Apostila Ultra-sonografia

Apostila Ultra-sonografia

(Parte 6 de 13)

Os planos de exame incluem os planos sagitais, os planos transversais e os planos coronais (figura I-07figura I-07). Eles são bidimensionais e usados para estabelecer a direção direção em que o feixe de ultra-som entra no corpo e a parte anatômica visualizada naquela direção específica.

3.1.1 Plano de exame sagital Áreas anatômicas observadas em uma imagem sagital: –Abordagem anterior ou posterior:

(a) Anterior(c) Superior (b) Posterior(d) Inferior

Imagem sagital em uma abordagem anterior

As laterais direita e esquerda não são observadas em umaAs laterais direita e esquerda não são observadas em uma imagem sagital; portanto, o transdutor deve ser movimentadoimagem sagital; portanto, o transdutor deve ser movimentado para a direita ou a esquerda de um plano sagital para visualizarpara a direita ou a esquerda de um plano sagital para visualizar a anatomia adjacente.a anatomia adjacente.

Figura I-06B: Pontos anatômicos principais de referência superficial do abdome em vista posterior

Figura I-07: Planos do corpo Prof. Luciano Santa Rita ⇒ Site: w.lucianosantarita.pro.br E-mail: tecnologo@lucianosantarita.pro.br

Ultra-sonografia – Notas de Aula19 Imagem sagital em uma abordagem posterior

3.1.2 Plano de exame transversal

Áreas anatômicas observadas em uma imagem transversal: –Abordagem anterior ou posterior:

(a) Anterior(c) Lateral direita (b) Posterior(d) Lateral esquerda

–Abordagem lateral direita ou esquerda: (a) Lateral (direito ou esquerdo)(c) Anterior

(b) Medial (d) Posterior

Imagem transversal em uma abordagem anterior

As partes superior e inferior não são observadas em umaAs partes superior e inferior não são observadas em uma imagem transversal; portanto, o transdutor deve serimagem transversal; portanto, o transdutor deve ser movimentado para cima ou para baixo a partir de um planomovimentado para cima ou para baixo a partir de um plano transversal para visualizar a anatomia adjacente.transversal para visualizar a anatomia adjacente.

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Ultra-sonografia – Notas de Aula20 Imagem transversal em uma abordagem posterior

Imagem transversal em uma abordagem lateral

3.1.3 Plano de exame coronal Áreas anatômicas observadas em uma imagem coronal: –Abordagem lateral direita ou esquerda:

(a) Lateral (direito ou esquerdo)(c) Superior (b) Medial(d) Inferior

Imagem coronal em uma abordagem lateral

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Ultra-sonografia – Notas de Aula21

As partes anterior e posterior não são observadas em umaAs partes anterior e posterior não são observadas em uma imagem coronal; portanto, o transdutor deve ser movimentadoimagem coronal; portanto, o transdutor deve ser movimentado anterior ou posteriormente a partir de um plano coronal paraanterior ou posteriormente a partir de um plano coronal para visualizar a anatomia adjacente.visualizar a anatomia adjacente.

3.2 Métodos de exame Critérios a seguir ao realizar o exame:

i.Usar sempre um acoplador, como gel, para reduzir o ar entre o transdutor e a superfície cutânea.

i.Examinar de acordo com a posição do órgão. Portanto, o plano de exame pode ser oblíquo.

i.Para avaliar melhor uma estrutura, balance e deslize o transdutor levemente durante o exame.

–Rodando ligeiramente o transdutor, são usados planos sagitais oblíquos para visualizar a posição ou as imagens longitudinais do rim (figura I-08figura I-08).

–Ao examinar em um plano sagital, movimente ligeiramente o transdutor para a direita e para a esquerda e, ao mesmo tempo, faça-o deslizar lentamente para cima e para baixo (figura I-09figura I-09).

–Ao examinar em um plano transversal, movimente ligeiramente o transdutor para cima e para baixo e, ao mesmo tempo, faça-o deslizar lentamente em sentido lateral (figura I-10figura I-10).

iv.São usadas diferentes posições do transdutor de acordo com a área de interesse avaliada.

–Perpendicular: o transdutor é colocado formando um ângulo reto com a superfície examinada (figurafigura I-1I-1).

–Angulado: o transdutor é angulado superiormente, inferiormente ou lateralmente para a direita e para a esquerda em vários graus (figura I-12figura I-12).

–Subcostal: o transdutor é angulado superiormente logo abaixo da borda inferior (figura I-13figura I-13).

–Intercostal: o transdutor é posicionado entre as costelas; pode ser perpendicular, angulado ou subcostal (figura I-14figura I-14).

–Rodado: o transdutor é rodado em vários graus para ficar oblíquo em relação ao plano de exame

Figura I-08: Esquema visualização do rim em plano sagital oblíquo

Figura I-09: Estudo em plano sagital

Figura I-10: Estudo em plano transversal

Figura I-1: Posição Perpendicular Prof. Luciano Santa Rita ⇒ Site: w.lucianosantarita.pro.br E-mail: tecnologo@lucianosantarita.pro.br

Ultra-sonografia – Notas de Aula22 v.Para medir as estruturas com precisão, entre o eixo longitudinal ou o maior comprimento. O eixo longitudinal de uma estrutura pode ser visto em qualquer plano de exame, dependendo da forma como a estrutura está posicionada no corpo.

Figura I-12: Posição Angulado

Figura I-13: Posição Subcostal

Figura I-14: Posição Intercostal

Figura I-15: Posição Rodado Prof. Luciano Santa Rita ⇒ Site: w.lucianosantarita.pro.br E-mail: tecnologo@lucianosantarita.pro.br

Ultra-sonografia – Notas de Aula23 vi.A vesícula biliar tem posição variável no corpo. Pode situar-se em sentido súpero-inferior ou lateralmente.

Figura I-16: Valor normal de medida ultra-sônica para aorta

Figura I-17: Valor normal de medida ultra-sônica para vesícula

Figura I-18: Valor normal de medida ultra-sônica para pâncreas

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