(Parte 1 de 8)

C O N F E R Ê N C I AE P I S C O P A L P O R T U G U E S A

1. A fonte e origem de toda a bênção1 é Deus bendito sobre todas as coisas2, que, como único e sumo bem, tudo fez bem feito, para encher de bênçãos as suas criaturas3 e, mesmo depois da queda do homem, continua a derramar essas bênçãos, como sinal da sua misericórdia.

por Ele _ ao assumir a condição humanade novo a bençoou os homens com

2. Mas quando chegou a plenitude dos tempos, o Pai enviou o seu Filho e todas as bênçãos espirituais4. E assim se converteu em bênção a antiga maldição, quando «nasceu o Sol de justiça,5 Cristo nosso Deus, que destruiu a maldição e nos trouxe a bênção».

3. Cristo, a maior bênção do Pai, apareceu no Evangelho abençoando os irmãos, principalmente os mais humildes6, e ele vando ao Pai uma oração de bênção7. Finalmente, tendo sido glori fi cado pelo Pai e subido ao Céu, derramou sobre os irmãos, remidos com o seu Sangue, o dom do Espírito, para que, movidos pelo seu poder, pudessem louvar e glorifi car em todas as coisas a Deus Pai, adorá- -l'O e dar-Lhe graças, e, praticando obras de caridade, mere cessem ser contados entre os benditos do seu reino8.Cf. Missale Romanum, reformado por decreto do Conc.Vat.I e promulgado por autoridade do Papa Paulo VI, ed. tip. segunda, Roma 1975: Bênçãos no fi m da Missa, Bênçãos solenes, n.3, no primeiro dia do ano. Cf. Rom 9, 5. Cf. Missale Romanum, Oração Eucarística IV, n. 117. Cf. Gal 4, 4; Ef 1, 3. Cf. Ofício Divino, reformado por decreto do Conc. Vat. I e promulgado por autoridade do Papa Paulo VI, Liturgia das Horas, segundo o rito romano, vol IV: Natividade da Virgem Santa Maria,

8 de Setembro, antífona do Benedictus. Cf. Actos 3, 26; Mc 10, 16; 6, 41; Lc 24, 50 etc. Cf. Mt 9, 31; 14, 19; 26, 26; Mc 6, 41; 8, 7.9; 14, 2; Lc 9, 16; 24, 30; Jo 6, 1. Cf. Missale Romanum, Comum dos Santos e Santas, 9: Missa dos Santos que se dedicaram às obras de misericórdia, Or. colecta.

10 PRELIMINARES GERAIS

4. É pelo Espírito Santo que a bênção de Abraão9 se realiza cada vez mais plenamente em Cristo, na medida em que vai passando aos fi lhos que são chamados a uma vida nova «na plenitude da bênção»10, para que, convertidos em membros de Cristo, difundam por toda a parte os frutos do mesmo Espírito para salvar o mundo pela bênção divina.

5. O Pai, tendo em sua mente divina a Cristo Salvador, tinha já confi rmado a primeira aliança do seu amor para com os homens pela efusão de múltiplas bênçãos. Deste modo, preparava o povo eleito para receber o Redentor e tornava- -o cada vez mais digno da aliança. E o povo, seguindo os caminhos da justiça, pôde honrar a Deus com os lábios e o coração, tornando-se sinal e sacramento da bênção divina no mundo.

6. Deus, de quem desce toda a bênção, concedeu já naquele tempo aos homens, principalmente aos patriarcas, aos reis, aos sa cerdotes, aos levitas, aos pais11, que, louvando e bendizendo o seu nome, em seu nome abençoassem os outros homens e as coisas criadas com bênçãos divinas.

Quando é Deus que abençoa, por Si mesmo ou por outros, promete -se sempre o auxílio do Senhor, anuncia-se a sua graça, proclama-se a sua fi delidade à aliança. Quando são os homens que abençoam, louvam a Deus, proclamando a sua bondade e misericórdia.

