Trabalho de Bem-Estar de Gado Leiteiro

Trabalho de Bem-Estar de Gado Leiteiro

VACAS LEITEIRAS

Pastagem

  • Os volumosos apresentam mais que 18% de fibra bruta, enquanto os concentrados apresentam menos que 18% de FB, podendo ser divididos em energéticos ( - de 18% de PB) e proteícos (+ de 18% de PB)

  • Os volumosos apresentam mais que 18% de fibra bruta, enquanto os concentrados apresentam menos que 18% de FB, podendo ser divididos em energéticos ( - de 18% de PB) e proteícos (+ de 18% de PB)

  • Exemplos de gramíneas e leguminosas de inverno: Azevém, Aveias, trevo branco, ervilhaca.

  • Exemplos de gramíneas e leguminosas de verão: Milheto, sorgo, capim elefante variedades de Tiftons.

características

  • Boa palatabilidade

  • Alta digestibilidade

  • Resistente a pisoteios

SITUAÇÃO DA UDP

  • Atualmente não existem pastagens implantadas na área, há somente a pastagem nativa.

Nossa sugestão?

  • Melhoramento da pastagem nativa, consorciamento, adubação.

  • Evitar soltar os animais quando há excesso de umidade.

  • Piqueteamento e implantação de variedades adaptadas.

Abrigo para vacas leiteiras

  • Quando se explora o sistema de produção com vacas em pastejo é necessário um abrigo para que estejam protegidas nos períodos mais quentes do dia no período do verão, e no período de inverno proporcione abrigo do frio.

  • Neste local denominado centro de manejo, ou abrigo, deve conter cochos, saleiros, bebedouros e sombra.O espaço físico deve ser apropriado ao número de vacas, evitando a formação de lodo, ou compactação do solo.

SITUAÇÃO DA UDP

  • A unidade de produção leiteira do Campus Araquari, não possui abrigo para as vacas permanecerem no período em que não estão sendo ordenhadas, o que pode acarretar em estresse térmico, um aproveitamento menor das pastagens, conseqüentemente uma baixa de potencial produtivo.

sugestão

  • Implantação provisória de sombrites, orientados de forma correta e com dimensões que atendem a necessidade do plantel.

  • Posteriormente deve-se implantar árvores com copa menos densa, não descartando a possibilidade de fazer um abrigo definitivo, para que as vacas possam se abrigar nos períodos mais quentes e no inverno em dias chuvosos, passarem a maior parte do tempo dentro da construção.

SALA DA ESPERA

SALA DE ESPERA

  • Local temporário dos animais à espera da ordenha;

  • Pode ser um local propício ao estresse;

  • Pode também, afetar a produção do leite se não for bem manejado;

  • Tem que ser preparada para imprevistos.

O que é necessário?

  • Aproximadamente 2,4 m2 / vaca;

  • Piso concreto/cimentado, liso e impermeável e resistente a pisoteio;

  • Pedilúvio;

      • Pode conter solução preventiva ou curativa para tratamento dos cascos
  • Sombra;

  • Bebedouro;

Produção de leite X Bem estar animal

  • Pesquisa feita em Portugal:

    • Tratamento A: sala de espera com aspersores e ventiladores;
    • Tratamento B: sem acesso à sala de espera.
  • Vacas ordenhadas 2x ao dia com intervalo de 12 horas;

  • Resultado:

    • Diferença de 1,7 oC na temperatura retal das vacas de tratamento A e B;
    • A temperatura retal é um indicador de temperatura corporal;
    • Conclusão: o estresse térmico afeta a produção de leite.

Produção de leite X Bem estar animal

  • Trabalho publicado revista Brasileira de Zootecnia :

    • Objetivo: observar os efeitos da climatização da sala de espera na produção;
    • Colocado sistema resfriamento por nebulização.
  • Resultado: aumento da produção de leite.

Resultados encontrados na UDP

Resultados encontrados na UDP

  • As vacas são divididas em 3 lotes, definida a ordem pela produtividade;

  • O tempo de espera varia conforme o ordenhador;

  • O último lote conseqüentemente espera mais.

Resultados encontrados na UDP: Medição da sala de espera

  • A quantidade de vacas lactantes está sempre variando;

  • A medida da sala é de: 19 m x 8 m (152 m2);

  • A sala possui muito mais espaço do que o mínimo necessário para cada vaca;

  • Conforto e espaço garantido.

Resultados encontrados na UDP: Piso

  • O piso de concreto;

  • Sem buracos;

  • Impermeável;

  • Resistente.

Resultados encontrados na UDP: Pedilúvio

  • A UDP possui o pedilúvio com água limpa;

  • Tamanho ideal para a passagem de uma vaca por vez;

  • Não é necessário a adição de medicamentos no pedilúvio da sala;

Resultados encontrados na UDP: Sombra

  • A UDP não possui nenhum tipo de sombreamento.

  • Conforto térmico = bem estar animal;

  • limite homeotérmico, organismo não impede mais a elevação temperatura corporal;

  • Animal fica debilitado;

Resultados encontrados na UDP: Água

  • Ausência de água na sala de espera;

  • Ponto mais crítico encontrado;

  • No verão a região é muito quente;

  • As vacas necessitam de grande ingestão de água diária;

  • Mais de 90% da composição do leite é água.

  • A falta dela implica em não atender uma das cinco liberdades: livres de fome e SEDE.

Sugestões de melhoria da udp

Sugestões de melhorias para a UDP: Sombrites

  • Estrutura simples e barata;

  • Tela resistente à raios UV;

  • Oferece de 30 a 90% de sombra;

  • Se estendida de forma adequada tem alta durabilidade;

  • Pode ser manuseada e desmontada com facilidade;

  • Benefícios:

    • Reduz o estresse do animal antes da ordenha;
    • Protege contra o calor e diminui as chuvas;
    • Garante uma melhor produtividade de leite.

