A alvenaria estrutural tem suas origens na Pré-História. É assim um dos mais antigos sistemas de construção da humanidade.

  • A alvenaria estrutural tem suas origens na Pré-História. É assim um dos mais antigos sistemas de construção da humanidade.

  • As construções em alvenaria eram de pedra ou tijolo cerâmico queimado, assentados com barro, betume e mais tarde com argamassas de cal, pozolana e finalmente cimento Portland, predominaram até o início de nosso século.

Alvenarias são elementos da construção civil, resultantes da união de blocos sólidos, justapostos, unidos com argamassa ou não, destinados a suportar, principalmente, esforços de compressão.

  • Alvenarias são elementos da construção civil, resultantes da união de blocos sólidos, justapostos, unidos com argamassa ou não, destinados a suportar, principalmente, esforços de compressão.

  • Os blocos sólidos e resistentes que constituem as alvenarias podem ser simples blocos de pedra, obtidas pela extração de pedreiras graníticas ou outros tipo de rocha, como também podem ser fabricados especialmente para esse fim, como blocos cerâmicos, aglomerados com cimento, de gesso ou mesmo de vidro.

  • As alvenarias podem ter simplesmente função de divisória e de delimitação, sendo chamadas de alvenaria de vedação ou de divisão, bem como ter função de estrutura,

suportando carga de lajes, coberturas, caixas d’água, etc, sendo chamada, então, de alvenaria estrutural.

  • suportando carga de lajes, coberturas, caixas d’água, etc, sendo chamada, então, de alvenaria estrutural.

  • Existem vários tipos e métodos construtivos envolvendo alvenaria, os mais conhecidos são: Alvenaria de Vedação; Alvenaria Solo-Cimento; Alvenaria Estrutural (Armada, Parcialmente Armada e Não Armada).

• Pedras naturais

  • • Pedras naturais

  • • Blocos cerâmicos

  • • Blocos de concreto

  • • Blocos sílico - calcário

  • • Blocos de concreto celular

  • • Tijolos de vidro

  • • Tijolos de solo-cimento, etc.

Deve-se considerar:

  • Deve-se considerar:

  • • a natureza do material

  • • seu peso próprio

  • • dimensões e forma

  • • disposição dos furos

  • • textura

  • • propriedades físicas (porosidade, capilaridade,

  • propriedades térmicas, propriedades acústicas, etc.)

  • • propriedades mecânicas (resistências, módulo de

  • elasticidade, tenacidade, etc.)

Deve-se considerar:

  • Deve-se considerar:

  • • durabilidade de acordo com a função que irão

  • desempenhar

  • • resistência à ação de agentes agressivos

  • • precisão dimensional

TIJOLOS DE BARRO COZIDO

  • TIJOLOS DE BARRO COZIDO

  • A) TIJOLO COMUM (MACIÇO, CAIPIRA)

  • São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas, obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas das ordem de 900 a 1000°C.

  • * dimensões mais comuns: 21x10x5

  • * peso: 2,50kg

  • * resistência do tijolo: 20kgf/cm²

  • * quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un

  • parede de 1 tijolo: 148un

B) TIJOLO FURADO (BAIANO)

  • B) TIJOLO FURADO (BAIANO)

  • Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão.

  • * dimensões: 9x19x19cm

  • quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un

  • parede de 1 tijolo: 42un

  • * peso 3,0kg

  • * resistência do tijolo espelho: 30kgf/cm² e um tijolo: 10kgf/cm²

  • * resistência da parede * 45kgf/cm²

A seção transversal destes tijolos é variável, existindo tijolos com furos cilíndricos (Figura 4.2) e com furos prismáticos (Figura 4.3).

  • A seção transversal destes tijolos é variável, existindo tijolos com furos cilíndricos (Figura 4.2) e com furos prismáticos (Figura 4.3).

  • No assentamento, em ambos os casos, os furos dos tijolos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria.

