Apostila mnt preventiva e corretiva

Apostila mnt preventiva e corretiva

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Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC Curso: Técnico de Segurança do Trabalho

Instrutor: Fernando RodriguesDisciplina: Princípios de Tecnologia Industrial

APOSTILA - 03

Instrutor: Fernando Rodrigues Belém – PA

Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC Curso: Técnico de Segurança do Trabalho

Instrutor: José Fernando Alvares RodriguesMANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

Podemos entender manutenção como o conjunto de tratativas e cuidados técnicos, indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de nossas máquinas, equipamentos, ferramentas e instalações. Esses cuidados envolvem a conservação, a adequação, a restauração, a substituição e a prevenção.

Por exemplo:

Quando mantemos as engrenagens lubrificadas, estamos conservando-as; Quando estamos trocando um plugue de um cabo elétrico, estaremos substituindo-o por um novo;

Quando efetuamos uma reforma em um imóvel, estamos restaurando-o pelo efeito do tempo;

Quando estamos isolando uma emenda de um fio, estamos prevenindo-o de um curtocircuito.

De um modo geral a manutenção em uma empresa tem como objetivo:

● Manter equipamentos e máquinas em condição de pleno funcionamento, para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos.

● Prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos de máquinas.

A manutenção ideal de uma máquina é aquela que permite alta disponibilidade, para a produção durante todo o tempo em que ela estiver em serviço e a um custo adequado.

Desde os anos 30, a evolução da manutenção pode ser dividida em 3 gerações (ver Tabela 1.1).

A primeira geração abrange o período antes da segunda guerra mundial, quando a indústria era pouco mecanizada, os equipamentos eram simples e, na sua grande maioria, superdimensionados.

Aliado a tudo isto, devido à conjuntura econômica da época, a questão da produtividade não era prioritária. Consequentemente, não era necessária uma manutenção sistematizada; apenas serviços de limpeza, lubrificação e reparo após a quebra, ou seja, a manutenção era, fundamentalmente, corretiva.

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Instrutor: José Fernando Alvares RodriguesMANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

Esta geração vai desde a Segunda guerra mundial até os anos 60. As pressões do período da guerra aumentaram a demanda por todo tipo de produtos, ao mesmo tempo em que o contingente de mão-de-obra industrial diminuiu sensivelmente. Como conseqüência, neste período houve forte aumento da mecanização, bem como da complexidade das instalações industriais.

Começa a evidenciar-se a necessidade de maior disponibilidade, bem como maior confiabilidade, tudo isto na busca da maior produtividade; a indústria estava bastante dependente do bom funcionamento das máquinas. Isto levou à idéia de que as falhas dos equipamentos poderiam e deveriam ser evitado, o que resultou no conceito de manutenção preventiva.

Na década de 60 esta manutenção consistia de intervenções nos equipamentos feitas a intervalo fixo.

O custo da manutenção também começou a se elevar muito em comparação com outros custos operacionais. Esse fato fez aumentar os sistemas de planejamento e controle da manutenção que, hoje, são parte integrante da manutenção moderna.

Finalmente, a quantidade de capital investido em itens físicos, juntamente com o nítido aumento do custo deste capital, levaram as pessoas a começarem a buscar meios para aumentar a vida útil dos itens físicos.

efeitos dos períodos de paralisação foram se agravando pela tendência mundial de utilizar

A partir da década de 70 acelerou-se o processo de mudança nas indústrias. A paralisação da produção, que sempre diminuiu a capacidade de produção aumentou os custos e afetou a qualidade dos produtos, era uma preocupação generalizada. Na manufatura, os sistemas “just-in-time” (no tempo justo), onde estoques reduzidos para a produção em andamento significavam que pequenas pausas na produção/entrega naquele momento poderiam paralisar a fábrica.

O crescimento da automação e da mecanização passou a indicar que confiabilidade e disponibilidade tornaram-se pontos-chave em setores tão distintos quanto saúde, processamento de dados, telecomunicações e gerenciamento de edificações.

Maior automação também significa que falhas cada vez mais freqüentes afetam nossa capacidade de manter padrões de qualidade estabelecidos. Isso se aplica tanto aos padrões do serviço quanto à qualidade do produto; por exemplo, falhas em equipamentos podem afetar o controle climático em edifícios e a pontualidade das redes de transporte.

Cada vez mais as falhas provocam sérias conseqüências na segurança e no meio ambiente, em um momento em que os padrões de exigências nessas áreas estão aumentando

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Instrutor: José Fernando Alvares RodriguesMANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

rapidamente. Em algumas partes do mundo, estamos chegando a um ponto em que ou as empresas satisfazem as expectativas de segurança e de preservação ambiental, ou poderão ser impedidas de funcionar.

OBJETIVOS DA MANUTENÇÃO De modo geral, a manutenção em uma empresa tem como objetivos:

1- Manter os equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento, para garantir a produção normal e a qualidade dos nossos produtos (concreto). 2- Prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas 3- Gerir de forma ideal os recursos (acessórios) de forma a obter o melhor rendimento dos equipamentos. 4- Otimizar os processos de manutenção, operação e segurança das máquinas e equipamentos (retrofitting). 5- Reduzir as intervenções o menor número possível 6- Reduzir os custos de manutenção 7- Cuidar do ativo da empresa

Suely Souza Lima

Atualmente fala-se muito em paradigma, como mudá-lo, mas o que enfim é um PARADIGMA?

