Saúde coletiva aula 1

Saúde coletiva aula 1

Saúde Coletiva Definição

  • Compreende um conjunto complexo de saberes e práticas relacionados ao campo da saúde, envolvendo desde organizações que prestam assistência à saúde da população até instituições de ensino e pesquisa e organizações da sociedade civil. Compreende práticas técnicas, científicas, culturais, ideológicas, políticas e econômicas (Carvalho,2002).

Enfermagem em saúde Coletiva

  • É um seguimento da enfermagem onde ela está direcionado a saberes e práticas aplicados em favor da coletividade.

  • Quando um indivíduo busca o atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo sobre a saúde, é obrigatório que o serviço correspondente esteja capacitado para enfrentálo e resolvê-lo até o nível da sua competência.

História Natural da doença

  • História natural da doença é a denominação dada ao conjunto de processos interativos que engloba as inter-relações do agente, do suscetível e do meio ambiente que afetam o processo global e seu desenvolvimento, desde as primeiras forças que designam o estímulo patológico no meio ambiente, ou em qualquer outro lugar, passando pela resposta do homem ao estímulo, até as alterações que levam a um defeito, invalidez, recuperação ou morte.

PERÍODO DE PRÉ-PATOGÊNESE

  • Envolve, as inter-relações entre os agentes etiológicos da doença, outros fatores ambientais que estimulam o desenvolvimento da enfermidade e as condições sócio-econômico-culturais que permitem a existência desses fatores.

PERÍODO DE PATOGÊNESE

  • Este período se inicia com as primeiras ações que os agentes patogênicos desempenham sobre o ser afetado. Seguem-se as reações bioquímicas em nível celular, prosseguindo com as perturbações na forma e na função, evoluindo para defeitos permanentes, cronicidade, morte ou cura.

Prevenção

  • É o conjunto de medidas que visam evitar a doença na coletividade, utilizando medidas que acabem com a patologia, ou a minimizem na população.

Tipos de Prevenção

  • Primária - quaisquer atos destinados a diminuir a incidência de uma doença numa população, reduzindo o risco de surgimento de casos novos;

  • São exemplos a vacinação , o tratamento da água para consumo humano, medidas de desinfecção e desinfestação ou de ações para prevenir a infecção por HIV, ações de educação e saúde ou distribuição gratuita de preservativos , ou de seringas descartáveis aos toxicômanos .

  • Secundária - quaisquer atos destinados a diminuir a prevalência de uma doença numa população reduzindo sua evolução e duração;

  • Um exemplo é o rastreio do cancro do colo uterino, causado pela transmissão sexual do HPV . A prevenção secundária consiste em um diagnostico precoce e tratamento imediato.

  • Terciária - quaisquer atos destinados a diminuir a prevalência das incapacidades crônicas numa população, reduzindo ao mínimo as deficiências funcionais consecutivas à doença.

  • Exemplo: ações de formação a nível de escolas ou locais de trabalho que visem anular atitudes fóbicas em relação a um indivíduo infectado pelo HIV. Outro exemplo, a nível da saúde ocupacional seria a reintegração daquele trabalhador na empresa, caso não pudesse continuar a exercer, por razões médicas, o mesmo tipo de atividades.

Programas dos Centros de Saúde e PSF

  • PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA INTEGRAL A SAÚDE DA MULHER E DA CRIANÇA – PAISMIC.

  • O objetivo maior do PAISM é atender a mulher em sua integralidade, em todas as fases da vida, respeitando as necessidades e características de cada uma delas.

  • As áreas de atuação do PAISM são divididas em grupos baseados nas fases da vida da mulher.

Áreas de atuação do PAISM

  • Assistência ao ciclo gravídico puerperal: pré-natal, parto e puerpério;

  • Assistência ao abortamento;

  • Assistência à concepção e anticoncepção;

  • Prevenção do câncer de colo uterino e detecção do câncer de mama;

  • Assistência ao climatério;

  • Assistência às doenças ginecológicas prevalentes;

  • Prevenção e tratamento das DST/AIDS;

  • Assistência à mulher vítima de violência.

TRO-TERAPIA DE REIDRATAÇÃO ORAL

  • Este Programa tem por objetivo corrigir o desequilíbrio hidroeletrolítico (restabelecendo em nível o mais próximo possível, a água e os eletrólitos reduzidos durante a diarréia), manter e recuperar o estado nutricional.

IRA – INFECÇÃO RESPIRATÓRIA AGUDA

  • Este Programa visa atender as crianças com IRA que é um conjunto de doenças, que acomete principalmente crianças e que se espalha com facilidade, passando de uma pessoa para outra, dando mais de uma vez na mesma criança. As infecções respiratórias agudas, principalmente a pneumonia, podem trazer risco de vida quando não tratadas. A criança é acompanhada por este Programa até a melhora do Quadro patológico.

