Clostridium Botulinum

Clostridium Botulinum

(Parte 1 de 2)

Santos – SP Novembro / 2010

ANA CAROLINA G. ANDRADE nº182710

GABRIELA MARQUES MOREIRA nº 182630 MICHELLE DIDONE DOS SANTOS nº 182708 YURI BONFIM PUCCIARIELLO nº 182579

Trabalho de conclusão de semestre. Universidade Santa Cecília.

2 EPÍGRAFE

“O que as pessoas pensam e dizem varia muito; agora é algo bom, em seguida é algo mau.” (Versos de ouro de Pitágoras)

Bactérias são organismos unicelulares, procariontes, muito pequenos que, em sua maior parte, não podem ser vistos a olho nu. Podem ser aeróbias ou anaeróbias.

Esse estudo pretende investigar um pouco mais sobre o Clostridium Botulinum, bactéria anaeróbia em forma de bastonete, Gram positiva, responsável por causar a doença do Botulismo. É uma doença com 3 origens principais: alimentar, causada pela ingestão de alimentos que contém a toxina; infantil, causada pela ingestão de esporos da bactéria que crescem no intestino da criança e produzem a toxina, geralmente provenientes de mel; e por ferimento, onde a toxina é produzida dentro de uma ferida infectada.

Conclui - se que é uma doença relativamente rara, pois poucos casos são anunciados no decorrer dos anos, mas que pode matar rapidamente, sendo preciso sempre tomar as devidas precauções para não se contaminar.

PALAVRAS – CHAVE: Bactéria, Clostridium, Botulinum, Alimentos, Toxina.

FIGURA 1 – Tratado de Fisiologia Médica (Guyton & Hall)1
FIGURA 2 – Mouse do computador da sala de informática12
FIGURA 3 – Barras paralelas da Clinica de Fisioterapia Unisanta12
FIGURA 4 – Tela do caixa eletrônico Itaú12
FIGURA 5 – Banco do ponto de ônibus da Av. Conselheiro Nébias13
FIGURA 6 – Ônibus nº 0713
FIGURA 7 – Maçaneta de carro13
FIGURA 8 – Mesa da lanchonete Unisanta14
FIGURA 9 – Placa de Petri14
FIGURA 10 – Estufa15
FIGURA 1 – Coleta da bactéria da placa de Petri para a lâmina15
FIGURA 12 – Lâmina sendo colorida16

LISTA DE FIGURAS FIGURA 13 – Bactéria vista em microscópio.................................................................17

1. INTRODUÇÃO6
2. DESENVOLVIMENTO9
2.1 Fundamentação teórica9
2.2 Materiais e métodos1
2.3 Resultados16
3. CONCLUSÃO18

SUMÁRIO 4. REFERÊNCIAS..................................................................................................19

1. INTRODUÇÃO

As bactérias são microorganismos amplamente distribuídos na natureza, sendo encontradas em todos os ambientes: alimentos, água, pessoas, insetos, entre outros.

São organismos vivos que possuem vida própria podendo multiplicar-se nos alimentos e aumentar em número, além de produzirem toxinas.

As bactérias se encontram mais comumente envolvidas nas doenças de origem alimentar do que outros microorganismos que também podem ser encontrados nos alimentos.

Dimensões: As bactérias são muito pequenas, possuindo células que têm, geralmente, entre 0.5 a 10 micra de comprimento ou diâmetro. Podem ser vistas sob o microscópio em aumento superior a 400 vezes.

Formas: As bactérias podem ser encontradas em inúmeras formas – cocos, bastonetes e espirais. As células podem, também, estar unidas formando grupos como cachos, cadeias, formações pares, tétrades e outras.

Componentes celulares: Cada bactéria é constituída por uma célula simples (procariótica). Os principais componentes celulares são:

Cápsula: Uma substância viscosa que forma uma camada de cobertura, ou envelope ao redor da célula. Está presente em algumas bactérias, não sendo, entretanto, obrigatória. Tem como funções servir como defesa da bactéria contra substâncias nocivas, aumentando seu poder infectante; funciona também como componente para aderência em tecidos dos hospedeiros e, ainda, como reserva nutritiva da célula. As cápsulas são responsáveis pela viscosidade que surgem em alimentos (carne bovina, aves, produtos cárneos e outros).

Parede celular: A parede tem como função conferir rigidez à célula, protegendoa contra injurias mecânicas e a ruptura osmótica. As bactérias, quando submetidas às soluções da coloração de Gram (cristal, violeta, iodo-iodeto, álcool e safranina) dividese em dois grandes grupos: bactérias Gram positivas que retém o cristal violeta e apresentam coloração violeta escura; e bactérias Gram negativas, que perdem o cristal violeta e são coradas pela safranina, apresentando coloração vermelha e isso ocorre em função da composição e permeabilidade da parede celular.

Membrana celular: Tem como funções transportar nutrientes e servir de suporte ao sistema de formação de energia da célula.

