artigo Reciclagem de Garrafas PET

artigo Reciclagem de Garrafas PET

Trabalho Semestral - MATERIAIS - Engenharia de Produção – PUCPR

reciclagem de Pet

Bruno Accadroli – bruno_accadroli@hotmail.com

Henrique Scarante – Henrique Sarcante@hotmail.com

Laercio Tersi – laercio.tersi@hotmail.com

Diego Garcia – diegocoutogarcia@gmail.com

Luiz Ivan – luizivan@hotmail.com

Palavras-chave: PET, reciclagem, processo, vantagens.

Resumo

  1. introdução

Devido a minimizar os grandes impactos ambientais causados pelo homem no meio ambiente, a sociedade está a cada dia buscando novas técnicas e métodos de processos que venham a reciclar a maior variedade e quantidade de material possível, a reciclagem de Politereftalato de Etileno (PET) é de suma importância neste cenário nacional e mundial.

Por ser um material utilizado em grande quantidade pelas indústrias de todo mundo, o PET torna-se um produto fácil de ser coletado, e como já existem vários processos na indústria de reciclagem para tornar este material um novo utensílio que poderá ser utilizado pela sociedade consumidora, a sua reciclagem também torna-se um ramo de negócios que fabrica um novo objeto, com valor agregado, e analisando do ponto de vista ecológico devido a todos os benefícios gerados ao meio ambiente pela reutilização do PET, a sua reciclagem gera varias expectativas de lucro para o empresário que atua neste nicho de mercado.

  1. O QUE É O PET

O PET - Poli (Tereftalato de Etileno) - é um poliéster, polímero termoplástico. Simplificando, PET é o melhor e mais resistente plástico para fabricação de garrafas e embalagens para refrigerantes, águas, sucos, óleos comestíveis, medicamentos, cosméticos, produtos de higiene e limpeza, destilados, isotônicos, cervejas, entre vários outros como embalagens termoformadas, chapas e cabos para escova de dente. O PET proporciona alta resistência mecânica (impacto) e química, além de ter excelente barreira para gases e odores. Devido as características já citadas e o peso muito menor que das embalagens tradicionais, o PET mostrou ser o recipiente ideal para a indústria de bebidas em todo o mundo, reduzindo custos de transporte e produção. Por tudo isso, oferece ao consumidor um produto substancialmente mais barato, seguro e moderno. As embalagens Pet são 100% recicláveis e a sua composição química não libera nenhum produto tóxico. (AUTOR, ANO)

  1. HISTÓRIA DO PET

A primeira amostra desse material foi desenvolvida pelos ingleses Whinfield e Dickson, em 1941. As pesquisas que levaram à produção em larga escala do poliéster começaram somente após a Segunda Grande Guerra, nos anos 50, em laboratórios dos EUA e Europa. Baseavam-se, quase totalmente, nas aplicações têxteis. Em 1962, surgiu o primeiro poliéster pneumático. No início dos anos 70, o PET começou a ser utilizado pela indústria de embalagens. O PET chegou ao Brasil em 1988 e seguiu uma trajetória semelhante ao resto do mundo, sendo utilizado primeiramente na indústria têxtil. Apenas a partir de 1993 passou a ter forte expressão no mercado de embalagens, notadamente para os refrigerantes. Atualmente o PET está presente nos mais diversos produtos.

  1. QUAIS AS VANTAGENS DA RECICLAGEM

• Redução do volume de lixo nos aterros sanitários e melhoria nos processos de decomposição de matérias orgânicas nos mesmos. O PET acaba por prejudicar a decomposição pois impermeabiliza certas camadas de lixo, não deixando circularem gases e líquidos.

• Economia de petróleo, pois o plástico é um derivado deste.

• Economia de energia na produção de um novo plástico.

• Geração de renda e empregos.

• Redução dos preços para produtos que têm como base materiais reciclados.

• No caso do PET de 2 litros, a relação entre o peso da garrafa (cerca de 54g) e o conteúdo é uma das mais favoráveis entre os descartáveis. Por esse motivo torna-se rentável sua reciclagem.

• O material não pode ser transformado em adubo. Plástico e derivados não podem ser usados como adubo, pois não há bactéria na natureza capaz de degradar rapidamente o plástico.

• É altamente combustível, com valor de cerca de 20 Megajoules/quilo , e libera gases residuais como monóxido e dióxido de carbono, acetaldeído, benzoato de vinila e ácido benzóico. Esses gases podem ser usados na indústria química.

