Brasil, um país em desenvolvimento

Brasil, um país em desenvolvimento

DENNIEGO ARAÚJO DE SOUSA Brasil, um país em desenvolvimento.

DENNIEGO ARAÚJO DE SOUSA Brasil, um país em desenvolvimento.

Trabalho apresentado à disciplina de Ambiente Econômico e Global prérequisito para nota da NP1, orientado pela professora Silvia Kondo.

3 SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

O objetivo desse trabalho é identificar os motivos pelos quais o Brasil é considerado um país em desenvolvimento. O Brasil ao longo dos últimos anos vem passando por diversas transformações culturais, econômicas, na educação, política, enfim, em todas as diversas áreas. Desde o inicio da descoberta do nosso Brasil em 1500, passando por diversos estilos de governantes, sendo os mais recentes são ditadura e a forma presidencialista. Nosso país sofreu alguns retardos nos avanços de sua economia graças a escravidão e a ditadura entre outros fatores que motivaram isso, sendo que começou a realmente crescer depois que foram implantado o sistema democrático no Brasil. Houve diversas formas de tentar reestruturar nossa economia, implantação dos plano cruzado I e I, Real, abertura dos mercados para investidores externos, entre outros. Com esse crescimento o Brasil se tornou um pais emergente juntamente com outros países que tiveram um progresso rápido e que sem continuarem nesse ritmo de crescimento podem se tornar umas das super potências do mundo.

1.1 PROBLEMA Porque o Brasil é Considerado um país em desenvolvimento?

1.2 OBJETIVO

Identificar as razões pelos quais o Brasil é considerado um país em desenvolvimento;

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 DEFINIÇÃO DE PAÍS DESENVOLVIDO

Segundo Furtado, 2009: O conceito de país desenvolvido é utilizado para descrever os países que têm alto nível de desenvolvimento econômico e social, tomando como base alguns critérios. Quais critérios devem ser utilizados e quais países podem ser classificados como desenvolvidos são questões controversas e há um debate feroz sobre isso. Critérios econômicos têm vindo a dominar as discussões. Um dos critérios utilizados é a renda per capita e o valor do produto interno bruto per capita de cada país. Outro critério econômico é a industrialização.

Os países onde os setores terciário e quaternário da indústria predominam na economia são considerados desenvolvidos. Mais recentemente, uma outra medida, o Índice de Desenvolvimento Humano(IDH), começou a ser utilizado. O IDH mede três dimensões: riqueza, educação e esperança média de vida e é uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma determinada população. Os países desenvolvidos geralmente são os que apresentam IDH elevado. Países que não entram em tais definições são classificados como países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos.

2.2 DEFINIÇÃO DE PAIS EM DESENVOLVIMENTO

País em desenvolvimento ou país emergente são termos geralmente usados para descrever um país que possui um padrão de vida entre baixo e médio, uma base industrial em desenvolvimento e um Índice de Desenvolvimento Humano(IDH) variando entre médio e elevado. A classificação de países é difícil, visto que não existe uma única definição internacionalmente reconhecida de país desenvolvido e os níveis de desenvolvimento, econômico e social, podem variar muito dentro do grupo dos países em desenvolvimento, sendo que alguns desses países possuem alto padrão de vida médio.

Algumas organizações internacionais, como o Banco Mundial, usam classificações estritamente numéricas. O Banco Mundial considera todos os países com renda baixa e média como "em desenvolvimento".

2.2.1 DEFINIÇÃO DE IDH

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa que engloba três dimensões: riqueza, educação eesperança média de vida. É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população. Todo ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas.

2.3 DEFINIÇÃO DE BRIC

Segundo Almeida 2008: Em economia, BRIC é uma sigla que se refere a Brasil, Rússia, Índia e China, que se destacaram no cenário mundial pelo rápido crescimento das suas economias em desenvolvimento.

2.3.1 CARACTERÍSTICAS COMUNS DESTES PAÍSES

Economia estabilizada recentemente; Situação política estável Mão-de-obra em grande quantidade e em processo de qualificação; Níveis de produção e exportação em crescimento; Boas reservas de recursos minerais; Investimentos em setores de infra-estrutura (estradas, ferrovias, portos, aeroportos, usinas hidrelétricas, etc); PIB (Produto Interno Bruto) em crescimento; Índices sociais em processo de melhorias; Diminuição, embora lenta, das desigualdades sociais; Rápido acesso da população aos sistemas de comunicação como, por exemplo, celulares e Internet (inclusão digital); Mercados de capitais (Bolsas de Valores) recebendo grandes investimentos estrangeiros; Investimentos de empresas estrangeiras nos diversos setores da economia.

Segundo o Jornal Estadão do Estado de São Paulo, Se considerado como um bloco econômico, em 2050, o grupo dos BRICs já poderá ter ultrapassado a União Européia e os Estados Unidos da América. Entre os países do grupo haveria uma clara divisão de funções. O Brasil e a Rússia seriam os maiores fornecedores de matérias-primas o Brasil como grande produtor de alimentos e petróleo e a Rússia, somente de petróleo enquanto os serviços e produtos manufaturados seriam principalmente providos pela Índia e pela China, onde há grande concentração de mão-de-obra e tecnologia.