  • As faces do tijolo sofrem um processo de , que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento, por este motivo são constituídas por ranhuras e saliências, que aumentam a aderência.

C) TIJOLO LAMINADO (21 FUROS)

  • C) TIJOLO LAMINADO (21 FUROS)

  • Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.4). O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.

  • * dimensões: 23x11x5,5cm

  • * quantidade por m²:

  • parede de 1/2 tijolo: 70un

  • parede de 1 tijolo: 140un

  • * peso aproximado 2,70kg

  • * resistência do tijolo 35kgf/cm²

  • * resistência da parede: 200 a 260kgf/cm²

TIJOLOS DE SOLO CIMENTO

  • TIJOLOS DE SOLO CIMENTO

  • Material obtido pela mistura de solo arenoso - 50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção, cimento Portland de 4 a 10%, e água, prensados mecanicamente ou manualmente. São assentados por argamassa mista de cimento, cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola.

  • * dimensões: 20x10x4,5cm

  • * quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido

  • * resistência a compressão: 30kgf/cm²

BLOCOS DE CONCRETO

  • BLOCOS DE CONCRETO

  • Peças regulares e retangulares, fabricadas com cimento, areia, pedrisco, pó de pedra e água (Figura 4.7; 4.8). O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes, e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento. Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.

As argamassas, junto com os elementos de alvenaria, são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada, sendo a sua função:

  • As argamassas, junto com os elementos de alvenaria, são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada, sendo a sua função:

  • unir solidamente os elementos de alvenaria

  • distribuir uniformemente as cargas

  • vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos, etc...

A alvenaria de vedação pode ser definida como a alvenaria que não é dimensionada para resistir a ações além de seu próprio peso. O subsistema vedação vertical é responsável pela proteção do edifício de agentes indesejáveis (chuva, vento etc.) e pela compartimentação dos ambientes internos. A maioria das edificações executadas pelo processo construtivo convencional (estrutura reticulada de concreto armado moldada no local) utiliza para o fechamento dos vãos de paredes de alvenaria.

  • A alvenaria de vedação pode ser definida como a alvenaria que não é dimensionada para resistir a ações além de seu próprio peso. O subsistema vedação vertical é responsável pela proteção do edifício de agentes indesejáveis (chuva, vento etc.) e pela compartimentação dos ambientes internos. A maioria das edificações executadas pelo processo construtivo convencional (estrutura reticulada de concreto armado moldada no local) utiliza para o fechamento dos vãos de paredes de alvenaria.

* Desempenho funcional da parede de alvenaria como vedação de bom a excelente;

  • * Desempenho funcional da parede de alvenaria como vedação de bom a excelente;

  • * Bom isolamento térmico e isolamento acústico;

  • * Boa estanqueidade à água;

  • * Excelente resistência ao fogo;

  • * Excelente resistência mecânica;

  • * Durabilidade superior a de qualquer outro material;

  • * Excelente Flexibilidade e Versatilidade;

  • * Facilidade de produção por montagem ou conformação;

  • * Maior aceitação pelo usuário, maior aceitação pela sociedade.

* Como não se utiliza projeto de alvenaria, as soluções construtivas são improvisadas durante a execução;

  • * Como não se utiliza projeto de alvenaria, as soluções construtivas são improvisadas durante a execução;

  • * A mão-de-obra pouco qualificada executa os serviços com facilidade, mas nem sempre com a qualidade desejada;

  • * O retrabalho: os tijolos ou blocos são assentados, as paredes são seccionadas para a passagem de instalações e embutimento de caixas e, em seguida, são feitos remendos com a utilização de argamassa para o preenchimento dos vazios;

  • * O desperdício de materiais: a quebra de tijolos no transporte e na execução, a utilização de marretas para abrir os rasgos nas paredes e a freqüência de retirada de

caçambas de entulho da obra evidenciam isso Falta de controle na execução: eventuais problemas na execução são detectados somente por ocasião da conferência de prumo do revestimento externo, gerando elevados consumos de argamassa e aumento das ações permanentes atuantes na estrutura;

  • caçambas de entulho da obra evidenciam isso Falta de controle na execução: eventuais problemas na execução são detectados somente por ocasião da conferência de prumo do revestimento externo, gerando elevados consumos de argamassa e aumento das ações permanentes atuantes na estrutura;

  • * Necessidade de revestimentos adicionais para ter textura lisa;

  • * Qualidade deficiente dos materiais utilizados (tijolos, blocos e argamassas) e da execução;

  • * Problemas da ligação da estrutura com a alvenaria (ligação pilar/parede e encunhamento).