Sugestões de melhorias para a UDP: Sombrites

Sugestões de melhorias para a UDP: Bebedouro

  • Felizmente o horário de espera na sala não é o de maior temperatura do dia;

  • Porém as vacas necessitam de muita água;

  • Sugestão: Bebedouro retangular (formato que se ajusta ao formato da sala)

  • Sugestão de material para o bebedouro: concreto

    • Resistente
    • Fácil limpeza
    • Manutenção simples

Sugestões de melhorias para a UDP: Bebedouro

FORMAÇÃO DA LINHA DA ORDENHA

  • Escala de entrada por produção;

  • DAS QUE PRODUZEM MAIS, PARA AS QUE PRODUZEM QUANTIDADES MENORES

  • Isso causa interferência no BEA, descrito por PARANHOS ( 2009)

Ordem de entrada

  • Vacas primíparas ( de primeira cria) sem mastite;

  • Vacas pluríparas que nunca tiveram mastite;

  • Vacas que já tiveram mastite, mas que foram curadas;

  • Vacas com mastite subclínica

  • Vacas com mastite clinica (PARANHOS DA COSTA et al (2009).

Contenção das vacas

  • ESPINHA DE PEIXE;

ESTE MEIO NÃO É AGRESSIVO AOS ANIMAIS, SENDO QUE ELES NÃO APRESENTAM MOVIMENTAÇÃO EXCESSIVA DOS MEMBROS QUANDO SÃO PARCIALMENTE CONTIDOS

Quando se fazer a contenção das vacas, verificar se estes estão disponíveis para recebê-las, a vaca deve ser chamada pelo nome, facilitando que ela ocupe seu lugar.

  • Quando se fazer a contenção das vacas, verificar se estes estão disponíveis para recebê-las, a vaca deve ser chamada pelo nome, facilitando que ela ocupe seu lugar.

  • O canzil, corrente ou qualquer outro equipamento de contenção deve ser fechado sem movimentos bruscos, evitando a memorização de que este lugar seja um lugar que deixe-a com medo, fale calmamente e em tom baixo, tocá-las também ajuda na condução.

LAVAGEM PARA A ORDENHA

  • APENAS NOS TETOS, NÃO É FEITA A LAVAGEM DO ÚBERE TODO;

AS VASCAS QUE ESTARÃO SENDO ORDENHADAS PELA PRIMEIRAVEZ, SÃO TOCADAS PRIMEIRAMENTE NO ÚBERE E NAS PERNAS, PARA NÃO SE ASSUSTAREM COM A PRESENÇA DOS ALUNOS

APLICAÇÃO DO PRÉ E PÓS DIPPING

  • FEITO DIARIAMENTE, A CADA ORDENHA

    • Solução desinfetante, podendo ser usado iodo, clorexidine e também cloro.

Tempo de ordenha

  • 20 minutos em média;

  • Recomendado: 8 min

    • Pois estas já estão a algum tempo na sala de espera

O tempo de ordenha não é visto como agressor ao BEA.

Relato:

Antes as práticas serem feitas com paciência, evitando causar estresse ao ordenhador( alunos) e animais por movimentos rápidos e imprevisíveis, barulho, etc.

O conjunto de teteiras deve permanecer apenas enquanto houver fluxo de leite.

Indicador de Bea na hora da ordenha

  • Se as vacas soltam as orelhas;

  • Se ruminam;

  • Fecham os olhos;

  • Um trabalho com búfalas

    • Chuveirinho com água corrente em cima da cabeça.

TESTE DE MASTITE

  • CMT E CANECA DE FUNDO PRETO

  • O CMT É FEITO SEMANALMENTE

  • Importante para o cuidado tratamento desta enfermidade, que lhe causa desconforto.

    • Livres de doenças, desconforto e dor ( 5 liberdades)

Rotina dos animais

  • Arraçoadas durante a manhã, depois da ordenha;

  • A tarde, às 15 horas;

  • A noite, às 20 horas.

Não são prejudicadas em relação a quebra da rotina de ordenha e alimentação

CUIDADO NO PERÍODO SECO

  • 2 últimos meses de gestação as vacas ficam em descanso;

  • Quando estas estão próximas ao parto, são levadas à sala de ordenha para que caminhem por ela e se acostumem com o ambiente.

  • Enquanto isso a ordenhadeira está ligada (limpeza).

Separação da cria

  • Os filhotes não ficam com a mãe, pois a vacas holandesas não apresentam bom extinto materno.

    • O bezerro corre o risco de não tomar o colostro.

Ordenhador

  • Competente,habilidoso e ter sensibilidade no manejo com as vacas.

  • Deve estar fisicamente bem preparado para desenvolver este trabalho.

  • Deve conhecer as instalações ( local de trabalho ) e o funcionamento dos equipamentos, deve garantir também boas condições para saúde própria e para os animais.

  • Também como já citado, conhecer o comportamento dos bovinos e as melhores formas de manejá-los.

  • O ordenhador deve ter consciência da importância do seu trabalho, que acarretará no bom desempenho da ordenha e na boa qualidade do leite.

Nosso ordenhador

  • Os animais não se acostumam com a voz;

  • São tratadas de várias maneiras;

  • Não mantém relação de confiança;

  • Ambiente instável;

  • Silva ( 2005), afirma que movimentos rápidos e imprevisíveis na interação vaca leiteira- ordenhador na ordenha, influência o comportamento, a produtividade e o bem estar animal.

Cuidados para evitar resíduos no leite

  • O leite é conservado a uma Temperatura abaixo de

7 ᵒC;

  • É pasteurizado;

  • É produzido em média 150 litros de leite por dia

Tratamento de enfermidades

  • É feito no local onde são alimentadas;

Único local menos problemático.

