Taninos

Taninos

1 TANINOS 1.1 Definição e propriedades São substancias fenólicas solúveis em água , as quais apresentam a habilidade de formar complexos insolúveis em água com alcaloides, gelatina e outras proteínas. [2]

Estes compostos são particularmente importantes componentes gustativos, sendo responsáveis pela adstringência de muitos frutos e produtos vegetais. A complexaçao entre taninos e proteínas e a base para suas propriedades como fatores de controle de insetos, fungos e bactérias tanto quanto para suas atividades farmacológicas.[2]

São classificados em dois grupos, de acordo com seu esqueleto de carbono: taninos hidrolisáveis e taninos condensáveis. Os taninos hidrolisáveis (Figura 1) são caracterizados por um poliol central, geralmente β-D-glicose, cujas hidroxilas são esterificadas com o ácido gálico. Os condensados (Figura 2) são oligômeros e polímeros formados pela policondensação de duas ou mais unidades flavan-3-ol e flavan-3,4- diol.[2]

Esta classe de metabólitos apresenta ampla distribuição, ocorrendo em quase todas as famílias, sendo diversos órgãos farmacógenos. Plantas ricas em taninos são empregadas na medicina tradicional no tratamento de diversas moléstias, tais como diarréia, hipertensão arterial, reumatismo, hemorragias, feridas queimaduras, problemas estomacais (azia, náusea, gastrite e úlcera gástrica), problemas renais e do sistema urinário e processos inflamatórios em geral.[2]

Acredita-se que as atividades farmacológicas dos taninos são devidas, pelo menos em parte, a três características gerais qua são comuns em maior ou menor grau aos dois grupos de taninos, condensados e hidrolisáveis: 1) complexação com íons metálicos, 2) atividade antioxidante e sequestradora de radicais livres e 3) habilidade de complexar com outras moléculas incluindo macromoléculas tais como proteínas e polissacarídeos.[2]

1.2 Extração e identificação Várias reações cromáticas e de precipitação são utilizadas para definir os taninos e para identificar alguns dos seus constituintes. Estes ensaios são realizados quase sempre em soluções extrativas aquosas, compreendem reações de identificação geral e reações para identificação de grupos específicos.

1.2.i Preparação da solução extrativa Faz-se por decocção de 1 g da droga pulverizada e 30 mL de água destilada por 5 minutos. Depois de resfriado filtra-se em algodão e lava-se o resíduo com pequena quantidade de água destilada e completa-se o volume caso necessário.[1]

1.2.i Identificação geral Citam-se duas reações de identificação geral: a reação com a gelatina e a reação com acetato neutro de chumbo. Ambas as reações baseiam-se na formação de precipitados, ou pela reação com proteínas, provenientes da gelatina, ou por complexação com metais, caso do chumbo. Para realização das técnicas procede-se com o uso do extrato aquoso (2 mL em tubos de ensaio) e o uso de soluçoes de gelatina 2,5%, e de acetato neutro chumbo a 10%.[1]

Nestas técnicas a observação de turvação ou de precipitado indicam a presença de taninos na amostra avaliada.[1]

1.2.i Identificação específica Compreende a identificação da(s) classe(s) de taninos presentes na amostra, os realizados compreendem: reação com acetato ácido de chumbo e reação com cloreto férrico.

A reação com o acetato ácido de chumbo consiste também na formação de precipitado, ou não. A presença de taninos hidrolisáveis na amostra é evidenciada pela formação de precipitado, devido a complexação dos produtos de hidrólise ácida com o chumbo. Os taninos condensáveis permanecem dissolvidos no meio, caso os testes de identificação geral já tenham sido realizados, este já mostra-se conclusivo da presença dos condensados caso não haja formação de precipitado.[1]

A reação com o cloreto férrico baseia-se na mudança de cor, pela reaçao dos taninos com este reagente. O resultado é positivo para taninos hidrolisáveis em caso do desenvolvimento de coloração azul, e positivo para taninos condensados em caso de formação de coloração verde.[1]

2 Hamamélis (Hamamelis virginiana L.)

As folhas são o farmacógeno, e possuem, junto com as cascas, uma mistura complexa de taninos condensados e hidrolisáveis, sendo que o hamamelitanino é o principal constituinte das cascas.[2]

Essa planta é indicada para doenças do sistema venoso, tais como: hemorroidas, ulceras varicosas, flebite e varicocele. É utilizado também como hemostático em hemorragias internas e externas e como adstringente na cura de feridas, queimaduras e inflamações. Possui largo emprego em cosmética e devida às suas propriedades adstringentes. Os estudos farmacológicos relatam a inibição da 5- lipoxigenase e lis-PAF-acetil-CoA, dentre outras.[2]

3 Resultados e Discussão

4 Referências Bibliográficas [1]. COSTA, Aloísio Fernandes. Farmacognosia. 3ª Ed. Lisboa: Fundação Calouste

Gulbenkian, 2001. v.3. 992 p. Il. [2]. SIMÕES, Cláudia Maria Oliveira et al. Farmacognosia: da planta ao medicamento. 6ª Ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS; Florianópolis: Editora da UFSC, 2007.

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