PCCU- PROGRAMA DE CÂNCER DO COLO UTERINO

  • Este Programa consiste no desenvolvimento e na prática de estratégias que reduzam a mortalidade e as repercussões físicas, psíquicas e sociais do câncer do colo do útero e de mama. ( com a introdução do programa viva mulher).

PROAME- PROGRAMA DE INCENTIVO AO ALEITAMENTO MATERNO

  • É um Programa de saúde pública, de atendimento ambulatorial, com atuação de uma equipe multidisciplinar que acompanha o crescimento e o desenvolvimento de crianças de 0 a 6 meses de vida, orientando e incentivando as mães para que amamentem seus filhos exclusivamente ao seio durante esse período.

AIDP-ASSISTÊNCIA INTEGRAL AS DOENÇAS PREVALENTES

  • O objetivo do Programa é reduzir a morbimortalidade de crianças de zero a cinco anos de idade. A estratégia AIDPI incorporou as ações do Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança (PAISC), porém introduzindo o conceito de integralidade. Propõe um novo modelo de abordagem à saúde da criança no primeiro nível de atenção, sistematizando o atendimento clínico e integrando ações curativas com medidas preventivas e de promoção da saúde.

DST-AIDS - PROGRAMA DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E AIDS

  • A missão do Programa Nacional de DST e Aids (PN-DST/AIDS) é reduzir a incidênciado HIV/aids e melhorar a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/aids. Para isso, foram definidas diretrizes de melhoria da qualidade dos serviços públicos oferecidos às pessoas portadoras de aids e outras DST; de redução da transmissão vertical do HIV e da sífilis; de aumento da cobertura do diagnóstico e do tratamento das DST e da infecção pelo HIV; de aumento da cobertura das ações de prevenção em mulheres e populações com maior vulnerabilidade; da redução do estigma e da discriminação; e da melhoria da gestão e da sustentabilidade.

PSF- PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA

  • A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas em uma área geográfica delimitada. As equipes atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais freqüentes, e na manutenção da saúde desta comunidade.

PACS-PROGRAMA DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE

  • Ao Programa a de saúde da Família também está associado o PACS, que cria esse ator, o Agente Comunitário de Saúde , morador da comunidade onde trabalha e atua. Ele deve ser instrumentalizado para desenvolver ações de educação em saúde e apoiar a comunidade na melhoria das suas condições de vida.

PLANEJAMENTO FAMILIAR

  • Programa que engloba a assistência ao planejamento familiar deve incluir acesso à informação e a todos os métodos e técnicas para a concepção e anti-concepção cientificamente aceitos, e que não coloquem em risco a vida e a saúde das pessoas.

  • PROGRAMA DE SAÚDE MENTAL

  • O Programa de Saúde Mental busca reverter o atual modelo baseado na internação em hospitais psiquiátricos por serviços que privilegiem o atendimento fora dos hospitais.

DOENÇAS INFECCIOSAS

  • A doença infecciosa ou doença transmissível é qualquer patologia causada por um agente biológico por exemplo: vírus, bactéria, parasita.

  • SARAMPO – doença exantemática.

  • É altamente infeccioso e transmitido por

  • secreções respiratórias como espirro e tosse.

  • Sintomas: As manifestações iniciais são febre alta, tosse rouca e persistente, coriza, conjuntivite e fotofobia (hipersensibilidade à luz). Surgem manchas brancas na mucosa da boca (que são diagnósticas). Surgem ainda manchas maculopapulares avermelhadas na pele, inicialmente no rosto e progredindo em direção aos pés, durando pelo menos três dias, e desaparecendo na mesma ordem de aparecimento.

  • Diagnóstico e tratamento: O diagnóstico é clinico devido às caracteristicas muito

  • típicas, especialmente as manchas de Koplik - manchas brancas na mucosa da bocaparte

  • interna da bochecha. Pode ser feita detecção de antiigenos em amostra de soro.

  • A.M.C.R 9

  • ENFERMAGEM EM SAÚDE COLETIVA

  • A prevenção é por vacina Tríplice viral , feita com cepa de vírus vivo atenuado. O

  • tratamento é sintomático.

  • RUBÉLOLA

  • A Rubéola é uma doença causada pelo vírus da rubéola e transmitida por via respiratória. É uma doença geralmente benigna, mas que pode causar malformações no embrião em infecções de mulheres grávidas.

  • Sintomas: As manifestações mais comuns são febre baixa (até 38ºC), aumento dos gânglios linfáticos no pescoço, hipertrofia ganglionar retro-ocular e suboccipital, manchas (máculas) cor-de-rosa (exantemas) cutâneas, inicialmente no rosto e que evoluem rapidamente em direção aos pés e em geral desaparecem em menos de 5 dias. Outros sintomas são a vermelhidão (inflamação) dos olhos (sem perigo), dor muscular das articulações, de cabeça e dos testículos, pele seca e congestão nasal com espirros.