Na verdade, Deus dá a sua bênção comunicando ou anunciando a sua bondade. Os homens bendizem a Deus proclamando os seus louvores, dando- -Lhe graças, prestando-Lhe culto de piedade e adoração, e quando abençoam os outros homens, invocam o auxílio de Deus sobre cada um deles ou sobre as assembleias reunidas.

7. Como consta na Sagrada Escritura, todas as coisas que Deus criou e sustenta no mundo com a sua graça providente dão testemunho da bênção de Deus e nos convidam a bendizê-l'O12. Isto alcançou o maior sentido quando o Verbo Encarnado começou a santifi car todas as coisas do mundo, graças ao mistério da encarnação.

As bênçãos referem-se primária e principalmente a Deus, cuja grandeza e bondade exaltam; mas, na medida em que comunicam os bene fícios de Deus, referem-se também aos homens, que Deus governa e pro tege com a sua providência; mas também se dirigem às coisas criadas, por cuja abundância e variedade Deus abençoa o homem13. Cf. Gen 12, 3. S. BASÍLIO, De Spiritu Sancto, cap. 15, 36: PG 32, 131. Cf. S. AMBRÓSIO, De Spiritu Sancto I, 7, 89: CSEL 79, 53. Cf. Gen 14, 19-20 - Hebr 7, 1; Gen 27, 27-29; 38, 40 - Hebr 1, 20; Gen 49, 1-28 - Hebr 1, 21;

Deut 21, 5; Deut 3; Jos 14, 13; 2, 6; 2 Cron 30, 27; Lev 9, 2-23; Ne 8, 6; Sir 3, 9-1. Cf. p.ex., Dan 3, 57-8; Salmos 65(6), 8; 102(103); 134(135); 1 Tim 4, 4-5. Cf. Gen 27, 27; Ex 23, 25; Deut 7, 13; 28, 12; Job 1, 10; Salmo 64(65), 1; Jer 31, 23.

8. Fiel à recomendação do Salvador, a Igreja participa do cálice de bênção14, dando graças a Deus pelo seu dom inefável, adqui rido pela primeira vez no Mistério Pascal e em seguida comunicado a nós na Eucaristia. Efectivamente, a Igreja recebe no mistério eucarístico a graça e a virtude pelas quais se torna ela mesma uma bênção no mundo: como sacramento universal de salvação15, exerce sempre entre os ho mens e em favor dos homens a obra da santifi cação e simultaneamente, unida a Cristo sua cabeça, glorifi ca o Pai no Espírito Santo.

9. A Igreja, pelo poder do Espírito Santo, exprime de diversos modos este seu ministério e por isso instituiu diversas formas de bên ção; com elas convida os homens a louvar a Deus, anima-os a pedir a sua protecção, exorta-os a tornarem-se dignos da sua misericórdia pela santidade de vida, utiliza fórmulas de oração para implorar os seus benefícios, a fi m de alcançar bom êxito naquilo que suplica.

A isto se destinam as bênçãos instituídas pela Igreja, sinais sensíveis que «signifi cam e realizam, cada um a seu modo, a santifi cação dos homens em Cristo»16 e a glorifi cação de Deus, que é o fi m para o qual se orientam todas as outras acções da Igreja17.

10. As bênçãos, como sinais que se fundamentam na palavra de Deus e se celebram à luz da fé, pretendem ilustrar e devem manifestar a vida nova em Cristo, que tem a sua origem e crescimento nos sacra mentos da nova aliança instituídos pelo Senhor. Além disso, as bênçãos, que foram instituídas imitando de certo modo os sacramentos, signifi cam sempre efeitos principalmente espirituais, que se alcançam graças à súplica da Igreja18.

1. Com esta convicção, a Igreja manifesta sempre a sua solicitude para que a celebração da bênção se oriente verdadeiramente para o louvor e glorifi cação de Deus e se ordene ao proveito espiritual do seu povo.

Para que isto apareça com mais clareza, as fórmulas de bênção, segundo a antiga tradição, têm como objectivo principal glorifi car a Deus pelos seus dons, implorar os seus benefícios e afastar do mundo o poder do Maligno.

