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3. Tronco coletivo (p/ vacinação) = 1, 5 m/cabeça; normalmente confeccionado ou comprado pronto em unidades para 4 animais (6 metros), para 6 animais (9 metros) a para 8 animais (12 metros).

4. Sala de Apartação (porteiras com abertura de 1,8 a 2,0 m para saída dos animais) = >4m.

5.Tronco individual (para trabalhos na cabeça dos animais como descorna, marcação, cirurgias a outros como castração) = modelos patenteados com comprimentos de 3,0 a 4,2 m.

6. Porteiras de Apartação = 1,8 a 2,0 m.

7. Balança = 3,5 m (depende do fabricante).

8. Porteira de Apartação = 1,8 a 2,0 m.

9. Embarcadouro = rampa de comprimento > 3,0 m, 1,0 a 1,2 m de largura a diferença de nível de 0,9 a 1,1 m (altura da carroceria do caminhão). Também cercado com tábuas, como os outros componentes do eixo de serviço. Piso concretado (laje) com frisos (áspero para facilitar o movimento do animal; porta tipo guilhotina.

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Em alguns casos, na saída do embarcadouro, ainda é necessário a adaptação bretes pulverizadores ou banheiros carrapaticidas, disponíveis em muitos modelos no mercado. Dependendo da infestação, um pulverizador costal resolve..

Detalhes da Construção do Curral de Manobras

Piso: terra natural, cascalho ou mistura de cascalho com areia. Parte central ou eixo de serviço em laje de pedra ou concreto 1:4:8 com capeamento áspero 1:3.

Divisórias: externas confeccionadas com esteios de diâmetro 15 a 17 cm ou seção quadrada 15x15 cm ou 17x17 cm, enterrados a profundidade de 1,0 a 1,5 m, a cada 2,0 m e furados para passagem de aproximadamente 8 fios de cordoalha de aço 1/4" (6,4 m), espaçados na base 20 cm a no topo 35 cm. Internas (do eixo de serviço) confeccionadas com os mesmos esteios mencionados anteriormente, a cada 1,5 m e cercados com tábuas de 15 a 17 cm de largura por 3,5 a 4,0 cm de espessura. Todas as divisórias têm altura variando entre 1,8 a 2,0 m.

Coberturas: o tronco coletivo, o individual e a balança devem ser cobertos, sendo que debaixo das coberturas deve haver um espaço cercado para o operador ficar. Procurar orientar as coberturas no sentido leste-oeste, com pé-direito variando entre 3 e 4 m, estrutura de madeira ou concreto pré-fabricado com telhas de cimento amianto.

As porteiras da periferia do curral de manobras possuem abertura maior (3 a 4 m). Uma recomendação importante para a construção do curral de manobras a que os cantos das cercas devem ser arredondados.

• Setor de produção a deposito de alimentos; • Silos (trincheira);

• Sistema de manejo de dejetos: nesse aspecto a ate mesmo para facilitar escoamento das águas, do eixo de serviço para as laterais deve ser providenciado um caimento de 1 a 2% para norte a para sul.

• Escritório, depósito de medicamentos, sanitários, etc.

Cochos para minerais: dividido em duas partes, uma para sal mineral a outra para farinha de ossos, podendo ser construído em madeira a devendo ser locados nas divisas das cercas. Um comprimento de 4,0 m é suficiente para 100 a 150 animais.

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Cochos para melaço-uréia – um tambor de 200 litros cortado ao meio resulta em dois cochos para 30 a 40 animais. Podem ser construídos de madeira, alvenaria ou concreto. Devem possuir dispositivo adequado para que o animal consuma pouca mistura, o que pode ser conseguido por meio de uma grade confeccionadas com madeira ou de rodas e eixos adaptadas ao tanque.

Porteiras – couceiros e batentes mais reforçados (diâmetro 20cm ou seção quadrada 20x20 cm). Podem ser confeccionadas com madeira ou perfis metálicos, sendo mais comum o perfil circular.

Construções Rurais – Bovinos de Corte DEA-UFV Cecília de Fátima SOUZA et al. 12 Figura 4 – Croqui de curral de manobras dimensionado para 300 bois.

Construções Rurais – Bovinos de Corte DEA-UFV Cecília de Fátima SOUZA et al. 13 Figura 5 – Curral de manobras (Modelo)

Construções Rurais – Bovinos de Corte DEA-UFV Cecília de Fátima SOUZA et al. 14 Figura 6 – Curral de Manobras (Modelo)

Construções Rurais – Bovinos de Corte DEA-UFV Cecília de Fátima SOUZA et al. 15 Figura 7 – Curral de Manobras (Modelo)

Construções Rurais – Bovinos de Corte DEA-UFV Cecília de Fátima SOUZA et al. 16 Figura 8 – Curral de manobras (Modelo)

Construções Rurais – Bovinos de Corte DEA-UFV Cecília de Fátima SOUZA et al. 17 Figura 9 – Curral de Manobras (Modelo)

Construções Rurais – Bovinos de Corte DEA-UFV Cecília de Fátima SOUZA et al. 18 (a)

(b)

Figura 10 – Detalhes do piso do embarcadouro (a), e porteira de acesso ao curral de manobra (b) * Setor de bovinocultura de corte da UFV

Construções Rurais – Bovinos de Corte DEA-UFV Cecília de Fátima SOUZA et al. 19 (a)

(b)

Figura 1 – Vista externa e cobertura de proteção (a), e vista interna do tronco coletivo (b). * Setor de bovinocultura de corte da UFV

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Sites: Embrapa (CNPGC) / SBZ / Anualpec / IBGE

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