Irrigaçao por Faixas

Irrigaçao por Faixas

Instituto Federal Minas Gerais Campus São João Evangelista.

Ministério da educação e cultura-Mec

Curso técnico em agropecuária

Irrigação

Icaro.

Trabalho de Irrigação.

Irrigação por Faixas.

Gabriel de Souza salema,

Leandro Rosa Da Silva,

Rodolfo Rocha Batista.

São João Evangelista

Novembro-2010

INTRODUÇAO Nesse trabalho será apresentado a irrigação por faixas que é utilizada na época das águas principalmente para a cultura do arroz. Nesse tipo de irrigação parte do caule desse cereal fica sob uma lâmina de água constante e sempre renovada a uma profundidade que varia de Cinco centímetros quando a planta está no local mais alto do tabuleiro a quinze centímetros se estiver localizada nas regiões de maior profundidade. Essa submersão é conseguida por que as taipas guardam entre si um desnível de dez centímetros como iremos ver em esquema de irrigação.

Irrigação por faixas.

E o método de aplicação de água ao solo por meio de faixas de terreno compreendidos entre diques paralelos.Elas possuem puçá ou nenhuma declividade transversal, mas apresentam declividade longitudinal que determinara a direção do movimento da água sobre a faixa.E um método de irrigação que se adapta melhor a culturas que cobrem toda a superfície do solo, como pastagens, alfafa, capineiras e algumas culturas em fileiras.E geralmente usado com projetos com áreas iguais ou maiores do que quatro hectares e exige sistematização do terreno e vazões relativamente grandes.Adapta-se melhor a solos de textura media, podendo também ser usado em solos pesados, principalmente quando se trata de culturas co sistema radicular pouco profundo.Em solos muitos leves, para evitar grandes perdas por percolação, as faixas teriam de ser muito curtas, aproximando-se do método de irrigação por inundação em tabuleiros.A capacidade de infiltração dos solos e o maior fator de importância na irrigação por faixa do que na irrigação por inundação em tabuleiro, pois a eficiência de sua aplicação e tão variável na irrigação por faixas quanto na irrigação por sulcos.A velocidade de avanço da água sobre a faixa e dependente da largura, do comprimento, da vazão aplicada, da declividade e da resistência ao movimento da lamina de água por causa da cobertura vegetal e da capacidade de infiltração do solo.

Declividade

A declividade na direção do comprimento deve ser uniforme ou, quando possível, decrescente no final da faixa.Nos últimos 30-50 Cm, pode ser plana, ou seja, se declividade para acumular a água, evitando assim o escoamento, principalmente nos solos mais permeáveis.Contudo, em solos de textura muito fina, onde ficaria retida sobre a superfície por mais de 24 horas, e necessário construir drenos no final das faixas.A declividade no sentido longitudinal da faixa pode variar entre 0,2% e 6%, devendo, entretanto, estar próxima da declividade que melhor se adapta a superfície do solo para minimizar a movimentação de terra com a sistematização desta, lembrando-se que na direção transversal, o ideal e não ter nenhuma declividade, mas pode-se permitir uma pequena declividade.

Comprimento

Quanto ao comprimento, as faixas devem ser o mais compridas possíveis, desde que se possa irrigar eficientemente, pois, quanto mais comprida for a faixa, menor será o custo com os sistemas de distribuição de água, bem como a quantidade de mão-de-obra necessária para a irrigação.Em geral, os comprimentos das faixas variam entre 50-400 metros.De modo semelhante ao da irrigação por sulco, geralmente fixa-se o comprimento e determina-se a vazão que se maximiza a eficiência de aplicação.

Largura

A largura das faixas depende da declividade transversal, da declividade longitudinal, da vazão disponível e da largura das maquinas colheitadeiras que se movimentarão sobre faixa.Em geral, a largura das faixas varia entre 4-20 metros.

Manejo de Irrigação

A aplicação de água na faixa e, em geral, por meio de comportas, tubos, sifões ou válvulas.No inicio da faixa, deve-se fazer um ou dois sulcos transversais e sem declividade, para que a lamina de água se espalhe rapidamente sobre toda a largura da faixa.A vazão aplicada na faixa, em geral, e cortada quando a frente de avanço atinge de dois terços a três quartos do comprimento da faixa, desde que o tempo de aplicação de água seja igual ou maior do que o tempo necessário para se aplicar a lamina de irrigação desejada, a fim de evitar excesso de escoamento no final da faixa.

Podemos dividir a irrigação por faixas em duas partes. 1) Irrigação: Por gravidade.