  • Diagnóstico: O diagnóstico clínico é complexo por semelhança dos sintomas com os dos outros exantemas. É mais freqüentemente sorológico, com detecção de anticorpos específicos para o vírus, ou por ELISA (teste imunoenzimático que permite a detecção de anticorpos específicos no soro).

  • Prevenção: A prevenção é feita através da vacinação utilizada na idade de 12 meses que é a Tríplice viral , e mais tarde em mulheres em idade fértil não grávidas Dupla Viral.

HEPATITES

  • Hepatite é toda e qualquer inflamação do fígado e que pode resultar desde uma simples alteração laboratorial (portador crônico que descobre por acaso a sorologia positiva), até doença fulminante e fatal (mais freqüente nas formas agudas). Existem várias causas de hepatite, sendo as mais conhecidas as causadas por vírus das hepatite A, B, C, D, E, F,G, citomegalovírus, etc). Outras causas: drogas (álcool, antiinflamatórios,anticonvulsivantes, sulfas, derivados imidazólicos,hormônios tireoidianos, concepcionais, etc). Em comum, todas as hepatites têm algum grau de destruição das células hepáticas.

  • Sintomatologia :A grande maioria das hepatites agudas são assintomáticas ou leva a sintomas incaracterísticos como febre, mal estar, desânimo e dores musculares. Hepatites mais severas podem levar a sintomas mais específicos, sendo o sinal mais chamativo a icterícia , conhecida popularmente no Brasil por “trisa” ou "amarelão" e que caracteriza-se pela coloração amarelo-dourada da pele e conjuntivas.

  • Transmissão:

  • Hepatite A: Transmissão é do tipo fecal oral, ou seja, ocorre contaminação direta de pessoa para pessoa ou através do contacto com alimentos e água contaminados. Prevenção vacina segura para hepatite A.

  • Hepatite B: Transmissão é através de sangue, agulhas e materiais cortantes contaminados, também com as tintas das tatuagens, bem como através da relação sexual. A prevenção é feita utilizando preservativos nas relações sexuais e não utilizando materiais cortantes ou agulhas que não estejam devidamente esterilizadas.

  • Hepatite C: Transmissão Hepatite que pode ser adquirida através de transfusão sanguínea, tatuagens, uso de drogas, piercings, no dentista e em manicure. Prevenção é feita evitando-se o uso de materiais cortantes ou agulhas que não estejam devidamente esterilizadas.

  • Hepatite D: Transmissão Causada por RNA-vírus (tão pequeno que é incapaz de produzir seu próprio envelope protéico e de infectar uma pessoa).

  • Hepatite E: transmissão é do tipo fecal oral, através do contato com

  • alimentos e água contaminados. Prevenção através de medidas de higiene, devendo ser evitado comprar alimentos e bebidas de vendedores ambulantes.

  • Hepatite F DNA-vírus, transmitido a macacos Rhesus sp. em laboratório experimentalmente, através de extratos de fezes de macacos infectados. Ainda não há relatos de casos em humanos.

  • Hepatite G A hepatite G foi a hepatite descoberta mais recentemente (em 1995) e é

  • provocada pelo vírus VHG (vírus mutante do vírus da hepatite C) que se estima ser

  • responsável por 0,3 por cento de todas as hepatites víricas. Desconhecem-se, ainda,

  • todas as formas de contágio possíveis, mas sabe-se que a doença é transmitida,

  • sobretudo, pelo contato sanguíneo (transmissão parenteral).

POLIOMIELITE

  • O poliovírus é um enterovírus, com genoma de RNA simples . É mais comum em crianças ("paralisia infantil"), mas também ocorre em adultos, como a transmissão do poliovírus "selvagem" pode se dar de pessoa a pessoa através de contato fecal - oral, o que é crítico em situações onde as condições sanitárias e de higiene são inadequadas. Crianças de baixa idade, ainda sem hábitos de higiene desenvolvidos, estão particularmente sob risco.

  • Todos os doentes, assintomáticos ou sintomáticos, expulsam grande quantidade de vírus infecciosos nas fezes, até cerca de três semanas depois da infecção do individuo.Os seres humanos são os únicos atingidos e os únicos reservatórios, daí a vacinação universal poder erradicar essa doença completamente.

  • Sintomas Podem ser semelhantes às infecções respiratórias (febre e dor de garganta, gripe) ou gastrointestinais (náuseas, vômitos, dor abdominal). Em seguida dissemina-se pela corrente sangüínea e vai infectar por essa via os órgãos. Os mais atingidos são o sistema nervoso incluindo cérebro, e o coração e o fígado. A multiplicação nas células do sistema nervoso (encefalite) pode ocasionar a destruição de neurônios motores, o que resulta em paralisia flácida dos músculos por eles inervados.

  • Diagnóstico é por detecção do seu DNA com PCR ou isolamento e observação com microscópio electrônico do vírus de fluídos corporais.

