Mulheres no Mercado de Trabalho:Educaçao e Questao de Genero

Mulheres no Mercado de Trabalho:Educaçao e Questao de Genero

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO NORTE

GESTAO E PLANEJAMENTO DE POLITICAS PUBLICAS E SUS

MULHERES UNIVERSITÁRIAS NO MERCADO FORMAL DE TRABALHO E QUESTAO DE GENERO

MANAUS – AMAZONAS

JULHO – 2009

MARA BRANDAO DE CASTRO

MULHERES NO MERCADO FORMAL DE TRABALHO E EDUCAÇAO E QUESTAO DE GENERO

Trabalho de Conclusão apresentado ao Curso de Serviço da UNINORTE, como requisito obrigatória para Especialização em Gestão e Planejamento de Políticas Publicas e SUS

Orientadora: Maria Auxiliadora Gomes

MANAUS – AMAZONAS

JULHO – 2009

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO NORTE

GESTAO E PLANEJAMENTO DE POLITICAS PUBLICAS E SUS

FOLHA DE APROVAÇÃO

Data da Apresentação: ___/___/____/. Nota obtida: ______(_____________).

Discente: Mara Brandao de Castro

Título: Mulheres Universitárias no Mercado Formal de Trabalho: Educação e Questão de Genero

DEDICATORIA

Dedico essa monografia aos meus pais por estarem sempre ao meu lado nas horas em que mais preciso, e ao meu marido por ser minha inspiração.

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus por ter me dado forças para vencer essa etapa de minha vida acadêmica, a minha Família por estarem presentes em todos os momentos, aos meus avos por terem colaborado em minha criação e educação.

Aos meus pais, por terem me dado vida, me ensinado valores morais e éticos, por terem me mostrado o caminho a seguir... Tudo o que eu sou eu dedico a vocês! EU OS AMO!

As colegas de curso, pela preocupação comigo, pela amizade sincera e pelo exemplo de garra e determinação.

A todos que contribuíram direta e indiretamente para a realização deste trabalho.

RESUMO

ABSTRACT

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO..............................................................................................01

CAPITULO I

    1. A Revolução Industrial .........................................................................03

    2. Os Reflexos Da Revoluçao Industrial No Brasil....................................06

    3. O Direito Humano Ao Trabalho..............................................................09

      1. Sistema Internacional De Proteçao Aos Direitos Humanos...........................................................................................10

      2. Constituição Brasileira de 1988........................................................11

      3. Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948......................11

        1. Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais de 1966..........................................................................................12

1.3.3.2 Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos em Matéria de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais – Protocolo de São Salvador de 1988............................................................13

        1. Organização Internacional do Trabalho – OIT........................14

    1. O Direito Ao Trabalho E O Capitalismo................................................15

    2. O Desrespeito Aos Direitos Humanos..................................................20

CAPITULO II

2.1 Trabalho E Educação............................................................................22

    1. A Mulher No Contexto Da Educaçao....................................................23

    2. A Escola – O Caminho Da Superaçao – E A Questao De Genero.......25

    3. Mulheres Tem Nivel Escolar Maior Que Os Homens...........................25

    4. Questao De Gênero E Mulheres No Mercado De Trabalho.................36

      1. O Conceito De Gênero.....................................................................36

    5. A Inserçao Da Mulher No Mercado De Trabalho Formal No Contexto Da Globalizaçao....................................................................................41

    6. Desigualdades De Rendimentos Por Gênero ......................................49

    7. Conclusao.............................................................................................52

    8. Referencias Bibliograficas.....................................................................54

INTRODUÇÃO

A conquista da mulher por um espaço no mercado de trabalho começou de fato com a I e II Guerras Mundiais (1914-1918 e 1939-1945, respectivamente), quando os homens foram para as frentes de batalha e as mulheres passaram a assumir os negócios da família e a posição dos homens no mercado de trabalho. Mas a guerra acabou, e com ela a vida de muitos homens que lutaram pelo país. Alguns dos que sobreviveram ao conflito foram mutilados e impossibilitados de voltar ao trabalho.

Foi nesse momento que as mulheres sentiram-se na obrigação de deixar a casa e os filhos para levar adiante os projetos e o trabalho que eram realizados pelos seus maridos (ARAÚJO, 2004). Mesmo exercendo atividades idênticas, muitas vezes com maior produtividade, capacidade técnica e competência, as mulheres percebem montante, em média, 22% (vinte e dois por cento) menor a título de salário em relação ao homem, o que é uma aberração e uma injustiça que há tempos deveria ser combatida.

Na década de 90, aumentou a parcela de mulheres assalariadas, movimento associado à expansão dos empregos no setor de serviços, em paralelo à retração do emprego masculino, em especial no setor industrial.

Dessa forma esse trabalho de pesquisa tem a finalidade de verificar como as Mulheres estudantes no mercado de trabalho formal despertam o interesse não só pessoal como também de vários autores e pesquisadores nos quais podemos constatar que há vários fatores econômicos e culturais que as levam a submeter-se a salários menores que os homens e em condições desfavoráveis e também para verificar qual o caminho que o profissional do serviço social pode adentrar para corresponder as expectativas desta classe cada vez mais atuante no mercado de trabalho formal não só em Manaus mais em todos os Países.