Por definição pode-se dizer que paradigma é a maneira como você olha para o seu mundo, de como o vê e sente, qual são a sua referência em relação a algo, quais são as suas crenças para determinado assunto.

Os paradigmas podem levá-lo a ser um ser humano de sucesso ou de fracasso. Basta olhar para dentro de você e perguntar como você cria os seus pensamentos.

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Se você acredita no seu poder pessoal, tem uma boa auto–estima e, por exemplo, diz a você mesmo: EU POSSO pular de pára-quedas, com certeza, isto facilitará imensamente seu salto.

No entanto, se dentro de você houver dúvida, medo, e você disser a você mesmo: Saltar de pára-quedas é impossível para mim, estará determinando o seu próprio fracasso.

Nestes dois casos a sua determinação é que vai definir o resultado, que poderá ser positivo ou negativo.

O seu inconsciente, em ambos os casos, irá fazer de tudo para protegê-lo e buscará a melhor resposta para satisfazer o seu desejo e preservar a sua integridade.

Diante dos fatos é necessário que você saiba exatamente o que está pensando, pois seus pensamentos vão determinar o que você é. Você pode, por meio dos seus pensamentos, sentir-se para baixo, deprimido, fracassado ou pode sentir-se para cima, com sucesso, com atitudes de certezas, de poder.

Necessário se faz olhar para dentro de você e perguntar: o que os meus paradigmas estão fazendo comigo? Eles levam-me ao sucesso ou ao fracasso? A partir do momento que você toma consciência do fato, a mudança interna começa a ocorrer e aí você pode se modificar.

Por exemplo: se o seu paradigma é de que para você descansar precisa de oito horas de sono, caso não consiga dormir o tempo estabelecido, irá se sentir cansado, mas, se você experimentar a mudança de paradigma para o mesmo fato: dormir pouco me faz sentir mais produtivo, então irá se sentir muito melhor.

Os paradigmas pessoais negativos fazem com que nos sintamos limitados e os positivos nos levam a acreditar no que há de melhor dentro de cada um de nós. Um paradigma de quem diz ―EU POSSO‖, ―EU FAÇO A DIFERENÇA‖ é altamente fortalecedor.

Criam-se paradigmas em relação a tudo: família, trabalho, filhos, sociedade, dinheiro

Existe a tendência de julgar as pessoas e a vida em geral em função dos paradigmas internos de cada um. É por isso que ocorrem as diferenças entre as pessoas, a maneira de agir e reagir, de pensar, de se comportar diante dos acontecimentos.

Diante de um mesmo acontecimento, pessoas reagem de forma diferente. Para que ocorram as grandes mudanças na vida é necessário rever os seus paradigmas, analisá-los e depois propor qual será a mudança mais adequada.

Quando existem desencontros entre os seres humanos, possivelmente o que ocorre é que as pessoas que estão se relacionando têm paradigmas diferentes e em função disso surgem os atritos, as divergências, os comportamentos conflitantes.

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Perguntas interessantes a serem feitas a você mesmo, para que possa saber qual é o seu propósito na vida, são: qual é o meu maior desejo nesta vida? Por quem ou pelo que sou fascinado? No que eu penso com maior insistência na vida? Aquilo que for o mais importante será o seu maior paradigma, será o seu centro vital, será por ele que você irá lutar sentir prazer, dar um significado a sua vida.

A partir do momento que você reconhece os seus paradigmas, sua mudança será mais eficaz e você poderá, num curto espaço de tempo, tornar-se o senhor de sua própria vida, aquele que é capaz de saber que o poder de decisão é seu.

Afirmações imprecisas de pessoas famosas, que quando foram ditas ou escritas, tinham uma conotação de verdade.

Hoje houve a mudança de paradigma. “O homem nunca chegará à Lua, independentemente de todos os futuros avanços científicos” - Dr. Lee de Forest, inventor da válvula de Áudio e ―pai‖ do Rádio - 25 de Fevereiro de 1967; “Aviões são brinquedos interessantes, mas não têm valor militar” - Marechal Ferdinando Foch - Estrategista militar francês e futuro Comandante na Primeira Guerra Mundial - 1911 “A Terra é o centro do Universo” -Ptolomeu, o grande Astrônomo Egípcio –Séc. I “Tudo o que podia ser inventado já foi inventado” - Charles H. Duell - Oficial do Departamento de Patentes dos EUA -1899

Suely Souza Lima é Psicopedagoga, Psicodramatista, Máster Practitioner em PNL, e Treinadora da Opendreams Consultoria Comportamental. Este seu artigo foi publicado em opendreams.com.br Contato: shu@opendreams.com.br

A manutenção deve ser organizada de tal maneira que o equipamento ou sistema pare de produzir somente de forma planejada.