  • Prevenção: A única medida eficaz é a

  • vacinação. Há dois tipos de vacina: a Salk e a Sabin.

  • VARICELA (CATAPORA) É uma patologia infecciosa aguda, com grande transmissibilidade, causada pelo vírus varicela-zóster.

  • Transmissão : O ser humano é o único hospedeiro natural do vírus varicela-zóster. A infecção, em geral, ocorre através da mucosa do trato respiratório superior (porta de entrada). A transmissão do vírus acontece, principalmente, pela secreção respiratória (gotículas de saliva, espirro, tosse) de um indivíduo infectado ou pelo contato direto com o líquido das vesículas. É possível a transmissão da varicela través da placenta.

  • Medidas de proteção : A doença pode ser evitada através da utilização da vacina contra a varicela.

  • Em crianças, em geral, as manifestações iniciais da varicela são as lesões de pele. É comum em adultos ocorrer febre e prostração, um a dois dias antes do aparecimento das lesões cutâneas.

FEBRE AMARELA

  • A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um flavivírus (o vírus da febre amarela , para a qual está disponível uma vacina altamente eficaz. A doença é transmitida por mosquitos e ocorre exclusivamente na América Central, na América do Sul e na África.

  • Transmissão : A transmissão pode ocorrer em áreas urbanas, silvestres e rurais ("intermediária", em fronteiras de desenvolvimento agrícola).As manifestações da febre amarela não dependem do local onde ocorre a transmissão. O vírus e a evolução clínica são idênticos. A diferença está apenas nos transmissores e no local geográfico de aquisição da infecção.

  • Prevenção: Vacinação contra a febre amarela.

  • Sintomas: Á maioria das vezes não tem sintomas. As manifestações iniciais são febre de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço e calafrios. Em algumas horas podem surgir náuseas, vômitos e, eventualmente, diarréia. Após três ou quatro dias, a maioria dos doentes (85%) recupera-se completamente e fica permanentemente imunizado contra a doença.

COQUELUCHE

  • é uma doença extremamente contagiosa provocada pelas bactérias Bordetella pertussis e Bordetella parapertussis que ao entrar no organismo permanece incubada até 14 dias. Se desenvolvem no nariz, boca e garganta e após tal período de incubação invade o aparelho respiratório liberando nele suas toxinas produzidas que fazem com que haja superprodução do muco, impede a fagocitose e desregula a ação das células que fazem a fagocitose (macrófagos). É transmitida duas semanas antes até três semanas depois do início da tosse após uma pessoa doente espirrar, falar ou tossir. Também pode se contrair a doença quando compartilha-se lençóis, copos e outros objetos pessoais. Se manifesta em três fases: catarral que dura até 14 dias, paroxística que dura até 6 semanas e fase de convalescença que permanece por até 3 semanas.

  • Sintomas :Inflamação dos brônquios, febre baixa, tosse seca, coriza, espirros, vômito, sudorese, expectoração e posteriormente com a agravação da doença manifesta perda de consciência, convulsão, pneumonia, encefalite, lesões cerebrais, óbito.

  • Tratamento :O tratamento utiliza antibióticos para combater as bactérias, onde normalmente utiliza-se a eritromicina já que é eficaz e pouco tóxica.

  • Prevenção :A doença pode ser prevenida através da vacina tríplice que é administrada na criança com dois meses de vida com reforços subseqüentes.

  • ESQUITOSSOMOSE OU BILHARZIOSE:

  • é a doença provocada por um parasita, o esquistossomo (gênero Schistosoma). São três as espécies que atacam o homem: S. haematobium, agente da esquistossomose vesical; S. mansoni, responsável pela esquistossomose intestinal; e S. japonicum, encontrada no Extremo Oriente e responsável por uma esquistossomose arteriovenosa, a mais grave delas. Várias outras espécies desse gênero parasitam outros mamíferos e mesmo o homem.

  • Sintomas :4 a 8 semanas após a contaminação começam a aparecer sintomas como, febre, dor de cabeça, náuseas, calafrios, dores abdominais, inapetência, vômitos e tosse seca. Outros sintomas são decorrentes da obstrução das veias do baço e do fígado com aumento dos vermes e desvio de sangue podem causar dores na parte superior esquerda do abdômen e vômitos com sangue.

  • Tratamento: O tratamento é feito usando antiparasitários(substâncias químicas tóxicas

  • a ao parasita. O medicamento mais indicado é o Prazinquantel.

  • Prevenção:

  • Identificando as pessoas contaminadas e dando-lhes tratamento.

  • Melhorias no sistema de saneamento básico das regiões de risco.

  • Eliminação do hospedeiro intermediário(Caramujo).

  • Distribuição de cartilhas sobre a doença à população.