12. Glorifi cando a Deus em todas as coisas e procurando principalmente a manifestação da glória de Deus aos homens _ tanto os já renascidos como os que vão renascer pela graça _ a Igreja, cele brando as bênçãos, louva o Senhor por eles e com eles nas diversas circunstâncias da vida e invoca para eles a sua graça. Por vezes a Igreja abençoa também as coisas relacionadas com a Cf. 1 Cor 10, 16. Cf. Conc Vat. I, Const. sobre a Igreja, Lumen gentium, n. 48. Conc. Vat. I, Const. sobre a S. Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 7. Ibidem, n. 7 e 10. Cf. Ibidem, n. 60.

12 PRELIMINARES GERAIS actividade humana ou com a vida litúrgica e também com a piedade e o culto, mas tendo sempre em conta os homens que utilizam essas coisas e actuam nesses lugares. Na verdade, o homem, em cujo favor Deus quis todas as coisas boas, é o receptáculo da sua sabedoria, e por isso, com a celebração da bênção, o homem pretende manifestar que utiliza de tal modo as coisas criadas que, com o seu uso, busca a Deus, ama a Deus e serve fi elmente o único Deus.

13. Os cristãos, guiados pela fé, fortalecidos pela esperança e movidos pela caridade, não só são capazes de reconhecer sabiamente os vestígios da bondade divina em todas as coisas criadas, mas também buscam implicitamente o reino de Cristo nas obras da acti vidade humana e, além disso, consideram todos os acontecimentos do mundo como sinais da providência paterna com que Deus dirige e ori enta todas as coisas.

Por isso, sempre e em toda a parte se nos apresenta ocasião para louvar, invocar e dar graças a Deus por Cristo no Espírito Santo, contanto que se trate de coisas, lugares e circunstâncias que não estejam em contradição com as normas e o espírito do Evangelho. Portanto, cada celebração de bênção deve submeter-se sempre ao cri tério pastoral, sobretudo se pode provocar estranheza entre os fi éis ou outras pessoas.

14. Este modo pastoral de considerar as bênçãos está em sintonia com as palavras do Concílio Ecuménico Vaticano I: «A liturgia dos sacramentos e dos sacramentais faz com que, para os fi éis que os cele bram nas devidas disposições, quase todos os actos da vida sejam santifi cados pela graça divina que emana do Mistério Pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, do qual todos os sacra mentos e sacra mentais recebem o seu poder, e faz também com que o uso honesto de quase todas as coisas materiais possa ordenar-se à santifi cação do homem e ao louvor de Deus»19.

Assim, com as celebrações das bênçãos, os homens dispõem-se para receber o fruto superior dos sacramentos e são santifi cadas as diversas circunstâncias da vida.

15. «Para conseguir esta plena efi cácia, é necessário que os fi éis participem na sagrada liturgia com recta disposição de espírito»20. Por isso, aqueles que pedem a bênção de Deus por meio da Igreja devem fortalecer a sua disposição de espírito naquela fé para a qual nada é impossível21; apoiem-se na esperança, que não ilude22; e sobretudo sejam vivifi cados na caridade, que impele a obser var os mandamentos de Deus23. Assim, os homens que buscam o beneplácito di vino24 compreenderão plenamente e alcançarão de facto a bênção do Senhor. Conc. Vat. I, Const. sobre a S. Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 61. Ibidem, n. 1. Cf. Mc 9, 23. Cf. Rom 5, 5. Cf. Jo 14, 21. Cf. Rom 12, 2; Ef 5, 17; Mt 12, 50; Mc 3, 35.

16. As bênçãos são acções litúrgicas da Igreja e, por isso, a celebração comunitária, que por vezes se requer, corres ponde melhor à índole da prece litúrgica, e assim, enquanto a verdade é exposta aos fi éis por meio da oração da Igreja, os que estão pre sentes são induzidos a unirem-se com o coração e com os lábios à voz da Mãe.

