e envio às áreas competentes para as providências pertinentes.

4.3.1 Reunião ordinária (mensal) Na reunião ordinária devem ser discutidos os seguintes itens: ― calendário dos exercícios de abandono;

― funções de cada pessoa dentro do plano de emergência contra incêndio;

― condições de uso dos equipamentos de combate a incêndio;

― apresentação dos problemas relacionados à prevenção de incêndios, encontrados nas inspeções, para que sejam feitas propostas corretivas;

― atualização de técnicas e táticas de combate a incêndios;

― outros assuntos de interesse.

4.3.2 Reunião extraordinária Devem ser realizadas reuniões extraordinárias para análise da situação sempre que: ― ocorrer um exercício simulado (ver 4.2.2);

― ocorrer um sinistro (ver 4.2.2);

― for identificado um risco iminente;

― ocorrer uma alteração significativa dos processos industriais ou de serviços, de área ou leiaute;

― houver a previsão de execução de serviços que possam gerar algum risco.

4.4 Revisão do plano de emergência contra incêndio O plano de emergência contra incêndio deve ser revisado por profissional habilitado sempre que: ― ocorrer uma alteração significativa nos processos industriais, processos de serviços, de área ou leiaute;

― for constatada a possibilidade de melhoria do plano;

― completar 12 meses de sua última revisão.

Nenhuma alteração significativa nos processos industriais, processos de serviços, de área ou leiaute pode ser efetuada sem que um profissional habilitado, preferencialmente aquele que elaborou o plano de emergência contra incêndio, seja consultado previamente e autorize a sua alteração por escrito.

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O profissional habilitado deve consultar o coordenador geral da Brigada de Incêndio, os chefes da Brigada de Incêndio, um representante dos bombeiros profissionais civis, um representante do grupo de apoio e os profissionais responsáveis pelas alterações significativas nos processos industriais, processos de serviços, de área ou leiaute, bem como as atas de reunião ordinárias e extraordinárias e os resultados de auditoria do plano, sempre que houver necessidade de revisá-lo.

Um profissional habilitado deve realizar uma auditoria do plano a cada 12 meses, preferencialmente antes de sua revisão. Nesta auditoria deve-se avaliar se o plano está sendo cumprido em conformidade com esta Norma, bem como verificar se os riscos encontrados na análise de risco elaborada pelo profissional habilitado, foram minimizados ou eliminados.

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Anexo A (informativo)

Fluxograma de procedimentos de emergência contra incêndio

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Anexo B (informativo)

Modelo de plano de emergência contra incêndio

B.1 Descrição da planta B.1.1 Planta: Identificar o tipo de planta.

B.1.2 Localização: Indicar o tipo de localização: se urbana ou rural, endereço, característica da vizinhança, distância do Corpo de Bombeiros e meios de ajuda externa.

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