Resumo biotecnologia e agricultura

Resumo biotecnologia e agricultura

Introdução

O presente resumo vem retratar a crescente e constante evolução da biotecnologia agrícola no mundo e sua situação atual no Brasil, sendo analisados aspectos com aceitação e novas pesquisas sobre os cultivos geneticamente modificados (GM), aumento da produtividade, qualidade do produto, pesquisas que visem melhorar esses aspectos proporcionando assim uma grande viabilidade para os que pretender usufruir destas tecnologias.

Objetivo

Este resumo tem como objetivo demonstrar os benefícios causados por está tecnologia no meio da ciência agrícola, bem como seus aspectos sociais e econômicos.

Discussão

A biotecnologia cresceu rapidamente, surgindo nos anos 70, causando grandes mudanças no padrão tecnológico e organizacional de todos os setores ligados as ciências da vida, sendo a agricultura e a agroindústria as mais impactadas por está. Os efeitos mais significativos ocorreram sobre a cultura da soja, milho, algodão, pois estas estão em maior proporção de cultivo.

Biotecnologia e agricultura

Está nova tecnologia pode ser dividida em tradicional e moderna, sendo que na biotecnologia tradicional não ocorre a manipulação genética direta dos seres vivos, já na moderna, se tem a transferência e modificação genética direta (tecnologia do DNA recombinante).

Sendo assim essa biotecnologia moderna visa ser uma opção para que se perca a total dependência sobre as inovações do meio químico e mecânico, proporcionando assim um aumento da produtividade, bem como, redução dos custos de produção. Esse avanço na agricultura pode originar o surgimento de novas espécies com resistência a insetos, tolerância a herbicidas, maior qualidade do produto e resistência a vírus, sendo alguns destes exemplos uma realidade vivenciada pelas pessoas nos dias de hoje.

O uso de cultivos GM para fins comerciais se deu no ano de 1996, nos Estados

Unidos da América (EUA), com a Soja R, com a área crescendo de 2,8 milhões para 67,7 milhões de hectares em 2003. O cultivo de variedades tolerantes a herbicidas e resistentes a insetos está ocorrendo em maior concentração, sendo observados valores de 73% e 18%, respectivamente, sendo estes valores referentes ao ano de 2003.

Porém, este avanço nos cultivos GM está concentrado em 4 grupos: Soja,

Algodão, Milho e Canola. A soja é a que tem maior taxa de difusão, sendo observado cerca de 5% no ano 2003 em relação a produção mundial. Mas essa taxa chega a até 9% na Argentina. Como podemos observar a difusão dos cultivos GM tem sido acelerada, observando-se a taxa de crescimento geométrico anual da área plantada de 46,42% entre 1996 e 2003.

Os países que possuem mais cultivos GM são: EUA, China, Índia, Indonésia,

Brasil, México, Argentina e África do Sul. E está lista só não é maior devido as culturas de maior expressão em cultivos GM estar concentradas em certos países, citando como exemplo a soja que tem 93% da produção mundial cultivada apenas em 5 países.

Mesmo com restrições impostas por alguns países ao comercio de produtos GM, seu crescimento ainda é vigoroso. Entre 2002 e 2003, o valor comercializado com produtos GM aumentou de US$ 4 bilhões para US$ 4,75 bilhões. Tomando como base os dados sobre a taxa de adoção, estima-se a produção total dos principais produtos GM (Soja, Milho e Algodão) foi de aproximadamente US$ 30 bilhões em 2003 e mais US$ 8,3 bilhões em exportações. Sendo que a soja representou no ano de 2003, 90% das exportações de cultivos GM.

Biotecnologia agrícola no Brasil

O Brasil tem um grande potencial para desenvolver a biotecnologia, sendo este pais o detentor de grande diversidade biológica e o mais rico em plantas, animais e microorganismos com cerca de 20% do total existente. Sendo assim temos diversos genes tropicais e genomas funcionais a nossa disposição.

O sistema de amparo a pesquisa também é uma grande vantagem, pois existe um grande incentivo a pesquisa por parte da iniciativa pública no pais. Outras vantagens são o clima tropical e subtropical, cerrados e germoplasma selecionados e adaptados de grande variabilidade. A pesquisa contribui para melhorar não só a produtividade, mas também, a qualidade dos produtos. A produção da soja na região Centro-Oeste e a de frutas na região Nordeste são exemplos da contribuição da pesquisa. Na biotecnologia a rede de pesquisa é liderada pelo setor publico, porém, nas pesquisas genômicas, o setor privado é um grande incentivador.