Quando o equipamento pára de produzir por si próprio, sem uma definição gerencial, está-se diante de manutenção não planejada, ou mesmo de um fracasso da atividade de manutenção.

O gerenciamento estratégico da atividade de manutenção consiste em ter a equipe atuando para evitar que ocorram falhas, e não manter esta equipe atuando, apenas, na correção rápida destas falhas.

Pode ser comparada a uma brigada de combate a incêndio: quando ocorre a emergência a brigada deve atuar rapidamente, mas a principal atividade da brigada, a partir daí, é evitar a ocorrência de novos incêndios.

Paradigma do passado - O homem de manutenção sente-se bem quando executa um bom reparo.

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Paradigma moderno - O homem de manutenção sente-se bem quando, também, evita a necessidade do trabalho, evita a quebra.

Paradigma do futuro - O homem de manutenção sente-se bem quando ele não tem que fazer nenhum reparo, ou seja, quando conseguir evitar todas as quebras não planejadas.

Boa parte das empresas brasileiras ainda atua dentro do paradigma do passado, sendo que algumas já conseguiram caminhar para o paradigma moderno e estão dando grandes saltos nos resultados empresariais.

Na verdade o homem da manutenção do futuro precisa ser bastante "cabeçudo", não no sentido de ser teimoso, mas no sentido de usar muito a cabeça para evitar que os problemas aconteçam; em contrapartida terá os braços "bem curtos" para intervir o menos possível na planta.

Sem esta mudança de paradigmas ter-se-á que fazer um grande esforço para obter uma melhoria pouco significativa nos resultados e esta pequena melhoria não será suficiente para permanecer no mercado. Ver Figura 2.5.

Figura 2.5 - Homem de Manutenção - Futuro (Atual) e Passado. Fonte: Abraman -Associação Brasileira de Manutenção - Documento Nacional - 2001.

Há até bem pouco tempo, o conceito predominante era de que a missão da manutenção era a de restabelecer as condições originais dos equipamentos/sistemas.

Hoje, a Missão da Manutenção é:

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Obs.: Voltando ao exemplo anterior, a missão não é preservar a lâmpada (equipamento), mas sim a função do sistema (iluminação). Esta mudança no conceito da Missão afeta, sobremaneira, as ações do homem de manutenção.

Se no passado era comum um gerente dizer que seu principal problema era falta de gente, hoje não se tem dúvida que o seu principal problema é o EXCESSO DA DEMANDA DE SERVIÇOS, decorrente de uma CONFIABILIDADE não adequada.

A questão ―Falta de Gente x Excesso de Demanda‖ pode parecer um jogo de palavras, mas não é. Se no primeiro caso a solução passa pelo simplismo de se colocar mais gente o que, diga-se de passagem, é um caminho pouco inteligente, no segundo caso os caminhos são diferentes, como veremos adiante.

DEFEITO - ocorrência nos equipamentos que não impedem seu funcionamento, mas que podem a curto ou longo prazo acarretar sua indisponibilidade.

Exemplos: 1- Amortecedor com baixo rendimento 2- Pivô com folga 3- Mola com baixa tensão mecânica

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FALHA - ocorrência nos equipamentos que impedem seu funcionamento.

Exemplos: 1- Pneu furado 2- Quebra da barra de direção 3- Quebra do pino do amortecedor

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Ao atuar em um equipamento que apresenta um defeito ou um desempenho diferente do esperado estamos fazendo manutenção corretiva.

Assim, a manutenção corretiva não é, necessariamente, a manutenção de emergência. Convém observar que existem duas condições específicas que levam à manutenção corretiva: a) Desempenho deficiente apontado pelo acompanhamento das variáveis operacionais. b) Ocorrência da falha.

Desse modo, a ação principal na Manutenção Corretiva é Corrigir ou Restaurar as condições de funcionamento do equipamento ou sistema.

Manutenção Corretiva Não Planejada. Manutenção Corretiva Planejada.

MANUTENÇÃO CORRETIVA É a atuação para a correção da falha ou do desempenho menor que o esperado.

Manutenção Corretiva

Planejada Planejada

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Caracteriza-se pela atuação da manutenção em fato já ocorrido, seja este falha ou um desempenho menor que o esperado. Não há tempo para preparação do serviço. Infelizmente ainda é mais praticado do que deveria.

Normalmente a manutenção corretiva não planejada implica altos custos, a quebra inesperada pode acarretar perdas de produção, perda da qualidade do produto e elevados custos indiretos de manutenção.

Além disso, quebras aleatórias podem ter conseqüências bastante graves para o equipamento, isto é, a extensão dos danos pode ser bem maior. Em plantas industriais de processo contínuo (petróleo, petroquímico, cimento, etc.) estão envolvidas no seu processamento elevadas pressões, temperaturas, vazões, ou seja, a quantidade de energia desenvolvida no processo é considerável. Interromper processamentos desta natureza de forma abrupta para reparar um determinado equipamento compromete a qualidade de outros que vinham operando adequadamente, levando-os a colapsos após a partida ou a uma redução da campanha da campanha da planta. Exemplo típico é o surgimento de vibração em grandes máquinas que apresentavam funcionamento suave antes da ocorrência.

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