Irrigação por gravidade significa fornecer água com controle exercido por nós a uma determinada espécie vegetal que estejamos cultivando, em quantia suficiente para formar lâmina de água, nos utilizando somente da força gravitacional que faz com que a água escoe de um local elevado para um mais abaixo. Portanto nesse tipo de irrigação não é utilizado nenhum equipamento mecânico de bombeamento. A água escoa passivamente por si própria do rio que está em um nível elevado para o interior das lavouras e canais secundários, situados em um nível mais baixo sem qualquer custo com bombeamento.

2)Irrigação: Por bombeamento

A única diferença da irrigação por gravidade é que a água neste caso se encontra em uma cota inferior a das lavouras tendo portando de ser elevada por meio de equipamentos mecânicos em grande quantidade para poder fazer lâmina de água e banhar a cultura deixando-a submerso. O equipamento mecânico utilizado para elevar a água para uma cota mais elevada chama-se bombas de irrigação existindo muitos tipos, marcas e preços no mercado dependendo da eficiência e da qualidade. Essas bombas são impulsionadas tanto por motores elétricos, quanto por motores diesel ou ainda acoplada a tomadas de força de tratores.

Esquema de irrigação

No planejamento de um projeto devem ser estudas as melhores formas de proporcionar uma irrigação com custos baixos, que e abundante e perfeita, assim como facilitar os tratos culturais como plantios e principalmente a colheita. Nos itens que seguem será colocado a melhor maneira possível os elementos que fazem parte de um projeto de irrigação para torna-lo economicamente viável e competitivo.

1)Taipas 2) Estradas 3) Tabuleiros 4) Canal de Drenagem 5) Canal Principal de Irrigação

Taipas ou Diques

As taipas são elevações que fazemos no terreno, acompanhando o nível do mesmo para fazer uma barreira e segurar a água de irrigação contida em um tabuleiro mantendo uma lâmina de água na qual nós determinamos a profundidade. As taipas podem ser moveis, no caso de ser feitas todos os anos ou ainda podem ser fixas que é a que utilizada na maioria dos projetos feitos, portanto uma vez executadas são perenes tendo de ser consertadas ou reformadas somente se houver algum dano. Dois cortes transversais no terreno onde vemos as taipas retendo a água, com os canais secundários na sua base para conduzir a água por toda extensão do tabuleiro e formar a lâmina de água. Devemos ainda ressaltar que as taipas têm entre si uma diferença de 10 centímetros de nível, portanto mantemos a água com cinco centímetros nos locais mais rasos e aproximadamente 15 centímetros nos locais mais profundos do tabuleiro onde as taipas estão ancorando a água.A altura dos diques deve ser a necessária para manter á água dentro das faixas, porem sem que dificulte a passagem de maquinas de uma faixa para outra, em geral, suas alturas variam de 15-20cm.Normalmente, faz-se o plantio também sobre os diques. Estradas As estradas consistem em um ponto importantíssimo nos projetos de irrigação, pois sem elas o escoamento da safra fica comprometido.Elas são estrategicamente locadas para que possam facilitar principalmente a colheita, assim sendo a cada mil metros em média existe uma não se fazendo necessário ao agricultor possuir graneleiras ou tratores traçados para tracionar essas graneleiras que representam mais um entrave nessa época, basta que a colhedeira vá colhendo até o centro do tabuleiro e volte colhendo também que chegará carregada bastando entornar nos caminhões que ficam estacionados em desvios previamente construídos. Depois de colhido um lado do tabuleiro pode-se passar para outro lado do mesmo que tem outra estrada que dá acesso a ele. Todas nossas vias de acesso são cascalhadas e passam por manutenção de conservação continuamente sendo sempre reparadas pelos danos que ocorrem pelo trafego de veículos pesados, e ainda quase sempre existe mais de uma opção podendo o agricultor fazer uso várias estradas em sua colheita. Tabuleiros Tabuleiro é o local do projeto onde se planta, ele é constituído por terras argilosas de cor negra com aparência de terras de jardim, é limitado por taipas e pelo canal secundário de irrigação no sentido da declividade do solo e por estradas e pelo canal de irrigação principal no sentido do aplainamento da área. Os tabuleiros variam muito de tamanho e muitas vezes não são regulares, entretanto tem em média uma área de quase 20 hectares cada um e ainda apresentam um desnivelamento máximo de apenas 10 centímetros entre duas taipas, sendo muito fácil conseguirmos uma lâmina de água bastante uniforme.

Canal de Drenagem

Canal de drenagem significa o canal que tem função de retirar rapidamente a água em excesso de dentro das lavouras onde estão as culturas para fora da mesma ou ainda drenar o sub-solo, ou seja, baixar o lençol freático o mais rápido possível. Toda plantação tem de ter uma boa drenagem, pois a chuva pode atrapalhar o plantio de uma área encharcada e muita culturas não suportam encharcamento, principalmente as que são cultivadas na época das secas. Em nosso projeto temos um canal enorme que margeia toda a lavoura e drena com folga toda água que estiver em excesso, além desse grande canal os canais principais de irrigação foram calculados também para serem canais de drenagem caso necessário sendo, portanto reversíveis. Os canais secundários também fazem parte da drenagem do terreno conduzindo a água para os canais principais de irrigação transformados em canais de drenagem ou então para os de drenagem propriamente ditos, concomitantemente.