Dicas de melhoria

  • Linha de ordenha conforme a hierarquia do rebanho;

  • Uso de bandeiras para tocar os animais;

  • Mais paciência ao conduzir os animais;

  • Usar um tom de voz mais baixo ao falar com as vacas;

  • Criação de um curral de reconhecimento ;

    • Para que não estranhe as apartações
        • Em média 30 min.
  • Ambiente com som harmonioso e constante;

conforto

INDICADORES DE CONFORTO

  • Comportamento anormal

  • Limpeza dos animais

  • Injúrias

  • Níveis de produção

Conforto x limpeza dos animais

  • A limpeza das vacas é importante para definirmos um grau de conforto

  • A condição de limpeza dos animais nos fornece informações sobre o ambiente onde estão as vacas

É utilizado um escore de sujidade

São encontrados diferentes resultados em animais de confinamento e os que ficam no pasto

  • São encontrados diferentes resultados em animais de confinamento e os que ficam no pasto

  • É importante para a limpeza do animal um pasto de boa qualidade, sem lama, etc.

UDP GADO LEITEIRO – IFC Araquari

  • Os níveis de limpeza dos animais variam de acordo com o clima, ou seja, em dias chuvosos o escore de sujidade foi acima de 3, e em dias secos abaixo disso

  • Nota-se que o maior problema, nos dias chuvosos, é a sujidade das pernas, e não do úbere e flancos

O grau de conforto das vacas do IFC, quando se avalia a limpeza, é considerado satisfatório

  • O grau de conforto das vacas do IFC, quando se avalia a limpeza, é considerado satisfatório

  • Um problema que pode ser apontado, é a má qualidade do pasto, pois quando chove é possível observar cenas que afetam o conforto dos animais e consequentemente o bem-estar deles

Conforto X Estresse Térmico

  • O estresse térmico envolve vários fatores, como temperatura, umidade, ventilação e incidência de radiação solar direta

  • Animais que estejam submetidos a altas temperaturas diminuem a ingestão de matéria seca, e consequentemente ocorre a queda na produção de leite

  • Também podem apresentar maiores chances de adoecer

Animais em situação de estresse térmico apresentam:

  • Animais em situação de estresse térmico apresentam:

  • Temperatura retal em torno de 39º

  • Queda em torno de 10% no consumo de matéria seca

  • Queda de 10% na produção de leite

  • Animais ofegantes

  • Redução em 10% do peso do bezerro ao nascer

Ferramentas para diminuir o estresse térmico

  • SOMBRA

A construção de sombra nas áreas de descanso, alimentação e curral de espera

Plantar árvores em todo o pasto também é bastante eficiente

VENTILADORES e ASPERSORES

  • VENTILADORES e ASPERSORES

  • São bastante eficientes quando usados corretamente

  • Devem ser ligados quando a temperatura ultrapassar 20º ou 23º

  • Os aspersores devem ser de baixa pressão

  • Os locais ideais para instalá-los

  • Sala de espera

  • Ordenha

  • Maternidade

  • Pré e Pós Parto

  • Camas

MANEJO

  • Reduzir a distância que os animais precisam percorrer para se alimentar, beber água ou ir para a ordenha

  • Bebedouros de fácil acesso

  • Presença de bebedouros na sala de espera e na saída da ordenha

  • Reduzir o tempo na sala de espera

CONFORTO X CAMA

  • A presença de camas confortáveis é essencial para o conforto dos animais

  • Animais com camas desconfortáveis podem apresentar os seguintes problemas:

  • Menor produção de leite

  • Maiores chances de apresentar quadros de mastite ambiental

  • Aumento na taxa de vacas mancas no rebanho

  • Animais mais sujos

Como é uma cama de qualidade?

Necessita de dimensões adequadas ao animal

  • Necessita de dimensões adequadas ao animal

Em baias com dimensões inadequadas nota-se animais posicionados de forma incorreta

  • Em baias com dimensões inadequadas nota-se animais posicionados de forma incorreta

Observe a diferença

  • Observe a diferença

  • Observe um animal deitado fora da cama e outro em pé. O problema é o animal ou a cama?

BOA HIGIENE

O material de cobertura deve ser o mais confortável possível

  • O material de cobertura deve ser o mais confortável possível

Observe:

  • Observe:

  • Local com cama de areia

  • Boa Higiene

  • Com dimensões aparentemente adequadas

  • Alto índice de conforto

UDP GADO LEITEIRO – IFC Araquari

  • Não foi possível avaliar as camas dos animais, pois ela não existem

  • As vacas dormem no pasto, sem nenhum local para se abrigarem do tempo

  • Isso indica que o conforto das vacas é bastante prejudicado

  • Podendo ser portanto um dos responsáveis pela baixa produção dos animais e pelos casos de mastite ambiental

FOTO DAS VACAS DO IFC DEITADAS NO PASTO

Local de alimentação

  • O curral pode ser de forma quadrada, circular ou retangular.

  • O piso pode ser com pedras graníticas ou de concreto

capeado com argamassa de cimento e areia grossa.

  • Segundo McFarland (2003), o piso deve ter uma

declividade de 1 a 2%

  • Deve-se ter canaletas localizadas nas laterais ou no centro do curral.

  • Os limites do local deve ter altura variando entre 1,35 a 1,60.

Comedouros

  • Os comedouros podem ser simples, com acesso por um lado, ou duplo, com acesso pelos dois lados.

  • Deve-se ter um espaço suficiente para o corpo de uma vaca, em média 1,80 a 2,00m, além disso um espaço para circulação de vacas atrás de 0,70 x 2,00.

Comedouro

  • Existem dois tipos de canzil:

        • Barreiras do tipo headlock
        • Barreiras do tipo post and rail
        • De acordo com McFarland (2003), o tipo headlock possuem divisões entre as cabeças e pescoços, podendo também ter divisões no corpo, essa divisão impede a competição de alimento e agressões.