O uso de chapas de gesso na construção civil começou nos Estados Unidos, no início do século passado, e passou a ser utilizado em larga escala a partir de 1920, espalhando-se por todo o mundo. Hoje, cerca de 95% das residências americanas utilizam paredes, forros e revestimentos em chapas de gesso. Na Europa, está presente na construção civil, há mais de 70 anos sendo, portanto considerado uma tecnologia totalmente consolidada. No Brasil, o emprego da tecnologia teve início em 1972 com a fabricação das primeiras chapas de gesso. Porém, a produção em escala industrial é relativamente recente.

  • O uso de chapas de gesso na construção civil começou nos Estados Unidos, no início do século passado, e passou a ser utilizado em larga escala a partir de 1920, espalhando-se por todo o mundo. Hoje, cerca de 95% das residências americanas utilizam paredes, forros e revestimentos em chapas de gesso. Na Europa, está presente na construção civil, há mais de 70 anos sendo, portanto considerado uma tecnologia totalmente consolidada. No Brasil, o emprego da tecnologia teve início em 1972 com a fabricação das primeiras chapas de gesso. Porém, a produção em escala industrial é relativamente recente.

Chapas Standard (ST) para paredes destinadas a áreas secas.

  • Chapas Standard (ST) para paredes destinadas a áreas secas.

  • Chapas Resistentes à Umidade (RU) para paredes destinadas a ambientes sujeitos à ação da umidade, por tempo limitado (de forma intermitente).

  • Chapas Resistentes ao Fogo (RF) para paredes com exigências especiais de resistência ao fogo.

Grande agilidade para montagem e execução;

  • Grande agilidade para montagem e execução;

  • Facilidade de composição de elementos específicos de projeto (lembrar dos “shafts” verticais e horizontais);

  • Acessos facilitados para eventuais reparos nas redes elétricas e hidrosanitárias);

  • Bom desempenho térmico (clv);

  • Bom desempenho acústico (clv);

Limitação de uso em relação às condições ambientais;

  • Limitação de uso em relação às condições ambientais;

  • O custo para pequenas obras é maior, se comparado ao da alvenaria convencional;

  • Requer uma mão de obra mais qualificada;

  • Cuidados especiais no transporte das placas;

  • Medidas específicas para se dependurar objetos (quadros, suportes de tv).

A alvenaria é um sistema construtivo que utiliza peças industrializadas de dimensões e peso que as

  • A alvenaria é um sistema construtivo que utiliza peças industrializadas de dimensões e peso que as

  • fazem manuseáveis, ligadas por argamassa, tornando o conjunto monolítico.

  • Estas peças industrializadas podem ser moldadas em:

  • • Cerâmica

  • • Concreto

  • • Sílico-calcáreo

  • Neste tipo de estrutura, a alvenaria tem a finalidade de resistir ao carregamento da edificação, tendo

  • as paredes função resistente. A remoção de qualquer parede fica sujeita a análise e execução de reforços.

Atente-se a dupla função das paredes: resistência e vedação.

  • Atente-se a dupla função das paredes: resistência e vedação.

  • As lajes da edificação normalmente são em concreto armado ou protendido, podendo ser moldadas

  • no local ou pré fabricadas.

  • Para se ter um bom projeto a Alvenaria Estrutural não pode ser vista meramente como um conjunto de paredes superpostas, resistindo o seu peso próprio e outras cargas adicionais.

