tipos de avaliação

tipos de avaliação

Introdução

Este trabalho consiste em esclarecer de forma concisa os fundamentos da teoria da aprendizagem, citado pelo autor Edmar Henrique Rabelo. E com base no mesmo discorrer conceitualmente a respeito da avaliação, bem como suas categorias avaliativas, tais como: categorias quanto à comparação - normativa ou criterial e quanto à formação - diagnóstica ou inicial, formativa (durante) e somativa ou pontual (final). E a importância da escola que utiliza a avaliação como recurso pedagógico para promover melhoria na qualidade da aprendizagem do educando, preparando este, para o exercício da cidadania.

A avaliação é inerente e imprescindível, durante todo processo educativo que se realize em um constante trabalho de ação-reflexão-ação, porque “educar é fazer ato de sujeito, é problematizar o mundo em que vivemos para superar as contradições, comprometendo-se com esse mundo para recriá-lo constantemente” ( Gadotti, 1984; 90).

Fundamentos teóricos.

Uma explanação concisa sobre a avaliação

De Edmar Henrique Rabelo

O termo Avaliação Educacional popularizou-se com o trabalho de Ralph Tyler, mais ou menos na década de 30, quando este nos legou uma, então nova concepção de aprendizagem, que tem até hoje influências sobre proposta de avaliação no sistema escolar.

Avaliação

Avaliar é uma prática importante, tanto no que diz respeito às atividades desenvolvidas pelo homem, como se faz presente em toda proposta educacional. Durante toda uma prática educativa, ocorre uma constante avaliação por parte do corpo educacional, como também por parte dos alunos quanto aos mesmos.

A avaliação como sabemos é só um instrumento de um projeto pedagógico, utilizado pelos professores em sala de aula com vista em solucionar problemas relacionados à aprendizagem. Para que as escolas desempenhem com eficácia seu papel, escolas essas compromissadas com a educação, voltadas para a formação de cidadãos críticos-democráticos-participativos, elas precisam está constantemente em um processo avaliativo de suas ações pedagógicas, mas para que isso ocorra, os professores deverão trabalhar em cima de uma pedagogia construtiva, sempre avaliando seus alunos, mais também a si mesmo, para que dessa forma possam se necessário modificar o rumo de suas estratégias de ensino, ou seja, sua didática, podendo quiçá, reformularem seus objetivos para que levem os educandos ao efetivo conhecimento.

Em contra partida, os alunos também precisam ajudar o professor a se ajudar, estes também precisam autoavaliar-se, descobrindo suas dificuldades para que o professor atue sobre ela, consequentemente solucionando-as.

Avaliação Psico-sociocultural

Considerando que o ser nasce em uma cultura e dela faz parte, a escola tem que avaliar de forma individual partindo do ponto em que cada um tem seu jeito e seu tempo de aprender, devendo eles respeitar a individualidade de cada um. A partir de então, podemos descrever dois princípios, no qual, constitui-se o ser humano: O princípio formativo - admitindo que o ser possua estruturas internas que viabiliza seu conhecimento; e o princípio organizativo – admite-se que a aprendizagem se dê pela interação do sujeito com o meio que o cerca, construindo assim seus conhecimentos, no caso é uma visão mais empírica que segundo Locke, o conhecimento é proveniente das experiências de mundo.

Com isso as escolas têm que elaborar seu projeto educativo em consonância com todo o corpo docente, discente e com a comunidade que a cerca, considerando os alunos, um ser Psico-sociocultural, ou seja, uma visão holística dos mesmos.

Segundo Ausubel, um ponto forte de sua teoria é que ela permite a integração de muitas observações sobre a aprendizagem em um único e coerente sistema, embora isto seja um fator de dificuldade para sua compreensão, pois cada parte só passa a fazer sentido, quando relacionada às outras partes.

Em suma, avaliar é um ato dinâmico e qualitativo, é um diagnóstico de qualidade dos resultados intermediários e finais, com vista na aprendizagem do educando.

Categorias Avaliativas

  • Quanto à comparação:

* Normativa ou criterial: Esta compara o rendimento de um aluno com o rendimento alcançado pelos demais colegas do grupo. Procura informar o quanto aquele aluno sabe ou pode mais que o outro. Como exemplo, avaliação do atleta;

Jáa avaliação criterial, informa o quanto aluno sabe ou não, a ponto de alcançar um objetivo pré-fixado. Como exemplo, prova de concurso público, nesse caso ele vai provar o quanto sabe mais.

  • Quanto à formação:

* Diagnóstica ou inicial: é um levantamento das dificuldades do aluno, para que então, o professor possa atuar sobre elas, solucionando-as.

* Formativa: é uma avaliação que ocorre durante todo processo de ensino aprendizagem, ela contribui para a melhora da aprendizagem do aluno, informando ao professor os sucessos e fracassos. É um tipo de avaliação que orienta, reforça, corrige, a fim de que o aluno sinta-se mais seguro e confiante.

* Somativa ou pontual: é uma avaliação que ocorre no final de um ciclo ou bimestre. Determina conhecimentos adquiridos e depois verifica por meio de uma prova. Nada mais é do que o recebimento de um certificado, conclui-se com isso que é uma avaliação do tipo classificatória.

Em resumo, a avaliação diagnóstica ocorre no início de um ciclo, a formativa durante o processo desse ciclo e a somativa no final do deste.

Conclusão

Com base no que foi anteriormente explicitado, podemos constatar que a avaliação se faz presente em todas as atividades desenvolvidas pelo ser humano e principalmente no âmbito escolar, em toda prática educativa desde a década de 30 até os dias de hoje.

Seja avaliação normativa, diagnóstica, formativa e somativa, seu único e exclusivo objetivo é avaliar a qualidade do rendimento escolar do aluno atentando para seus possíveis sucessos e fracassos, atuando de forma ativa, sobre a aprendizagem destes, solucionando suas dificuldades, para que posteriormente tornam-se indivíduos autônomos, críticos e seguros para exercerem sua cidadania.

Bibliografia

Rabelo, E.H. Avaliação, Novos Tempos, Novas Práticas. – Petrópolis, RJ, ed. Vozes 1998.

VIII

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