Canais principais

Canais principais de irrigação são grandes canais cuja função é conduzir a água do rio para o interior das lavouras e distribui-la para os canais secundários que por sua vez a distribuem nos tabuleiros onde estão as plantas. Esses canais geralmente são bastante largos para ter uma vazão elevada de água e os acompanha normalmente uma estrada de cada lado, eles são ainda sempre em desnível, acompanhando a queda do terreno e a cada (20) vinte centímetros que eles caem, existe um tranco ou registro para podermos elevar o nível de água e força-la a entrar nos canais secundários. Na colheita é usada também para drenar as lavouras com mais rapidez, transformando-se, portanto em canais de drenagem.

Ecossistema Nossa flora e fauna são riquíssimas, devido a grande variedade de ambientes distintos que existem na região. Um imenso número de espécies vegetais e animais convivem em perfeita harmonia e equilíbrio com os rios, terrenos altos, matas, impucas e ainda com os terrenos alagáveis da região. Para as lavouras serem implantadas muito pouco desmate foi efetuado, por que as grandes planícies alagavam, apresentavam como cobertura vegetal somente capim nativo. Com a implantação dessas lavouras e a irrigação na época das secas, as impucas tornaram-se um grande criatório natural de peixes e conseqüentemente as aves que se alimentam de peixes, também apresentaram grande aumento.

Estrutura do Projeto

Para o perfeito funcionamento da irrigação e dos tratos culturais foram efetuados grandes investimentos na área que vão desde sua compra e levantamento topográfico até a estruturação da irrigação por onde a água vai ser conduzida, a construção de estradas e cascalhamento das mesmas, para manter o trânsito fluindo em qualquer época do ano, diques de contenção, canais de irrigação principais e secundários, canais de drenagem, trancos ou registros para manter a água no nível desejado, campos de aviação, instalação de bombas em balsas e em estações de bombeamento, redes elétricas com rebaixamento, e inúmeros outros detalhes que garantem a segurança das lavouras ali cultivadas. Todo esse custo e trabalho para implantar o projeto de irrigação, entretanto foi amplamente recompensado pela grande capacidade de produção de alimentos, pelos impostos que gera ao país, por mais de duzentos empregos diretos, aproximadamente quatrocentos sazonais e um ainda um numero enorme de empregos indiretos, o que vem a fortalecer muito a economia local e contribuir para diminuir o déficit alimentar de nosso pais.

Irrigação por faixa

 A irrigação por faixa consiste na aplicação de água em faixas de terra, geralmente com uma certa declividade longitudinal, separadas por elevações denominadas diques ou taipas.

Sempre que possível, a declividade transversal deve ser nula, para se obter melhor uniformidade de distribuição da água.

 A perda de água por escoamento superficial no final da área é uma característica da irrigação por faixa e da irrigação por sulco.

 A geometria da seção de escoamento na irrigação por faixa é mais simples e a infiltração de água no solo ocorre basicamente na direção vertical, apresenta-se na Figura 1, um exemplo de layout onde se utiliza o sistema de irrigação por faixa.

Esquema de um sistema de irrigação por faixa

Nos métodos de irrigação por escoamento sobre a superfície, a água é trazida por canais ou tubos até a parte mais alta da área de cultivo e daí é distribuída, escoando diretamente sobre a superfície do solo.

MODALIDADES:

  • Sulcos;

  • Faixas;

  • Retenção em bacias de inundação.

Dimensionamento de Irrigação por faixa.

O dimensionamento da irrigação por faixa e similar ao da irrigação por sulco, com duas importantes diferenças: A geometria de escoamento e mais simples, uma vez que ela pode ser considerada um canal de grande largura, e as fases de depleção e recessão são muito importantes na irrigação por faixa, enquanto estas poderiam ser desprezíveis na irrigação por sulco.As faixas podem ser abertas, permitindo o escoamento livre no final da área, ou fechados com diques.O dimensionamento para faixas fechadas e similares ao de irrigação por inundação, que será tratado no próximo item.O dimensionamento da irrigação por faixas pode ser por escoamneto livre, com redução de vazão e com reuso de escoamento superficial. Será apresentada abaixo a metodologia para o dimensionamento com escoamento livre.

O primeiro passo e identificar os seguintes dados da entrada:

  • Características de infiltração de água no solo

  • Declividade, comprimento da área e coeficiente de rugosidade;

  • Irrigação real necessária

  • Vazão total disponível

  • Largura de a área ser irrigada

Referencias bibliográfica

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