Citoplasma: No caso das bactérias, o citoplasma contém organelas e inclusões típicas de uma célula procariótica. São elas região nuclear, onde ocorre concentração de DNA, sendo também chamada de cromatina; ribossomas e polissomas, que permanecem junto à membrana e são responsáveis pela síntese de proteína; meossomas, que são prologamentos da membrana; granulações, que podem ser de glicogênio, lipídeos, S e Fé, e polimetafosfatos de sódio.

Esporos: O esporo é uma espessa parede celular de proteção, ou seja, é uma estrutura de resistência das bactérias, sendo formada geralmente quando as condições são adversas para a célula normal (vegetativa). Apresentam grande resistência ao calor, frio, as radiações, aos agentes desinfetantes, umidade baixa e alta acidez.

Flagelo: Quando presente na célula é responsável pelo movimento das bactérias sendo uma organela de locomoção.

Pili (fimbriaPs): São estruturas que se projetam da estrutura celular atravessando a parede, que tem como função principal a aderência da célula sobre superfícies sólidas.

Clostridium é um gênero extremamente heterogêneo, composto por cerca de 150 espécies e seu hábitat natural é o solo e o intestino.

O gênero é tradicionalmente definido como aquele que reúne bacilos Grampositivos esporulados, alguns anaeróbios obrigatórios (por exemplo, C. perfringens), outros aerotolerantes (por exemplo, C. tertium) e alguns, raros, que não toleram traços de oxigênio (C. haemolyticum e C. novyi tipo B). as células vegetativas da maioria das espécies são bacilos retos ou curvos, variando de pequenas formas de bastonetes cocóides a formas longas, filamentosas, com extremidades arredondadas ou retas. Algumas vezes, em cultivos prolongados, podem ser observados bacilos com aparência Gram-negativas e, em muitas ocasiões, formas Gram-positivas e Gram-negativas são observadas em uma mesma lâmina. Os endosporos ovais ou esféricos usualmente são maiores que as células vegetativas. Certa espécies só produzem esporos sob condições especiais, como é o caso de C. perfringens. Os clostrídeos usualmente são fermentadores e/ou proteolíticos. As espécies C. perfringens, C. ramosum e C. innoccum são imóveis, porém a maioria é móvel através de flagelos peritríqueos.

O conteúdo G+C do seu DNA varia de 26 a 32 mol%, porém algumas espécies do gênero apresentam um conteúdo G+C variando de 38 a 56. mol%. Estão amplamente distribuídos na natureza, sendo encontrados no solo, em vegetações, em sedimentos marinhos e no intestino do homem e de outros vertebrados, além de insetos. A espécie C. perfringens já foi encontrado em praticamente todos os solos examinados, com exceção das areias do deserto do Saara. As expécies componentes do gênero são, em sua maioria, avirulentas, embora algumas possam ser isoladas de infecções endógenas, enquanto outras são patógenos reconhecidos pela produção de potentes toxinas extracelulares. [1]

Justifica-se deste modo a preocupação com o estudo desta bacteria capaz de levar ate a morte. Resaltando o meio de contaminação indireto que é aquele do meio externo, procedentes de várias fontes pródigas na diversidade de microrganismos capazes de constante contaminação e recontaminação.

2. DESENVOLVIMENTO 2.1 Fundamentação teórica

C. Botulinum é um bacilo que apresenta esporos ovais subterminais, cujo hábitat natural é o solo, poeira e sedimentos marinhos, podendo ser encontrado em uma grande variedade de agroprodutores, frescos ou industrializados. A espécie que produz sete tipos antigênicos de toxina botulínica (BoNT – botulinum neurotoxin) designados de AG é dividida em quatro grupos fisiológicos. O grupo I reúne os microorganismos proteolíticos que produzem as toxinas A, B ou F. O grupo I reúne os organismos não proteolíticos e que podem produzir as toxinas B, E ou F, enquanto o grupo I engloba os organismos produtores de toxinas C e D, e o grupo IV define o tipo G, descoberto na Argentina e que não tem sido causa de doença humana ou animal. As toxinas A, B, E e F são as principais causas de botulismo em humanos, enquanto os tipos C e D estão associados ao botulismo que ocorre em aves e mamíferos.

Assim como a toxina tetânica, a BoNT é uma potente inibidora de neurotransmissores. A BoNT se associa a proteínas não tóxicas para formar complexos cujos respectivos genes estão reunidos em um segmento de DNA denominado locus botulínoco, localizado provavelmente em um elemnto móvel.

O botulismo em seres humanos apresenta-se sob quatro formas. O botulismo infantil (bebês), muito comum nos EUA e raro nos demais países; o botulismo clássico; o botulismo de lesão e o botulismo após colonização em adultos.

No botulismo infantil, o intestino é colonizado por esporos de C. botulinum, especialmente nos primeiros meses de vida, pelas condições satisfatórias para a colonização. Após germinação e consequente produção de neurotoxina no intestino grosso, a BoNT é absorvida pela corrente sanguínea, sendo carreada às terminações nervosas periféricas, particularmente as junções neuromusculares dos neurônios motores onde se liga, irreversivelmente, às membranas pré-sinápticas, causando paralisia aguda flácida.

