UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA - ICET

QUÍMICA INDUSTRIAL

QUÍMICA ORGÂNICA EXPERIMENTAL II

SAPONIFICAÇÃO

ITACOATIARA - AM

Outubro/2010

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA - ICET

QUÍMICA INDUSTRIAL

QUÍMICA ORGÂNICA EXPERIMENTAL II

ALEXANDRO ALVES

JOSIANE AMORIM

PRISCYLA JANE

VANDERLANE BARRETO

Prof.ª Alcicley Abreu

ITACOATIARA - AM

Outubro/2010

SUMÁRIO

  1. INTRODUÇÃO....................................................................................................04

  1. MÉTODOS E MATERIAIS...................................................................................05

  1. RESULTADOS E DISCUSSÕES.........................................................................06

  1. CONCLUSÃO .................................................................................................06

  1. REFERÊNCIA.....................................................................................................06

1. INTRODUÇÃO TEÓRICA

Uma vez que óleos e gorduras são ésteres, eles sofrem reação de hidrólise ácida ou básica. A hidrólise ácida produzirá simplesmente o glicerol e os ácidos graxos constituintes. Já a hidrólise básica produzirá o glicerol e os sais desses ácidos graxos. Pois bem, esses sais são o que chamamos de sabão.

Figura 1 – Mecanismo de reação de saponificação

triéster de ácidos graxos + hidróxido de Sais de ácidos + glicerol

e glicerol sódio graxos

Assim, aquecendo gordura em presença de uma base, realizamos uma reação química que produz sabão. Essa reação, a hidrólise básica de um triéster de ácidos graxos e glicerol, são chamados de saponificação (Figura 1).

O uso de KOH no lugar de NaOH permite obter sabões potássicos, empregados, por exemplo, na fabricação de cremes de barbear. Em muitas localidades do Brasil é comum, ainda hoje, encontrar pessoas que fazem o chamado sabão de cinza. Para fabricá-lo, deve-se ferver gordura animal (banha de vaca, por exemplo) ou vegetal (gordura de coco, por exemplo) junto com água de cinzas, também conhecida como lixívia. Após cerca de duas horas de fervura, está pronto o sabão de cinza. Esse processo é o mesmo usado em fábricas de sabão, sendo a cinza um substituto para o NaOH ou KOH. O caráter básico da água de cinza se deve à presença de carbonato de potássio (K2CO3), que reage com a água dando origem a íons OH.

  1. 1. Objetivo

Sintetizar sabão usando óleo residual.

2. MÉTODOS E MATERIAIS

Tabela 1

Materiais

Fita de tornassol

Soda cáustica

Proveta 250 ml e 50 ml

Balança semi-analítica

Óleo residual

Sabão em pó

Corantes

Essência

Vinagre

Bastão de vidro

Béquer de 1 L e 50 ml

Chapa aquecedora

Espátula de plástico

Formas plásticas

Procedimento experimental

  1. Dissolveu-se 67,032g de soda caustica em 90 ml de água morna, cuidadosamente;

  2. Dissolveu-se 2,5g de detergente em pó em 35 ml de água morna;

  3. No béquer de 1 L, adicionou-se 250 ml de óleo de soja residual filtrado, acrescentou-se a soda e o dissolvente em pó ambos dissolvidos;

  4. Agitou-se com bastão de vidro durante 20 minutos;

  5. Adicionou-se 40 ml de ácido acético e agitou-se por 5 minutos;

  6. Mediu-se o pH com papel indicador;

  7. Mediu-se na proveta 3 ml de essência de óleo de eucalipto, adicionou-se no bequér e agitou-se;

  8. Adicionou-se corante verde e lilás;

  9. Colocou-se a massa pastosa formada nas formas de plástico;

  10. Aguardou-se 20 dias para o uso do sabão.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Obtivemos sabão (Figura 2 e 3) com o pH 14 (básico) sendo de preferência pH entre 10 e 12.

Figura 3

Figura 2

4. CONCLUSÃO

Conclui-se que a reação de transesterificação entre o Triacílglicerídeo e o hidróxido de sódio, obtém-se sais de ácidos graxos (sabão) e glicerina.

5. REFERÊNCIA

PERUZZO, F. M.; CANTO, E. L.- Sabão e detergentes. Química na abordagem do cotidiano. Editora moderna, 2003

6

Comentários