Para as bênçãos mais importantes, que dizem respeito à Igreja local, é conveniente que se reúna a comunidade diocesana ou paro quial, presidida pelo Bispo ou pelo Pároco.

Mas também nas outras bênçãos é recomendada a presença dos fi éis: de facto, o que se realiza para um grupo determinado, de algum modo redunda em vantagem para toda a comunidade.

17. Quando não está presente nenhum grupo de fi éis, tanto aquele que quer bendizer a Deus ou pedir a bênção divina como o ministro que preside à celebração devem recordar-se de que re presentam a Igreja celebrante, de tal modo que, por meio da sua oração comum e da sua petição, a bênção desce «pelo homem, mas não do homem»25, como «comunicação votiva de santifi cação e de graças»26.

Normalmente, a celebração da bênção de coisas ou de lugares não deve fazer-se sem a participação de pelo menos algum fi el.

18. O ministério da bênção constitui um peculiar exercício do sacerdócio de Cristo e, segundo o lugar e o ofício de cada um no povo de Deus, exerce-se do modo seguinte: a) Compete ao Bispo principalmente presidir às celebrações que dizem respeito a toda a comunidade diocesana e se fazem com especial solenidade e grande afl uência de povo; por isso, pode reservar a si algumas celebrações27, principalmente quando se realizam de forma mais solene. b) Compete aos Presbíteros, como requer a natureza do seu serviço no povo de Deus, presidir às bênçãos, principalmente àquelas que se referem à comunidade a cujo serviço estão desti nadas; por isso, podem celebrar todas as bênçãos contidas neste livro, a não ser que esteja presente algum Bispo que a elas pre sida. c) Compete aos Diáconos, como auxiliares do Bispo e do seu presbitério na qualidade de ministros da palavra, do altar e da caridade, presidir a algumas celebrações, como se indica no lu gar correspondente. Mas quando está presente um sacerdote, é melhor atribuir -lhe a presidência e que o diácono o auxilie na acção litúrgica exercendo as suas funções próprias. Cf. S. CESÁRIO DE ARLES, Sermo 7, 5: CCL 103, 321. S. AMBRÓSIO, De benedictionibus patriarcharum 2, 7: PL 14, 709; CSEL De Pa triarchis 32, 2, 18. Cf. Conc. Vat. I, Const. sobre a S. Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 79.

14 PRELIMINARES GERAIS d) Aos Acólitos e Leitores, que, pela instituição que lhes é conferida, desempenham uma função peculiar na Igreja, com ra zão se lhes concede, de preferência aos outros leigos, a faculdade de dar algumas bênçãos, a juízo do Ordinário do lugar.

Também os outros Leigos, homens e mulheres, em virtude do sacerdócio comum de que foram dotados no Baptismo e na Confi rmação _ ou pelo próprio cargo (como os pais em relação aos fi lhos), ou porque exercem um ministério extraordinário ou outras funções pe culiares na Igreja, como os religiosos ou os catequistas em alguns lugares _ a juízo do Ordinário do lugar28, quando é reconhecida a sua devida formação pastoral e a sua prudência no exercício do próprio cargo, podem celebrar algumas bênçãos, com os ritos e fór mulas para eles previstos, como se indica em cada uma das bênçãos.

Mas quando está presente um sacerdote ou um diácono, deve ce der-se- -lhes a presidência.

19. A participação dos fi éis será tanto mais activa quanto mais profunda for a instrução que se lhes dê sobre a importância das bênçãos. Por isso os presbíteros e os ministros, nas próprias celebrações, assim como na pregação e na catequese devem explicar aos fi éis o signifi cado e a efi cácia das bênçãos.

É especialmente importante que o povo de Deus seja instruído acerca do verdadeiro signifi cado dos ritos e preces que a Igreja uti liza nas bênçãos, para que na celebração sagrada não se introduza nenhum elemento de índole supersticiosa ou vã credulidade que pre judique a pureza da fé.

