Hereditariedade e a natureza da ciência

Hereditariedade e a natureza da ciência

(Parte 4 de 16)

18. Segundo dizem, Newton observou uma maçã se desprender da macieira e cair ao chão. Isso é um(a) ( ).

Utilize as alternativas abaixo para completar as frases de 19 a 23.

19. A hipótese da pangênese foi proposta originalmente por ( ).

20. A frase “Nada em Biologia faz sentido a não ser sob a luz da evolução.” é de autoria de ( ).

21. A idéia de que uma hipótese só pode ser credenciada por meio de testes de falseabi- lidade, pois é impossível demonstrar sua veracidade, está ligada a ( ).

2. ( ) é considerado um dos introdutores de uma nova forma de investigar a natureza, a qual está na origem da ciência.

23. As expressões paradigma e ciência normal estão ligadas ao pensamento de ( ) sobre como ocorre o progresso em ciência.

Utilize as alternativas abaixo para completar as frases de 24 e 25.

24. A prática de salgar alimentos, como carne e peixe, para conservá-los pode ser considerada como ( ).

25. A idéia de que a presença de sal em alimentos, como carne e peixe, ajuda na sua conservação porque destrói os microorganismos por cho- que osmótico, pode ser considerada como ( ).

26. No que o caminho da ciência se diferencia dos da filosofia e da religião?

27. O que deve levar um pesquisador a iniciar uma investigação científica?

28. Qual é a essência do método científico, ou seja, no que ele difere do método clássico (teológico-medieval) de se pensar a natureza?

29. O que é a dedução no método científico? Qual é seu valor? No que ela difere da dedução dos antigos filósofos e teólogos?

Bibliografia complementar

ALVES, R. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. 18ª ed. São Paulo: Brasiliense,

1993 BOMBASSARO, L. C. Ciência e mudança conceitual. notas sobre epistemologia e história da ciência. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1995. BRONOWSKI, J. O senso comum da ciência.

Belo Horizonte: Itatiaia/ EDUSP, 1977. BRONOWSKI, J. O homem e a ciência. Belo Horizonte: Itatiaia/ EDUSP, 1979.

30. Qual é a principal característica do método dedutível - falseável?

31. Segundo Hanson, ver é um ato complexo que traz consigo uma ‘carga teórica’. Para ilustrar isso ele propõe a seguinte situação: “Pensemos em Johannes Kepler. Vamos imagi- ná-lo no alto de uma colina olhando o amanhecer. Com ele está Tycho Brahe. Kepler considera que o Sol está fixo, e a Terra se move. Mas Tycho, seguidor de Aristóteles e Ptolomeu, ao menos neste particular, sustenta que a Terra está fixa e que os demais corpos celestes se movem ao redor dela. Vêem Kepler e Tycho a mesma coisa no leste ao amanhecer?”

32. Analise as imagens da ciência e dos cien- tistas veiculadas em propagandas na televisão. Elas correspondem à realidade? Que tipo de mensagem elas procuram passar ao consumidor?

3. Você está assistindo a um filme na televisão e, de repente, a imagem some. O que você faria com as mãos e com a mente? Descreva seu raciocínio em uma folha de papel. O que pode ser considerado

(c) Tente identificar nas suas atitudes: hipóteses, teorias, fatos, leis e deduções.

34. “Ignac Semmelweis, numa época em que nada se sabia sobre microorganismos, fez uma pesquisa sobre as causas da febre puerperal no Hospital Geral de Viena e propôs um modelo para a compreensão do processo pelo qual ela era transmitida. Médicos e estudantes de medicina dissecavam cadáveres e examinavam mulheres doentes para, logo em seguida, ir cuidar de parturientes sadias. Uma percen- tagem muito alta destas últimas contraía a doença e morria. Semmelweis sugeriu que a doença era transmitida pela matéria putrefata, que andava nas mãos de médicos e estudantes.” (Alves, 1993)

Identifique no texto acima: hipóteses, teorias, fatos e deduções. Existe alguma hipótese que possa ser testada por falseabilidade? Se existir, comente o tipo de teste a ser realizado e as interpretações dos possíveis resultados.

35. Albert Einstein disse uma vez que consideraria seu trabalho um fracasso se novas e melhores teorias não viessem substituir as suas. Comente essa frase no contexto da visão moderna de conhecimento científico.

DUNBAR, ROBIN I. M. The trouble with science. Cambridge Massachusetts: The Harvard

University Press,1995 FREIRE-MAIA, N. A ciência por dentro. 2ª ed. Petrópolis: Vozes, 1992.