  1. PROCESSSO DE RECICLAGEM

Uma garrafa PET demora no meio ambiente cerca de 400 anos para se degradar. Pode ser reciclado, pelo processo de termoreação, ou a quente, a onde a determinada temperatura, o polímero fica líquido, podendo então ser moldado, extrusado, comprimido ou em outra forma. As garrafas produzidas com este polímero podem permanecer na natureza por até 800 anos. No começo da década de 1980, os Estados Unidos e o Canadá iniciaram a coleta dessas garrafas, reciclando-as inicialmente para fazer enchimento de almofadas. Com a melhoria da qualidade do PET reciclado, surgiram aplicações importantes, como tecidos, lâminas e garrafas para produtos não alimentícios. Mais tarde na década de 1990, o governo norte-americano autorizou o uso destes materiais reciclados em embalagens de alimentos. A produção cresceu mais, a reciclagem não acompanhou a produção, gerando uma invasão de garrafas de todos os tamanhos e formatos, hoje a produção de PET avançou e é um dos maiores vilões do meio ambiente, poluindo matas, rios e córregos.

  1. TÉCNOLOGIA NECESSÁRIA

    1. Prensa

Equipamento que compacta em blocos o PET através de pressão hidráulica para o transporte, usada também para compactar papel e papelão.

    1. LAVADORA E SECADORA

Equipamento para retirar impurezas como terra e areia, e faz a secagem do material para ser enviado a extrusora.

    1. Extrusora

Equipamento simples que permite que o plástico seja reciclado, através de uma rosca sem fim aquecida, onde irá derreter e plastificar, podendo a partir daí se moldarem conforme necessidade.

  1. EMPRESAS de RECICLAGEM de pet

Atualmente existem no Brasil 129 empresas de reciclagem de PET, sendo que destas empresas 9 são no Paraná, seguem abaixo alguns exemplos:

  1. CONTAMINANTES

Os principais contaminantes do PET reciclado são os adesivos plásticos A base ou ("base cup") - a famosa base de alguns refrigerantes de Polipropileno. A maioria dos processos de lavagens não impede que traços destes produtos indesejáveis permaneçam no floco de PET. A cola age como catalisador de degradação hidrolítica quando o material é submetido à alta temperatura no processo de extrusão, além de escurecer e endurecer o reciclado. O mesmo pode ocorrer com o policloreto de vinilo (PVC), que compõe outros tipos de garrafas e não pode misturar-se com a sucata de PET, pois o PVC reage com o PET, transformando-o em outra substância. O alumínio existente em algumas tampas só é tolerado com teor de até 50 partes por milhão no reciclado.

  1. SELEÇÃO

A seleção e pré-processamento da sucata é muito importante para a garantia de qualidade do reciclado. A seleção pode ser feita pelo símbolo que identifica o material ou pela cor (cristal, âmbar ou verde). A separação pode seguir processos manuais ou mecânicos, como sensores ópticos. No pré-processamento, após a prensagem, é preciso retirar os contaminantes, separando-os por diferença de densidade em fluxo de água (levigação) ou ar. Além do rótulo (polietileno de alta densidade), devem ser retirados da sucata os resíduos de refrigerantes e demais detritos, por meio de processos de lavagem.

Os diferentes tipos de garrafas também podem ser um problema na reciclagem. As garrafas que são usadas para envase de bebidas carbonatadas, precisam de um índice de viscosidade maior que o de uma garrafa de água, por exemplo. Dependendo da aplicação da resina reciclada, a mistura dos dois tipos de garrafas pode dar um efeito complicador no futuro processamento.

  1. PRODUÇÃO x Reciclagem DE PET NO BRASIL PARA GARRAFAS

A produção de embalagens de garrafa PET no Brasil aumentou durante 14 anos cerca de 487,13%, de 1994 a 2008, segundo indica a ABIPET. O aumento significativo se deu de 2007 a 2008, sendo este representado por 15,41%.

Obrservando-se pelo gráfico, verifica-se facilmente que a reciclagem de PET não acompanha o crescimento da produção através da resina virgem. As unidades estão em toneladas.

Fonte: ABIPET

  1. processo de Coleta, triagem e enfardamentO

Embora as embalagens de PET efetivamente recicladas tenham origem em sistemas de coleta alternativos, como a realizada por catadores e suas cooperativas, ou através de empresas dedicadas a essa tarefa, parcela importante das embalagens acabam sendo enviadas aos lixões, sistema mais comum no Brasil para disposição dos Resíuos Sólidos Urbanos. Isso ocorre por dois motivos principais: 1 - Falta de coleta do lixo; nem todo município brasileiro tem coleta de lixo em 100% dos domicílios, especialmente nos bairros mais pobres e nas favelas; 2 - Hábito da população brasileira de se desfazer da embalagem jogando-a no lixo comum ou, quando este não é coletado, nos rios e nas ruas.