Estrutura típica

20. A celebração típica da bênção consta de duas partes: a primeira é a proclamação da palavra de Deus, a segunda é o louvor da bondade divina e a petição do auxílio celeste. Normalmente a celebração começa e conclui com alguns ritos breves.

21. A primeira parte tem o objectivo de fazer com que a celebração seja verdadeiramente um sinal sagrado, que toma o seu pleno sentido e efi cácia da proclamação da palavra de Deus29.

Portanto, o centro desta primeira parte é a proclamação da palavra de Deus, à qual se referem tanto a admonição introdutória co mo a breve explicação ou exortação ou homilia que, conforme as cir cunstâncias, se podem acrescentar. Cf. Conc. Vat. I, Const. sobre a S. Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 79. Cf. Missale Romanum, Ordo Lectionum Missae, ed. tip. segunda, Roma 1981, Praenotanda, n. 3-9.

Para estimular a fé dos participantes, pode intercalar-se um salmo ou um cântico ou um tempo de silêncio sagrado, sobretudo se se fazem várias leituras.

2. A segunda parte tem por objectivo, mediante ritos e preces, louvar a Deus e obter o seu auxílio por Cristo no Espírito Santo. O centro desta parte é constituído pela fórmula de bênção, ou oração da Igreja, acompanhada geralmente de um sinal ou gesto pe culiar.

Para fomentar a oração dos presentes, pode acrescentar-se a oração comum, que normalmente precede a oração de bênção, mas por vezes diz-se depois dela.

23. Nas celebrações propostas, os elementos principais, isto é, a proclamação da palavra de Deus e a oração da Igreja, que nunca podem ser omitidos, mesmo nas celebrações mais breves, devem distinguir-se cuidadosamente dos outros elementos, ao or denar a celebração.

24. Além disso, ao ordenar a celebração, deve ter-se em conta sobretudo o seguinte: a) geralmente deve preferir-se a forma comunitária30, de tal modo que exerçam nela as suas funções próprias o diácono, o leitor, o salmista e o coro; b) atenda-se à norma fundamental sobre a consciente, activa e apropriada participação dos fi éis31; c) tenham-se em conta oportunamente as circunstâncias do momento e das pessoas presentes32, observando os princípios que inspiram a reforma destes ritos e as normas dadas pela autori dade competente.

Os sinais a utilizar

25. Os sinais visíveis que frequentemente acompanham as orações têm a fi nalidade principal de evocar as acções salvífi cas do Senhor, mostrar uma certa relação com os principais sacramen tos da Igreja e, deste modo, alimentar a fé das pessoas presentes e despertar a sua atenção para que participem na celebração33.

26. Os sinais que mais frequentemente se utilizam são os se guintes: braços abertos, braços erguidos, mãos juntas, imposição das mãos, o sinal da cruz, a aspersão com água benta e a incensação. a) Dado que a fórmula de bênção é antes de mais «oração», o ministro, conforme se indica em cada uma das celebrações, re cita-a de braços abertos, ou erguidos, ou estendidos sobre as pessoas, ou de mãos juntas. Cf. Conc. Vat. I, Const. sobre a S. Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 27. Ibidem, n. 79. Ibidem, n. 38. Ibidem, n. 59-60.

16 PRELIMINARES GERAIS b) Entre os sinais de bênção tem lugar destacado a impo sição das mãos, como costumava fazer o próprio Cristo, que, re ferindo-Se aos discípulos, disse: «Imporão as mãos sobre os doentes e serão curados» (Mc 16, 18). Este sinal continua a realizar-se na Igreja e pela Igreja. c) Com frequência, segundo a antiga tradição da Igreja, propõe-se o sinal da cruz. d) Em algumas celebrações da bênção propõe-se a aspersão com água benta. Nesse caso, os ministros devem exortar os fi éis para que recordem o Mistério Pascal e renovem a fé do seu Baptismo. e) Em algumas celebrações da bênção utiliza-se a incensa ção, que é um sinal de veneração e honra e simboliza por vezes a oração da Igreja.

(Parte 1 de 8)

Comentários