        • Já o tipo pos and rail não possui divisões.

Comedouro

  • Segundo McFaeland (2003), as vacas devem dispor de uma superfície para alimentação lisa, não porosa, de fácil limpeza e acesso para colocação de alimento.

  • Deve permitir que as vacas comam com a cabeça na posição natural de pastoreio, esta superfície deve estar localizada apenas 5 a 15 cm acima do nível do corredor onde se encontra a vaca, isso permite produzir mais de 17% de saliva comparando com as vacas que comem com a cabeça em posição horizontal, segundo Albright (1993), isso afeta diretamente o funcionamento do rúmen. A largura da superfície de alimentação deve possuir uma largura entre 80 a 90 cm.

Bebedouro

  • Já que se tratam de vacas leiteiras, o fornecimento de água limpa, fresca e à disposição é fundamental para a produção de leite, já que o leite é composto de 87% a 88% de água e 12% a 13% de sólidos.

  • Normalmente as vacas consomem 8,5 litros de água para cada litro de leite produzido.

  • Os bebedouros podem ter varias formas e de acordo com Souza (2004), os bebedouros devem ser dimensionados de forma a fornecer de 20 a 40 litros de água por animal por dia.

Bebedouro

  • Segundo McFarland (2003), Devem existir pelo menos dois pontos de abeberamentos por grupo de animais para evitar a ação de vacas dominantes.

  • Para souza (2004), os bebedouros que permitirem acesso por apenas um lado, deve ter uma largura de 70 cm, no caso de ter acesso dos dois lados, deve ter 1 metro de largura.

Bebedouro

  • O nível da água deve estar 10cm abaixo e o controle do nível da água pode ser feito por bóia.

  • O bebedouro deve disponibilizar em seu redor, um raio de pelo menos 4,60m para permitir a passagem de vacas em ambos os sentidos enquanto outras vacas estão bebendo ou 3,35m para permitir a passagem para apenas um dos lados.

Bebedouro

Bebedouro

Alimentação

  • Os ruminantes adaptam-se às diversas condições de alimentação, manejo e ambiente e modificam os parâmetros do comportamento ingestivo para alcançar e manter determinado nível de consumo, compatível com as exigências nutricionais (HODGSON, 1990).

  • Dieta completa é uma mistura de volumosos (silagem, feno e capim-verde picado) com concentrados (energéticos e protéicos), minerais e vitaminas.

  • Normalmente, as vacas se alimentam após as ordenhas.

Alimentação vacas em lactação

  • O estágio da lactação afeta a produção e composição do leite, o consumo de alimentos e mudanças no peso vivo do animal.

  • A relação concentrado/volumoso é maior para vacas de maior produção de leite.

  • Nas duas primeiras lactações da vida de uma vaca leiteira, deve-se fornecer alimentos em quantidades superiores àquelas que deveriam estar recebendo em função da produção de leite, pois estes animais ainda continuam em crescimento, com necessidades nutricionais bastante elevadas.

Alimentação vacas em lactação

  • Assim, recomenda-se que aos requerimentos de mantença sejam adicionados 20% a mais para novilhas de primeira cria e 10% para vacas de segunda cria.

  • Recomenda-se alimentar as vacas de primeira parição separadas das vacas mais velhas. Este procedimento evita a dominância, aumentando o consumo de matéria seca.

Alimentação vacas em lactação

  • As vacas, nas primeiras semanas após o parto, não conseguem consumir alimentos em quantidades suficientes para sustentar a produção crescente de leite neste período, até atingir o pico da lactação que ocorre em torno de cinco a sete semanas após o parto.

  • O pico de consumo de alimentos só será atingido posteriormente, em torno de nove a dez semanas pós-parto.

Alimentação vacas em lactação

  • No terço médio da lactação , as vacas já recuperaram parte das reservas corporais gastas no início da lactação e já deveriam estar enxertadas.

  • A produção de leite começa a cair e as vacas devem continuar a ganhar peso, preparando sua condição corporal para o próximo parto.

Alimentação vacas em lactação

  • No terço final da lactação, as vacas devem recuperar suas reservas corporais porque a produção de leite já é bem menor que nos períodos anteriores.

  • Deve-se alimentar as vacas para evitar que ganhem peso em excesso, mas que tenham alimento suficiente, principalmente na época seca do ano, para repor as reservas corporais perdidas no início da lactação.

  • É o período em que ocorre a secagem do leite, encerrando-se a lactação atual e o início da preparação para o próximo parto e lactação subsequente.

Alimentaçao vacas em lactação

  • O concentrado para vacas em lactação deve apresentar de 18% a 22% de proteína bruta (PB) e acima de 70% de nutrientes digestíveis totais (NDT), fornecido na base de 1 kg para cada 2,5 kg de leite produzidos.

  • Pode-se utilizar uma mistura simples à base de milho moído e farelo de soja ou de algodão, calcário e sal mineral ou, dependendo da disponibilidade, soja em grão moída ou caroço de algodão.

Alimentação vacas secas

  • O período seco, compreendido entre a secagem e o próximo parto.

  • Em rebanhos bem manejados sua duração é de 60 dias.

  • O suprimento de proteína, energia, minerais e vitaminas é muito importante, mas deve-se evitar que a vaca ganhe muito peso nesta fase, para reduzir a incidência de problemas no parto e durante a fase inicial da lactação.

Alimentação pré parto

  • Nas duas semanas que antecedem o parto, deve-se iniciar o fornecimento de pequenas quantidades do concentrado formulado para as vacas em lactação, para que se adaptem à dieta que receberão após o parto

Alimentação no IFC

  • No IFC as vacas são alimentadas após a ordenha, três vezes por dia, as nove horas da manhã, as três e meia da tarde e as sete horas da noite. As vacas são alimentadas todas ao mesmo tempo, cada uma com sua dieta específica, dependendo se é lactante, seca ou pré-parto.