Existem diversos grupos de pesquisas no pais, desenvolvendo pesquisa com transgenia e genômica. Sendo esse número de pesquisadores crescente, estando esta pesquisa concentrada em instituições publicas (universidades), mas sendo observada nos últimos anos a crescente participação de empresas privadas.

A EMBRAPA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária lidera as pesquisas de transgenia, mas não fixa a mesma somente em transgênicos, sendo pesquisadas também modificações na qualidade do produto. As pesquisas genômicas estão tendo grande apoio sendo o CNPq, grande incentivador e financiador de projetos com genomas.

O setor privado está se tornando cada vez mais presente para a questão da pesquisa, podendo ser observadas cerca de 304 empresas de biotecnologia no pais. Essas empresas produzem organismos geneticamente modificados que visam melhorar as condições para a produção do mesmo.

Entretanto, apesar de existir uma forte rede de pesquisas e desenvolvimento e de o pais ser um grande produtor e exportador agrícola, a difusão de organismos geneticamente modificados na agricultura é muito inferior à realizada nos outros competidores no comercio internacional, como os Estados Unidos e Argentina. A dificuldade era se criar uma regulamentação estável, sendo esta criada forçadamente após a difusão clandestina da soja transgênica no pais, principalmente no estado do Rio Grande do Sul. Sendo assim o governo federal viu-se obrigado a emitir uma medida provisória regulamentando tal questão.

A partir daí a produção de transgênicos teve um aumento significativo, tendo em 2004 uma área cultivada com soja transgênica de 5.610 milhões de hectares. Assim sendo essa criação e a aprovação da Lei de Biossegurança criou varias expectativas para as pessoas ligadas às atividades no campo da biotecnologia.

Grande parte dos estudos estão concentrados nos impactos sobre custos e produtividade na produção de soja R, nos EUA e na Argentina, de Algodão Bt na China e de Milho Bt na Espanha e nos EUA.

Os impactos econômicos dos cultivos GM

Dentro dos impactos econômicos diretos sobre custos e produtividade temos os cultivos tolerantes a herbicidas, onde se tem a soja R, resistente ao glifosato, que simplifica todo o manejo com plantas daninha. A adoção da soja R causou uma redução de custos por hectare entre US$ 17 e US$30 nos EUA, sendo estimado um ganho por hectare de US$ 20 dólares.

Na Argentina alem da redução dos custos, a soja R proporcionou também a expansão da área plantada. Sendo observado redução nos gastos com herbicidas, maquinário e mão-de-obra, compensando assim o aumento no preço da semente.

Os cultivos resistentes a insetos principais são dois: Algodão Bt e Milho Bt.

Estes são assim designados, pois possuem uma bactéria chamada de Bacillus thuringiensis (Bt), que promove resistência aos insetos. O resultado do uso dessa tecnologia é a redução dos custos, aumento do rendimento, produtividade e qualidade do grão (Milho). Deve-se levar em consideração a incidência de pragas na região de cultivo, pois influenciara diretamente sobre a eficiência do controle.

A inserção no mercado

Os cultivos GM devem alem de essas vantagens ter uma boa aceitação no mercado consumidor para representar uma viabilidade econômica. Pois existem países que ainda se opõem a está tecnologia, a ponto de oferecer maior preço ao produto não transgênico. Entretanto, está condição parece não estar progredindo, pois a soja convencional como exemplo não possui nenhuma vantagem para a soja GM. Nas exportações crescentes, também não se observa quaisquer dificuldades para se exportar a soja GM, sendo a China o pais que mais importa o grão, cerca de 18.500 milhões de toneladas em 2003/2004.

Conclusão

Portanto, pode-se notar que a grande difusão dos cultivos GM está relacionada aos baixos custos, aumento da produtividade e aumento da eficiência na administração do controle de pragas. Apesar das divergências internacionais quanto à forma de regular a pesquisa, a produção e o comercio dos cultivos GM, não há nenhuma evidencia empírica de que esses cultivos têm baixa competitividade em comparação aos convencionais, sendo assim não apresentam diferenças econômicas, nem preferências de mercado comprovadas.

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