O Brasil desempenharia o papel de país exportador agropecuário, sendo que a sua produção de soja e de carne bovina seria suficiente para alimentar mais de 40% da população mundial. A cana-de-açúcar também desempenharia papel fundamental na produção de combustíveis renováveis e ambientalmente sustentáveis - como o álcool e o biodiesel. Além disso, seria o fornecedor preferencial de matériasprimasessenciais aos países em desenvolvimento - como petróleo, aço e alumínio -, sobretudo na América Latina e particularmente na área doMercosul (Argentina, Venezuela, Paraguai, Uruguai), fortemente influenciada pelo Brasil. No entanto, talvez o mais importante trunfo do Brasil esteja em suas reservas naturais de água, em sua fauna e em sua flora, ímpares em todo o mundo, que tendem a ocupar o lugar do petróleo na lista de desejos dos líderes políticos de todos os países. O Brasil ficaria em 4º lugar no ranking das maiores economias do mundo em 2050.

A Rússia desempenharia o papel de fornecedor de matérias-primas, notadamente hidrocarbonetos. Mas seria também de exportador de mão-deobra altamente qualificada e de tecnologia, além de ser uma grande potência militar, característica herdada da Guerra Fria. [13]

A Índia deve ter a maior média de crescimento entre os BRICs. Estima-se que em 2050 esteja no 3.º lugar no ranking das economias mundiais, atrás apenas de China (em 1.º) e dos EUA (em 2.º). Além de potência militar, o país tem uma grande população, e tem realizado vultosos investimentos em tecnologia e qualificação da mão-de obra, o que a qualificaria a concentrar no setor de serviços especializados.

A China deve ser, em 2050, a maior economia mundial, tendo como base seu acelerado crescimento econômico sustentado durante todo início do século XXI. Dada a sua população e a disponibilidade de tecnologia, sua economia deve basearse na indústria. Grande potência militar, a China se encontra atualmente num processo de transição do capitalismo de Estado para o capitalismo de mercado, processo que já deverá estar completado em 2050.

Nada se pode garantir sobre o futuro dos BRICs, pois todos os países estão vulneráveis a conflitos internos, governos corruptos e revoluções populares, mas, se nada de anormal acontecer, é possível prever uma economia mundial apolar, na qual a idéia de "norte rico, sul pobre" careceria de sentido.

Por conta da popularidade da teoria do Goldman Sachs, acabaram sendo cogitadas outras siglas, como BRIMC (Brasil, Rússia, Índia, México e China), BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e BRIIC (Brasil, Rússia, Índia, Indonésia e China) incluindo México, África do Sul e Indonésia como nações com igual potencial de crescimento nas próximas décadas. A inclusão da principal economia africana no grupo pode significar uma importante mudança na ordem mundial - possivelmente, uma outra globalização.

2. 4 FATORES ECONÔMICOS FAVORÁVEIS PARA O CRESCIMENTO DO PAÍS

O Brasil é a oitava maior economia do mundo por PIB nominal e a nona por paridade de compra. A partir dos anos 1990 o país conquistou estabilidade econômica, atraindo investimentos estrangeiros. Em 2008, o PIB brasileiro atingiu a marca de 2,030 trilhões de dólares passando países como Canadá, Itália e França e se aproximando do Reino Unido. As exportações triplicaram em cinco anos de aproximadamente 60 bilhões de dólares em 2002 para mais de 200 bilhões de dólares em 2008.

O Brasil é o maior detentor de bacias de águas doce do mundo e possui a 9ª maior reserva de petróleo do mundo após a confirmação emnovembro de 2007, na bacia de Santos, do estoque do pré-sal que vem sendo estudado desde os anos 1980. Suas reservas econômicas internacionais estão na cifra de 260 bilhões de dólares. O real se consolidou como uma moeda forte e de intensa atuação na zona latino americana. É um dos maiores fomentadores de atividades (fora os países desenvolvidos) nos continentes americano e africano através do BNDES e empresas públicas e privadas.

Possui empresas de abrangência mundial nos campos petrolífero (Petrobras), exploração mineral (Vale S.A.), construção de aviões (Embraer), siderurgia (Gerdau), telecomunicações (Rede Globo e SBT), alimentos (Brasil Foods), bebidas (AmBev) e engenharia (Odebrecht), o que lhe oferece razoável vantagem em penetração comercial em diversos continentes.

10 3. CONCLUSÃO

5. BIBLIOGRAFIA

Kotler, Philips. Administação de Marketing: a edição do novo milênio. 10. Ed. São Paulo; Prentice-Hall, 2000. P.30.

FURTADO, Celso. O Mito do Desenvolvimento Econômico. São Paulo: Editora Paz e Terra, 3° edição, 1996.

Almeida Filho, N, Transição Brasileira: A configuração exemplar da nova forma de dependência dos países em desenvolvimento . Edição 2008

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