  • A dieta oferecida para as vacas não estava apresentando um resultado satisfatório, pois alguns problemas estavam aparecendo. Então foi apresentado um novo projeto pela responsável pela alimentação das vacas, e foi implantado a partir do dia 20/09/2010 e ainda está em desenvolvimento.

Alimentação no IFC

  • Sal mineralizado oferecido igualmente para todos os aminais, ocorrendo uma superdosagem.

  • Solução imediata: diminuir a quantidade de sal mineiralizado.

  • Solução a médio prazo: sal mineralizado acrescentado no concentrado

  • Solução a longo prazo: sal comum separado ou sal comum junto com o concentrado.

Alimentação IFC: vaca lactação

  • A quantidade de silagem fornecida não seguia uma regularidade em cada trato.

  • Então de imediato deveria ser padronizada a quantidade fornecida por número de pás, por exemplo 10 pás por animal por dia.

Alimentação IFC: vaca lactação

  • Outro problema encontrado era que o fornecimento da ração não estava sendo respeitado em algumas escalas por falta de acompanhamento aos alunos.

  • Então a solução determinada seria o técnico acompanhar o fornecimento de ração logo após a ordenha para se certificar que a quantidade de concentrado estabelecida na ficha de alimentação estaria sendo respeitada.

Alimentação IFC: vaca lactação

  • A quantidade de proteína e energia da dieta anterior fornecia aos animais tinha nutrientes suficientes para produzir 15 litros de leite por dia (15Kg de silagem + 20Kg de aveia + 7Kg de concentrado).

  • Isso significa que os animais estavam produzindo em torno de 25 litros de leite por dia, usando as reservas corporais para atender a produção.

  • A solução imediata seria aumentar o farelo de soja para equilibrar a proteína e energia, isso possibilitará o fornecimento de nutrientes para 17 litros de leite por dia.

Alimentação IFC: vaca lactação

  • Então a quantidade de concentrado será aumentando.

  • Porém em médio prazo a quantidade de concentrado na dieta não poderá ser aumentada, uma vez que a relação concentrado volumoso se encontra muito alta, se acontecer o aumento de concentrado ocorrerá uma acidose.

  • Então é necessário esperar a produção de uma nova silagem.

Alimentação IFC: vaca seca

  • Nas vacas secas está acontecendo o mesmo excesso de sal mineralizado.

  • Então será tomada a mesma medida que com vacas lactantes, onde será oferecido apenas 115g de sal mineralizado por dia.

  • E será utilizado também a nova dieta de concentrado das vacas em lactação e as outras medidas também serão tomadas que será misturado sal mineralizado com o concentrado e por fim será dado apenas sal comum.

Escore corporal

  • O escore de condição corporal é uma ferramenta prática usada para ajustar a alimentação e manejo a fim de maximizar o potencial de produção leiteira e minimizar problemas reprodutivos.

  • O escore de condição corporal é determinado por observação visual da anca da vaca delimitada pelos ossos do quadril e inserção da cauda.

  • As vacas são normalmente avaliadas numa escala de 1 a 5.

Escore corporal

Os escores de condição corporal recomendados para os vários estágios da lactação são:

Parição.................. 3,0 a 3,5 Cobertura .............. 2,5 Término lactação... 3,0 a 3,5 Período seco......... 3,0 a 3,5

  • Estes escores de condição corporal fornecerão à vaca reservas suficientes para minimizar os riscos de complicações no parto, além de maximizar a produção leiteira no início da lactação.

Escore 3,5

Bezerros

Importante lembrar que bezerros saudáveis tem mais chance de expressar seu potencial produtivo, seja para produção de carne ou leite.

  • Importante lembrar que bezerros saudáveis tem mais chance de expressar seu potencial produtivo, seja para produção de carne ou leite.

Instalações

  • Avaliar o bem-estar inclui observar comportamentos básicos de repouso, tempo em pé, comendo, brincando, andando.

  • A frequência das brincadeiras mudam com a idade: Influenciados pelo tipo de piso e espaço.

  • Ambiente adequado para descanso resulta em um aumento médio no ganho diário de bezerros leiteiros jovens.

Boas instalações devem conter:

  • Camas confortáveis

  • Disponibilidade de água

  • Temperatura agradável

  • Livres de medo e frustação

  • Sempre higienizadas

  • Piso confortável

Animais devem poder expressar seu comportamento natural

  • Animais devem poder expressar seu comportamento natural

  • Ter espaço suficiente para brincar

  • Conforto tem que ser físico, psicológico e térmico

  • Não ser um ambiente estressante e não apresentar riscos de lesões

Uso de “casinhas”

  • PRÓS:

  • Evita desconforto em relação ao piso

  • Proporciona sombra e abrigo contra chuva

  • Mobilidade

  • CONTRAS:

  • Precisa ser de um bom material para durar

  • A terra precisa ser drenada

Instalações do ifc - araquari

  • Piso de concreto

  • Baias individuais para os bezerros mais novos

  • Restante dos bezerros ficam no piquete

  • Local da alimentação sempre molhado

  • Falta de higienização

Problemas e sugestões

  • Piso de concreto: Desconfortável!

Usa-se sepilho para cobrir as baias dos bezerros, no mês de outubro faltou durante duas semanas. É trocado a cada 15 dias

  • Solução: Piso de borracha, proporciona maior conforto e de fácil higienização, evita problemas com falta de sepilho.

Paredes: Normalmente estão sujas, apesar de serem pintadas com cal há pouco tempo.

  • Higienizar toda vez que trocar o sepilho com lava jato.

Para isso necessita adquirir novamente um.

PROBLEMAS X SOLUÇÕES

  • Um dos problemas do local é a falta de materiais de limpeza: luvas, detergentes, vassouras que não estejam estraçalhadas.