A coleta nos lixões ocasiona sérios problemas. Por um lado, vemos brasileiros, adultos e crianças na atividade insalubre e sub-humana de revirar o lixo, sujeitando-se a todo tipo de contágio e infecção, para deles obter alguns produtos passíveis de venda, produtos esses que poderiam ser obtidos de outra forma, como veremos abaixo. De outro lado, o produto coletado nos lixões está fortemente contaminado por gorduras, tintas, metais pesados e sujeira de modo geral; a embalagem assim contaminada exigirá um processo de limpeza mais caro, o que a desvaloriza. Outro ponto relevante é que o catador da embalagem recebe um valor irrisório por sua coleta, seja porque o produto está contaminado, seja pela ação do intermediário, que revende o produto para a indústria recicladora.

    1. A COLETA SELETIVA

Alguns municípios têm em vigor a coleta seletiva do lixo urbano. Isto significa que o cidadão é orientado a separar seu lixo, acondicionando separadamente o lixo orgânico dos recicláveis - o papel, o vidro, a lata, os plásticos e o PET. Esse material já separado pode então ser vendido, obtendo recursos que financiam todo o processo. É importante salientar que devem ser considerados os custos e receitas diretas, assim como as despesas indiretas que deixam de existir. Por exemplo: a coleta seletiva do vidro ocasiona a diminuição de serviços públicos de saúde prestados a munícipes que se acidentam com o transporte da embalagem.

    1. A COLETA DIRIGIDA

A alternativa para a coleta em municípios que não disponham da COLETA SELETIVA é a denominada COLETA DIRIGIDA, que nada mais é do que a conscientização da população local para a separação do material reciclável, entregando-a a pontos de coleta ou aguardando a data fixada para a coleta domiciliar. Essa modalidade de coleta ocorre das seguintes formas:

É freqüente encontrarmos municípios em que existem Cooperativas de Catadores dos mais diversos produtos. Quando elas atuam, a população sabe que de uma forma ou de outra sua embalagem será recolhida, em muito favorecendo o processo de coleta e de reciclagem. Outra vantagem da ação cooperativa está em sua própria natureza, estimulante da solidariedade e eliminadora da concorrência predatória entre os catadores; ademais, o catador não tem com a cooperativa uma relação trabalhista, sujeita à legislação pertinente.

Por micro empresas que se encarregam de arregimentar um número de empregados encarregados de coletar de diferentes formas o material desejado.

O grande problema desta modalidade está na complexa e onerosa relação trabalhista advinda. Pela atuação de entidades de assistência social. A entidade respeitada pela comunidade por sua ação social exemplar tende a contar com carinho e simpatia da população, que procura ajudar sue trabalho meritório entregando o material desejado. O material coletado é vendido e o resultado aplicado nas ações sociais.

As grandes vantagens desta forma de atuação estão no forte apelo emocional, na inexistência de pagamento pela coleta e no fato de o trabalho ser realizado por voluntários, minimizando os problemas trabalhistas. A dificuldade ocorre pela inexperiência da gerência de tais entidades com o trato da logística operacional da coleta, prensagem e venda do material; esta deficiência pode ser compensada pelo trabalho voluntário técnico ou pelo aparecimento de empresas gestoras da atividade.

Pela cooperação entre duas das formas acima, por exemplo, quando uma micro empresa efetua convênio com uma entidade assistencial, resolvendo suas recíprocas deficiências.

    1. TRIAGEM

As embalagens pós-consumo, coletadas nas formas já examinadas, serão objeto de triagem, com o propósito de:

a) separá-las por cor;

b) evitar sua contaminação com qualquer outro tipo de plástico, metais e outros materiais.

    1. PRENSAGEM

Selecionadas as embalagens pós-consumo, deverão ser prensadas e amarradas, para diminuir seu volume e facilitar o transporte.Há muitos modelos de prensa que poderão ser utilizadas para a prensagem do PET. O seu porte e sistema de acionamento dependerão da quantidade, da intensidade do uso e dos recursos financeiros disponíveis. As embalagens prensadas são, então, amarradas com cintas de PET reciclado, cordas ou cordões. Não é recomendado enfardamento com arames ou fitas metálicas devido a questões de segurança.

  1. FARDO IDEAL

O preço a ser obtido pela venda das embalagens será mais elevado quando: o fardo contiver somente PET, as garrafas forem de uma única cor a embalagem estiver limpa (oriunda de coleta seletiva), o fardo tiver a maior densidade possível (fardos densos contém uma maior quantidade de garrafas no mesmo espaço volumétrico), o fardo for fechado com ráfia e amarrado com fitas de arquear plásticas (o PET reciclado também é utilizado na produção deste tipo de produto). Quando os fardos não atendem as especificações acima, os compradores do material devem torná-lo adequado, o que significa maior custo de processamento. É por isso que os valores pagos podem variar.

BIBLIOGRAFIA

http://www.aguanajarra.com.br/?cat=53

http://pt.wikipedia.org/wiki/PET

http://maquinas.reciclagem.zip.net/

http://www.sacolaretornavel.com/

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