Casos de colonização do C. botulinum em adultos e, portanto, análogo ao infantil, têm sido investigados, porém sua frequência é extremamente rara, pela alteração excepcional que deve ocorrer na anatomia, fisiologia e microbiota intestinal. O botulismo clássico ocorre após a ingestão de alimento contendo a BoNT pré-formada. A absorção ocorre primariamente no duodeno e jejuno e, através, da corrente sanguínea alcança as sinapses colenérgicas periféricas (incluindo-se as junções neuromusculares), para então alterar a liberação de acetilcolina.

O botulismo de lesão, doença excepcionalmente rara, tem sido associada a adultos jovens, usuários de drogas injetáveis.

Seu período de incubação é de 12 a 36 horas, ocorrendo náuseas, visão dupla, pupilas fixas e dilatadas, vertigens, perda de coordenação muscular, dificuldades de deglutir e falar, paralisia respiratória e morte. Sem febre.

A BoNT é considerada uma das toxinas mais potentes que se conhece. Sua potência é originada pela sua habilidade em bloquear transmissões neuromusculares e levar à morte através da paralisia da musculatura envolvida na respiração.

O diagnóstico do botulismo é estabelecido pela detecção da BoNT no soro, nas secreções da lesão, nas fezes do paciente ou na amostra do alimento implicado. A presença de toxina nas fezes do paciente indica toxina residual do alimento ingerido ou então produzida no trato intestinal por microorganismos colonizadores, indicado, neste último caso, uma grande possibilidade de isolamento de C. botulinum nas fezes do paciente.

Cada modalidade de botulismo apresenta aspectos peculiares em sua epidemiologia. A faixa etária atingida, no botulismo infantil, está entre três semanas e seis meses de vida, atingindo igualmente o sexo femino e o masculino, sendo o consumo de mel identificado como um dos principais fatores de risco. Já o botulismo clássico deixou de ser apenas uma consequência do consumo de alimentos preparados em casa para ser também observado como surto em restaurantes pelo consumo de tubérculos, vegetais, carnes, enlatados ou selados em sacos plásticos ou até mesmo alimentos não enlatados. Potencial para surtos de botulismo sempre existirá, especialmente nas zonas temperadas onde o inverno é longo e a preservação de alimentos é consequêntemente mais comum. O botulismo de lesão é excepcionalmente raro, e a maioria dos casos ocorre nos adultos jovens do sexo masculino pela maior possibilidade de ocorrência de traumatismos e, mais recentemente, entre os usuários de drogas injetáveis ou pela inalação de produtos não-estéreis. A prevenção do botulismo está baseada em métodos que inibam o crescimento bacteriano e a produção da toxina, seja através da manutenção dos alimentos em baixas temperaturas ou pela adição de preservativos ou em ph ácidos ou mesmo pela destruição da atividade tóxica supostamente presente, através da inativação térmica. Vacinas experimentais com toxóides de A a E estão disponíveis apenas para bacteriologistas que manipulam C.

botulinum. Uma vacina recombinate expressando apenas o domínio de ligação do tipo A tem sido avaliada, prometendo ser uma alternativa segura. O uso terapêutico e cosmético da toxina botulínica (BOTOX nos EUA e DYSPORT na Inglaterra) têm sido amplamente difundido. Embora seu efeito não perdure por mais de três a quatro meses, a possibilidade de tratar uma variedade de doenças caracterizadas por espasmos ou hiperatividade tem colocado a toxina como tratamento de escolha.

A qualidade do tratamento intensivo, que atualmente a medicina dispõe, tem diminuído as taxas de mortalidade, especialmente com medidas relacionadas ao suporte de ventilação. A antitoxina trivalente (A, B e E), pentavalente ou heptavalente, tem sido empregada nos EUA com taxas de hipersensibilidade variando de 9% a 20%. O tratamento, quanto mais prontamente iniciado, maior a limitação da extensão da paralisia, porém sem possibilidade de reversão. A terapia com antimicrobianos (penicilina ou metronidazol) parece ser questionada, uma vez que a lise de C. botulinum no intestino poderia aumentar a disponibilidade da toxina. [2]

2.2 Material e métodos

A pesquisa de campo sendo ela descritiva foi realizada em locais de uso comum de muitas pessoas. Os locais analisados foram escolhidos de acordo com a frequência que é utilizado. Os locais analisados foram:

1º Local: Livro de Fisiologia: Tratado De Fisiologia Médica (Guyton & Hall) - Lateral do livro.

FIGURA 1

12 2º Local: Mouse do computador da sala de informática do Bloco E.

FIGURA 2 3º Local: Corrimão de metal das barras paralelas da Clinica de Fisioterapia (Universidade Santa Cecília)

FIGURA 3 4º Local: Tela do caixa eletrônico Itaú do Bloco E (Universidade Santa Cecília)

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