CAPITULO I

    1. A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 

  A Revolução Industrial se deu na metade do século XVIII na Inglaterra, dentro de um contexto de profundas transformações econômica, política e social, e foi marcada pela transição entre o Feudalismo e Capitalismo, que tem conseqüências até o dia de hoje, tamanha a sua importância e o alcance de suas particularidades.

A substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana pela energia motriz e do modo de produção doméstico pelo sistema fabril constituiu a Revolução Industrial; revolução, em função do enorme impacto sobre a estrutura da sociedade, num processo de transformação acompanhado por notável evolução tecnológica.

Weinberg, Meyer. American Capitalism, 1992.

Se fundamenta na acumulação primitiva de capitais e de preponderância do capital mercantil sobre a produção.

E nesse ínterim, deu-se ainda outra revolução: o movimento da revolução burguesa que se iniciou na Inglaterra, ainda no século XVII.

Na base do processo, está a Revolução Inglesa do século XVII. Depois de vencer a monarquia, a burguesia conquistou os merca­dos mundiais e transformou a estrutura agrária. Os ingleses avançaram sobre esses mercados por meios pacíficos ou militares.

A Sociedade Capitalista e Mentalidade Burguesa,2006.

  Dentro do contexto de profundas transformações advindas da Revolução Industrial, aconteceu também o que alguns autores chamam de Revolução Social. Isso se deve as transformações que a se deu na estrutura da sociedade e que até os dias de hoje se sente dentro dos mercados de trabalhos.

Foi na Revolução Industrial que a mão-de-obra feminina foi incorporada no mundo fabril, e se separou o trabalho doméstico do trabalho remunerado no mercado de trabalho formal, mesmo que de forma subalterna.

Os artesãos acostumados a controlar o ritmo de seu trabalho, agora tinham de submeter-se à disciplina da fábrica. Passaram a sofrer a concorrência de mulheres e crianças. Na indústria têxtil do algodão, as mulheres formavam mais de metade da massa trabalhadora. Crianças começavam a trabalhar aos 6 anos de idade. Não havia garantia contra acidente nem indenização ou pagamento de dias para­dos neste caso.

Toda a História - José Jobson Arruda - Ed. Ática

Assim, era incorporado a mão-de-obra feminina junto à masculina, passando a disputar os postos de trabalho. E com a crise, o trabalho masculino era substituído pelo trabalho da mulher, isso porque era mais vantajoso para o capitalista, já que a mão-de-obra feminina era mais barata que a do homem.

Os homens substituídos pelas mulheres na produção fabril acusavam-nas de roubarem seus postos de trabalho. A luta contra o sistema capitalista de produção aparecia permeada pela questão de gênero.

Aquino, Denize e Oscar. História Geral

A mulher, ao ser incorporada ao mercado de trabalho formal, dentro de instalações fabris, passou a ter dupla jornada de trabalho, porque ao chegar em casa, ainda tinha seus filhos e casa para cuidar. É interessante notar que essa problemática se perpetua até os dias atuais.

Diante dessas dificuldades, as mulheres passaram a reivindicar por melhorias, como escolas e creches. Já no século XIX, as mulheres se organizavam para reivindicar direitos trabalhistas, além de igualdade na jornada de trabalho.

Somente no século XIX é que vão surgir as primeiras organizações de mulheres lutando pelos direitos à instrução, ao trabalho e a participação na vida pública com as mesmas condições de igualdades do homem.

Borges, Roberta Medeiros Falcão. Um Resgate Histórico Das Relações De Gênero E Do Movimento Feminista Brasileiro

Diante de tantas adversidades, as mulheres se sentiram obrigadas a lutar por seus direitos. Assim, nasceu a luta das mulheres organizadas, que se denomina hoje como “feminismo”

A luta das mulheres contra as formas de opressão a que eram submetidas foi denominada de feminismo e a organização das mulheres em prol de melhorias na infra-estrutura social foi conhecida como movimento de mulheres.

COSTA, Lúcia Cortes da. Gênero: Uma Questão Feminina?

1.2 OS REFLEXOS DA REVOLUÇAO INDUSTRIAL NO BRASIL

No período de 1889 a 1969, o Brasil sofreu diversas transformações, tanto econômicas, políticas e sociais, em decorrência do desenvolvimento da lavoura cafeeira, que alargou as fronteiras econômicas em todos os setores.

Neste contexto, o Regime Republicano se consolidou, reorganizando a sociedade baseado em uma moral rígida. E com imigração a todo vapor, o trabalho escravo foi substituído pelo trabalho livre.

Com a crise de 1929, a economia brasileira enfrentou sérias conseqüências nos seus mais variados setores. E com a eclosão da Primeira e da Segunda grande Guerra, o Brasil viu como saída, se integrar a diversas instituições e organismos internacionais de cunho econômico, político e social para enfrentar a crise, e essa integração trouxe significativas mudanças na estrutura interna da sociedade brasileira, e essas mudanças alcançou a mulher, através de sua inserção no mercado de trabalho e demais setores

Passa-se a valorizar mais do que nunca a participação da mulher na esfera do trabalho, principalmente durante o período das guerras, momento em que se torna necessário liberar a mão-de-obra masculina para as frentes de batalha.

BESSA, Karla Adriana Martins. 2007.

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