  • MALÁRIA:

  • A malária é uma das mais importantes doenças tropicais do mundo e apresenta-se bastante difundida no mundo. Essa doença caracteriza-se por desencadear acessos periódicos de febres intensas que debilitam profundamente o doente. A malária provoca lesões no fígado, no baço e em outros órgãos, além de anemia profunda devido à destruição maciça dos glóbulos vermelhos que são utilizados pelo Plasmodium para reproduzir-se.

  • Tipos de Plasmodium que são transmitidos por diferentes espécies de mosquito.

  • Protozoário Tipo de malária Ciclo (duração)

  • Plasmodium vivax terça benigna 48 horas

  • Plasmodium malariae quartã 72 horas

  • Plasmodium falciparum terçã maligna (fatal) 24 a 48 horas

  • Profilaxia da Malária (Prevenção)

  • · Drenando-se valas e banhados, as fêmeas dos mosquitos não terão mais local apropriado para a postura;

  • · A criação de peixes larvófagos, isto é, que se alimentam de larvas dos mosquitos, produz bons resultados;

  • · O uso de repelentes e a utilização de tela nas janelas impedem que os mosquitos se aproximem do homem;

  • · Evitar o acúmulo de pneus velhos, latas, vasos e outros recipientes que armazenam água, possibilitando a reprodução do mosquito.

  • · Certas árvores, como o eucalipto podem ser usadas como plantas drenadoras, porque absorvem muita água do solo. Não havendo água estagnada, as fêmeas dos mosquitos não terão local adequado para a postura;

  • · Educação sanitária e o tratamento medicamentoso (alcalóides) dos enfermos são medidas indispensáveis. Ainda não há vacina contra a malária.

  • Tratamento : a abordagem terapêutica de pacientes residentes em áreas endêmicas, pode visar à interrupção da transmissão, pelo uso de drogas que eliminam as formas sexuadas dos parasitos. Para atingir esses objetivos, diversas drogas com diferentes mecanismos de ação são utilizadas, tentando impedir o desenvolvimento do parasito no hospedeiro.

  • CAXUMBA: É uma doença contagiosa ocasionada por vírus, estes são transmitidos por gotas de espirros, tosse ou por contato direto.

  • Sintomas :Os sintomas são inchaço da glândula parótida em frente a orelha, dor na glândula inchada com tato ou pressão, dor aumentada com a mastigação, febre acima de 37ºC, dores de cabeça, e garganta inflamada. É uma doença de transmissão respiratória e que ataca normalmente as crianças.

  • A caxumba é uma doença inofensiva, porém pode provocar complicações como inchaço nos testículos e ovários, e em casos raros resultar em esterilidade. O coração e as articulações (juntas) também podem ser acometidos.

  • A prevenção é realizada devido a eficácia da vacina tríplice viral.

  • DOENÇA DE CHAGAS:

  • Trata-se de uma infecção generalizada basicamente crônica, cujo agente etiológico é o protozoário flagelado Trypanosoma cruzi, habitualmente transmitido ao homem pelas fezes do inseto hematófago conhecido popularmente como "bicho-barbeiro“.

  • A transmissão pode ser feita também pela transfusão sangüínea, placenta e pelo aleitamento materno.

  • Os sinais iniciais da doença se produzem no próprio local, onde se deu a contaminação pelas fezes do inseto. Estes sinais, surgem mais ou menos de 4 a 6 dias, após o contato do "barbeiro "com a sua vítima. Os sintomas variam de acordo com a fase da doença que pode ser classificada em aguda e crônica.

  • Fase aguda: Febre, mal estar, falta de apetite, edemas localizados na pálpebra (sinal de Romanã) ou em outras partes do corpo (chagoma de inoculação), infartamento de gânglios, aumento do baço e do fígado e distúrbios cardíacos. Em crianças, o quadro pode se agravar e levar à morte. Frequentemente, nesta fase, não há qualquer manifestação clínica a doença pode passar desapercebida.

  • Fase crônica: Nesta fase, muitos pacientes podem passar um longo período, ou mesmo toda a sua vida, sem apresentar nenhuma manifestação da doença, embora sejam portadores do T.cruzi . Em outros casos, a doença prossegue ativamente, passada a fase inicial, podendo comprometer muitos setores do organismo, salientando-se o coração e o aparelho digestivo.

  • Tratamento: As drogas hoje disponíveis, são eficázes, apenas na fase inicial da enfermidade, daí a importância da descoberta precoce da doença..

  • Vacinação: Ainda, não se dispõe de vacina para uso imediato.

  • TUBERCULOSE

  • A Tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch em homenagem ao seu descobridor, o bacteriologista alemão Robert Koch, em 1882. . Apesar das inúmeras localizações possíveis da doença, em cerca de 90% dos casos, inicia-se pelos pulmões. Nas crianças, via de regra, a transmissão ocorre pela ingestão de leite de vaca contaminado, podendo aparecer a tuberculosa pulmonar, a renal, a óssea, na pele, etc.