  • Com piso de borracha economiza-se também no desgaste do material

  • Local aonde são alimentados é sempre sujo: todo dia está extremamente molhado.

  • Solução: escalas de serviço diferenciadas e piso de borracha

PIQUETES: PROBLEMAS X SOLUÇÕES

  • Não possuem drenagem

  • Não possuem proteção contra variações do clima

  • Não possuem sombreamento de árvores

  • Solução: Sistema de casinhas, drenagem do terreno e sombrites

OPINÃO DOS TRATADORES

  • Local aonde se busca a alimentação (silagem) é muito distante: perda de tempo e atraso na alimentação

  • Falta materiais para higienização

  • Estrutura das baias muito antigas

  • Piso de concreto difícil de higienizar: preferencia por piso de borracha

OPINIÃO DOS TRATADORES

  • Portões com problemas, muito antigos. Perda de tempo no serviço para o conserto.

  • Soluções: portões de pvc que não tem ação de cupins, não estão tão sujeitos a ação do clima e possuem maior resistência.

  • Programa satisfatório de nutrição;

  • Requisitos básicos: dieta líquida e dieta sólida, e acesso direto à água;

  • Bezerros recém nascidos: devem receber uma dieta líquida que forneça energia e proteínas suficientes para garantir sua manutenção e seu crescimento satisfatório.

  • Colostro

  • A placenta da vaca é cotiledonária

      • 4 camadas
      • + 1 camada do feto
      • Os anticorpos formados no organismo materno não passam ao filho no transcurso da gestação;
      • Unicamente durante o período de secreção do colostro há acúmulo de anticorpos no úbere da vaca;
      • Tais anticorpos, unidos a globulina são ingeridos pelo recém nascido, conferindo-lhe imunidade passiva de curta duração.

Concentrado (ração)

  • O concentrado inicial a ser fornecido aos bezerros, do nascimento até os 60 ou 70 dias de idade, deve ter na sua composição alimentos considerados de excelente qualidade.

  • grãos de milho

  • raspa de mandioca

  • farelo de soja

  • farelo de algodão

  • misturas minerais e vitamínicas

RESULTADOS ENCONTRADOS NA UDP

  • Fornecem o colostro aos recém-nascidos.

  • O leite é fornecido em baldes.

  • Os animais têm água

à vontade.

SUGESTÕES

  • Forma de aleitamento

Atualmente x Como deve ser

INTERAÇÃO COM TRATADOR

  • O que define o sucesso na criação de bezerros? Bezerros vivos após o parto. Bezerros saudáveis nas primeiras semanas. Bezerros crescendo com vigor e saúde até os oito meses.

  • O que precisa ser feito para alcançar as metas determinadas acima?

  • A criação de bezerros precisa ser realizada com atenção em todas as etapas e as atividades devem ser realizadas no momento certo. Ou seja, não há segredo na criação de bezerros. Mas é necessário estar atento a cada uma das tarefas que esta atividade exige.

A criação de bezerros leiteiros, principalmente do nascimento ao desaleitamento, exige boas práticas de manejo e muita atenção a detalhes.

  • A criação de bezerros leiteiros, principalmente do nascimento ao desaleitamento, exige boas práticas de manejo e muita atenção a detalhes.

Principais cuidados com os bezerros em aleitamento: 1. Auxiliar o bezerro na adaptação com seu novo ambiente 2. Auxiliar o bezerro na manutenção da boa saúde

  • Principais cuidados com os bezerros em aleitamento: 1. Auxiliar o bezerro na adaptação com seu novo ambiente 2. Auxiliar o bezerro na manutenção da boa saúde

Ações para a adaptação ao novo ambiente: 1. A mãe geralmente lambe o bezerro para tentar secá-lo e ajudá-lo na adaptação à temperatura externa. Ajudar com toalhas a finalizar a secagem do bezerro. 2. Caso o bezerro ainda não tenha levantado após 15 a 30 minutos após o parto, ele deverá ser auxiliado. 3. Oferecer colostro logo após o nascimento. Os bezerros necessitam de muita energia para a adaptação ao mundo fora do útero. O colostro é um alimento muito rico e contém os nutrientes que os bezerros necessitam nesta fase.

  • Ações para a adaptação ao novo ambiente: 1. A mãe geralmente lambe o bezerro para tentar secá-lo e ajudá-lo na adaptação à temperatura externa. Ajudar com toalhas a finalizar a secagem do bezerro. 2. Caso o bezerro ainda não tenha levantado após 15 a 30 minutos após o parto, ele deverá ser auxiliado. 3. Oferecer colostro logo após o nascimento. Os bezerros necessitam de muita energia para a adaptação ao mundo fora do útero. O colostro é um alimento muito rico e contém os nutrientes que os bezerros necessitam nesta fase.

Ações para a manutenção da saúde do bezerro: 1. Manter o bezerro longe do esterco de animais adultos. O esterco pode carrear inúmeras doenças para um bezerro recém nascido. 2. Mantenha os patógenos longe do cordão umbilical. Limpar a área externa do cordão umbilical, evitará a multiplicação de bactérias fora e dentro da extremidade aberta do umbigo, e ainda, estará contribuindo para acelerar a secagem do cordão umbilical. 3. Auxiliar o bezerro a adquirir a imunidade necessária para esta fase da vida, que é transferida através do colostro. Oferecer colostro de boa qualidade o mais cedo possível para o bezerro.

  • Ações para a manutenção da saúde do bezerro: 1. Manter o bezerro longe do esterco de animais adultos. O esterco pode carrear inúmeras doenças para um bezerro recém nascido. 2. Mantenha os patógenos longe do cordão umbilical. Limpar a área externa do cordão umbilical, evitará a multiplicação de bactérias fora e dentro da extremidade aberta do umbigo, e ainda, estará contribuindo para acelerar a secagem do cordão umbilical. 3. Auxiliar o bezerro a adquirir a imunidade necessária para esta fase da vida, que é transferida através do colostro. Oferecer colostro de boa qualidade o mais cedo possível para o bezerro.