KÖCHE, J. C. Fundamentos da metodologia científica. 13ª ed. Porto Alegre: EDUCS/EST/

Vozes, 1992. POPPER, K. R. Conhecimento objetivo. Belo Horizonte: Itatiaia / EDUSP, 1975.

ZIMAN, J. Conhecimento público. Belo Horizonte: Itatiaia / EDUSP, 1979.

Segunda aula (T2)

Texto adaptado de: MOORE, J. A. Science as a Way of Knowing - Genetics. Amer. Zool. v. 26: p. 583-747, 1986.

O nascimento da Citologia pode ser fixado com considerável precisão. No dia 15 de abril de 1663, Robert Hooke (1635-1703) colocou um pedaço de cortiça sob seu microscópio e mostrou sua estrutura a seus colegas da Royal Society de Londres.

A Royal Society havia sido fundada no ano anterior com o intuito de melhorar o conhecimento sobre a natureza. Ela reunia uns poucos homens cultos de Londres que se encontravam regularmente, em geral semanalmente, para discutir assuntos científicos e como o conhecimento poderia ser usado para melhorar as atividades práticas. A inspiração para a formação da Royal Society veio de uma sugestão anterior de Francis Bacon.

Hooke, um matemático de excepcional habilidade, era um membro muito ativo da Royal Society. Era costume entre os membros não apenas discutir mas também realizar experimentos e fazer demonstrações. Havia um grande interesse no novo microscópio que Hooke havia construído e ele deixou que os membros da sociedade olhas- sem partes de um musgo em seu microscópio no dia 8 de abril de 1663. No dia 15 daquele mês o “Sr. Hooke apresentou dois esquemas

mente”. Esse era o começo de dois séculos de

microscópicos, uma representação dos poros da cortiça, cortados transversal e perpendicular- observações e experimentações que estabeleceram a Teoria Celular.

As várias observações de Hooke foram reunidas e publicadas em 1665 com o título de Micrographia, sob os auspícios da Royal Society. Essa foi a pri- meira visão geral de uma parte da natureza até então desconhecida. Hooke descreveu e ilustrou muitos objetos em sua publicação: a cabeça de um alfinete, muitos insetos pequenos e suas partes, penas, “enguias” [nematódeos] do vinagre, partes de muitas plantas, cabelo, bolores, papel, madeira petrificada, escamas de peixe, seda, areia, flocos de neve, urina, e, é claro, aquele pedaço de cortiça. (Fig. 1)

Hooke imaginou que a cortiça consistia de inúmeros tubos paralelos com divisões transversais:

“Estes poros, ou células, não eram muito fundos, mas consistiam de um grande número de peque- nas caixas, separadas ao longo do comprimento

Objetivos

1.Descrever como e quando foi descoberta a célula. 2.Explicar a idéia central e a importância da teoria celular.

3.Discutir as dificuldades para se identificar os gametas como células.

4.Descrever os passos que levaram à compreensão da importância do núcleo celular.

5.Identificar as dificuldades para a compreensão do processo de divisão celular. 6.Descrever o raciocínio dedutivo que levou à conclusão de que a mitose não seria o único tipo de divisão celular. 7.Descrever as meioses masculina e feminina em Ascaris.

8.Explicar o papel da meiose e da fertilização no ciclo de vida dos organismos. 9.Listar os principais argumentos que levaram alguns cito- logistas no final do século XIX a defender a idéia que os cromossomos seriam a base física da herança.

dos tubos por uma tipo de diafragma.” Ele observou estruturas semelhantes em muitos outros tipos de plantas. Muitos pensam que Hooke descreveu aquelas caixas como vazias e parou por aí. Isso não é verdade, ele observou cortes de plantas vivas e verificou que as caixas microscó- picas eram preenchidas por um suco.

A presença de células na cortiça e em outras plantas poderia ser uma característica geral ou poderia ser restrita a uns poucos tipos de organismo. A continuação das pesquisas iria mostrar que as plantas consistiam inteiramente ou quase inteiramente de estruturas parecidas, semelhantes a caixas. Um outro membro da Royal Society,

Nehemiah Grew (1641 - 1712), publicou uma monografia em 1682 que contém muitas pranchas belíssimas mostrando a estrutura microscópica das plantas. Com o tempo, a idéia de que os seres vivos são formados por células foi estendida para os animais. Hooke havia feito uma observação interessante que não foi importante na sua época

– ela se tornou uma descoberta importante muito mais tarde, em função de pesquisas posteriores.

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