  • Profilaxia : Na prevenção, principalmente em crianças recém-nascidas, usa-se a vacina BCG (bacilo de Calmet-Guérin). Evitar o convívio com tuberculoso contagiante e só consumir leite pasteurizado ou fervido adequadamente.

  • HANSENÍASE

  • A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução prolongada causada pelo bacilo denominado Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, . Transmissão : Relativamente pouco contagiante, a forma de contágio mais comum é a direta (pessoa a pessoa), entre outras vias, por descargas nasais infectadas.

  • Sintomatologia: O período de incubação é de 3 a 5 anos. A classificação das formas clínicas da hanseníase divide-se basicamente em quatro: indeterminada, tuberculóide, dimorfa e virchowiana. Os dois tipos mais importantes são a tuberculóide e a virchowiana ou lepromatosa. A formatuberculóide é carcterizada por nódulos sob a pele e regiões de anestesia circunscrita, pelas lesões dos nervos periféricos. A forma mais grave é a vichowiana ou lepromatosa que causa ulcerações e deformidades, com mutilações de mãos, nariz e orelhas.

  • MENINGITE é uma inflamação das meninges e do L.C.R. interposto. O processo inflamatório estende-se por todo o espaço sub-aracnoide em torno do encéfalo e da medula espinal e costuma envolver os ventrículos.

  • TIPOS DE MENINGITE MAIS COMUNS – Bacteriana ou piogénica meningococos ( bactérias formadoras de pûs ) bacilos influenza pneumococos

  • Meningite Tuberculosa - bacilos da tuberculose

  • Meningite Asséptica ou Viral – agentes virais

  • MANIFESTAÇÕES CLINICAS As manifestações clinicas, dependem em grande medida : - da idade do doente; - da duração da doença; - da resposta á infecção.Na maioria dos casos, há um período de 3 dias de doença antes do aparecimento.

  • Sinais meningeos :

  • rigidez da nuca

  • Brudzinski

  • Kernig

  • Crianças com mais de 2 anos :

  • mal estar geral;

  • febre (38-40ºc );

  • calafrios;

  • cefaleia intensa;

  • vômitos;

  • dores generalizadas;

  • convulsão ( ocasionalmente ) irritação;

  • sinais meníngeos presentes;

  • exantemas petéquiais ou púrpuricos

  • Estes sintomas tendem a agravar-se, podendo mesmo originar um estado de coma.

  • DIAGNOSTICO : Em alguns casos, as culturas de material colhido no nariz e garganta, podem oferecer informações valiosas exame físico Exame do Liquor (diag. Definitivo)

  • TÉTANO

  • O tétano é uma doença infecciosa grave causada por uma neurotoxina produzida pelo Clostridium tetani, uma bactéria encontrada comumente no solo sob a forma de esporos (formas de resistência).

  • Transmissão: O tétano é uma doença infecciosa, não transmissível de um indivíduo para outro, que pode ocorrer em pessoas não imunes ou seja, sem niveis adequados de anticorpos protetores. Os anticorpos protetores são induzidos exclusivamente pela aplicação da vacina antitetânica, uma vez que a neurotoxina, em razão de atuar em quantidades extremamente reduzidas, é capaz de produzir a doença, mas não a imunidade. O tétano pode ser adquirido através da contaminação de ferimentos (tétano acidental), inclusive os crônicos (como úlceras varicosas) ou do cordão umbilical

  • LEPTOSPIROSE

  • febre dos pântanos, doença dos porqueiros, tifo canino. É doença infecciosa, uma zoonose, causada por uma série de bactérias de aspecto muito peculiar lembrando um saca – rolhas, chamada leptospira. A forma mais grave da doença e com mais alta mortalidade é associada ao Leptospira icterohaemorrhagiae, chamada, com mais propriedade, doença de Weil. O agente etiológico É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina de ratos e outros animais.

  • Transmissão : Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama dos alagamentos. A pessoa que tem contato com água de enchente ou lama pode se contaminar.

  • sinais e sintomas : Fraqueza, dor no corpo, dor de cabeça e febre, sendo que, às vezes, a doença é confundida com gripe, dengue ou algum outro tipo de virose. Com o aumento da febre podem ocorrer calafrios, mal-estar, dor na batata das pernas (panturrilhas), fortes dores na barriga e também o aparecimento de cor amarelada na pele (icterícia). Vômitos e diarréia podem levar à desidratação.É comum que os olhos fiquem muito avermelhados. Em alguns pacientes os sinais e sintomas podem ressurgir após dois ou três dias de aparente melhora. Nesse período, é comum aparecer manchas avermelhadas pelo corpo e pode ocorrer meningite, que geralmente não é grave.

  • DENGUE

  • A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae e é transmitida através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus.