Mais carinho no manejo de bezerros leiteiros faz a diferença

  • Existem situações que colocam o bem-estar dos bezerros em risco, podendo resultar também em perdas econômicas. Por exemplo, falhas na ingestão de colostro podem resultar no aumento das taxas de morbidade e de mortalidade.

  • Muitas vezes essas falhas (ou sucessos) dependem das ações dos responsáveis pelo manejo, sendo evidente haver uma tendência para redução do tempo despendido em interações positivas entre as pessoas e os animais.

Há ainda predominância de interações aversivas, geralmente associadas a certos manejos (como por exemplo, transporte, medicação, vacinação, etc).

  • Há ainda predominância de interações aversivas, geralmente associadas a certos manejos (como por exemplo, transporte, medicação, vacinação, etc).

  • Esta combinação, pouca interação positiva e muita interação negativa, geralmente levam os animais a desenvolverem estados emocionais negativos, como o de medo em relação ao homem, com consequências negativas sobre seu bem-estar e suas repostas produtivas.

  • Assim, a relação entre nós (humanos) e os animais é muito importante, pois têm efeito direto nas estratégias de produção que irão influenciar tanto o bem-estar dos animais e a satisfação dos trabalhadores, quanto os resultados produtivos e econômicos da atividade

Um ponto importante no desenvolvimento de ações que promovam (melhorem) o bem-estar animal é buscar o conhecimento do comportamento do animal de interesse.

  • Um ponto importante no desenvolvimento de ações que promovam (melhorem) o bem-estar animal é buscar o conhecimento do comportamento do animal de interesse.

  • No caso dos bovinos é importante saber que são altamente gregários, assim o alojamento de bezerros leiteiras em grupos, ao invés de individualmente, seria um passo importante em direção da melhoria de seu bem-estar

  • Porém, interação humano-bezerro pode diferenciar-se quando comparado com alojamento em grupo e alojamento individual.

Uma experiência interessante nesse sentido foi desenvolvida pelo grupo ETCO, na Fazenda Germânia, localizada em Taiaçu-SP, que tem um rebanho de 330 vacas em lactação e uma média de 20 nascimentos de bezerros/mês.

  • Uma experiência interessante nesse sentido foi desenvolvida pelo grupo ETCO, na Fazenda Germânia, localizada em Taiaçu-SP, que tem um rebanho de 330 vacas em lactação e uma média de 20 nascimentos de bezerros/mês.

  • Nesta fazenda a ocorrência de doenças (principalmente diarréia e pneumonia) e a taxa de mortalidade de bezerros eram muito altas.

  • Os bezerros eram mantidos em baias individuais e havia pouca interação positiva com os tratadores.

O manejo tradicional (MT) continuou sendo aplicado a um grupo de bezerros e um outro grupo recebeu o manejado racional (MR) que envolvia, dentre outras coisas, uma maior freqüência de interações positivas com as tratadoras e a criação em grupo (coletiva).

  • O manejo tradicional (MT) continuou sendo aplicado a um grupo de bezerros e um outro grupo recebeu o manejado racional (MR) que envolvia, dentre outras coisas, uma maior freqüência de interações positivas com as tratadoras e a criação em grupo (coletiva).

  • Num curto espaço de tempo (menos de 30 dias) foram notadas mudanças expressivas, com decréscimo do uso de medicamento e na taxa de mortalidade.

  • Bezerros submetidos ao manejo racional se mostravam mais ativos e vigorosos. Assim, além da melhoria dos índices de produtividade, o manejo mais íntimo e positivo com os bezerros possibilitou a obtenção de características comportamentais desejáveis.

  • A partir dessa experiência os responsáveis pela fazenda resolveram adotar o manejo racional como rotina.

  • Assim, concluímos que mudanças simples de instalações e de manejo podem melhorar as condições de vida de bezerros leiteiros, com reflexos positivos na sua saúde e taxa de sobrevivência.

  • Para tanto devemos tratar cada bezerro como se fosse único, dedicando-lhe atenção e carinho.

Bezerros leiteiros podem reconhecer tratadores diferentes?

  • Uma importante questão é como os animais são capazes de diferenciar pessoas individualmente e como eles deduzem uma pessoa de outra.

  • Uma variedade de acontecimentos sugere evidências de que os animais podem distinguir uma pessoa de outra.

  • Estudos têm mostrado que o manejo adequado de bovinos e aves desde de idades bem jovens pode reduzir o medo por pessoas de forma geral e não por um tratador especifico.

Estudos experimentais mostraram que os bezerros aprendem a discriminar entre as pessoas baseados numa experiência anterior, aproximando-se de tratadores positivos e evitando aqueles que os tratavam de maneira adversa.

  • Estudos experimentais mostraram que os bezerros aprendem a discriminar entre as pessoas baseados numa experiência anterior, aproximando-se de tratadores positivos e evitando aqueles que os tratavam de maneira adversa.

  • A utilização de roupas com cores diferentes pelos tratadores pode auxiliar o bezerro a deduzir manejo a que será submetido ao distinguir o tratador: neutro, positivo, adverso.

  • Estes dados corroboram os resultados de Grandin (1993) e Seabrook (1994) que relataram que bovinos sabem diferenciar entre pessoas individualmente.

A natureza de um tratamento recebido por um animal jovem pode influenciar seu relacionamento com humanos posteriormente.

  • A natureza de um tratamento recebido por um animal jovem pode influenciar seu relacionamento com humanos posteriormente.

  • Quando o bovino adulto é temeroso com pessoas, pode haver aumento na chance de acidentes e redução na eficiência de manejo ou, no caso de vacas em lactação, redução na produção leiteira.