Concreto com agregados de pequena dimensão e

  • Concreto com agregados de pequena dimensão e

  • relativamente fluido, eventualmente necessário para o

  • preenchimento dos vazios dos blocos .

  • * Aumento da resistência à compressão da alvenaria

  • * Solidarização das armaduras

  • * Resistência maior ou igual a duas vezes a do bloco

Condicionada à função das armaduras, a alvenaria estrutural pode se subdividir em:

  • Condicionada à função das armaduras, a alvenaria estrutural pode se subdividir em:

  • A) ALVENARIA ESTRUTURAL NÃO ARMADA: quando os reforços de aço (barras, fios e telas) ocorrem apenas por finalidades construtivas. As armaduras não são consideradas na absorção dos esforços, mas são importantes para dar ductilidade à estrutura e evitar ou diminuir a fissuração em pontos de concentração de tensões. Além disso, as armaduras podem colaborar para a segurança contra cargas não previsíveis, podendo impedir o colapso progressivo.

B) ALVENARIA ESTRUTURAL ARMADA: quando a alvenaria é reforçada devido à exigências estruturais. Neste caso, a alvenaria possui armaduras colocadas em alguns vazados dos blocos, devidamente envolvidas

  • B) ALVENARIA ESTRUTURAL ARMADA: quando a alvenaria é reforçada devido à exigências estruturais. Neste caso, a alvenaria possui armaduras colocadas em alguns vazados dos blocos, devidamente envolvidas

  • por graute, para absorver os esforços

  • calculados, além das armaduras

  • construtivas e de amarração.

C) ALVENARIA ESTRUTURAL PARCIALMENTE ARMADA: quando parte da estrutura tem paredes com armaduras para resistir aos esforços calculados, além das armaduras com finalidade construtiva ou de amarração, sendo as paredes restantes consideradas não armadas.

  • C) ALVENARIA ESTRUTURAL PARCIALMENTE ARMADA: quando parte da estrutura tem paredes com armaduras para resistir aos esforços calculados, além das armaduras com finalidade construtiva ou de amarração, sendo as paredes restantes consideradas não armadas.

D) ALVENARIA ESTRUTURAL PROTENDIDA: a alvenaria estrutural protendida foi mais desenvolvida no Reino Unido, onde esse tipo de construção faz parte do código de normas desde 1985 e onde são encontrados vários

  • D) ALVENARIA ESTRUTURAL PROTENDIDA: a alvenaria estrutural protendida foi mais desenvolvida no Reino Unido, onde esse tipo de construção faz parte do código de normas desde 1985 e onde são encontrados vários

  • casos de utilização dessa tecnologia a partir do final da década de 50; em outros países, como a Austrália e Estados Unidos a utilização dessa tecnologia é mais recente, porém já é normalizada; uso da alvenaria estrutural protendida é viável quando se tem paredes sujeitas a esforços

  • laterais, tais como a construção de edifícios com esforços de vento preponderante, muros de arrimo, reservatórios de água, silos, colunas para sustentação de grandes áreas

de telhado (p.e. galpões industriais), paredes sujeitas a impactos acidentais, vigas, lajes e coberturas, painéis de fachada pré-moldados.

  • de telhado (p.e. galpões industriais), paredes sujeitas a impactos acidentais, vigas, lajes e coberturas, painéis de fachada pré-moldados.

  • cobertura na Univ. Federal do muro de arrimo em

  • Piauí Itaquaquecetuba, SP

VANTAGENS

  • VANTAGENS

  • * Economia de formas

  • * Redução significativa dos revestimentos

  • * Redução dos desperdícios de material e mão de obra

  • * Redução do número de especialidades

  • * Flexibilidade no ritmo de execução da obra

  • DESVANTAGENS

  • * Dificuldade de se adaptar a arquitetura para um novo uso

  • * Necessidade de qualificação para a mão-de-obra

  • * Interferência entre projeto de arquitetura , estruturas e instalações

Comentários