  • Tipos de Dengue - Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

  • Formas de apresentação - A dengue pode se apresentar – clinicamente - de quatro formas diferentes formas: Infecção Inaparente, Dengue Clássica, Febre Hemorrágica da Dengue e Síndrome de Choque da Dengue. Dentre eles, destacam-se a Dengue Clássica e a Febre Hemorrágica da Dengue

  • RAIVA

  • A raiva , também conhecida como hidrofobia (quando ocorre na forma virótica) é uma doença causada por um vírus da família rhabdoviridae, gênero Lyssavirus. O agente causador da raiva pode infectar qualquer animal de sangue quente, porém só irá desencadear a doença em mamíferos, como por exemplo cachorros, gatos, ruminantes e primatas (como o homem).

  • Prevenção : A vacina contra a Raiva

  • Sintomatologia : Na fase inicial há apenas dor ou comichão no local da mordidela, náuseas, vômitos e mal estar moderado ("mau humor"). Na fase excitativa que se segue, surgem espasmos musculares intensos da faringe e laringe com dores excruciantes na deglutição, mesmo que de água. O indivíduo ganha por essa razão um medo irracional e intenso ao líquido, chamado de hidrofobia (por isso também conhecida por este nome). Logo que surge a hidrofobia a morte já é certa. Outros sintomas são episódios de hostilidade violenta (raiva), tentativas de morder e bater nos outros e gritos, alucinações, insônia, ansiedade extrema, provocados por estímulos aleatórios visuais ou acústicos.

  • TOXOPLASMOSE - Doença do gato. Trata-se de doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário é facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo. Outro período particularmente de risco para se adquirir a infecção é durante a vida intra-uterina, da gestante para o feto (transmissão vertical). O feto pode ter afetada a sua formação quando contaminado.

  • Transmissão de quatro formas: Por ingestão de cistos presentes em dejetos de animais contaminados, particularmente gatos, que podem estar presentes em qualquer solo onde o animal transita. Mais comum no nosso meio. Por ingestão de carne de animais infectados (carne crua ou mal passada), mais comum na Ásia. Por transmissão intra-uterina da gestante contaminada para o feto (vertical). Uma quarta forma de transmissão pode ocorrer através de órgãos contaminados que, ao serem transplantados em pessoas que terão que utilizar medicações que diminuem a imunidade (para combater a rejeição ao órgão recebido), causam a doença.

  • Sintomatologia : A apresentação mais comum decorre do comprometimento cerebral manifesta por dores de cabeça, febre, sonolência, diminuição de força generalizada ou de parte do corpo (metade direita ou esquerda) evoluindo para diminuição progressiva da lucidez até o estado de coma.

  • Prevenção : Como a principal forma de contaminação é via oral, de uma forma geral a prevenção deve ser feita: Pela não ingestão de carnes cruas ou mal-cozidas. Comer apenas vegetais e frutas bem lavados em água corrente. Evitar contato com fezes de gato.

  • FEBRE TIFÓIDE: É uma doença infecciosa potencialmente grave, causada por uma bactéria, a Salmonella typhi. Caracteriza-se por febre prolongada, alterações do trânsito intestinal, aumento de vísceras como o fígado e o baço e, se não tratada, confusão mental progressiva, podendo levar ao óbito. A transmissão ocorre principalmente através da ingestão de água e de alimentos contaminados. A doença tem distribuição mundial, sendo mais freqüente nos países em desenvolvimento, onde as condições de saneamento básico são inexistentes ou inadequadas.

  • O tratamento : consiste basicamente em antibióticos e reidratação. Nos casos leves e moderados, o médico pode recomendar que o tratamento seja feito em casa, com antibióticos orais. Os casos mais graves devem ser internados para hidratação e administração venosa de antibióticos. Sem tratamento antibiótico adequado, a febre tifóide pode ser fatal em até 15% dos casos.

DOENÇAS SEXUALMENTES TRANSMISSIVEIS

  • SÍFILIS: Doença infecto-contagiosa sistêmica (acomete todo o organismo), que evolui de forma crônica (lenta) e que tem períodos de acutização (manifesta-se agudamente) e períodos de latência (sem manifestações). Pode comprometer múltiplos órgãos (pele, olhos, ossos, sistema cardiovascular, sistema nervoso). De acordo com algumas, características de sua evolução a sífilis divide-se em Primária, Secundária, Latente e Terciária ou Tardia. Quando transmitida da mãe para o feto é chamada de Sífilis Congênita.

  • Transmissão: Relação sexual (vaginal anal e oral), transfusão de sangue contaminado, transplacentária (a partir do quarto mês de gestação). Eventualmente através de fômites.

  • Tratamento Medicamentoso. Com cura completa, se tratada precoce e adequadamente.