Grandes variações e até o aparecimento de enfermidades, como diarréia alimentar, geralmente ocorrem com a troca de tratador, seja por motivo de férias ou simplesmente folga semanal.

  • Grandes variações e até o aparecimento de enfermidades, como diarréia alimentar, geralmente ocorrem com a troca de tratador, seja por motivo de férias ou simplesmente folga semanal.

  • De qualquer forma, é importante que a relação entre tratador e animal seja positiva de forma que os bezerros não desenvolvam medo do tratador.

  • A escolha do tratador para o bezerreiro é de extrema importância para o sucesso do programa de aleitamento.

  • A escolha de um funcionário paciente e com boas noções de limpeza é mandatória para o bom desempenho animal, com boas taxas de ganho de peso e não desenvolvimento de medo generalizado por pessoas.

O tratador dos bezerros: peça chave na criação

  • Animais adultos ficam doentes e precisam de cuidados de vez em quando. Bezerros também ficam doentes.

  • A diferença é que normalmente bezerros ficam doentes com mais freqüência, mais rapidamente, com conseqüências mais graves.

  • Vários fatores estressantes ao mesmo tempo = bezerros doentes! E então transformam a vida do tratador num inferno e demandam muito mais mão-de-obra, dinheiro em remédios, sem contar o risco de perdê-los.

  • Isto significa que a pessoa responsável por eles tem que ter atenção redobrada e deve estar pronta para agir rapidamente quando um bezerro adoece.

  • Esta prontidão é medida em termos de minutos, não em dias. Este tipo de cuidado depende de grande flexibilidade e dedicação por parte do tratador.

Bezerros vivos e saudáveis exigem tempo e dedicação. A criação de bezerros requer mão-de-obra intensiva. Bons tratadores têm até ligações afetivas com seus bezerros.

  • Bezerros vivos e saudáveis exigem tempo e dedicação. A criação de bezerros requer mão-de-obra intensiva. Bons tratadores têm até ligações afetivas com seus bezerros.

  • Dedicação representa não somente fazer um bom trabalho, mas algum extra também.

  • Dar este "algum extra" repetidamente, semana após semana, mês após mês, exige bastante do tratador.

  • Isto significa ficar alerta em tempo integral para que doenças não passem desapercebidas.

  • Significa voltar a uma casinha no escuro, somente com ajuda de uma lanterna para administrar antibiótico em um bezerro que se recusa a mamar, após um longo dia de trabalho cansativo.

  • Significa até mesmo chorar a morte de uma bezerra que não sobreviveu.

  • O custo dessa atitude é nosso tempo.

Em resumo, tratadores dedicados são uma espécie rara.

  • Em resumo, tratadores dedicados são uma espécie rara.

  • Eles precisam de suporte e encorajamento.

  • O proprietário que trabalha como um time com seus tratadores tem potencial para fazer um grande trabalho na criação da próxima geração de vacas que irá produzir o leite da fazenda.

  • A formação e manutenção de uma boa equipe de funcionários é essencial para a criação de bezerros.

  • Esta atividade exige grande dedicação e alguma experiência.

Dirigindo-se aos proprietários e gerentes das fazendas, o reconhecimento e agradecimento por um bom trabalho para com os tratadores é fundamental.

  • Dirigindo-se aos proprietários e gerentes das fazendas, o reconhecimento e agradecimento por um bom trabalho para com os tratadores é fundamental.

  • Não esquecendo também de uma remuneração adequada.

  • Então se o tempo anda escasso é bom se organizar, pois é melhor dedicar algum tempo ao pessoal que ficar reclamando de maus resultados e questionando porque os tratadores estão desestimulados ou querendo mudar de emprego.

ESTEREOTIPIAS EM BEZERROS

  • Bezerros sem apetite logo após o nascimento (Alimentação deficiente da vaca na gestação)

  • Sangue presente nas fezes do bezerro recém-nascido (mucosa do intestino frágil, sangue em excesso salmonelose)

  • Focinho seco e quente (empanzinamento ou gases - dieta líquida no rumem ao invés do abomaso, problema respiratório)

Brincar com o leite no balde ou a chupeta (indicação de pneumonia ou úlceras bucais)

  • Brincar com o leite no balde ou a chupeta (indicação de pneumonia ou úlceras bucais)

  • Falta de pelos (coceira por piolhos, ácaros)

  • Olhos lacrimejando (poeira, vento, excesso de luz ou amônia, dor por traumatismos)

  • Corrimento nasal (vírus ou bactérias)

  • Cavidade bucal pálida (anemia)

  • Papo (deficiência de iodo)

  • Boca fria (defesas esgotadas)

  • Tosse (pneumonia ou vermes)

Cavar piso ou comer madeira (falte de fibra ou minerais)

  • Cavar piso ou comer madeira (falte de fibra ou minerais)

  • Orelhas caídas (pneumonia, tristeza parasitária ou distúrbio gastrointestinal)

  • Olhos fundos e perca de flexibilidade da pele (desidratação)

  • Fezes líquidas brancas ou amarelas (E. coli, falta de higiene ou comer demasiadamente)

  • Chutar a barriga com a pata traseira (cálculo urinário, gases)

  • Pernas dianteiras abertas e cabeça para frente (pneumonia intensa)

Incapaz de levantar a cabeça (completa exaustão ou distrofia muscular – falta de vit. E)

  • Incapaz de levantar a cabeça (completa exaustão ou distrofia muscular – falta de vit. E)

  • Incapaz de levantar-se (deficiência de selênio)

  • Balançar a cabeça e pressioná-la contra a parede (suspeita de meningite)

  • Beber sua urina ou de outros bezerros (deficiência de minerais)

Tratamento do umbigo no bezerro neonato

  • Ácido pírico 5% ou álcool etílico 70%, iodo10%, matabicheira e ivermectina 1ml.

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