  • Cancro Mole: Ulceração (ferida) dolorosa, com a base mole, hiperemiada (avermelhada), com fundo purulento e de forma irregular que compromete principalmente a genitália externa mas pode comprometer também o ânus e mais raramente os lábios, a boca, língua e garganta. Estas feridas são muito contagiosas, auto-inoculáveis e portanto, frequentemente múltiplas. Em alguns pacientes, geralmente do sexo masculino, pode ocorrer infartamento ganglionar na região inguino-crural (inchação na virilha). Não é rara a associação do cancro mole e o cancro duro (sífilis primária).

  • Herpes: Infecção recorrente (vem, melhora e volta) causadas por um grupo de vírus que determinam lesões genitais vesiculares (em forma de pequenas bolhas) agrupadas que, em 4-5 dias, sofrem erosão (ferida) seguida de cicatrização espontânea do tecido afetado. As lesões com frequência são muito dolorosas e precedidas por eritema (vermelhidão) local. A primeira crise é, em geral, mais intensa e demorada que as subsequentes.

  • Gonorréia: Doença infecto-contagiosa que se caracteriza pela presença de abundante secreção purulenta (corrimento) pela uretra no homem e vagina e/ou uretra na mulher. Este quadro frequentemente é precedido por prurido (coceira) na uretra e disúria (ardência miccional). Em alguns casos podem ocorrer sintomas gerais, como a febre. Nas mulheres os sintomas são mais brandos ou podem estar ausentes (maioria dos casos).

  • HPV: Infecção causada por um grupo de vírus (HPV - Human Papilloma Viruses) que determinam lesões papilares (elevações da pele) as quais, ao se fundirem, formam massas vegetantes de tamanhos variáveis, com aspecto de couve-flor (verrugas). Os locais mais comuns do aparecimento destas lesões são a glande, o prepúcio e o meato uretral no homem e a vulva, o períneo, a vagina e o colo do útero na mulher. Em ambos os sexos pode ocorrer no ânus e reto, não necessariamente relacionado com o coito anal.

  • Complicações/Consequências Câncer do colo do útero e vulva e, mais raramente, câncer do pênis e também do ânus.

  • Transmissão: Contacto sexual íntimo (vaginal, anal e oral). Mesmo que não ocorra penetração vaginal ou anal o virus pode ser transmitido.O recém-nascido pode ser infectado pela mãe doente, durante o parto. Pode ocorrer também, embora mais raramente, contaminação por outras vias (fômites) que não a sexual : em banheiros, saunas, instrumental ginecológico, uso comum de roupas íntimas, toalhas etc.

  • Candidiase: A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais frequentes de infecção genital. Caracteriza-se por prurido (coceira), ardor, dispareunia (dor na relação sexual) e pela eliminação de um corrimento vaginal em grumos brancacentos, semelhante à nata do leite. Com frequência, a vulva e a vagina encontram-se edemaciadas (inchadas) e hiperemiadas (avermelhadas). As lesões podem estender-se pelo períneo, região perianal e inguinal (virilha). No homem apresenta-se com hiperemia da glande e prepúcio (balanopostite) e eventualmente por um leve edema e pela presença de pequenas lesões puntiformes (em forma de pontos), avermelhadas e pruriginosas.

  • Na maioria das vezes não é uma doença de transmissão sexual. Em geral está relacionada com a diminuição da resistência do organismo da pessoa acometida. Existem fatores que predispõe ao aparecimento da infecção : diabetes melitus, gravidez, uso de contraceptivos (anticoncepcionais) orais, uso de antibióticos e medicamentos imunosupressivos (que diminuem as defesas imunitárias do organismo), obesidade, uso de roupas justas etc.

  • Linfogranuloma: O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital (lesão primária) que tem curta duração e que se apresenta como uma ulceração (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele). Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e frequentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino.

  • AIDS-SIDA: Síndrome (uma variedade de sintomas e manifestações) causado pela infecção crônica do organismo humano pelo vírus HIV (Human Immunodeficiency Virus). O vírus compromete o funcionamento do sistema imunológico humano, impedindo-o de executar sua tarefa adequadamente, que é a de protegê-lo contra as agressões externas (por bactérias, outros vírus, parasitas e mesmo por celulas cancerígenas). Com a progressiva lesão do sistema imunológico o organismo humano se torna cada vez mais susceptível a determinadas infecções e tumores, conhecidas como doenças oportunísticas, que acabam por levar o doente à morte.

  • Os sintomas da fase aguda são portanto inespecíficos e comuns a várias doenças, não permitindo por si só o diagnóstico de infecção pelo HIV, o qual somente pode ser confirmado pelo teste anti-HIV, o qual deve ser feito após 90 dias (3 meses) da data da exposição ou provável contaminação.

  • Tratamento: Existem drogas que inibem a replicação do HIV, que devem ser usadas associadas, mas ainda não se pode falar em cura da AIDS. As doenças oportunísticas são, em sua maioria tratáveis, mas há necessidade de uso contínuo de medicações para o controle dessas manifestações.

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